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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Fibrose Quistica - Documental sobre la Fibrosis Quística rodado con la colaboración de la Asociación Madrileña contra la Fibrosis Quística (parte.1)

Um dos melhores videos que encontrei sobre a fibrose Quistica: Muito completo, com testemunhos de pais, doentes de FQ, fisioterapeutas e transplantados Pulmonares. Fala sobre a necessidade do diagnóstico precoce da FQ, do impacto sobre um doente com FQ quando lhe dizem que pode viver apenas até aos 30 anos. E ainda na esperança de se encontrar uma cura definitiva para a FQ e a solução perfeita para o Transplante Pulmonar (sem rejeição, sem necessidade de medicação)
Vejam, deixem comentários.
Obrigada,
Sandra Campos





quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parlamento europeu aprova novas normas para doações e transplantes de órgãos

Parlamento europeu aprova novas normas para doações e transplantes de órgãos


O Parlamento Europeu aprova esta quarta-feira uma directiva sobre doações e transplantes de órgãos na UE que adopta os modelos seguidos em Portugal e Espanha e visa responder à escassez actual de órgãos, avança a agência lusa.

Com o apoio garantido dos principais grupos parlamentares europeus, as novas normas, que os eurodeputados acordaram com os Governos da União Europeia, deverão ser adoptadas por uma maioria muito clara.

A nova legislação introduzirá critérios mínimos de qualidade e segurança para os transplantes dentro da UE de forma a facilitar as doações e promover a troca de órgãos entre os estados membros.

A directiva prevê ainda a criação de uma autoridade específica competente em cada país que será responsável por assegurar a qualidade e a segurança dos transplantes.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, disse em Março passado, em Madrid, após participar na reunião “Desafios Europeus e Universal na doação de órgãos”, organizada no âmbito da presidência espanhola da UE e sob a égide da Organização Mundial de Saúde, que a directiva que deverá ser hoje aprovada poderá ainda responder à escassez actual de órgãos e até reduzir o tráfico.

Ana Jorge recordou que Portugal e Espanha aplicam já metodologias de colheita e transplantação que têm permitido aumentar significativamente a capacidade de resposta nesta matéria.

“Há grandes diferenças entre os países quer na doação e colheita quer na forma de o fazer. Portugal, Espanha e Bélgica têm processos em que todos são dadores a não ser que façam declaração prévia”, explicou.

“Isso dá-nos mais capacidade. O modelo organizacional, com coordenadores de colheitas de órgãos em hospitais com unidades de cuidados intensivos também permitiu a Portugal registar um aumento nos últimos anos em termos de dadores”, frisou, acrescentando que Portugal e Espanha são líderes mundiais em termos de colheita e transplantes.

A nível europeu, o objectivo é procurar modelos que, “num cenário ideal”, fossem parecidos aos que já vigoram em Portugal e Espanha e que permitam fomentar a doação, colheita e transplante, disse.

“Todos os participantes [na reunião de Março em Madrid] foram unânimes ao considerar que tem de haver uma estratégia comum, com partilha de conhecimento”, no espaço da UE, disse.

Ana Jorge recordou que continua a haver escassez de órgãos a nível europeu e que as medidas comuns, como tem provado o caso ibérico, podem melhorar o nível de transplantação.

Em Portugal o número de dadores de órgãos de cadáver atingiu um valor recorde em 2009, com 31 dadores por milhão de habitantes, tendo havido um aumento em todos os transplantes, à excepção do hepático, que registou um decréscimo de 6,9%, segundo dados da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação.

Em 2009, houve 329 dadores de cadáver, um aumento de 16% em relação ao ano anterior, que se traduziu num aumento de 3,1% na zona Norte (25,6 dadores por milhão de habitantes), 19% no Centro (42,7 dadores/pmh) e 25% no Sul (28,4 dadores/pmh)

domingo, 9 de maio de 2010

El Complejo Hospitalario Universitario A Coruña realiza trasplantes pulmonares en menos de 60 días frente a la media nacional de 123

Asistencia mejor y más eficaz

Farjas Abadía señaló también que el trasplante de pulmón en la actualidad es la última de las alternativas terapéuticas a determinados procesos pulmonares como el enfisema, a fibrose quística, o la hipertensión pulmonar primaria, entre otros diagnósticos presentes en los pacientes gallegos.

En este sentido, la conselleira de Sanidad destacó que las enfermedades crónicas representan cada vez, una mayor carga de morbilidade y de la demanda de atención sanitaria. La prevención, potenciada desde la administración sanitaria, el diagnóstico precoz, o la promoción de los autocoidados de estos pacientes son fundamentales para determinar la respuesta que debe proporcionar el sistema sanitario.

En esta línea, Farjas Abadía señaló que en la Consellería de Sanidad y en el Servicio Gallego de Salud "estamos convencidos de que en la situación actual, y más en nuestra comunidad, con una población claramente envejecida, debemos reprantexar nuestra forma de trabajar". Por eso, añadió, "queremos impulsar la gestión por procesos y la gestión clínica, porque estos cambios requieren tiempo y esfuerzo, pero creemos que sólo adaptando el sistema a las necesidades de las personas podremos avanzar".

Compromiso social

Farjas Abadía hizo un reconocimiento público a los doadores y a sus familias que en un momento difícil tienen la valentía, la fortaleza y la generosidad de pensar nos demás. También destacó y agradeció la labor realizada por los profesionales que participan en el proceso de donación y trasplante y contribuyen la que el sistema gallego se encuentre situado dentro de los mejores de España.

Así destacó que "pocas actuaciones dentro del campo sanitario requieren un compromiso tan concreto, de la sociedad, de los profesionales y por supuesto de los gobiernos y de las administración sanitarias" y añadió que "estamos empeñados en que el gesto de donar tenga uno de los mayores reconocimientos sociales y sea motivo de admiración social, por lo que apoyamos y reforzamos el compromiso de igualdad y cohesión social que significa la donación".
fonte: http://www.vigometropolitano.com/news/200/ARTICLE/22563/2010-04-30.html

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Galicia conta co programa de transplante pulmonar máis activo de España

Galicia conta co programa de transplante pulmonar máis activo de España

cancerpulmonA conselleira de Sanidade clausurou as Xornadas de Transplante Pulmonar en Galicia coas que se conmemorou a celebración do 20 aniversario do primeiro transplante pulmonar realizado en España e os dez anos do inicio do programa de transplante pulmonar en Galicia.
Pilar Farjas Abadía destacou que actualmente o Complexo Hospitalario Universitario A Coruña, de referencia en Galicia e un dos seis hospitais de referencia española en transplante pulmonar, conta co programa máis activo de España “con resultados equiparables aos mellores do mundo e con supervivencias do 90% o primeiro ano”. No complexo coruñés son transplantados en menos de 60 días, a metade do tempo de espera que a media nacional situada en 124 días.
Actualmente, en España grazas ao traballo dos equipos de profesionais en transplante de pulmón se beneficiaron 2.237 pacientes. En concreto, no Complexo Hospitalario Universitario A Coruña beneficiáronse 301 pacientes con este tipo de intervencións. Farjas Abadía destacou así mesmo que o incremento da actividade de transplantes permitiu só no ano 2009 realizar un total de 40 transplantes de pulmón, “o que o converte no segundo hospital español con máis intervencións e o primeiro por taxa de poboación, con 14,5 intervencións por millón de habitantes”.
Perfil dos doadores
As causas de morte dos doadores reflicten a constante diminución dos accidentes de tráfico e, na actualidade, o perfil tradicional do doante novo que faleceu nun sinistro de tráfico deu paso a un doante de entre 50 e 60 anos falecido por hemorraxia cerebral.
A conselleira de Sanidade explicou que estes cambios nos perfís dos doantes esixen un importante esforzo de adaptación aos complexos hospitalarios así, no hospital coruñés “dende o 2004 amosan un aumento paulatino ano a ano máis marcado no transplante unipulmonar, que ademais permite un mellor aproveitamento dos órganos con excelentes resultados”. A supervivencia dun 60% destes transplantados aos anos e dun 50% aos cinco anos, son unha boa mostra da mellora da calidade de vida destes enfermos.
Asistencia mellor e máis eficaz
Farjas Abadía sinalou tamén que o transplante de pulmón na actualidade é a última das alternativas terapéuticas a determinados procesos pulmonares como o enfisema, a fibrose quística, ou a hipertensión pulmonar primaria, entre outros diagnósticos presentes nos pacientes galegos.
Neste senso, a conselleira de Sanidade salientou que as enfermidades crónicas representan cada vez, una maior carga de morbilidade e da demanda de atención sanitaria. A prevención, potenciada dende a administración sanitaria, o diagnóstico precoz, ou a promoción dos autocoidados destes pacientes son fundamentais para determinar a resposta que debe proporcionar o sistema sanitario.
Nesta liña, Farjas Abadía sinalou que na Consellería de Sanidade e no Servizo Galego de Saúde “estamos convencidos de que na situación actual, e máis na nosa comunidade, cunha poboación claramente envellecida, debemos reprantexar a nosa forma de traballar”. Por iso, engadiu, “queremos impulsar a xestión por procesos e a xestión clínica, porque estes cambios requiren tempo e esforzo, pero creemos que só adaptando o sistema ás necesidades das persoas poderemos avanzar”.
Compromiso social
Farjas Abadía fixo un recoñecemento público aos doadores e ás súas familias que nun momento difícil teñen a valentía, a fortaleza e a xenerosidade de pensar nos demais. Tamén destacou e agradeceu o labor realizado polos profesionais que participan no proceso de doazón e transplante e contribúen a que o sistema galego se encontre situado dentro dos mellores de España.
Así salientou que “poucas actuacións dentro do campo sanitario requiren un compromiso tan concreto, da sociedade, dos profesionais e por suposto dos gobernos e das administración sanitarias” e engadiu que “estamos empeñados en que o xesto de doar teña un dos maiores recoñecementos sociais e sexa motivo de admiración social, polo que apoiamos e reforzamos o compromiso de igualdade e cohesión social que significa a doazón”.
Fonte: http://www.sanasana.es/?p=3996

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Fibrose Quistica - Doente partilhou a morte na internet

Antes de lerem esta noticia, gostaria de vos dizer que não é minha intenção assustar ou chocar. Foi uma noticia que li e como Transplantada Pulmonar podem imaginar que é um dos meus principais motivos de medos e pesadelos que continuo a ter passados já 5 anos de Transplante Pulmonar.
No entanto, há uma mensagem muito forte que esta rapariga passa: A necessidade cada vez maior da doação de Órgãos. Tal como diz a Campanha de doação de órgãos galega - "Para quê no Céu? É aqui que precisamos deles"
Tenho uma amiga que foi Re-transplantada e voltou a ficar bem e tenho outra amiga que está transplantada há 14 anos, também por Fibrose Quistica e continuo a dizer a todos: O Transplante é uma nova Vida, Há que acreditar na evolução da ciência pois muito em breve vai ser encontrada a solução para a rejeição dos órgãos. Acreditem!

Um abraço a todos,
Sandra Campos



Vencedora de um concurso de misses, Eva Markvoort sonhava ser actriz. Morreu de fibrose cística em Março e partilhou num blogue os últimos momentos de vida e dois anos de sofrimento no hospital. Veja o vídeo de despedida.

"Olá, mundo", disse Eva para a câmara, numa cama de hospital e rodeada pela família. "Blog, amigos, todos vocês: tenho notícias para vos dar. É difícil de ouvir, mas consigo dizê-lo com um sorriso. A minha vida está a chegar ao fim".

Eva Markvoort sofria de fibrose cística, uma doença hereditária incurável cujos principais sintomas são a formação de cistos no pâncreas e a acumulação de muco nos pulmões. Sempre com esperança de receber um segundo transplante duplo de pulmões, ainda que essa fosse uma hipótese improvável, a jovem documentou a evolução da doença num blog.

O "65_RedRoses" ("65 Rosas Vermelhas"), o diário digital de Eva, foi iniciado em 2006, para combater o isolamento a que os hospitais obrigam os doentes com fibrose cística devido ao risco de infecção. Eva, que ficava sozinha depois da hora de visita, começou a procurar outros pacientes através da Internet.

O nome do blogue teve origem na dificuldade que Eva tinha, quando era pequena, de pronúnciar o nome da doença ("cystic fibrosis", em inglês), dizendo, como é comum nas crianças com a doença, "sixty-five roses". Markvoort adicionou, posteriormente, a sua cor favorita, o vermelho, ao nome do blogue.

Eva Markvoort foi, ainda, tema de um documentário canadiano com o mesmo nome do blogue, que mostrava a luta diária com a fibrose cística: as tosses violentas, os vómitos, os tratamentos difíceis, a espera pelo transplante duplo de pulmões. O documentário acabou com a confirmação do transplante, um sinal de que a jovem estaria prestes a começar a sua recuperação.

No entanto, pouco menos de dois anos após a operação, o corpo começou a rejeitar os pulmões e Eva voltou a ressentir-se. Muitos dos seus posts e vídeos no blogue estavam intercalados com manifestações súbitas da doença.

Apesar da condição física ter piorado, Eva nunca desistia da vida ou se isolava. Numa das entradas de vídeo do "65_RedRoses", diz: "Sinto-me uma felizarda, porque amei mais do que possam pensar ou imaginar. Por isso festejo isso: festejo a minha vida".


O testemunho de Eva Markvoort gerou uma onda de solariedade um pouco por todo o mundo, desde os EUA à Polónia. Através do blogue, a jovem lutou para que a população em geral se consciencializasse para a doença de que padecia e da necessidade da doação de órgãos.

"Senti-me muito egoísta quando li o teu blogue, porque fumei durante anos, tomando os meus pulmões como garantidos. Ajudaste-me a deixar o pior hábito que alguma vez time", escreveu, uma vez, um visitante do "65_RedRoses", citado pela CNN.

Partilhar a doença

De acordo com a CNN, a partilha pública dos últimos dias de vida é uma forma de quebrar o estigma da morte para o resto das pessoas, dizem os médicos que tratam de pacientes terminais.

"Na última década assistimos a mudança de uma cultura bastante fechada à ideia da morte para uma que partilha as últimas experiências", explicou Chris Feudtner, director de pesquisa dos Serviços de Cuidados Paliativos do Hospital Pediátrico de Filadélfia, nos EUA. "As pessoas pensam: "Ainda estou viva. Não quero estar fechada, quero uma ligação. Quero partilhar a minha aprendizagem ao longo desta viagem".

O blog de Eva Markvoort não foi o primeiro a divulgar publicamente o sofrimento de pacientes de doenças graves. Miles Levin, um jovem de 18 anos falecido em 2007 com um tipo de cancro raro, e Michelle Lyn Mayer, de 39 anos, que morreu em 2008 com escleroderma, também partilharam os seus pensamentos sobre vida e morte em diários digitais.

Num caso um pouco mais divulgado mediaticamente, também Jade Goody, uma concorrente do Big Brother inglês, decidiu divulgar publicamente o cancro do útero de que sofria e a progressão da doença, ainda que com objectivo de angariar dinheiro que garantisse o futuro dos dois filhos depois de morrer.



Fonte: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1555309

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Una coruñesa trasplantada de pulmón celebra con el médico que la operó sus 14 años de «nueva vida»

Foto: Hace una década prestó su sonrisa para una campaña a favor de la donación.

Hoy mismo hace 14 años que Iria volvió a respirar. «Gracias al donante y gracias al equipo de profesionales», cuenta esta coruñesa de 29 años cuyo caso ilustra una conmemoración que, en definitiva, solo la generosidad ante la muerte hace posible. En su caso, doblemente. Hoy hace 14 años que una familia desconocida le regaló un soplo de vida, los pulmones de alguien querido, y el mes que viene se cumplirán dos de que su padre, Lois, le donó un riñón.


Ella, que hace una década prestó su sonrisa para una campaña a favor de la donación, es una de los 2.200 razones para la fiesta en la que participarán cirujanos torácicos y equipos de trasplantes de toda España. La cita es para conmemorar los 20 años del primer trasplante pulmonar realizado en España y los 10 del primero en Galicia. Juntas, las cifras forman 2010, año Xacobeo, y qué mejor que Santiago para celebrar dos hitos médicos en los que, con mascarilla, guantes y bisturí en ristre, estuvo José María Borro, responsable de los implantes en el Hospital A Coruña e impulsor de la reunión.

La primera vez fue en La Fe de Valencia, centro en el que este cirujano madrileño participó en 125 injertos antes de poner en marcha el programa gallego. Entre ellos, el de Iria, que les llegó en 1996 en ambulancia desde A Coruña casi sin esperanza. Diagnosticada de fibrosis quística a los 3 años, hasta los 13 fue «una niña normal», recuerda. Sin embargo, a los 15 su situación era ya límite. «Había tenido siete neumotórax, llevaba meses sin levantarme, y cuando me dijeron lo del trasplante me dio un miedo horroroso, me parecía imposible; era muy joven -añade-, pero recuerdo perfectamente ser consciente de que yo me moría, así que no perdía nada». Al despertar de aquella intervención «pensé que estaba muerta -continúa-, todo era tan blanco... pero en cuanto pude fijar la vista y caer en la cuenta de que era el hospital supe que todo había salido bien: respiraba como hacía años que no». Tanto y tan bien que al poco tiempo «se tragó medio Mediterráneo en La Malvarrosa», cuenta Borro, lo que le causó una infección.

No ha tenido desde entonces «nada más», dice. Salvo, claro está, el daño renal por los fármacos contra el rechazo de la que fue rescatada, sin espera ni diálisis, por su propio padre. No ha dejado tampoco de hacer deporte, eso sí, en seco. Le queda una asignatura para acabar Empresariales, vive con su pareja, David, lleva su casa, sale, entra, se divierte... «Mi vida es como la de cualquier otra chica; me considero una persona con suerte», concluye antes de, por supuesto, reiterar la llamada a la solidaridad. Esa que en la última década ha permitido volver a sentir el aire en los pulmones a 301 gallegos.




Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/carballo/2010/04/24/0003_8439627.htm

quarta-feira, 24 de março de 2010

Sensibilizar para a doação de órgãos entre vivos (Fonte TSF 22.03.2010)

Escutem bem o testemunho da Associação nacional dos transplantados hepáticos na rádio Renascença: - "...Alguns médicos não aconselham o transplante ..."
Uma grande verdade que se continua a "esconder" no dia em que se revelou os resultados da transplantação em Portugal.

Link para ouvir a rádio: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=97&did=96575

Sensibilizar para a doação de órgãos entre vivos

Deveria existir uma maior sensibilização para a doação de órgãos entre pessoas vivas, diz António Almeida, da direcção da Associação Nacional dos Transplantados Hepáticos, na véspera da conferência europeia e mundial sobre doação e transplantação de órgãos.

O encontro, que vai decorrer em Madrid, pretende encontrar respostas para dois problemas: a escassez de órgãos para transplante e o aumento dos doentes em lista de espera.

Os problemas antes do transplante de um órgão não se resumem às habituais queixas das listas de espera. António Almeida dá um exemplo: “o desconhecimento do que se vai encontrar pela frente, a falta de apoio (…), para além das dificuldade que se encontram nos médicos que não aconselham o transplante”.

Já depois dos transplantes as dificuldades são outras: “são os medicamentos que, a maioria, não são comparticipados”.

Quanto à doação de órgãos ainda há trabalho a fazer no caso da doação entre pessoas vivas, considera António Almeida.

Portugal é um caso de sucesso

O encontro que vai decorrer em Madrid acontece numa altura em que a Comissão Europeia está a trabalhar na promoção de várias medidas sobre esta matéria.

Na capital espanhola está a coordenadora nacional de doação da autoridade para o serviço de sangue e transplante.

Em declarações à Renascença, Maria João Aguiar começa por explicar de que forma é que Portugal pode contribuir para dar resposta aos problemas que a Europa enfrenta em termos de doação e transplantação de órgãos.

“Morrem 10 europeus por dia em lista de espera para transplantação e o modelo português vai ser um dos modelos considerado de sucesso na Europa - aumentámos 64% a actividade de doação nos últimos três anos – e é um dos modelos que estará em estudo para se encontrar um caminho para a Europa seguir” - explicou Maria João Aguiar.

Qual o segredo para este sucesso? A coordenadora nacional de doação da autoridade para o serviço de sangue e transplante, explica que foram copiados, adaptados e aperfeiçoados modelos que já tinham dado provas noutros países e foi criada uma nova figura dos hospitais, que é um médico que, para além da sua função normal de médico, sensibiliza os colegas para o problema da escassez de órgãos e ajuda-os na detecção de potenciais dadores”.

terça-feira, 23 de março de 2010

Cada año 4.000 personas salvan la vida gracias a un trasplante

Cada año 4.000 personas salvan la vida gracias a un trasplante. Una de cada 25 intervenciones de este tipo que se realiza es de niños. Actualmente hay 87 pequeños en lista de espera junto a unos 5.000 adultos, que aguardan la solidaridad de una familia que autorice donar los órganos de su ser querido fallecido.

Este 3 de junio se celebra el Día del Donante que este año se dedica al trasplante infantil y coincide con el 30 aniversario de la aprobación de la Ley de Trasplante y con el 20 de la creación de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT).
TVE ha estado con una familia que ha vivido las dos caras. Antonio García perdió un hijo de tan solo 20 años. Decidió donar los órganos. Años después, otro de sus hijos necesitaba un hígado para seguir viviendo. Gracias a la generosidad de otra familia hoy puede contarlo.

Fonte: http://www.rtve.es/noticias/20090602/cada-ano-4000-personas-salvan-su-vida-gracias-a-trasplante/279461.shtml

España supera por primera vez los 1.600 donantes de órganos en 2009 y alcanza los 4.000 trasplantes

Foto: La ministra de Sanidad, Trinidad Jiménez, y el director de la Organización Nacional de Trasplantes, Rafael Matesanz.KOTE RUBIO / EFE
España ha llegado por primera vez a los 1.605 donantes de órganos el pasado año, cuando se realizaron un total de 4.028 trasplantes, ha afirmado la ministra de Sanidad, Trinidad Jiménez, quien ha anunciado que la Presidencia española de la UE intentará aprobar una directiva europea sobre trasplantes.

Jiménez ha destacado también que Madrid se convertirá del 23 al 25 de marzo en "la capital mundial de los trasplantes", ya que organizará una conferencia de alto nivel internacional para que la directiva europea a aprobar se implante en 72 países de los cinco continentes.
Pese al gran descenso de los accidentes de tráfico en 2009, el número de donantes ha aumentado en un 1,8% el pasado año gracias a la contribución de las personas mayores, ya que el 44,6% de los donantes eran mayores de 60 años y sólo el 8,7% a fallecimientos por accidentes de tráfico. En cuanto a las causas de muerte de los donantes, el 64,3% fue por hemorragia cerebral.
La mayor tasa de donantes del mundo
España alcanzó en 2009 una tasa de 34,3 donantes por millón de personas (pmp), la mayor del mundo, ya que supera en 8 puntos a la media de Estados Unidos (26,3 pmp) y casi duplica la tasa media de la UE (18,1 pmp).
Estas cifras explican que el modelo español de trasplantes se haya convertido "en un ejemplo en todo el mundo" desde hace 18 años, según la ministra, y por ello se espera que en el semestre de Presidencia española se consiga aprobar la nueva Directiva Europa sobre calidad y seguridad en los trasplantes.
Una nueva norma que se basará en el modelo español, que se rige por los principios de "solidaridad, cohesión, calidad e innovación", ha aseverado la ministra.
El objetivo es que los 500 millones de personas de los 27 países de la UE tengan las mismas garantías de calidad y seguridad al ser trasplantadas en sus países que en España, ha asegurado el director de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT), Rafael Matesanz.
Máximos históricos en trasplantes renales y pulmonares
Los trasplantes aumentaron un 2,1% en 2009 y destacan los máximos históricos en el trasplante renal (2.328 frente a los 2.229 de 2008) así como el pulmonar (219 frente a 192 del pasado año). Además, se realizaron 1.099 trasplantes hepáticos, 274 cardíacos, 97 de páncreas y 11 de intestino.
Se ha incrementado el número de trasplantes renales de donante vivo, que ha pasado de 156 en 2008 a 235 en 2009, una modalidad que representa el 10 por ciento de todos los trasplantes renales efectuados.
La ministra ha resaltado la puesta en marcha el pasado año del trasplante renal cruzado, por el que el pasado julio fueron intervenidas dos parejas (dos donantes y dos trasplantados). En la actualidad hay 26 parejas en lista de espera para este programa.
Jiménez ha destacado como hito histórico del pasado año el récord de donaciones y trasplantes en un sólo día -28 de marzo-, con un total de 13 donantes, 32 trasplantes y la intervención de 23 hospitales de ocho Comunidades Autónomas, siete aeropuertos civiles, seis compañías aéreas y más de 500 personas.
Asimismo, se ha referido al primer trasplante de cara efectuado en España por el equipo del doctor Pedro Cavadas, el primero del mundo en incluir lengua y mandíbula.
Cantabria y Cataluña, a la cabeza
Por Comunidades Autónomas, Cantabria, con 61 donantes pmp, es la que ha tenido mayor tasa de donación, mientras que Cataluña (más de 34 donantes pmp) lidera la lista en cuanto al número de donantes.
El hospital que ha registrado mayor número de donantes ha sido el Doce de Octubre de Madrid (64), mientras que el Reina Sofía de Córdoba ha tenido más donantes en muerte encefálica (56).
A 31 de diciembre de 2009, alrededor de 5.397 enfermos se encontraban en lista de espera para recibir un órgano.

Fonte: http://www.rtve.es/noticias/20100111/espana-supera-primera-vez-1600-donantes-organos-2009-alcanza-4000-trasplantes/311393.shtml

España es líder mundial con 34,4 donantes por millón de personas (Fonte: TRV.es)


España impulsa la Directiva común de trasplantes de órganos.
Esta directiva permitiría mejorar el acceso a estas terapias de 500 millones de personas. En Madrid se habla estos días de los trasplantes. Hoy se celebra una Conferencia Europea, coincidiendo con la presidencia española de la Unión.

Europa quiere salvar 20.000 vidas anuales con la nueva directiva de trasplantes
España es líder mundial con 34,4 donantes por millón de personas

Holanda, Inglaterra y Alemania a la cola en donantes

Europa quiere cambiar radicalmente su modelo de trasplante de órganos. Para conseguirlo se prepara una nueva directiva sobre calidad y seguridad que estará basada en el modelo español y que se aprobará a finales de junio.

Permitirá, según ha explicado la ministra de Sanidad, Trinidad Jiménez, salvar la vida de 20.000 personas anuales en la Unión Europea. El objetivo de la nueva normativa, es conseguir que la media de donantes en el conjunto de la UE se duplique, al pasar de los 18,1 por millón de personas actuales, a los 34,4 que registra España, país que desde hace diechiocho años tiene la mayor tasa de donación del mundo.
En cuanto a la donación en vivo, Jiménez ha indicado que el ideal sería aproximar la media europea a los países escandinavos o al Reino Unido -con porcentajes superiores al 34 por ciento-, lo que permitiría liberar de la diálisis cada año a 2.000 personas.

Mejorar la donación en vivo
En España, la donación en vivo se situó en 2009 en un 10 por ciento mientras que la media actual de la Unión Europea es de un 18 por ciento.
El director de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT), Rafael Matesanz, ha relatado que cada día fallecen doce europeos a la espera de un trasplante.
"Es necesario conseguir la autosuficiencia en la donación de órganos y por otro lado combatir el turismo de órganos", ha apostillado la ministra, quien ha recordado que España ya ha incluido la tipificación como delito de esta comercialización ilícita en la actual reforma del Código Penal.
En 2008 se registraron en Europa un total de 8.946 donantes de personas fallecidas y 3.113 de donantes en vivo, lo que permitió realizar 27.809 trasplantes.

Los datos europeos
Estas intervenciones, ha matizado, permitieron cubrir sólo el 46 por ciento de las necesidades de la población. Ese mismo año, alrededor de 60.000 europeos estaban en lista de espera para recibir un órgano y, de ellos, 4.371 murieron sin conseguirlo.
Jiménez ha explicado que, en la búsqueda de soluciones a esta situación, la nueva Directiva pretende impulsar una estrategia de colaboración que acorte las "grandes diferencias" que existen en los 27 países de la UE en esta materia, permitiendo a quinientos millones de personas mejorar su acceso a estas terapias.
El responsable de la ONT ha apuntado que en el ránking mundial de donación y trasplante de órganos siguen a España países como Portugal, con 31 donantes por millón de personas; Bélgica, con 26; Francia, con 23,2, e Italia con 21,3.
Frente a ellos, se encuentran países como Holanda, con 12,9; Dinamarca, con 13,9; Alemania, con 14,5; Inglaterra, con 15,5, o Irlanda, con 16,5.

Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - Expresso 23.03.2010

Foto: O coordenador de doação hospitalar dos HUC, Armindo Simões, ajuda a determinar se João está em morte cerebral e explica como se mantêm os órgãos do cadáver

Transplantes: A vida de quem salva vidas

Portugal - e em especial a região Centro - aposta forte na recolha de órgãos em cadáveres. O esforço dá a muitos doentes que precisam de um transplante a oportunidade de fintar a morte.

[Cristina Bernardo Silva (texto) e António Pedro Ferreira (fotos) (www.expresso.pt) ]


Parece vivo. Tem a pele corada, o coração a bater. O peito move-se como o de quem respira. Deu entrada nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) com um traumatismo craniano e está no Serviço de Medicina Intensiva (UMI) após vários dias sem melhoras. Os médicos suspeitam de morte cerebral, mas fazem tudo para manter as funções vitais. Motivo: o homem deitado na cama é um potencial dador.
Num país que é líder mundial na recolha de órgãos para transplante, logo depois de Espanha, os HUC foram o hospital com o maior número de colheitas em cadáveres (59), no ano passado. O segredo parece estar na identificação do circuito dos potenciais dadores. Armindo Simões é o actual coordenador hospitalar de doação - um médico intensivista com a função especial de detectar eventuais dadores no seu hospital. Uma espécie de 'olheiro', que visita diariamente serviços onde a probabilidade de haver doentes a evoluir para a morte cerebral é grande. É o caso da urgência, da sala de emergência, da neurocirurgia, do recobro anestésico. Armindo Simões fala com os colegas desses e de outros serviços, sensibilizando-os para a "causa", referencia os pacientes. "Manter um dador é um trabalho imenso. Faço-o com empenho por saber que vai dar qualidade de vida a doentes em sofrimento".
Outro serviço com potencial para a recolha é a UMI, onde está João (chamemos-lhe assim), o homem deitado na cama. O intensivista de serviço, Nuno Devesa, realiza várias provas (que terão de ser feitas quatro vezes, duas por ele e outras duas pelo neurocirurgião de serviço) para determinar se pode mesmo ser considerado um cadáver. Com os dedos, faz forte pressão nas pálpebras e no pescoço para provocar dor e, com ela, uma reacção. Sem sucesso. Aponta uma lanterna para os olhos de João, mas as pupilas mantêm-se dilatadas e fixas no vazio, indiferentes à luz intensa. Esfrega-lhe as córneas com algodão, mas João nem pestaneja. Tenta provocar o reflexo da tosse, introduzindo uma sonda na faringe. Nada. No ouvido, injecta um soro gelado para verificar se os olhos se desviam. Sem êxito. Finalmente, retira o ventilador para desencadear movimentos respiratórios espontâneos, mas João, na casa dos 30, não esboça sequer uma tentativa para respirar sozinho. A falta de resposta não surpreende. "Há uma lesão compatível com morte cerebral. Fazemos os testes quatro vezes porque somos obrigados por lei", explica Nuno Devesa, enquanto desinfecta as mãos.
Rins ficaram em Coimbra
Quando a enfermeira puxa o lençol que cobre João, este mexe as pernas, parece ajeitar-se. Logo Armindo Simões esclarece que os movimentos são "reflexos medulares que se esgotam com o estímulo". Exemplifica tocando-lhe num pé várias vezes. João leva a perna para trás, como que a responder às cócegas, e pára. Mas os reflexos que poderiam indicar que não está morto são os que ocorrem do pescoço para cima, não para baixo. "Por vezes, os familiares vêem movimentos bastante exuberantes e têm dificuldade em aceitar que a pessoa já não vive".
Depois de feitos todos os testes para determinar a morte cerebral, através de "critérios padronizados ao nível da União Europeia", é passada a certidão de óbito. Como tudo indicava, já ninguém mora naquele corpo ligado a um emaranhado de tubos. Mesmo assim, há mais médicos, enfermeiros e auxiliares à volta do cadáver do que a assistir o conjunto dos doentes da mesma sala quente, com cheiro a azedo. Está em curso um processo de morte que leva à rápida deterioração dos órgãos para transplante. Quanto mais cedo a colheita se fizer, melhor.
João perdeu o sistema de auto-regulação e tudo tem de ser mantido com a ajuda das máquinas e dos medicamentos, num complicado jogo de compensações e correcções quase ao minuto para que o ecrã ao lado da cama do cadáver mostre que o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea e os níveis de oxigenação estão bons. João tem a glicemia baixa e recebe um soro com glicose. Para reporem o volume do sangue, os médicos usam soros e expansores plasmáticos. Fazem-se testes para apurar se existem doenças que inviabilizem a doação.
Enquanto isso, o Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação (GCCT) dos HUC, que cobre a região Centro, trata de obter o apoio logístico necessário à realização da recolha: envia amostras de sangue para o Centro de Histocompatibilidade, procura um receptor urgente e compatível, verifica se João está inscrito no Registo Nacional de Não Dadores. Em 2009, o GCCT, dirigido por Ana Calvão da Silva, liderou a recolha de órgãos ao atingir 45,2 dadores por milhão de habitantes, e ultrapassou mesmo o desempenho de Espanha (34,4). Na região, foram recolhidos órgãos de 112 cadáveres. Uma das explicações que a directora avança para os resultados é a aposta na recolha em cadáveres da área médica (geralmente acidentes vasculares cerebrais), já que o número de dadores da área traumática "diminuiu muito com a baixa da sinistralidade rodoviária".
Nos Hospitais da Universidade de Coimbra, o sucesso é atribuído a uma "forte cultura de doação". Em Março de 2008 (antes mesmo de existirem coordenadores hospitalares de doação), foram criadas
"normas de execução permanente para aumentar a colheita", explica João Paulo Almeida e Sousa, ex-coordenador e grande dinamizador da colheita nos HUC.
Ao fim da tarde, uma cardiologista aproxima-se do cadáver. Faz-lhe um ecocardiograma. O coração está dilatado devido ao consumo excessivo de álcool e não será aproveitado. João parece dormir. As luzes fortes por cima da cama foram desligadas. O lençol sobe e desce junto ao seu peito, 'respira' com ele. À noite, a equipa de colheita vem buscá-lo. Os rins serão transplantados no mesmo hospital, o fígado viajará até Lisboa.
TRÊS PERGUNTAS A
Maria João Aguiar, Coordenadora da Unidade de Colheitas da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação
Qual a importância dos coordenadores hospitalares de doação para o desempenho de Portugal na colheita de órgãos?
O aumento da actividade de colheita e transplantação resulta do esforço dos profissionais de saúde, uma vez que a detecção e manutenção de um dador é um trabalho de equipa. O coordenador hospitalar de doação tem precisamente como funções, além da avaliação clínica de potenciais dadores, a sensibilização do seu hospital para a doação e como tal foi grande o seu contributo.
A que atribui a eficiência dos HUC?
Todos os hospitais da zona Centro são um exemplo para o resto do país nesta matéria. Os resultados têm a ver com bons coordenadores hospitalares de doação, hospitais a funcionar bem, circuitos hospitalares bem oleados, e profissionais de saúde que assumem as responsabilidades que têm na procura de vida, numa perspectiva de dádiva, em quem já morreu, para os doentes em lista de espera para transplantação na zona Centro.
É possível melhorar mais nesta área?
Sabemos, pelo exemplo de Espanha, que é possível melhorar bastante mais. Pensamos que o caminho a seguir é o que traçámos. Temos em vista o arranque de programas mais ambiciosos de colheita em coração parado, que esperamos concretizar em 2010, e melhorar a divulgação da possibilidade da doação em dador vivo.
NÚMEROS
331 cadáveres foram aproveitados para a doação de órgãos em 2009, em Portugal, o que equivale a 31,2 dadores por milhão de habitantes 45,2 dadores por milhão de habitantes foi a fasquia conseguida pela região Centro, superando a Espanha, líder mundial, que atingiu os 34,4
929 pessoas foram transplantadas em Portugal em 2009. No ano anterior foram 858
100 médicos, aproximadamente, são coordenadores hospitalares de doação

Fonte: http://aeiou.expresso.pt/transplantes-a-vida-de-quem-salva-vidas=f571235

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - Correio Manhã (18.03.2010)

Para um programa de 500 Transplantes Pulmonares em Barcelona, incluindo Transplantes Pulmonares Pediátricos foram necessários 10 anos; para um programa de 250 transplantes pulmonares em La Corunha no Hospital Juan Canalejo foram necessários 10 anos, para um programa de 12 transplantes pulmonares em Portugal também foram necessários 10 anos.
 Estranha contradição é Manuel Pizarro afirmar que somos "lideres na recolha de órgãos, ao lado de Espanha" mas no entanto, afirma para outros meios de comunicação que a "temos que melhorar pois a nossa falha está na recolha de órgãos e que é esse facto que está a limitar o número de Transplantes Pulmonares realizados em Portugal" ... Em que ficamos?
Não será demasaido cedo para Manuel Pizarro afirmar que "Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011"?! Esperemos, para o bem de todos, que assim seja!

Sandra Campos

***NOTICIA DO CORREIO DA MANHÃ***

Foto: O número de transplantes renais é superior ao número de novos inscritos na lista de espera

Transplantes hepáticos contrariam tendência
Aumentam dadores de órgãos de cadáver

A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) do hospital de Santa Marta divulgou, esta quinta-feira, os números de dadores de órgãos de cadáver relativos a 2009, concluindo que apresentam um aumento significativo, face aos anos anteriores.

Os dados apresentados revelam que no ano passado registaram-se 31 dadores de órgãos por um milhão de habitantes, tendo havido um aumento em todos os transplantes excepto no hepático devido à dificuldade de obter fígados de jovens cadáveres.
A coordenadora da ASST, Maria João Aguiar, ressalva que a legislação aprovada em 2007, que permite a dádiva em vida de órgãos entre pessoas sem parentesco, contribuiu para o aumento de 25 por cento da colheita de órgãos de dador vivo.
“Estamos a transplantar mais do que as novas inscrições e isto é muito importante para os doentes em diálise” disse Maria João Aguiar acerca dos transplantes renais que aumentaram em quase 12 por cento.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, salientou que Portugal “é o segundo país a ultrapassar a barreira da colheita de 30 órgãos por milhão de habitantes”, mas admitiu que ainda há muito para melhorar no que concerne aos transplantes pulmonares.
“Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011” sublinhou Manuel Pizarro que, de acordo com a agência Lusa, aproveitou para relembrar que vai ser criado o segundo centro de transplante pulmonar.
P.M.C.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=FED7AF49-ED29-4CCD-B0D8-1DD2CA3145DE

Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - 18.03.2009 (Fonte: Jornal 24 Horas)

Ontem fui contactada pelo jornal 24 horas e já sabia que esta notícia ia sair hoje uma vez que hoje é o dia de Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal.

Ao longo da conversa foi-me dito que desta vez o objectivo era transmitir esperança às pessoas - "É preciso que as pessoas acreditem na Transplantação em Portugal e nos esforços da equipa de Santa Marta. Aliás foram os próprios médicos que ajudaram em 2007 a denunciar o estado vergonhoso dos Transplantes Pulmonares em Portugal que agora dizem que notam o esforço da equipa de Santa Marta."

A pedido deste jornal, dei o nome de uma grande amiga minha que foi transplantada e com sucesso em Santa Marta, já há 6 anos. De facto a Ana Mafalda foi para o transplante já em coma e foi um milagre a sua recuperação e a nova vida que tem hoje. Por isso entendo que a Ana Mafalda, tal como todos os que foram transplantados em Santa Marta, não gostem de ouvir dizer mal do hospital e da equipa que os salvou.

Outra pessoa que aparece, nesta reportagem, é o António Pinto de Sousa que teve também a milagrosa sorte de hoje estar bem, pois também foi para o Transplante em coma mas para o Hospital Juan Canalejo em La Corunha. “Se não fosse a equipa do Juan Canalejo hoje já cá não estava" - Já disse tantas vezes o António, digo eu, Sandra Campos, e dizem os mais de 40 transplantados portugueses salvos pela equipa do Juan Canalejo.

Também não gostamos de ouvir dizer mal desta fantástica equipa que para além de profissional é extremamente humana e carinhosa.

Quero com tudo isto dizer - "É humano a adoração que temos por quem nos salvou a vida que estava por um fio; seja na La Corunha, seja em Santa Marta, seja em França (relembrando o caso da Elisabete Bovião) ou onde for! Afinal de contas estamos todos no mesmo “barco”, todos queremos viver com saúde, todos estamos agradecidos por esta segunda vida que temos”

Devíamos antes dizer – “OBRIGADA Corunha, Obrigada Santa Marta, obrigada a todos, em qualquer parte do mundo, que lutam por salvar vidas. Obrigada aos Dadores e às suas famílias que com uma imensa generosidade nos salvaram com os seus órgãos. Obrigada por existir uma legislação que nos permite ir para outro país quando o nosso não tem condições” (Digo “nosso” em termos generalistas!).

"Deixar de parte as guerrinhas mesquinhas, os interesses particulares, o ego exaltado, os interesses económicos e políticos, mas será isso alguma vez possível?" - Serei demasiado Utópica?!

Desejo que esta reportagem traga esperança a todos aqueles que querem ser transplantados em Portugal e que apostam as suas vidas na equipa de Santa Marta.

Dou os parabéns a Santa Marta e a todos que com sucesso foram transplantados, a nível pulmonar, neste hospital.

No entanto, sempre fui apologista que a verdade dói mas a mentira ou omissão ainda mais ... Pelo que continuarei, sem querer agradar a gregos e a troianos, a divulgar todos os casos que necessitem de ser divulgados, todos os casos que chegam diariamente ao meu mail em perfeito desespero.

Em 2007, quando saiu a Grande Reportagem da SIC era necessário denunciar a situação, segundo os dados do jornal 24 horas, a situação foi melhorando ao longo destes anos ... Fico muito satisfeita por sentir que ajudei nessa melhoria, apesar de ter sido de uma forma que nem a todos agrada - A denuncia na Televisão - Um dos meios com imensa força para fazer chegar a verdade ao público. Aqui só tenho a agradecer a todos os jornalistas e televisões que se empenharam neste tema.

Quero ainda dar a minha força e apoio à Associação que o António Pinto Sousa diz que vai avançar em conjunto com Santa Marta...Força e Parabéns! Serei a primeira a associar-me.

Resta-me dizer a todos aqueles que continuam a procurar no meu blog uma ajuda que continuo aqui para o fazer...SEMPRE.

Todos os comentários são bem vindos e todos os pedidos de ajuda para sandraalvescampos@gmail.com

E principalmente MUITA FORÇA E CORAGEM A TODOS.
Sandra Campos


Fonte: Jornal 24 Horas de 18.03.2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Transplantes: centro de Portugal é região do mundo com mais dadores (Fonte: Rcm Pharna 02.03.2010)

Esta noticia é o que se chama "TAPAR O SOL COM A PENEIRA"
A Pergunta mantem-se: Porque falam da recolha de órgãos em geral? Porque não admitem a grande falha em relação à recolha de pulmões? Porque falam do Norte, Centro e Sul em separado? Não se devia unir esforços? Porque mandam médicos para estágios esporádicos no estrangeiro quando não é isso que lhes vai dar a experiência necessária para executarem os Transplantes Pulmonares?
Porque não aceitam a ajuda de uma equipa de toraxica (falo da equipa espanhola galega do hospital Juan Canalejo na La Corunha) com anos de experiência para que o programa da Transplantação de Pulmões começe de verdade a funcionar em Portugal? Pode haver dadores mas não há recolhas!
Sandra Campos

Transplantes: centro de Portugal é região do mundo com mais dadores

O Centro de Portugal é a região do mundo com mais dadores de órgãos para transplantes por milhão de habitantes em 2009, surgindo à frente de Espanha, líder mundial de colheitas, foi anunciado segunda-feira, avança a agência Lusa.
Segundo uma nota divulgada pelos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), que citam dados da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), o Centro foi a região do país que mais contribuiu para a colheita de órgãos em 2009, registando 42,7 dadores por milhão de habitantes (pmh), quando Espanha obteve, em termos nacionais, 34,4 dadores/pmh.
Em termos nacionais, Portugal registou 31,17 dadores/pmh, o que coloca o país em segundo lugar em termos mundiais, segundo os dados fornecidos à agência Lusa pelos HUC.
O Gabinete de Coordenação de Colheita e Transplantação da Região Centro (GCCTRC), que funciona nos HUC e abrange também a região dos Açores, teve 112 dadores (59 só nos HUC e os restantes nos 11 hospitais, incluindo distritais, integrados), que forneceram um total de 303 órgãos para transplante.
Bastante atrás do Centro surge a Zona Sul e Madeira, com 28,2 dadores/pmh.
Em termos de unidades hospitalares, os HUC destacam-se no panorama nacional, com 59 dadores, contra 33 no Hospital de S. João e 32 no Hospital de Santo António.
A razão para os elevados índices de desempenho da região Centro está no “trabalho de sensibilização” que o Gabinete de Coordenação tem desenvolvido junto dos hospitais abrangidos e nas “normas de execução permanentes” introduzidas em 2008 nos HUC, disse hoje à Lusa a coordenadora do GCCTRC, Ana Maria Calvão da Silva.
“A contribuição desses hospitais tem sido de um valor enorme, se não tivéssemos criado uma sensibilização nessas unidades, muitos potenciais dadores não teriam sido aproveitados”, afirmou a especialista dos HUC, sublinhando o “grande aumento de dadores do foro médico (vítimas sobretudo de acidentes vasculares cerebrais e não de traumas provocados por acidentes).
Em declarações à Lusa, o presidente do conselho de administração dos HUC, Fernando Regateiro, destaca o “empenho e a organização dos profissionais” envolvidos.
“Se o resto do país começar a trabalhar como a região Centro, Portugal pode para o ano ultrapassar Espanha na colheita de órgãos”, afirmou.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Governo alarga isenção das taxas moderadoras a dadores de órgãos e militares

O Governo alargou esta sexta-feira as isenções de pagamento de taxas moderadoras a dadores vivos de órgãos ou de células e a militares e ex-militares, medida que se estima abranger um universo de 20 mil pessoas. medida do executivo foi apresentada pela ministra da Saúde, Ana Jorge, em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, avança a agência Lusa.

Segundo o Governo, este decreto “estabelece a isenção do pagamento de taxas moderadoras em situações que envolvam transplantes de órgãos ou células, bem como para os militares e ex-militares das Forças Armadas que, em virtude da prestação do serviço militar, se encontrem incapacitados de forma permanente”.
Ana Jorge referiu que esta medida “foi uma forma de assinalar o Dia Mundial do Doente, na quinta-feira”, constituindo-se como “um incentivo à colheita de órgãos por parte de dadores vivos”.
“Por isso, estabelece-se uma isenção para dadores de órgãos vivos ou para tudo aquilo que estiver relacionado com exames, ou ainda actos de saúde necessários para a colheita quer destes órgãos, quer de colheitas de medula”, disse.
A ministra da Saúde defendeu depois que, por esta via, se facilita a doação de órgãos “para a melhoria das condições de vida das pessoas”.
“No que se refere ao dador de cadáver, Portugal é já o segundo país em termos de colheita. Resta-nos esta área da colheita de órgãos vivos para podermos aumentar a capacidade de resposta face a muitos doentes que não têm acesso, nomeadamente ao transplante renal”, justificou.
Em relação aos elementos das Forças Armadas, o Governo diz que reconhece com esta medida “quem ficou incapacitado de forma permanente”.
“Deste modo, estabelece-se também uma isenção do pagamento das taxas moderadoras aos militares e ex-militares das Forças Armadas que, em virtude da prestação de serviço militar, ficaram incapacitados de forma permanente”, acrescenta o comunicado do Conselho de Ministros.
Executivo alargou também o leque de médicos para centros de procriação medicamente assistida
O Conselho de Ministros alterou esta sexta-feira a lei da procriação medicamente assistida para permitir que médicos de outras especialidades além da ginecologia/obstetrícia trabalhem nos centros de inseminação artificial, avança a agência Lusa.
O decreto aprovado mantém a exigência de que os directores dos Centros de Procriação Medicamente Assistida sejam obstetras, de preferência com subespecialidade em ginecologia/obstetrícia.
No entanto, deixa cair essa "exigência de qualificação" para os médicos que trabalhem em centros "que se dediquem exclusivamente à selecção de dadores e preservação de gâmetas" (células reprodutoras), uma vez que "já não se justifica", refere o comunicado do Conselho de Ministros.
Para esses centros, passa a ser suficiente uma equipa com um médico ginecologista/obstetra e um técnico licenciado com especialização compatível com a procriação assistida.
Nos centros de selecção de dadores e preservação, basta um ginecologista/obstetra ou um médico com especialização em genética médica, endocrinologia ou urologia.
A intenção é envolver "mais profissionais de saúde nesta área" e "criar uma nova dinâmica nos centros autorizados a ministrar as técnicas de procriação medicamente assistida".

Fonte:http://www.rcmpharma.com/news/6730/15/Governo-alarga-isencao-das-taxas-moderadoras-a-dadores-de-orgaos-e-militares.html

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Doar Orgãos - Um acto de Amor (Fonte CNN 16.12.2009)



Sempre a aprender:
Washington (CNN) -- Renee Patterson's most precious present this Christmas won't be under her tree, and it didn't come from a store. This holiday, she said, she got her life back.

The Upper Marlboro, Maryland, resident learned nine years ago she had kidney disease. One of her kidneys began to deteriorate, and she had to begin regular dialysis. Because she couldn't find a family match, her former colleague and friend, Michael Williams, offered to donate one of his kidneys. Problem was, Patterson and Williams didn't match either. But Patterson's doctor suggested they look into the paired kidney donation program at Washington Hospital Center in Washington, D.C.

She became part a massive mix-and-match transplant effort in the U.S., involving more than a dozen kidneys.

Watch more on the 26-person transplant

"When I tell people how I got my kidney, they say, 'Wow,'" said Patterson. "I'm amazed myself."
http://www.cnn.com/2009/HEALTH/12/14/kidney.transplant/index.html

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ainda se morre em Portugal à espera de um orgão (Fonte: RCM Pharma 09.12.2009)

Ainda se morre em Portugal à espera de um órgão
Portugal está no topo das listas europeias e mundiais no que toca a transplantes; no entanto, ainda existem mais de três mil portugueses à espera de transplantes (2253 aguardam um rim). E já morreram, este ano, 11 doentes à espera de um órgão que lhes salve a vida. Os números frios foram revelados em Fátima, pela coordenadora Nacional da Unidade de Colheitas da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação, durante o XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, avança o Jornal de Notícias.Segundo Maria João Aguiar, este ano e "dos 45 pedidos urgentes de fígado, apenas foi possível responder a 30 doentes. E dos 26 pedidos de coração, apenas se conseguiram 13". Afirmando que "muitos doentes morrem em lista de espera", a médica alerta para o aumento crescente da procura.A esperança, contudo, é grande e a sensibilização para a doação "é a melhor forma de ajudar". Em Portugal, desde 1969 - altura em que o médico Linhares Furtado fez o primeiro transplante - e até 2008, já foram transplantados 21.290 doentes, a maioria dos quais doentes renais (8139).Domingos Machado, coordenador da Unidade de Transplantação Renal do Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, lembra que o "dever de cuidar não cessa com a morte de um doente" e defende que as famílias de um dador possam ser "agraciadas". "Nos EUA já se pagam as despesas dos funerais ou criam-se monumentos funerários e informáticos para agradecer às famílias terem permitido a doação de órgãos", disse. Uma questão que, assume, "não é pacifica, mas que em muitos locais ajudou a colmatar a escassez de órgãos".Os médicos continuam a apostar na sensibilização para doação de órgãos, em vida e pós-morte. Falam de "um Portugal solidário" que "quando é preciso" diz presente. É o caso dos transplantes de medula óssea, cujas campanhas a favor de crianças doentes fizeram disparar o número de dadores em Portugal.Até ao final do ano, Helder Trindade assegura que serão 190 mil, número que "continuará a crescer em 2010". O director do Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão diz que são as mulheres que lideram a lista de dadores (60%) e que a maioria tem entre 26 e 35 anos.A recolha de sangue também tem vindo a aumentar, fruto das campanhas que se têm realizado. Neste momento existem 40 em cada mil pessoas a doar sangue.Outra das realidades dos transplantes prende-se com a criopreservação das células do cordão umbilical. No país existe um banco publico - "importante para tratar de doenças particularmente graves da primeira infância" - mas que, segundo a bióloga Ana Sofia Carvalho, "precisa urgentemente de ser incentivado".Segundo a directora do Instituto de Bioética da Universidade Católica, "25 amostras por ano é muito pouco para um banco público", defendendo que "tem de haver vontade política em dinamizar estes bancos públicos".Na Europa foram feitos com sucesso 20 mil transplantes com células do cordão umbilical.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ministra da Saúde não rejeita a possibilidade de isentar de taxas moderadoras a doação de órgãos (Fonte RCM PHARMA 03.12.2009)

Ministra não rejeita isenção de taxas moderadoras para doação de órgãos em vida
A ministra da Saúde disse esta quinta-feira, em Fátima, que não rejeita a possibilidade de isentar de taxas moderadoras a doação de órgãos em vida se for um contributo para o seu aumento, avança a agência Lusa.“Não rejeito essa possibilidade”, afirmou Ana Jorge, acrescentando não existir “na tutela nada em cima da mesa para se discutir sobre este assunto”.“No entanto, (…) se isso for um contributo para aumentar a dádiva em vida, a pessoas que possam doar em caso de dois órgãos um dos órgãos, poderá ser objecto de discussão e de análise no ministério”, declarou a governante, que falava aos jornalistas à margem do XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, que terminou esta quinta-feira em Fátima.A responsável da pasta da Saúde frisou que a eventual isenção de taxas moderadoras nos casos de doação de órgãos em vida “terá de ser uma proposta a ser bem analisada”.Ana Jorge acrescentou que o Ministério da Saúde tem vindo “a procurar aumentar os transplantes”, um objectivo para corresponder aos avanços da ciência médica que permite às pessoas ter “mais saúde, com melhor saúde”.O encontro, que teve como tema “Transplante de órgãos, doação para a vida”, reuniu cerca de 600 pessoas e, nas suas conclusões, defende a sensibilização da população para a doação de órgãos, quer em vida ou após a morte.A comissão preconiza a elaboração de material de informação que “dê notícia das muitas situações clínicas em que a transplantação de órgãos proporciona às pessoas que eram doentes quer a cura das suas limitações quer a qualidade de vida que sempre desejaram ter”.“Este material será depois posto à disposição das comunidades cristãs, que querem colaborar na difusão da ideia de que a doação de órgãos é uma expressão privilegiada da solidariedade”, referem as conclusões.O documento sugere também aos núcleos paroquiais da Pastoral da Saúde, “já presentes em muitas comunidades cristãs, que criem grupos de dadores de sangue e, simultaneamente, grupos que se proponham estudar as situações em que muitas pessoas se podem tornar dadores de sangue e dadores de órgãos em vida ou depois da morte”.A Pastoral da Saúde, que tem como coordenador nacional o padre Vítor Feytor Pinto, é um departamento da Conferência Episcopal Portuguesa, organismo que reúne os bispos católicos portugueses.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

É necessária mais divulgação para doação de órgãos em vida (Fonte RCM Pharma 30.11.2009)

Foto: Rim

É necessária mais divulgação para doação de órgãos em vida
A coordenadora nacional das Unidades de Colheita da Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação defendeu esta segubda-feira mais divulgação da doação de órgãos em vida e uma maior protecção aos dadores, noticia a agência Lusa.“É preciso mais divulgação, principalmente da doação em vida”, afirmou à agência Lusa Maria João Aguiar, no âmbito do XXII Encontro Nacional da Pastoral da Saúde, em Fátima, ue tem como tema “Transplante de órgãos, doação para a vida”.A responsável lembrou que “a doação em vida é possível”, podendo as pessoas “contribuir para aliviar o sofrimento dos seus familiares ou dos seus amigos”.“Já não é preciso ter laços consanguíneos para ser solidário”, frisou Maria João Aguiar, referindo que qualquer pessoa que tenha saúde suficiente para ser dadora não é prejudicada.“Vai permitir-nos continuar a viver a nossa vida com muita saúde e com a gratificação de ter sido verdadeiramente humano e solidário com o outro”, observou.A coordenadora nacional defendeu ainda que os dadores “têm de ser um pouco mais protegidos”, adiantando que foi apresentada à tutela uma proposta que isenta os dadores de pagarem taxas moderadoras.“A protecção ao dador poderá ser um pouco melhorada neste país, de maneira que ninguém seja penalizado por ser solidário”, considerou.Além da doação em vida, Maria João Aguiar preconizou mais divulgação do Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA), “para que cada um tome em vida a decisão sobre o destino que quer dar aos seus despojos depois da sua morte”.A propósito do “baixo número de pessoas que estão inscritas no RENNDA” e do número de pessoas inscritas no Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão, Maria João Aguiar reconheceu que “a população portuguesa é extremamente solidária”.A coordenadora nacional das Unidades de Colheita disse acreditar que no final do ano se atinja em Portugal os 30 dadores por milhão de habitantes, quando em 2006 esse número se situava entre 18, 19 dadores por milhão de habitantes, salientando que o desequilíbrio entre o número de doentes em lista de espera e os órgãos possíveis de detectar é um problema global.“Em todo o mundo nunca será possível transplantar todos os doentes que precisam”, referiu, adiantando que “dez europeus morrem por dia em lista de espera para transplante”.Para colmatar esta situação, o objectivo passa por “procurar, cada vez mais, referenciar e detectar todos os potenciais dadores”.“No dia em que nós conseguirmos não desperdiçar nenhum potencial dador, nenhuma oferta de vida, aí cumprimos a nossa missão”, afirmou.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

"Los órganos de mi hijo cambiaron 10 vidas" (Fonte: www.diariodenavarra.es 28.10.2009)


Foto: José Javier Induráin y Conchi Iglesias, padres del joven Eduardo, fallecido y donante de órganos.


"VIVIMOS GRACIAS A TI" (Y IV)
"Los órganos de mi hijo cambiaron 10 vidas"
- Con esta historia, donde se relata cómo dos padres tomaron la decisión de donar los órganos de su hijo de 21 años, fallecido al ser atropellado por una motocicleta en Pamplona, concluye la serie de reportajes dedicados a los trasplantes
RUBÉN ELIZARI . PAMPLONA



EL 11 de marzo de 2001 era sábado. Osasuna jugaba contra el Valencia en Mestalla, se celebraba la Javierada de las mujeres, y Eduardo Induráin de la Iglesia, pamplonés de 21 años, era feliz porque acababa de estrenar unas zapatillas que se había comprado con las 20.000 pesetas que le dejó Xabier, su hermano mayor.
Aquel día este estudiante de ingeniería técnica industrial en la UPNA, y con una zurda prodigiosa para el fútbol, había quedado por la noche para ver el partido con su cuadrilla del colegio San Cernin, la misma con la que se había disfrazado en Nochevieja de almadiero o de enfermo con una falsa bolsa de suero donde llevaba un pez, su animal favorito.
A las 3.18 horas de la madrugada del sábado al domingo, según consta en el parte de los agentes de la Policía Municipal de Pamplona, un joven, también de 21 años, y que conducía su ciclomotor por la Calle Nueva en estado de embriaguez arrolló a Eduardo Induráin en el paso de cebra de la Plaza San Francisco con la Plaza del Consejo. Una ambulancia de Dya lo trasladó al Hospital de Navarra en estado muy grave.
Y apenas unos minutos después, el sonido del teléfono despertaba a sus padres, José Javier Induráin Orzanco, empleado de banca que hoy tiene 62 años, y a su mujer Conchi de la Iglesia Godoy, de 54. "No te hagas ninguna ilusión. Es muy posible que tu hijo no salga de esta, me dijo uno de los médicos. Se me vino el mundo abajo", recuerda José Javier. A los padres de Eduardo nunca se les había pasado por la cabeza la idea de tener que enterrar a uno de sus hijos. Y mucho menos, qué harían con sus órganos si su hijo fallecía.
Pero dos días después del atropello, un médico les comunicó lo que ningún padre quisiera oír jamás. Eduardo se encontraba muerto cerebralmente y una máquina lo mantenía con vida. Justo en ese momento les pidieron que donase sus órganos para dar una oportunidad de vida a las personas que se encontraban en lista de espera. "No quería donar sus órganos. Mi hijo aún estaba vivo. ¡Su cara era sonrosada, estaba caliente e incluso le oía respirar! Mi padre había fallecido justo un mes antes de un infarto al corazón. No entendía cómo querían que donase nada si su corazón aún latía", relata la madre de Eduardo.
En esa situación de desesperanza, de tristeza inconmensurable, y donde la capacidad de razonamiento se encuentra mermada, como describe José Javier Induráin, les resultó sumamente complicado tomar una decisión. "Los médicos me explicaron que su cerebro, el órgano que da órdenes al resto del cuerpo, estaba muerto, y que era como una luz. Si apagaban la máquina, dejaría de respirar y la luz se apagaría. Entonces, di el sí".
El doctor Juan José Unzué, coordinador de trasplantes de Navarra, señala que los órganos de Eduardo cambiaron al menos una decena de vidas.
Desde la perspectiva del tiempo, su padre, José Javier Induráin, asegura que no había otro camino. Sin embargo, el matrimonio afirma no sentirse especial por haber tomado la decisión de donar los órganos de su hijo.
En la memoria
No pasa un solo día sin que José Javier y Conchi piensen en Eduardo. El pañuelo rojo de Sanfermines que anudan en la repisa de su lápida todos los 6 de julio, el Belén en miniatura que colocan por Navidad o la invitación para su boda que Cristina depositó de modo simbólico recientemente, era la novia de Eduardo en el momento del accidente, hacen que este joven pamplonés permanezca vivo en el recuerdo de sus allegados.
Su madre Conchi sabe que físicamente su hijo sigue vivo en diferentes personas. "Me hubiera gustado saber quién lleva los órganos de mi hijo. Sé que nos hubiéramos hecho amigos". Después de haber superado el duelo, el matrimonio dice que se ayudan a sí mismos ayudando a otros matrimonios que han pasado por situaciones parecidas. Su padre dice que si tuviera que enfrentarse a una situación similar actuaría igual: "¿Qué me consuela más? ¿Enterrarlo o que proporcione vida a otras personas? Estamos encantados de haberlo hecho".
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