http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/respirar-a-serio-depois-de-...
Dedico este blog ao meu Transplante Pulmonar que me salvou a vida, no dia 9 de Maio de 2005 e ao meu Transplante Renal com dador vivo, no dia 25 de Março de 2015, ambos realizados no Hospital Juan Canalejo, na La Coruña, em Espanha.
sexta-feira, 3 de abril de 2020
Transplantes em tempo do Corona Vírus Covid 19
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Respirar "a sério" depois de um transplante pulmonar pode até assustar
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/respirar-a-serio-depois-de-...
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
“A Pneumonia ao Raio-X” segue para o Hospital de Santa Maria
É cada vez maior o número de casos de Pneumonia Adquirida na Comunidade: são internadas 81 pessoas por dia e 16 delas acabam por morrer.
Há internamentos e mortes por pneumonia ao longo de todo o ano, pelo que a prevenção deverá constituir um acto contínuo na relação médico-doente.
Entre 2000 e 2009, ocorreram cerca de 8 milhões de episódios de internamentos de adultos em instituições do Serviço Nacional de Saúde em Portugal continental. 294.027 tinham pneumonia como diagnóstico principal.
Segundo um estudo recente desenvolvido pela Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, 3,7% do total de internamentos de adultos no nosso país tem como causa a Pneumonia Adquirida na Comunidade. Um aumento de 27,6% em apenas 10 anos, que afecta, sobretudo, adultos com mais de 50 anos – 89,6% dos internados pela patologia.
A partir dos 65 anos, a percentagem de internamentos por pneumonia sobe drasticamente: 7,1% dos internamentos nesta faixa etária são por pneumonia. Depois dos 75 anos, o valor sobe mais de 2 pontos percentuais, situando-se nos 9,4%. A idade é um factor de risco. 89,6% dos internados por Pneumonia, entre 2000 e 2009 em Portugal, tinha mais de 50 anos. 77,6% tinha idade igual ou superior a 65 e 58,1% já havia feito 75 anos. Não é, por isso, de estranhar, que a média de idades dos internados seja de 73 anos.
A Pneumonia pode ser causada por vários microrganismos (ex. bactérias, vírus, fungos, etc.). A bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o principal agente causador, sendo responsável por 30 a 75% dos casos de pneumonia nos adultos. Neste estudo, observou-se que em 44% dos doentes internados com pneumonia em que foi possível estabelecer o diagnóstico etiológico, o pneumococo foi o agente causador da doença.
“O cenário é preocupante e deve-nos fazer reflectir sobre as medidas a adoptar. Quer ao nível do diagnóstico e terapêutica, quer ao nível dos factores modificáveis e da prevenção. Tomemos, como referência, o Enfarte Agudo do Miocárdio e o trabalho de sensibilização e intervenção que tem vindo a ser desenvolvido: em apenas 5 anos, baixaram o número de óbitos diários de 4 para 3. Na pneumonia temos 16 e quase o triplo dos internamentos diários”, explica Filipe Froes, médico pneumologista do Hospital Pulido Valente, membro da Sociedade Portuguesa da Pneumologia e investigador principal do estudo, conjuntamente com António Diniz.
FONTE
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Politica na Saúde - Hospital Santa Maria de Lisboa vai ter novo administrador (Fev 2013)
Carlos das Neves Martins é o novo administrador do Hospital Santa Maria
Carlos das Neves Martins é o novo presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse esta quinta-feira à agência Lusa fonte hospitalar.
Carlos das Neves Martins, antigo secretário de Estado da Saúde no governo PSD/CDS-PP do primeiro-ministro Durão Barroso, vai substituir no cargo João Álvaro Correia da Cunha, cujo mandato tinha terminado em Dezembro.
Segundo a mesma fonte, para vogal do conselho de administração do hospital foi escolhido Carlos Costa, professor na Escola Nacional de Saúde Pública, mantendo-se Catarina dos Santos Batuca como enfermeira-directora.
Os restantes vogais serão Manuel Francisco Roque Santos e Maria do Céu Machado, antiga alta comissária da saúde, que ocupará o cargo de directora clínica do HSM.
FONTE
sábado, 17 de novembro de 2012
Hospital Santa Maria - Após denuncia no Facebook de uma paciente de Fibrose Quistica internada no Hospital de Santa Maria em Lisboa e da NOTICIA que correu de perfil em perfil e de página em página no facebook, temos alguns resultados que temos que agradecer em especial ao Correio da Manhã.
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| Hospital Santa Maria, Novembro 2012. |
COMENTÁRIO RETIRADO DO FACEBOOK:
Obrigado a todos os que me leram, Parece que chegou a algum lado, e agradeço ao CM, pelo pronto testemunho que alguma coisa anda mal. As noticias mesmo poucas são um sinonimo de importância, mais para aqueles que precisão de viver.
Vamos continuar a Luta, Vamos colocar uma bandeira invertida em cada janela, em cada varanda, para que possam o média de toda a Europa perguntar porque Portugal anda a
Isto é uma Luta e não um Luto, Luto é testemunho que fomos vencidos. Nós somos tão grandes, A Luta é por uma total liberdade de tratamento.
Passo desde já a transmitir o que se passa no Hospital de Santa Maria, Precisamos que as televisões, rádios tudo o que nos possa ajudar se façam ao terreno. Estamos a morrer. Com consentimento e assinatura do Estado Português.
Depoimentos internos do H.S.Maria.:
Mas desde quando 2 camas e sinonimo de centro de reabilitação ?!
isto e criar um centro de reabilitação respiratória dos doentes de fibrose quistica?
Neste momento ate agora o que tem sido transferidos são doentes com outras patologias que estavam internados nesta unidade que encerrou. sim esses estão a ser transferidos não doentes que padecem de fibrose quistica, pelo que sei que nem vaga tem neste momento para me colocar neste suposto centro de reabilitação que afirma a noticia do correio da manha que foi criado para nos!!! ANTES DE PUBLICAREM MENTIRAS VERGONHOSAS COMO ESTA, DEVERIAM OBTER INFORMAÇÕES DE FACTOS VERDADEIROS ...
Obrigado ao Correio da Manhã.
Queremos agradecer a todos os média, ajudem, por um Portugal mais saudável, mais feliz.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Está no facebook mas nós pacientes de FQ ainda não sabemos oficialmente de nada! - Santa Maria vai fechar o piso 9 de peneumologia onde está a unidade de Fibrose Quistica.
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| Hospital Santa Maria, Lisboa imagem da net |
Fecharam o piso 9 de pneumologia do Hospital de Santa Maria. Onde nós, doentes tínhamos direito a um quarto que nos foi oferecido pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FIBROSE QUISTICA,quarto este que juntamente com outro que se encontra no piso 8 não e o suficiente para todos os doentes que sofrem desta doença ... " Por favor divulguem e partilhem!
ESCRITO NO FACEBOOK POR UMA PACIENTE DE FQ
Revoltada,
será pouco... Será que num estado de direito, que se diz democrático,
existir eutanásia administrada pelo estado, pelo ministério da saúde.
Meus caros, por ventura alguém do parlamento sofre ou tem alguém a
padecer de Fibrose Quistíca, sabem por acaso o que é, tem conhecimento
de quantos casos, tem a ideia do que causa, do que priva...
Meus caros. Seria a primeira a dizer-vos, eutanásia sim se não existisse
tratamento possível, se não existisse tecnologia global, se não
fossemos competentes.
Mas como sempre, é preferível deixar morrer... sim esta prática de morte assistida sou completamente contra.
Vou relatar o que está a acontecer neste momento em SANTA MARIA. (Relatos que vem directamente do interior do mesmo hospital.)
Fecharam o piso 9 de pneumologia do Hospital de Santa Maria. Onde nós,
doentes tínhamos direito a um quarto que nos foi oferecido pela
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FIBROSE QUISTICA,quarto este que juntamente com
outro que se encontra no piso 8 não e o suficiente para todos os doentes
que sofrem desta doença. Não sendo o suficiente para tantos doentes
...ainda vamos perder este. Não falando do resto que também e muito
importante e não posso deixar de frisar uma equipe que nos acompanha à
muito anos nos nossos internamentos e que muitas vezes tem sido a nossa
salvação... desde médicos,enfermeiros e auxiliares.. encontra-se um
movimento solidário, desde o presidente da associação de fibrose, entre
mais representantes.
Não deixem que isto aconteça, hoje é morte amanha genocídio.
Vergonha. Portugal não é isto. Se para o futebol pomos bandeiras nas
varandas, tenham piedade. Ponham bandeira viradas ao contrario e
entregue-se...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Portugal - 11 transplantes renais de dador vivo este ano
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| Transplantes diminuíram |
O Hospital de Santo António, no Porto, realizou no dia 8 de Junho o 150º transplante de rim de dador vivo desde o primeiro há 25 anos. O Ministério da Saúde contabilizou onze transplantes renais de dador vivo de Janeiro a Abril deste ano em todo o País.
Segundo o Ministério da Saúde, de Janeiro a Abril, foram realizados três transplantes renais de dador vivo no Santo António e no Curry Cabral (Lisboa), dois nos Hospitais da Universidade de Coimbra e no Santa Maria (Lisboa). O Hospital de Santa Cruz (Oeiras) fez um transplante de rim de dador vivo. O número de transplantes de Janeiro a Abril de 2012 diminuiu em comparação com igual período de 2011, quando se realizaram 21 intervenções.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/11-transplantes-renais-de-dador-vivo-este-ano
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Hospitais pedem para fechar - São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa
Hospitais pedem para fechar
Segundo o SOL apurou, os gestores garantem que se pouparia muito dinheiro com o encerramento daqueles hospitais e a abertura de um novo, na zona de Chelas: o Hospital de Todos os Santos, cujo projecto está ainda a ser avaliado pelas Finanças. A estimativa dos administradores aponta para uma poupança de 381,7 milhões de euros.
Numa análise comparativa entre o custo da concessão a 30 anos do novo hospital ou a manutenção dos actuais, aqueles responsáveis dizem não ter dúvidas de que o Estado terá graves prejuízos se mantiver abertos e a funcionar aqueles seis estabelecimentos.
Só em investimento, como obras de manutenção e conservação, serão necessários 417,1 milhões de euros. E em serviços de apoio serão gastos 397,6 milhões. Além disso, saem dos cofres do Ministério da Saúde, todos os anos, sete milhões de euros em rendas pagas à Estamo (empresa do grupo Parpública, que gere a compra e venda de imóveis do Estado). É que o Estado vendeu a esta sociedade os terrenos dos hospitais de São José, Capuchos e Santa Marta e metade da área do Curry Cabral, revela o SOL.
Os administradores autores do documento adiantam ainda que os seus seis hospitais vão fechar as contas deste ano com 498 milhões de euros de custos de exploração. A solução estará, na sua opinião, na abertura do novo Hospital de Todos os Santos, uma parceria público-privada (só para a construção) que, segundo o documento, terá um custo de exploração de 430 milhões de euros, sendo que a primeira prestação só terá de ser paga ao fim de 36 meses.
Este estudo foi entregue há cerca de três semanas ao ministro da Saúde e foi remetido para o Ministério das Finanças – que está a avaliar todas as parcerias públicas-privadas em curso.
Segundo o SOL apurou, a decisão quanto ao novo hospital será tomada no primeiro semestre de 2012, sendo que Paulo Macedo tem mantido contactos com as Finanças, defendendo a necessidade do projecto.
http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/03-11-11/hospitais-pedem-para-fechar
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Portugal - Hospital de Santa Maria terá escondido 7 milhões em facturas
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Portugal - Órgãos ‘desaparecem’ do Hospital de Santa Maria
JA/Rede Expresso
Fonte: http://www.jornaldoalgarve.pt/2011/08/orgaos-desaparecem-do-hospital-de-santa-maria/
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Farmácias no Santa Maria e no S. João vão avançar com unidose

A Autoridade Nacional para o Medicamento (Infarmed) já recebeu dois pedidos de autorização para venda de medicamentos em unidose. Foram feitos pelas farmácias de venda ao público dos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e do S. João, no Porto. Se tiverem luz verde, os doentes poderão começar a comprar medicamentos à dose nos próximos dias, avança o DIário de Notícias.
"O pedido foi feito no princípio do mês. A inspecção do Infarmed já se realizou e estou a aguardar a autorização para iniciar a venda", diz ao DN Paulo Diogo, director clínico da farmácia do Santa Maria, a maior do País. Se isso acontecer, o farmacêutico admite poder vender remédios em unidose nos próximos dias. O mesmo poderá acontecer no Porto, já que a reunião com o Infarmed "foi ao mesmo tempo", adiantou Paulo Diogo.
Também o sistema para prescrição em unidose já está resolvido e já há médicos que aderiram à iniciativa. "As receitas têm de ser electrónicas e o sistema já está implementado. Já recebi receitas para vender medicamentos em unidose. Na semana passada foram três. Mas ainda não está muito divulgado entre os médicos", diz ao DN. A farmácia do Santa Maria recebe 1500 pessoas por dia e factura 30 mil euros por dia. "A expectativa é que duplique a facturação nos próximos dois anos".
Nesta primeira fase, a venda em unidose está restringida antibióticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios não esteróides, paracetamol e antifúngicos que sejam vendidos em carteiras (blisters) ou em saquetas. Por isso, a adaptação da farmácia não foi muito complicada, nem dispendiosa.
"Adequamos um espaço do laboratório para o processo de dispensa e tratamos de todos os procedimentos de segurança, para assegurar que não exista troca de medicamentos, para a embalagem secundária e dispensa dos folhetos informativos. Para esta fase, que é experimental durante seis meses, não houve um grande investimento em equipamento", diz.
A farmácia gastou 10 mil euros com a máquina de reembalamento e teve de contratar mais dois profissionais, apenas para a venda à dose "por questões de segurança no manuseamento". Por agora, a unidose não será muito mais do que "dividir os blisters à venda no mercado, de acordo com a dose receitada, e reembalá-los em material da farmácia", conclui.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/10345/15/Farmacias-no-Santa-Maria-e-no-S-Joao-vao-avancar-com-unidose.html
terça-feira, 23 de março de 2010
Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos
A troca de medicamentos infelizmente é um "hábito" mais comum do que se julga. Na semana passada recebi os habituais medicamentos para o meu Transplante Pulmonar. Qual foi o meu espanto quando reparei que os imunossupressores vinham enganados. Depois de um telefonema para a farmácia de Santa Maria, fiquei a saber que a prescrição que tinha ido para a farmácia deste hospital estava mal preenchida! Felizmente, não houve "azar" e tenho a agradecer a prontidão com que me vieram trazer a casa os imunossupressores correctos.
Obrigada,Sandra Campos
Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos
A comissão de acompanhamento criada para avaliar os danos causados aos doentes que cegaram após uma operação no Hospital Santa Maria já tem os valores de indemnização que irá propor aos doentes e ao hospital, anunciou o presidente da comissão, citado pela agência Lusa.
“Concluímos o trabalho e já temos os números para propor aos doentes e ao hospital”, disse à Lusa o juiz desembargador Eurico Reis, escusando-se a avançar os valores que vão ser propostos.
O presidente da comissão justificou que os valores serão avançados, em primeiro lugar, aos doentes e ao hospital.
A Lusa contactou Walter Lemos, que ficou cego dos dois olhos na sequência da intervenção cirúrgica a 17 de Julho de 2009, que disse ainda não ter sido contactado pela comissão.
“Normalmente, essas informações chegam por carta. Deve estar a chegar”, disse Walter Lagos, 47 anos, que já deixou o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde esteve internado seis meses, e está num centro de reabilitação para reaprender a viver sem visão.
Contactado pela Lusa, o Hospital de Santa Maria disse que apenas se pronunciará quando souber os valores propostos pela comissão e o processo ficar concluído.
O dia 17 de Julho de 2009 ficou marcado para seis doentes como a data em que deixaram de ver, após terem sido submetidos a uma cirurgia oftalmológica que lhes prometia uma melhor visão.
A 25 de Agosto, o Hospital de Santa Maria anunciou a constituição da comissão de acompanhamento para avaliar os "eventuais danos e respectivo ressarcimento" dos seis doentes que ficaram sem visão.
Para o hospital, "o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação, através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária".
A comissão de acompanhamento avaliou os relatórios clínicos de avaliação social, perícias médico-legais e demais elementos considerados necessários à instrução integral do processo de avaliação dos eventuais danos e respectiva indemnização.
A comissão é presidida pelo juiz desembargador Eurico Reis e composta também pelo padre Victor Feytor Pinto, coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Paula Lobato Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública, especialista em Direito da Saúde, Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, e Florindo Esperancinha, presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos.
Os doentes aguardam pela proposta de indemnização e pelo final da investigação do Ministério Público.
Para o Hospital de Santa Maria, o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária.
Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira, segundo o relatório da Polícia Judiciária.
Na sequência disso, o Ministério Público acusou em Dezembro de 2009 um farmacêutico e uma técnica de farmácia e diagnóstico como autores, na forma de dolo eventual e em concurso real, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - Correio Manhã (18.03.2010)
Não será demasaido cedo para Manuel Pizarro afirmar que "Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011"?! Esperemos, para o bem de todos, que assim seja!
Sandra Campos
Foto: O número de transplantes renais é superior ao número de novos inscritos na lista de espera
Transplantes hepáticos contrariam tendência
Aumentam dadores de órgãos de cadáver
A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) do hospital de Santa Marta divulgou, esta quinta-feira, os números de dadores de órgãos de cadáver relativos a 2009, concluindo que apresentam um aumento significativo, face aos anos anteriores.
Os dados apresentados revelam que no ano passado registaram-se 31 dadores de órgãos por um milhão de habitantes, tendo havido um aumento em todos os transplantes excepto no hepático devido à dificuldade de obter fígados de jovens cadáveres.
A coordenadora da ASST, Maria João Aguiar, ressalva que a legislação aprovada em 2007, que permite a dádiva em vida de órgãos entre pessoas sem parentesco, contribuiu para o aumento de 25 por cento da colheita de órgãos de dador vivo.
“Estamos a transplantar mais do que as novas inscrições e isto é muito importante para os doentes em diálise” disse Maria João Aguiar acerca dos transplantes renais que aumentaram em quase 12 por cento.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, salientou que Portugal “é o segundo país a ultrapassar a barreira da colheita de 30 órgãos por milhão de habitantes”, mas admitiu que ainda há muito para melhorar no que concerne aos transplantes pulmonares.
“Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011” sublinhou Manuel Pizarro que, de acordo com a agência Lusa, aproveitou para relembrar que vai ser criado o segundo centro de transplante pulmonar.
P.M.C.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=FED7AF49-ED29-4CCD-B0D8-1DD2CA3145DE
sábado, 9 de janeiro de 2010
ESPANHA socorre transplantes de pulmões portugueses (Fonte: JN 09.01.2009)
Nota: Se me permitem corrigir, o Dr. Fragata está enganado nos números de portugueses em espera na Corunha: São 8 e acabaram de ser transplantadas duas jovens, e bem felizmente.
Um transplante bi-pulmonar e um transplante uni-pulmonar.Do que li "O acordo para uma lista de colheitas de orgãos ibérica" é uma excelente solução! Esperemos que para breve uma vez que já se fala disto há tanto tempo!
Sandra Campos
O panorama é por todos assumido como negro, mas as garantias são de melhoria. Estamos a tentar seriamente relançar o programa e dentro de alguns meses, não terão de ir a Espanha. É José Fragata, director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do HSM, quem o garante, secundado pela recém-criada Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST). Quando cheguei, em Janeiro, herdei um programa com o mérito do pioneirismo, mas com falhas de organização diz o cirurgião.
A ovelha negra
Porque um transplante é muito mais do que a mera cirurgia. É a convergência de todas as especialidades médicas que giram à volta que José Fragata classifica de peri-operatório (antes e depois do transplante) e envolve, além da cirurgia, a pneumologia e a bacteriologia, para citar apenas algumas. António Sarmento, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, é mais directo. Sem pré-operatório, não há doentes em condições para tansplantar. Sem pós-operatório, há insucesso.
E se o pré nunca foi criado em Portugal, o pós simplesmente falha, até em acompanhamento na fisioterapia. Por falta de perspectiva do que é uma unidade de transplante o programa não foi capaz. E transformou-se na ovelha negra da transplantação em Portugal - que até consegue o terceiro lugar no ranking europeu do transplante hepático. Quem precisa de um pulmão já nem sequer se inscreve no HSM. Em Junho, segundo a ASST, a lista de espera era ali de três doentes, mais alguns em estudo. José Fragata, ele, junta os números e fala em seis a oito. No hospital da Corunha, estão dois portugueses em espera (*ver nota)
Maus resultados
O manejo médico em torno do transplante pulmonar tem que ser apurado foi o diagnóstico a que José Fragata logo chegou, tendo nas mãos os dados estatísticos 12 transplantes desde 2001 (contra 23 só este ano na Corunha), muito pouco e com uma taxa de sucesso imediata boa;, mas muito abaixo das tendências internacionais, que apontam para uma sobrevida de 50% aos três anos. O HSM tem resultados muito piores.
Para contrariar a realidade, o serviço redesenhou todo o programa e tem até especialistas em formação em Madrid, num centro que está a dar apoio logístico ao programa do HSM. Um empenho; que a coordenadora nacional de colheitas da ASST, Maria João Aguiar, acredita ser forte e permitirádesenvolver; a transplantação pulmonar em Portugal, que até esta altura do ano contabiliza duas intervenções, uma em Janeiro, outra em Maio. Começámos há pouco tempo nisto lembra o médico, recusando comparações com Espanha, que tem a melhor organização de transplantação do mundo.
Mas o cirurgião acredita num futuro risonho. Temos condições logísticas - em espaço e profissionais - para responder às necessidades de Portugal e a criação de um segundo centro não é de todo posta de parte.
Por enquanto e até lá - como contamos nas duas páginas que se seguem - muitos portugueses seguem para a Corunha, na Galiza, onde se instalam de armas e bagagens. E descansam numa taxa de sucesso que a equipa que os recebe calcula em 60% de sobrevida aos cinco anos e 50% aos dez anos.
Colheita em xeque
Por cá, a falta de resposta do HSM, como a classifica Maria João Aguiar, reflectiu-se até nas colheitas de pulmões. Deixaram de transplantar e, como tal, as próprias equipas de colheita deixaram de os contactar e o programa foi morrendo lamenta António Sarmento. Um dador compátivel deixou simplesmente de se rolhado como tal. Para que e que um responsável por uma colheita vai avisar uma unidade que não transplanta?
Na mesma tónica e do seu lado, José Fragata faz questão de desmentir a desculpa a falta de órgãos para a reduzida actividade de transplantação. É uma desculpa má diz, embora aceite que é sempre possível melhorar. Diferentemente, Fernando Martelo, um dos cirurgiões da equipa do HSM, garante que a situação só melhorou no ano passado. Até então, só recebiam pulmões numa base de oferta regional, do Hospital de S. José. Há cinco gabinetes de colheita, teria que ser maior! De novo, o dedo é apontado a um problema organizacional. Mas, desta vez, do sistema nacional.
Órgãos não usados cá são aproveitados além-fronteira
De Janeiro a Junho, Portugal enviou 12 pares de pulmões para Espanha, prova de que a colheita corre a bom ritmo no nosso país. Temos este ano mais 50% de colheita do que no mesmo período do ano passado diz Maria João Aguiar, da ASST. Um número que, a frio, parece poder cobrir as necessidades do país (15 a 20 transplantes anuais), mas que não pode se lido assim. Além do facto de o aumento da transplantação fazer crescer as indicações para ela, há que contar com a compatibilidade. Em cada dez ofertas, uma é aproveitável, explica José Fragata. Junto com o tipo de sangue, há que contar com o tamanho do pulmão, que difere muito de pessoa para pessoa. Num país com pouca lista de espera, encontrar o matching correcto é mais raro. Daí oferecer-se os órgãos excedentários a Espanha, que tem uma lista de receptores muito maior que Portugal. Em 2006, havia 323 espanhóis em espera, contra a meia dúzia de inscritos em Portugal. Quanto mais não seja, a oferta à organização nacional de transplante espanhola insere-se no cumprimento de guidelines europeias, válidas para todos os órgãos. Ainda no mês passado tínhamos um fígado bom de um grupo sanguíneo raro e não tínhamos receptor para ele. Foi para Espanha conta Maria João Aguiar. E, a muito curto prazo a ideia é fazer acordos para uma espécie de colheita e lista de espera ibéricas.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Santa Maria: Funcionários acusados nos casos de cegueira continuam em funções (Fonte: RCM Pharma 18.12.2009)

Um dia depois de conhecerem a acusação do Ministério Público, o farmacêutico e a técnica de farmácia voltaram ao trabalho no Hospital Santa Maria, avança a SIC. Ambos são acusados de seis crimes de ofensa à integridade física grave na forma de dolo eventual. Contactados pela SIC, nem um nem outro quis comentar o caso, remetendo qualquer explicação para mais tarde e para os respectivos advogados. A ministra da Saúde prometeu processos disciplinares e a Inspecção-geral das Actividades em Saúde já os instauraram. No entanto, enquanto o processo decorrem, os dois funcionários continuam em funções. A Ordem dos Farmacêuticos também anunciou a intenção de abrir um inquérito. Em comunicado, a Ordem diz que vai pedir à Procuradoria-geral da República o nome e os elementos de prova que são imputados ao farmacêutico. A investigação do Ministério Público concluiu que a troca do Avastin® por outro produto perigoso para a vista se deveu à falta de cuidado quer do farmacêutico quer da técnica de farmácia. O farmacêutico porque deixou ao critério da técnica a manipulação dos produtos, não preparou as seringas para a cirurgia e não supervisionou o trabalho da técnica. A técnica de farmácia porque trocou o Avastin por outro produto perigoso sem se certificar do que estava a fazer. Como consequência desta troca, seis pessoas ficaram cegas.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Santa Maria: farmacêutico e técnica incorrem em pena de 2 a 10 anos de prisão (Fonte RCM Pharma 16.12.2009)

O farmacêutico e a técnica de farmácia e diagnóstico acusados de ofensa à integridade física grave no caso da cegueira de seis doentes no Hospital de Santa Maria incorrem numa pena de dois a 10 anos de prisão, avança a agência Lusa.
O Ministério Público acusou terça-feira um farmacêutico e uma técnica de diagnóstico e terapêutica (área de farmácia), pela prática, na forma de dolo eventual, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.
No artigo 144 do Código Penal pode ler-se que "quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a tirar-lhe ou afectar-lhe, de maneira grave, a capacidade de trabalho, as capacidades intelectuais (...) ou a possibilidade de utilizar o corpo, os sentidos ou a linguagem é punido com uma pena de prisão de dois a dez anos".
Segundo a acusação, a troca de medicamentos "terá sido provocada por falta de cumprimento dos deveres impostos pelo manual de procedimentos", dando origem à aplicação errada de um fármaco que, aplicado nos olhos, provocou "lesão grave ou morte das células com produção de cegueira".
Ambos os arguidos estão sujeitos a Termo de Identidade e Residência.
Inspecção-geral deverá abrir processos disciplinares
A Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) deverá abrir processos disciplinares para averiguar as responsabilidades dos profissionais de farmácia acusados pelo MP no caso da cegueira de Santa Maria, anunciou a ministra da Saúde.
De acordo com a responsável, o organismo que tem acompanhado este processo, a IGAS, "irá eventualmente abrir um processo disciplinar para averiguar as responsabilidades de cada um daqueles profissionais" de saúde.
Ana Jorge recordou que o medicamento obriga a "uma linha de preparação até chegar ao doente".
Sobre eventuais indemnizações, a ministra Ana Jorge foi prudente: "Neste momento não tenho nenhuma informação. Temos de aguardar. Tenho que falar com o Hospital Santa Maria".
O presidente da Comissão de Acompanhamento do caso, que tem a missão de avaliar os eventuais danos e respectivo ressarcimento, reconheceu que será “muito difícil” provar que existiu dolo eventual neste caso.
Em declarações à agência Lusa, o juiz Eurico Reis ressalvou ainda que as conclusões do Ministério Público não afectam as conclusões da comissão a que preside e que deverão ser conhecidas em Março.
Cegos expectantes
Os doentes que ficaram cegos após a intervenção cirúrgica no Hospital Santa Maria manifestaram-se expectantes com o desenvolvimento do caso, após conhecerem a acusação do Ministério Público.
“A notícia era esperada desde a altura em que soubemos que tinham sido funcionários que causaram a nossa cegueira”, disse à agência Lusa, Walter Lago, que ficou cego dos dois olhos e é o único dos seis doentes que permanece internado.
O doente está expectante sobre a pena que será aplicada a estes profissionais e lamenta a “situação muito difícil” em que ficou: “destruíram praticamente a minha vida. As pessoas quando têm alguma responsabilidade nos seus trabalhos têm de ter mais cuidado”.
Em termos de recuperação da visão, o doente diz que permanece na mesma, já tendo perdido a esperança de voltar a ver. “Com tantos especialistas que já passaram por mim e os tratamentos que já fiz e continuo na mesma, a esperança desvanece-se”, confessa o doente.
Os seis doentes perderam a visão após uma intervenção oftalmológica ocorrida a 17 de Julho no hospital de Santa Maria em Lisboa. Em causa esteve a troca do medicamento que lhes deveria ter sido injectado, o Avastin®, por outro produto.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Fibrose Quistica (fonte: Jornal de Saúde do Norte 23.11.2009)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"
Ao principio um pouco envergonhado e relutante para fazer a fotografia mas depois acabou por concordar, consciente que o seu testemunho é uma grande ajuda para todos os que estão na mesma situação.
Mineiro de profissão e com 41 anos, também sofre de silicose (a doença dos mineiros) devido ao pó das pedras que entrou, ano após ano, nos seus pulmões, obstruindo as vias respiratórias.
O diagnóstico foi-lhe feito em 2004, pelo Dr. Américo, no Hospital de Amarante e em 2oo8 foi reencaminhado para o Hospital de Vila Nova de Gaia. Foi neste último que, em 2/3 meses, deram andamento ao seu processo para a Corunha, após ser recusado pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
Está há 5 anos com oxigénio e com ventilador (Bip-Bap) à noite.
Está na Corunha há 4 meses, onde já foi internado várias vezes por infecções e também já foi chamado 2 vezes para Transplante mas "o pulmão que necessitava não estava bom" - desabafa.
- "A 1ªvez que fui chamado, estava apenas há 1 semana na Corunha".
Em Portugal tem 2 filhos à espera (um de 12 e outro de 18 anos), a sua mulher é a sua companheira nesta viagem - Fátima Teixeira de 36 anos - que foi despedida da fábrica de calçado onde trabalhava há 9 anos.
- "Por ter que estar fora do meu posto de trabalho para acompanhar o meu marido" - Conta-me - "As baixas por assistência à família não são pagas, fui despedida e a segurança social não me quer dar o fundo de desemprego alegando que estou fora do país" - e desesperada prossegue - "O meu marido tem uma pensão miserável por doença profissional de 170€/mês e não sabemos o que fazer!"
Uma certeza fica - Não vão abrir mão desta oportunidade que muitos continuam a não ter que é estar entregue a esta equipa tão profissional do Hospital Juan Canalejo de La Corunha.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Reportagem SIC- Doente necessita Transplante Pulmonar morre em Santa Maria 27.10.2009
Nas mãos da Dra. Ana Cristina Mendes, pneumologista do Hospital de Santa Maria, morre mais um doente na unidade de cuidados intensivos que precisava urgentemente de um Transplante Pulmonar.
A Dra. Ana Cristina Mendes acusou a Corunha de ter perdido os papeis. O caso foi investigado pela SIC e esta acusação foi desmentida no Jornal da Noite pela equipa da Organização de Transplantes do Hospital Juan Canalejo.
Esta é a mesma médica que disse na reportagem à Revista Visão "não cruzo os braços" no caso do António Pinto de Sousa, irmão do nosso 1ª Ministro José Sócrates, enviado para a Corunha e Transplantado há um ano na Corunha.
(SIC-Jornal da noite 2/2)
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TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar
Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.
Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental











