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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Transplantes em tempo do Corona Vírus Covid 19

Covid-19: Transplantados pulmonares receiam a pandemia

Canal S+ / ALS
30-03-2020 15:37h
Assustado. É desta forma que quem recebeu um transplante pulmonar se sente, diante do novo desafio que a vida lhe colocou: a pandemia de covid-19. O telefone do presidente da Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal não pára, com pedidos de esclarecimento ou simples desabafos. São acompanhados no Hospital de Santa Marta que já estuda uma forma de lhes fazer chegar os medicamentos.
Está há semanas fechado em casa, por pertencer a um grupo de risco. Manuel Francisco já se tinha habituado à autonomia que recuperou depois do transplante para debelar um enfisema pulmonar. Ver-se agora confinado a quatro paredes, trouxe-lhe à memória recordações que dispensa bem. Há uma vida antes e outra depois da cirurgia. É a essa que se quer agarrar. O presidente da Associação dos Transplantados Pulmonares de Portugal, contou ao Canal S+ como está a viver a quarentena forçada.

Os canais de comunicação da ATPP continuam abertos. Por telefone, email ou facebook, chegam diariamente pedidos de esclarecimento ou simples desabafos de quem receia cruzar-se de alguma forma com o novo coronavírus. Por outro lado, a ATPP está em constante contato com a médica que os acompanha, incansável. Luísa Semedo é a pneumologista responsável pela equipa de transplantes pulmonares do Hospital de Santa Marta.

Estes doentes necessitam regularmente de ir do hospital recolher medicação, que tem que ser cumprida sem falhas. Manuel Francisco explica que está a ser estudada uma forma de fazer chegar os medicamentos aos transplantados pulmonares, para evitar que corram o risco de se infetarem com a covid-19.

Aproveito para informar que informei as várias associações de transplantes e transplantados do seguinte problema que nós transplantados estamos a viver:

Boa tarde, uma vez que como associação têm a comunicação mais facilitada com os media, gostaria que fizessem chegar aos meios de comunicação um problema grave que nós transplantados estamos a ter com as analises aos himunossupressores. Felizmente ainda temos o Hospital de Santa Marta considerado "Corona Free", no entanto, a realidade muda constantemente. Fui fazer as minhas analises ao Laboratório Joaquim Chaves. As analises em geral foram comparticipadas mas as dos himunosspuressores foram 180€. Na altura não sabia que podia ir a Santa Marta porque o meu Hospital é Santa Maria e estamos proibidos de ir lá pelo perigo de contagio. Sendo assim esta informação deveria chegar ao governo para que numa situação excepcional como esta, as analises dos himunossupressores fossem comparticipadas pelo SNS na totalidade quando feitas nos laboratórios como Joaquim Chaves e outros. Aguardo V/ resposta. Obrigada, Sandra Campos


VIDEOS DA REPORTAGEM NESTE LINK
https://www.saudemais.tv/noticia/9627-covid-19-transplantados-pulmonares-receiam-a-pandemia?fbclid=IwAR2kMilLTn_pKMNgjwCMZl21FOesOqPG5tfbmpOwll2qfEOizWKY8zSMa24

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Respirar "a sério" depois de um transplante pulmonar pode até assustar



04/06/2014 - 15:04
Susana Ferreira, 16 anos, nem sabia o que fazer com tanto ar quando conseguiu respirar normalmente após o transplante pulmonar a que se submeteu, há três anos, no Hospital de Santa Marta, que já transplantou 100 pulmões, conta a agência Lusa, citada pelo SAPO Saúde.

À margem da cerimónia que assinalou este número histórico – que em rigor são 103 transplantes pulmonares – Susana Ferreira recordou que, por causa de uma fibrose quística, os seus pulmões foram ficando estragados, de tal forma que já nem aos tratamentos reagiam.

Os dias de Susana passaram a ter a companhia permanente de uma bilha de oxigénio e quando a doença agravou deixou de falar, sendo obrigada a comunicar através de mensagens de telemóvel.

O transplante realizou-se a 22 de Janeiro de 2012 e surpreendeu-a com a quantidade de ar que permitiu chegar aos pulmões.

“Conseguir correr é cá uma coisa”, disse, considerando que os cuidados que tem de ter, a nível da alimentação e dos ambientes fechados, são “restrições que valem a pena”.

Há dez anos foi Ana Mafalda dos Santos que, também por causa de uma fibrose quística, recebeu um transplante pulmonar no Hospital de Santa Marta, pelas mãos de Henrique Vaz Velho – pioneiro do transplante pulmonar em Portugal.

Hoje, com 39 anos, garante que a sua vida mudou desde que recebeu um pulmão novo, pois antes disso as dificuldades respiratórias limitavam-lhe as actividades.

Foi após uma crise grave que acordou já transplantada e pode, finalmente, respirar sem bomba de oxigénio.

Para José Fragata, coordenador do Programa de Transplantação e cirurgião cardiotorácico no Hospital de Santa Marta, os doentes como Susana e Ana são “os heróis desta comemoração”.

“Com eles aprendi lições de bravura e de esperança”, adiantou o médico, durante a cerimónia comemorativa.

Este serviço tem actualmente 26 doentes em lista de espera e conta com uma média de 246 dias de espera para o transplante.

Com um custo de 80 mil euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) por doente transplantado, este é “o pior investimento de retorno em valor para a saúde”, disse José Fragata.

No entanto, sublinhou, não se pode esquecer que “estes doentes ganharam o direito inegável de respeitar e ter qualidade de vida”, disse.

Dos doentes transplantados entre 2001 e 2014, dois terços estão vivos.

Para Hélder Trindade, presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), o segredo do sucesso do programa de transplantação em Santa Marta deveu-se ao “espírito de equipa multidisciplinar”.

Sobre a possibilidade de Santa Marta atingir a autossuficiência em matéria de transplante de órgãos – entre 20 a 25 intervenções em Portugal – Hélder Trindade disse que tal demonstra que um centro é suficiente.

Presente na cerimónia, o ministro da Saúde enalteceu o facto de Santa Marta estar já a preparar novas equipas de profissionais para assegurarem este trabalho no futuro.

O ministro quis deixar o seu compromisso de que o Governo vai continuar a apoiar a transplantação, frisando que, mesmo em ambiente de crise, esta prática aumentou em Portugal.

Questionado sobre o impacto da redução dos incentivos à transplantação, que terá contribuído para algum desânimo entre os profissionais, Paulo Macedo disse que os valores antigos não vão ser repostos, mas recordou que este governo aumentou o apoio às instituições que tratam os potenciais dadores de órgãos.

Paulo Macedo deixou, no entanto, a advertência: “Nenhum médico deixa de fazer um transplante por causa do valor dos incentivos”.




Noticia anterior:
http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/noticias/100+transplante+pulmonar.htm

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

“A Pneumonia ao Raio-X” segue para o Hospital de Santa Maria

Para sensibilizar e informar a comunidade para a Pneumonia e os problemas com ela relacionados, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia inaugura, no dia 22 de Fevereiro, a exposição “A Pneumonia ao Raio-X”, no Hospital de Santa Maria. Depois de ter estado patente na Assembleia da República, por ocasião do Dia Mundial da Pneumonia, a exposição segue agora para o Hospital de Santa Maria, onde poderá ser visitada até ao final de Março, avança comunicado de imprensa. Composta pelos módulos “o que é”, “agentes causadores”, “números”, “contágio”, “sintomas”, “risco”, “mortalidade”, “tratamento”, “prevenção” e “dia mundial da pneumonia”, a exposição segue um conceito original – todos os suportes estão impressos em papel de radiografia, e dispostos de acordo com jogos de luz e sombras. “A Pneumonia ao Raio-X” tem inauguração marcada para o dia 22 de fevereiro às 11.00. Vai estar patente no átrio frente ao Gabinete do Colaborador, no piso 2 do edifício central do Hospital de Santa Maria, durante um mês e poderá ser visitada diariamente.

É cada vez maior o número de casos de Pneumonia Adquirida na Comunidade: são internadas 81 pessoas por dia e 16 delas acabam por morrer.

Há internamentos e mortes por pneumonia ao longo de todo o ano, pelo que a prevenção deverá constituir um acto contínuo na relação médico-doente.

Entre 2000 e 2009, ocorreram cerca de 8 milhões de episódios de internamentos de adultos em instituições do Serviço Nacional de Saúde em Portugal continental. 294.027 tinham pneumonia como diagnóstico principal.

Segundo um estudo recente desenvolvido pela Comissão de Infecciologia Respiratória da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, 3,7% do total de internamentos de adultos no nosso país tem como causa a Pneumonia Adquirida na Comunidade. Um aumento de 27,6% em apenas 10 anos, que afecta, sobretudo, adultos com mais de 50 anos – 89,6% dos internados pela patologia.

A partir dos 65 anos, a percentagem de internamentos por pneumonia sobe drasticamente: 7,1% dos internamentos nesta faixa etária são por pneumonia. Depois dos 75 anos, o valor sobe mais de 2 pontos percentuais, situando-se nos 9,4%. A idade é um factor de risco. 89,6% dos internados por Pneumonia, entre 2000 e 2009 em Portugal, tinha mais de 50 anos. 77,6% tinha idade igual ou superior a 65 e 58,1% já havia feito 75 anos. Não é, por isso, de estranhar, que a média de idades dos internados seja de 73 anos.

A Pneumonia pode ser causada por vários microrganismos (ex. bactérias, vírus, fungos, etc.). A bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o principal agente causador, sendo responsável por 30 a 75% dos casos de pneumonia nos adultos. Neste estudo, observou-se que em 44% dos doentes internados com pneumonia em que foi possível estabelecer o diagnóstico etiológico, o pneumococo foi o agente causador da doença.

“O cenário é preocupante e deve-nos fazer reflectir sobre as medidas a adoptar. Quer ao nível do diagnóstico e terapêutica, quer ao nível dos factores modificáveis e da prevenção. Tomemos, como referência, o Enfarte Agudo do Miocárdio e o trabalho de sensibilização e intervenção que tem vindo a ser desenvolvido: em apenas 5 anos, baixaram o número de óbitos diários de 4 para 3. Na pneumonia temos 16 e quase o triplo dos internamentos diários”, explica Filipe Froes, médico pneumologista do Hospital Pulido Valente, membro da Sociedade Portuguesa da Pneumologia e investigador principal do estudo, conjuntamente com António Diniz.
FONTE

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Politica na Saúde - Hospital Santa Maria de Lisboa vai ter novo administrador (Fev 2013)

Carlos das Neves Martins é o novo administrador do Hospital Santa Maria

14/02/2013 - 13:48

Carlos das Neves Martins é o novo presidente do conselho de administração do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, disse esta quinta-feira à agência Lusa fonte hospitalar.

Carlos das Neves Martins, antigo secretário de Estado da Saúde no governo PSD/CDS-PP do primeiro-ministro Durão Barroso, vai substituir no cargo João Álvaro Correia da Cunha, cujo mandato tinha terminado em Dezembro.

Segundo a mesma fonte, para vogal do conselho de administração do hospital foi escolhido Carlos Costa, professor na Escola Nacional de Saúde Pública, mantendo-se Catarina dos Santos Batuca como enfermeira-directora.

Os restantes vogais serão Manuel Francisco Roque Santos e Maria do Céu Machado, antiga alta comissária da saúde, que ocupará o cargo de directora clínica do HSM.

FONTE

sábado, 17 de novembro de 2012

Hospital Santa Maria - Após denuncia no Facebook de uma paciente de Fibrose Quistica internada no Hospital de Santa Maria em Lisboa e da NOTICIA que correu de perfil em perfil e de página em página no facebook, temos alguns resultados que temos que agradecer em especial ao Correio da Manhã.

Hospital Santa Maria, Novembro 2012.
Após denuncia no Facebook de uma paciente de Fibrose Quistica internada no Hospital de Santa Maria em Lisboa e da NOTICIA que correu de perfil em perfil e de página em página no facebook, temos alguns resultados que temos que agradecer em especial ao Correio da Manhã.

COMENTÁRIO RETIRADO DO FACEBOOK:

Obrigado a todos os que me leram, Parece que chegou a algum lado, e agradeço ao CM, pelo pronto testemunho que alguma coisa anda mal. As noticias mesmo poucas são um sinonimo de importância, mais para aqueles que precisão de viver.

Vamos continuar a Luta, Vamos colocar uma bandeira invertida em cada janela, em cada varanda, para que possam o média de toda a Europa perguntar porque Portugal anda a

o contrário.

Isto é uma Luta e não um Luto, Luto é testemunho que fomos vencidos. Nós somos tão grandes, A Luta é por uma total liberdade de tratamento.

Passo desde já a transmitir o que se passa no Hospital de Santa Maria, Precisamos que as televisões, rádios tudo o que nos possa ajudar se façam ao terreno. Estamos a morrer. Com consentimento e assinatura do Estado Português.

Depoimentos internos do H.S.Maria.:

Mas desde quando 2 camas e sinonimo de centro de reabilitação ?!
isto e criar um centro de reabilitação respiratória dos doentes de fibrose quistica?
Neste momento ate agora o que tem sido transferidos são doentes com outras patologias que estavam internados nesta unidade que encerrou. sim esses estão a ser transferidos não doentes que padecem de fibrose quistica, pelo que sei que nem vaga tem neste momento para me colocar neste suposto centro de reabilitação que afirma a noticia do correio da manha que foi criado para nos!!! ANTES DE PUBLICAREM MENTIRAS VERGONHOSAS COMO ESTA, DEVERIAM OBTER INFORMAÇÕES DE FACTOS VERDADEIROS ...

Obrigado ao Correio da Manhã.
Queremos agradecer a todos os média, ajudem, por um Portugal mais saudável, mais feliz.
 
(Comentário retirado do Facebook)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Está no facebook mas nós pacientes de FQ ainda não sabemos oficialmente de nada! - Santa Maria vai fechar o piso 9 de peneumologia onde está a unidade de Fibrose Quistica.

Hospital Santa Maria, Lisboa imagem da net
AJUDANDO PARTILHO DENUNCIA SOBRE HOSPITAL DE SANTA MARIA EM LISBOA "...
Fecharam o piso 9 de pneumologia do Hospital de Santa Maria. Onde nós, doentes tínhamos direito a um quarto que nos foi oferecido pela ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FIBROSE QUISTICA,quarto este que juntamente com outro que se encontra no piso 8 não e o suficiente para todos os doentes que sofrem desta doença ... " Por favor divulguem e partilhem!
 ESCRITO NO FACEBOOK POR UMA PACIENTE DE FQ 
Revoltada, será pouco... Será que num estado de direito, que se diz democrático, existir eutanásia administrada pelo estado, pelo ministério da saúde. Meus caros, por ventura alguém do parlamento sofre ou tem alguém a padecer de Fibrose Quistíca, sabem por acaso o que é, tem conhecimento de quantos casos, tem a ideia do que causa, do que priva...

Meus caros. Seria a primeira a dizer-vos, eutanásia sim se não existisse tratamento possível, se não existisse tecnologia global, se não fossemos competentes.


Mas como sempre, é preferível deixar morrer... sim esta prática de morte assistida sou completamente contra.


Vou relatar o que está a acontecer neste momento em
SANTA MARIA. (Relatos que vem directamente do interior do mesmo hospital.)

Fecharam o piso 9 de pneumologia do Hospital de Santa Maria. Onde nós, doentes tínhamos direito a um quarto que nos foi oferecido pela
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FIBROSE QUISTICA,quarto este que juntamente com outro que se encontra no piso 8 não e o suficiente para todos os doentes que sofrem desta doença. Não sendo o suficiente para tantos doentes ...ainda vamos perder este. Não falando do resto que também e muito importante e não posso deixar de frisar uma equipe que nos acompanha à muito anos nos nossos internamentos e que muitas vezes tem sido a nossa salvação... desde médicos,enfermeiros e auxiliares.. encontra-se um movimento solidário, desde o presidente da associação de fibrose, entre mais representantes.

Não deixem que isto aconteça, hoje é morte amanha genocídio.


Vergonha. Portugal não é isto. Se para o futebol pomos bandeiras nas varandas, tenham piedade. Ponham bandeira viradas ao contrario e entregue-se...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Portugal - 11 transplantes renais de dador vivo este ano

Transplantes diminuíram
De Janeiro a Abril
O Hospital de Santo António, no Porto, realizou no dia 8 de Junho o 150º transplante de rim de dador vivo desde o primeiro há 25 anos. O Ministério da Saúde contabilizou onze transplantes renais de dador vivo de Janeiro a Abril deste ano em todo o País.


Segundo o Ministério da Saúde, de Janeiro a Abril, foram realizados três transplantes renais de dador vivo no Santo António e no Curry Cabral (Lisboa), dois nos Hospitais da Universidade de Coimbra e no Santa Maria (Lisboa). O Hospital de Santa Cruz (Oeiras) fez um transplante de rim de dador vivo. O número de transplantes de Janeiro a Abril de 2012 diminuiu em comparação com igual período de 2011, quando se realizaram 21 intervenções.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/11-transplantes-renais-de-dador-vivo-este-ano

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Hospitais pedem para fechar - São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa

Hospitais pedem para fechar

03/11/2011 - 08:07
Os administradores do Grupo Hospitalar de Lisboa Central – que inclui São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa – defendem, num documento enviado ao ministro da Saúde, que estes hospitais devem fechar, avança o semanário SOL, no seu site.

Segundo o SOL apurou, os gestores garantem que se pouparia muito dinheiro com o encerramento daqueles hospitais e a abertura de um novo, na zona de Chelas: o Hospital de Todos os Santos, cujo projecto está ainda a ser avaliado pelas Finanças. A estimativa dos administradores aponta para uma poupança de 381,7 milhões de euros.

Numa análise comparativa entre o custo da concessão a 30 anos do novo hospital ou a manutenção dos actuais, aqueles responsáveis dizem não ter dúvidas de que o Estado terá graves prejuízos se mantiver abertos e a funcionar aqueles seis estabelecimentos.

Só em investimento, como obras de manutenção e conservação, serão necessários 417,1 milhões de euros. E em serviços de apoio serão gastos 397,6 milhões. Além disso, saem dos cofres do Ministério da Saúde, todos os anos, sete milhões de euros em rendas pagas à Estamo (empresa do grupo Parpública, que gere a compra e venda de imóveis do Estado). É que o Estado vendeu a esta sociedade os terrenos dos hospitais de São José, Capuchos e Santa Marta e metade da área do Curry Cabral, revela o SOL.

Os administradores autores do documento adiantam ainda que os seus seis hospitais vão fechar as contas deste ano com 498 milhões de euros de custos de exploração. A solução estará, na sua opinião, na abertura do novo Hospital de Todos os Santos, uma parceria público-privada (só para a construção) que, segundo o documento, terá um custo de exploração de 430 milhões de euros, sendo que a primeira prestação só terá de ser paga ao fim de 36 meses.

Este estudo foi entregue há cerca de três semanas ao ministro da Saúde e foi remetido para o Ministério das Finanças – que está a avaliar todas as parcerias públicas-privadas em curso.
Segundo o SOL apurou, a decisão quanto ao novo hospital será tomada no primeiro semestre de 2012, sendo que Paulo Macedo tem mantido contactos com as Finanças, defendendo a necessidade do projecto.

http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/03-11-11/hospitais-pedem-para-fechar

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Portugal - Hospital de Santa Maria terá escondido 7 milhões em facturas


11/10/2011 - 12:13
O Hospital de Santa Maria terá escondido mais de sete milhões de euros em facturas de 2010 relativas a obras e medicamentos, avança o Diário de Notícias. Este montante deveria estar reflectido nos resultados financeiros daquele ano, mas o DN sabe que o mesmo não foi contabilizado, ficando a dívida oculta aos olhos dos ministérios das Finanças e da Saúde.

Assim, os 44 milhões de resultados operacionais negativos que surgem inscritos nas contas de 2010 não reflectem o verdadeiro buraco financeiro do Santa Maria, que é gerido em conjunto com o Hospital Pulido Valente, formando o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), EPE, escreve o DN. Com estas facturas não contabilizadas, estima-se que o passivo financeiro do CHLN ultrapasse os 50 milhões de euros. Além de que, ao que apurou o DN, o seu capital social de 133 milhões já não existe.

Hospital de Santa Maria nega notícia

O conselho de Administração do Hospital de Santa Maria afirmou esta terça-feira ser "completamente falso" ter escondido mais de sete milhões de euros em facturas de 2010, expressando "grande perplexidade" em relação à notícia difundida, avança a agência Lusa.

Numa conferência de imprensa para reagir à notícia, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), Correia da Cunha, considerou de "enorme gravidade" a notícia, acrescentando que pode criar um clima de instabilidade e desconfiança em relação a instituição com grande responsabilidade social.

Correia da Cunha frisou que a gestão hospitalar tem sido feita com critérios "de grande rigor e transparência" e que os actos de gestão estão sempre abertos a ser auditados e avaliados.
“Reconhecemos as dificuldades financeiras por que passa a instituição. Mas em nenhum momento foram utilizados procedimentos não conformes com as boas práticas contabilísticas e de gestão”, assegurou o responsável.

Segundo a administração, no final de 2010 o Centro Hospitalar apresentava capitais próprios de 202 milhões de euros, o que é entendido pelos gestores como uma demonstração da “sustentabilidade económico-financeira”, contrariando a ideia de falência técnica.

Correia da Cunha insiste que a administração ignora por completo a base da notícia do jornal, vincando que há mecanismos externos e internos de controlo: “Não há nada a ocultar”.
Sobre o facto de já não existirem os 133 milhões de capital social do CHLN, o conselho de administração explica que o dinheiro tem sido aplicado na melhoria do parque tecnológico e nas infra-estruturas, tal como está previsto.

Ainda referindo-se a valores do ano passado, o Centro Hospitalar reporta uma dívida de 340 milhões de euros aos fornecedores, mas diz ter dívidas de clientes de 230 milhões de euros.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Portugal - Órgãos ‘desaparecem’ do Hospital de Santa Maria


Colheitas para transplante diminuíram mais de 50% nos primeiros seis meses do ano e os especialistas não sabem explicar porquê.
Não há explicação. A colheita de órgãos, em cadáver, para transplante no Hospital de Santa Maria, Lisboa, teve “uma quebra superior a 50% nos primeiros seis meses do ano” face a 2010 e os especialistas não sabem explicar porquê. A coordenadora Nacional das Unidades de Colheita, Maria João Aguiar, afirma que “o conselho de administração e os próprios colegas estão muito preocupados”, adiantando que “vão fazer uma auditoria interna”.
O responsável pelo Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação do Santa Maria – que ‘tutela’ mais sete hospitais na zona Sul -, confirma a estranheza na redução das colheitas e garante que “a avaliação interna está a ser feita e vai demorar pouco tempo”. No entanto, José Mendes do Vale reconhece que a situação “não é facilmente compreensível quando o hospital, os serviços, os diretores, as equipas… são os mesmos”.
A hipótese mais plausível é, para já, um “fator externo, como a diminuição de dadores nos serviços onde são mais comuns – casos da medicina e cuidados intensivos”. E o mistério adensa-se porque no ano passado “o Santa Maria teve um aumento muito significativo das colheitas e que nos encheu a todos de grande satisfação”, diz.
Mas a quebra na recolha de órgãos não afetou só o Santa Maria. José Mendes do Vale explica que a redução “começou a sentir-se a partir de março em todos os hospitais coordenados pelo seu gabinete” – Pulido Valente, São Francisco Xavier, Egas Moniz e Santa Cruz, em Lisboa; Cascais, Vila Franca de Xira e Abrantes. “Na quarta-feira estive reunido com os coordenadores do Egas Moniz e do Francisco Xavier e eles também tiveram redução e também não encontram razões”.
Segundo a Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação, a quebra neste grupo de hospitais foi de 29%, passando de 31 colheitas no primeiro semestre de 2010 para apenas nove este ano. O valor terá contribuído para que toda a região Sul – que integra ainda o gabinete do Hospital de São José (com a coordenação de mais 16 unidades, como o Hospital do Funchal) -, registe agora menos 24,6% de colheitas. No total do país, no primeiro semestre deste ano recolheram-se menos 1,3% (de 159 para 156) órgãos e fizeram-se menos 3,4% (de 443 para 428) transplantes do que no mesmo período de 2010. Rins e fígado continuam a ser os órgãos mais aproveitados.
Já este ano, o Estado enviou nove doentes, três dos quais crianças, para transplantes no estrangeiro. O pulmão, por cá ainda exclusivo do Hospital de Santa Marta, continua a liderar a procura, e os gastos públicos. Entre janeiro e julho, foram transplantados no exterior cinco doentes – mais um do que em igual período de 2010 -, e gastos 535 mil euros, quando em todo o ano de 2010 a fatura foi de 800 mil euros.
Mas a Direção-Geral da Saúde tem um plano. “A previsão para 2011 é de aumentar a capacidade instalada no Hospital de Santa Marta para assumir 20 transplantes pulmonares, garantindo em 80% a cobertura das necessidades nacionais (25 transplantes anuais), com uma poupança estimável para o SNS de 900 mil euros”. Segundo o responsável pela Unidade de Transplantação Cardíaca e Pulmonar do Santa Marta, José Fragata, até esta semana foram feitos 11 transplantes, mas “com o corte de 50% nos incentivos à transplantação”, decretado agora pelo Ministério da Saúde, “os profissionais não vão estar disponíveis”.
A poupança poderá ser, afinal, “um tremendo erro humano, social e económico”, alerta Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação. Mas, o gabinete de Paulo Macedo salientou ao Expresso que “o ministro não tem perfil para voltar atrás”.
JA/Rede Expresso
 
Fonte: http://www.jornaldoalgarve.pt/2011/08/orgaos-desaparecem-do-hospital-de-santa-maria/

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Farmácias no Santa Maria e no S. João vão avançar com unidose


A Autoridade Nacional para o Medicamento (Infarmed) já recebeu dois pedidos de autorização para venda de medicamentos em unidose. Foram feitos pelas farmácias de venda ao público dos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e do S. João, no Porto. Se tiverem luz verde, os doentes poderão começar a comprar medicamentos à dose nos próximos dias, avança o DIário de Notícias.

"O pedido foi feito no princípio do mês. A inspecção do Infarmed já se realizou e estou a aguardar a autorização para iniciar a venda", diz ao DN Paulo Diogo, director clínico da farmácia do Santa Maria, a maior do País. Se isso acontecer, o farmacêutico admite poder vender remédios em unidose nos próximos dias. O mesmo poderá acontecer no Porto, já que a reunião com o Infarmed "foi ao mesmo tempo", adiantou Paulo Diogo.

Também o sistema para prescrição em unidose já está resolvido e já há médicos que aderiram à iniciativa. "As receitas têm de ser electrónicas e o sistema já está implementado. Já recebi receitas para vender medicamentos em unidose. Na semana passada foram três. Mas ainda não está muito divulgado entre os médicos", diz ao DN. A farmácia do Santa Maria recebe 1500 pessoas por dia e factura 30 mil euros por dia. "A expectativa é que duplique a facturação nos próximos dois anos".

Nesta primeira fase, a venda em unidose está restringida antibióticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios não esteróides, paracetamol e antifúngicos que sejam vendidos em carteiras (blisters) ou em saquetas. Por isso, a adaptação da farmácia não foi muito complicada, nem dispendiosa.

"Adequamos um espaço do laboratório para o processo de dispensa e tratamos de todos os procedimentos de segurança, para assegurar que não exista troca de medicamentos, para a embalagem secundária e dispensa dos folhetos informativos. Para esta fase, que é experimental durante seis meses, não houve um grande investimento em equipamento", diz.

A farmácia gastou 10 mil euros com a máquina de reembalamento e teve de contratar mais dois profissionais, apenas para a venda à dose "por questões de segurança no manuseamento". Por agora, a unidose não será muito mais do que "dividir os blisters à venda no mercado, de acordo com a dose receitada, e reembalá-los em material da farmácia", conclui.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/10345/15/Farmacias-no-Santa-Maria-e-no-S-Joao-vao-avancar-com-unidose.html

terça-feira, 23 de março de 2010

Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos

A troca de medicamentos infelizmente é um "hábito" mais comum do que se julga. Na semana passada recebi os habituais medicamentos para o  meu Transplante Pulmonar. Qual foi o meu espanto quando reparei que os imunossupressores vinham enganados. Depois de um telefonema para a farmácia de Santa Maria, fiquei a saber que a prescrição que tinha ido para a farmácia deste hospital estava mal preenchida! Felizmente, não houve "azar" e tenho a agradecer a prontidão com que me vieram trazer a casa os imunossupressores correctos.

Obrigada,
Sandra Campos

Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos


A comissão de acompanhamento criada para avaliar os danos causados aos doentes que cegaram após uma operação no Hospital Santa Maria já tem os valores de indemnização que irá propor aos doentes e ao hospital, anunciou o presidente da comissão, citado pela agência Lusa.

“Concluímos o trabalho e já temos os números para propor aos doentes e ao hospital”, disse à Lusa o juiz desembargador Eurico Reis, escusando-se a avançar os valores que vão ser propostos.

O presidente da comissão justificou que os valores serão avançados, em primeiro lugar, aos doentes e ao hospital.

A Lusa contactou Walter Lemos, que ficou cego dos dois olhos na sequência da intervenção cirúrgica a 17 de Julho de 2009, que disse ainda não ter sido contactado pela comissão.

“Normalmente, essas informações chegam por carta. Deve estar a chegar”, disse Walter Lagos, 47 anos, que já deixou o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde esteve internado seis meses, e está num centro de reabilitação para reaprender a viver sem visão.

Contactado pela Lusa, o Hospital de Santa Maria disse que apenas se pronunciará quando souber os valores propostos pela comissão e o processo ficar concluído.

O dia 17 de Julho de 2009 ficou marcado para seis doentes como a data em que deixaram de ver, após terem sido submetidos a uma cirurgia oftalmológica que lhes prometia uma melhor visão.

A 25 de Agosto, o Hospital de Santa Maria anunciou a constituição da comissão de acompanhamento para avaliar os "eventuais danos e respectivo ressarcimento" dos seis doentes que ficaram sem visão.

Para o hospital, "o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação, através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária".

A comissão de acompanhamento avaliou os relatórios clínicos de avaliação social, perícias médico-legais e demais elementos considerados necessários à instrução integral do processo de avaliação dos eventuais danos e respectiva indemnização.

A comissão é presidida pelo juiz desembargador Eurico Reis e composta também pelo padre Victor Feytor Pinto, coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Paula Lobato Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública, especialista em Direito da Saúde, Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, e Florindo Esperancinha, presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos.

Os doentes aguardam pela proposta de indemnização e pelo final da investigação do Ministério Público.

Para o Hospital de Santa Maria, o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária.

Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira, segundo o relatório da Polícia Judiciária.

Na sequência disso, o Ministério Público acusou em Dezembro de 2009 um farmacêutico e uma técnica de farmácia e diagnóstico como autores, na forma de dolo eventual e em concurso real, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - Correio Manhã (18.03.2010)

Para um programa de 500 Transplantes Pulmonares em Barcelona, incluindo Transplantes Pulmonares Pediátricos foram necessários 10 anos; para um programa de 250 transplantes pulmonares em La Corunha no Hospital Juan Canalejo foram necessários 10 anos, para um programa de 12 transplantes pulmonares em Portugal também foram necessários 10 anos.
 Estranha contradição é Manuel Pizarro afirmar que somos "lideres na recolha de órgãos, ao lado de Espanha" mas no entanto, afirma para outros meios de comunicação que a "temos que melhorar pois a nossa falha está na recolha de órgãos e que é esse facto que está a limitar o número de Transplantes Pulmonares realizados em Portugal" ... Em que ficamos?
Não será demasaido cedo para Manuel Pizarro afirmar que "Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011"?! Esperemos, para o bem de todos, que assim seja!

Sandra Campos

***NOTICIA DO CORREIO DA MANHÃ***

Foto: O número de transplantes renais é superior ao número de novos inscritos na lista de espera

Transplantes hepáticos contrariam tendência
Aumentam dadores de órgãos de cadáver

A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) do hospital de Santa Marta divulgou, esta quinta-feira, os números de dadores de órgãos de cadáver relativos a 2009, concluindo que apresentam um aumento significativo, face aos anos anteriores.

Os dados apresentados revelam que no ano passado registaram-se 31 dadores de órgãos por um milhão de habitantes, tendo havido um aumento em todos os transplantes excepto no hepático devido à dificuldade de obter fígados de jovens cadáveres.
A coordenadora da ASST, Maria João Aguiar, ressalva que a legislação aprovada em 2007, que permite a dádiva em vida de órgãos entre pessoas sem parentesco, contribuiu para o aumento de 25 por cento da colheita de órgãos de dador vivo.
“Estamos a transplantar mais do que as novas inscrições e isto é muito importante para os doentes em diálise” disse Maria João Aguiar acerca dos transplantes renais que aumentaram em quase 12 por cento.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, salientou que Portugal “é o segundo país a ultrapassar a barreira da colheita de 30 órgãos por milhão de habitantes”, mas admitiu que ainda há muito para melhorar no que concerne aos transplantes pulmonares.
“Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011” sublinhou Manuel Pizarro que, de acordo com a agência Lusa, aproveitou para relembrar que vai ser criado o segundo centro de transplante pulmonar.
P.M.C.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=FED7AF49-ED29-4CCD-B0D8-1DD2CA3145DE

sábado, 9 de janeiro de 2010

ESPANHA socorre transplantes de pulmões portugueses (Fonte: JN 09.01.2009)

Espanha socorre transplantes de pulmões dos portugueses

Nota: Se me permitem corrigir, o Dr. Fragata está enganado nos números de portugueses em espera na Corunha: São 8 e acabaram de ser transplantadas duas jovens, e bem felizmente.
Um transplante bi-pulmonar e um transplante uni-pulmonar.
Do que li "O acordo para uma lista de colheitas de orgãos ibérica" é uma excelente solução! Esperemos que para breve uma vez que já se fala disto há tanto tempo!
Sandra Campos

A falta de perspectiva daquilo que é uma unidade de transplante e uma organização muito deficiente foram as causa da morte do programa de transplantação pulmonar em Portugal. Com uma média anual de dois transplantes desde que foi lançado, em 2001 - quando o país precisa de 15 a 20 transplantes pulmonares anuais -, e com uma taxa de sucesso a longo prazo considerda má fez os doentes optar por tentar a sorte, e consegui-la, em Espanha. Para onde até já seguem os pulmões que a única unidade portuguesa que os poderia aceitar, no Hospital de Santa Marta (HSM), em Lisboa, declina.
O panorama é por todos assumido como negro, mas as garantias são de melhoria. Estamos a tentar seriamente relançar o programa e dentro de alguns meses, não terão de ir a Espanha. É José Fragata, director do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do HSM, quem o garante, secundado pela recém-criada Autoridade para os Serviços de Sangue e de Transplantação (ASST). Quando cheguei, em Janeiro, herdei um programa com o mérito do pioneirismo, mas com falhas de organização diz o cirurgião.
A ovelha negra
Porque um transplante é muito mais do que a mera cirurgia. É a convergência de todas as especialidades médicas que giram à volta que José Fragata classifica de peri-operatório (antes e depois do transplante) e envolve, além da cirurgia, a pneumologia e a bacteriologia, para citar apenas algumas. António Sarmento, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, é mais directo. Sem pré-operatório, não há doentes em condições para tansplantar. Sem pós-operatório, há insucesso.
E se o pré nunca foi criado em Portugal, o pós simplesmente falha, até em acompanhamento na fisioterapia. Por falta de perspectiva do que é uma unidade de transplante o programa não foi capaz. E transformou-se na ovelha negra da transplantação em Portugal - que até consegue o terceiro lugar no ranking europeu do transplante hepático. Quem precisa de um pulmão já nem sequer se inscreve no HSM. Em Junho, segundo a ASST, a lista de espera era ali de três doentes, mais alguns em estudo. José Fragata, ele, junta os números e fala em seis a oito. No hospital da Corunha, estão dois portugueses em espera (*ver nota)
Maus resultados
O manejo médico em torno do transplante pulmonar tem que ser apurado foi o diagnóstico a que José Fragata logo chegou, tendo nas mãos os dados estatísticos 12 transplantes desde 2001 (contra 23 só este ano na Corunha), muito pouco e com uma taxa de sucesso imediata boa;, mas muito abaixo das tendências internacionais, que apontam para uma sobrevida de 50% aos três anos. O HSM tem resultados muito piores.
Para contrariar a realidade, o serviço redesenhou todo o programa e tem até especialistas em formação em Madrid, num centro que está a dar apoio logístico ao programa do HSM. Um empenho; que a coordenadora nacional de colheitas da ASST, Maria João Aguiar, acredita ser forte e permitirádesenvolver; a transplantação pulmonar em Portugal, que até esta altura do ano contabiliza duas intervenções, uma em Janeiro, outra em Maio. Começámos há pouco tempo nisto lembra o médico, recusando comparações com Espanha, que tem a melhor organização de transplantação do mundo.
Mas o cirurgião acredita num futuro risonho. Temos condições logísticas - em espaço e profissionais - para responder às necessidades de Portugal e a criação de um segundo centro não é de todo posta de parte.
Por enquanto e até lá - como contamos nas duas páginas que se seguem - muitos portugueses seguem para a Corunha, na Galiza, onde se instalam de armas e bagagens. E descansam numa taxa de sucesso que a equipa que os recebe calcula em 60% de sobrevida aos cinco anos e 50% aos dez anos.
Colheita em xeque
Por cá, a falta de resposta do HSM, como a classifica Maria João Aguiar, reflectiu-se até nas colheitas de pulmões. Deixaram de transplantar e, como tal, as próprias equipas de colheita deixaram de os contactar e o programa foi morrendo lamenta António Sarmento. Um dador compátivel deixou simplesmente de se rolhado como tal. Para que e que um responsável por uma colheita vai avisar uma unidade que não transplanta?
Na mesma tónica e do seu lado, José Fragata faz questão de desmentir a desculpa a falta de órgãos para a reduzida actividade de transplantação. É uma desculpa má diz, embora aceite que é sempre possível melhorar. Diferentemente, Fernando Martelo, um dos cirurgiões da equipa do HSM, garante que a situação só melhorou no ano passado. Até então, só recebiam pulmões numa base de oferta regional, do Hospital de S. José. Há cinco gabinetes de colheita, teria que ser maior! De novo, o dedo é apontado a um problema organizacional. Mas, desta vez, do sistema nacional.
Órgãos não usados cá são aproveitados além-fronteira
De Janeiro a Junho, Portugal enviou 12 pares de pulmões para Espanha, prova de que a colheita corre a bom ritmo no nosso país. Temos este ano mais 50% de colheita do que no mesmo período do ano passado diz Maria João Aguiar, da ASST. Um número que, a frio, parece poder cobrir as necessidades do país (15 a 20 transplantes anuais), mas que não pode se lido assim. Além do facto de o aumento da transplantação fazer crescer as indicações para ela, há que contar com a compatibilidade. Em cada dez ofertas, uma é aproveitável, explica José Fragata. Junto com o tipo de sangue, há que contar com o tamanho do pulmão, que difere muito de pessoa para pessoa. Num país com pouca lista de espera, encontrar o matching correcto é mais raro. Daí oferecer-se os órgãos excedentários a Espanha, que tem uma lista de receptores muito maior que Portugal. Em 2006, havia 323 espanhóis em espera, contra a meia dúzia de inscritos em Portugal. Quanto mais não seja, a oferta à organização nacional de transplante espanhola insere-se no cumprimento de guidelines europeias, válidas para todos os órgãos. Ainda no mês passado tínhamos um fígado bom de um grupo sanguíneo raro e não tínhamos receptor para ele. Foi para Espanha conta Maria João Aguiar. E, a muito curto prazo a ideia é fazer acordos para uma espécie de colheita e lista de espera ibéricas.
Jornalista: Ivete Carneiro

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Santa Maria: Funcionários acusados nos casos de cegueira continuam em funções (Fonte: RCM Pharma 18.12.2009)

Absolutamente inacreditável! Os 2 funcionários acusados continuam em funções em Santa Maria!


Santa Maria: funcionários acusados nos casos de cegueira continuam em funções
Um dia depois de conhecerem a acusação do Ministério Público, o farmacêutico e a técnica de farmácia voltaram ao trabalho no Hospital Santa Maria, avança a SIC. Ambos são acusados de seis crimes de ofensa à integridade física grave na forma de dolo eventual. Contactados pela SIC, nem um nem outro quis comentar o caso, remetendo qualquer explicação para mais tarde e para os respectivos advogados. A ministra da Saúde prometeu processos disciplinares e a Inspecção-geral das Actividades em Saúde já os instauraram. No entanto, enquanto o processo decorrem, os dois funcionários continuam em funções. A Ordem dos Farmacêuticos também anunciou a intenção de abrir um inquérito. Em comunicado, a Ordem diz que vai pedir à Procuradoria-geral da República o nome e os elementos de prova que são imputados ao farmacêutico. A investigação do Ministério Público concluiu que a troca do Avastin® por outro produto perigoso para a vista se deveu à falta de cuidado quer do farmacêutico quer da técnica de farmácia. O farmacêutico porque deixou ao critério da técnica a manipulação dos produtos, não preparou as seringas para a cirurgia e não supervisionou o trabalho da técnica. A técnica de farmácia porque trocou o Avastin por outro produto perigoso sem se certificar do que estava a fazer. Como consequência desta troca, seis pessoas ficaram cegas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Santa Maria: farmacêutico e técnica incorrem em pena de 2 a 10 anos de prisão (Fonte RCM Pharma 16.12.2009)


Santa Maria: farmacêutico e técnica incorrem em pena de 2 a 10 anos de prisão

O farmacêutico e a técnica de farmácia e diagnóstico acusados de ofensa à integridade física grave no caso da cegueira de seis doentes no Hospital de Santa Maria incorrem numa pena de dois a 10 anos de prisão, avança a agência Lusa.

O Ministério Público acusou terça-feira um farmacêutico e uma técnica de diagnóstico e terapêutica (área de farmácia), pela prática, na forma de dolo eventual, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.

No artigo 144 do Código Penal pode ler-se que "quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a tirar-lhe ou afectar-lhe, de maneira grave, a capacidade de trabalho, as capacidades intelectuais (...) ou a possibilidade de utilizar o corpo, os sentidos ou a linguagem é punido com uma pena de prisão de dois a dez anos".

Segundo a acusação, a troca de medicamentos "terá sido provocada por falta de cumprimento dos deveres impostos pelo manual de procedimentos", dando origem à aplicação errada de um fármaco que, aplicado nos olhos, provocou "lesão grave ou morte das células com produção de cegueira".

Ambos os arguidos estão sujeitos a Termo de Identidade e Residência.

Inspecção-geral deverá abrir processos disciplinares

A Inspecção-geral das Actividades em Saúde (IGAS) deverá abrir processos disciplinares para averiguar as responsabilidades dos profissionais de farmácia acusados pelo MP no caso da cegueira de Santa Maria, anunciou a ministra da Saúde.

De acordo com a responsável, o organismo que tem acompanhado este processo, a IGAS, "irá eventualmente abrir um processo disciplinar para averiguar as responsabilidades de cada um daqueles profissionais" de saúde.

Ana Jorge recordou que o medicamento obriga a "uma linha de preparação até chegar ao doente".
Sobre eventuais indemnizações, a ministra Ana Jorge foi prudente: "Neste momento não tenho nenhuma informação. Temos de aguardar. Tenho que falar com o Hospital Santa Maria".

O presidente da Comissão de Acompanhamento do caso, que tem a missão de avaliar os eventuais danos e respectivo ressarcimento, reconheceu que será “muito difícil” provar que existiu dolo eventual neste caso.

Em declarações à agência Lusa, o juiz Eurico Reis ressalvou ainda que as conclusões do Ministério Público não afectam as conclusões da comissão a que preside e que deverão ser conhecidas em Março.

Cegos expectantes

Os doentes que ficaram cegos após a intervenção cirúrgica no Hospital Santa Maria manifestaram-se expectantes com o desenvolvimento do caso, após conhecerem a acusação do Ministério Público.

“A notícia era esperada desde a altura em que soubemos que tinham sido funcionários que causaram a nossa cegueira”, disse à agência Lusa, Walter Lago, que ficou cego dos dois olhos e é o único dos seis doentes que permanece internado.

O doente está expectante sobre a pena que será aplicada a estes profissionais e lamenta a “situação muito difícil” em que ficou: “destruíram praticamente a minha vida. As pessoas quando têm alguma responsabilidade nos seus trabalhos têm de ter mais cuidado”.

Em termos de recuperação da visão, o doente diz que permanece na mesma, já tendo perdido a esperança de voltar a ver. “Com tantos especialistas que já passaram por mim e os tratamentos que já fiz e continuo na mesma, a esperança desvanece-se”, confessa o doente.

Os seis doentes perderam a visão após uma intervenção oftalmológica ocorrida a 17 de Julho no hospital de Santa Maria em Lisboa. Em causa esteve a troca do medicamento que lhes deveria ter sido injectado, o Avastin®, por outro produto.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Fibrose Quistica (fonte: Jornal de Saúde do Norte 23.11.2009)

Com todo o respeito que tenho pela Dra. Celeste Barreto, não entendo a falta de referência ao Transplante Pulmonar como solução para a FQ na ultima fase desta doença.
SC.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"

Foto: Sr. Fernando Teixeira
Ao principio um pouco envergonhado e relutante para fazer a fotografia mas depois acabou por concordar, consciente que o seu testemunho é uma grande ajuda para todos os que estão na mesma situação.
Mineiro de profissão e com 41 anos, também sofre de silicose (a doença dos mineiros) devido ao pó das pedras que entrou, ano após ano, nos seus pulmões, obstruindo as vias respiratórias.
O diagnóstico foi-lhe feito em 2004, pelo Dr. Américo, no Hospital de Amarante e em 2oo8 foi reencaminhado para o Hospital de Vila Nova de Gaia. Foi neste último que, em 2/3 meses, deram andamento ao seu processo para a Corunha, após ser recusado pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
Está há 5 anos com oxigénio e com ventilador (Bip-Bap) à noite.
Está na Corunha há 4 meses, onde já foi internado várias vezes por infecções e também já foi chamado 2 vezes para Transplante mas "o pulmão que necessitava não estava bom" - desabafa.
- "A 1ªvez que fui chamado, estava apenas há 1 semana na Corunha".
Em Portugal tem 2 filhos à espera (um de 12 e outro de 18 anos), a sua mulher é a sua companheira nesta viagem - Fátima Teixeira de 36 anos - que foi despedida da fábrica de calçado onde trabalhava há 9 anos.
- "Por ter que estar fora do meu posto de trabalho para acompanhar o meu marido" - Conta-me - "As baixas por assistência à família não são pagas, fui despedida e a segurança social não me quer dar o fundo de desemprego alegando que estou fora do país" - e desesperada prossegue - "O meu marido tem uma pensão miserável por doença profissional de 170€/mês e não sabemos o que fazer!"
Uma certeza fica - Não vão abrir mão desta oportunidade que muitos continuam a não ter que é estar entregue a esta equipa tão profissional do Hospital Juan Canalejo de La Corunha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Reportagem SIC- Doente necessita Transplante Pulmonar morre em Santa Maria 27.10.2009

Nas mãos da Dra. Ana Cristina Mendes, pneumologista do Hospital de Santa Maria, morre mais um doente na unidade de cuidados intensivos que precisava urgentemente de um Transplante Pulmonar.
A Dra. Ana Cristina Mendes acusou a Corunha de ter perdido os papeis. O caso foi investigado pela SIC e esta acusação foi desmentida no Jornal da Noite pela equipa da Organização de Transplantes do Hospital Juan Canalejo.
Esta é a mesma médica que disse na reportagem à Revista Visão "não cruzo os braços" no caso do António Pinto de Sousa, irmão do nosso 1ª Ministro José Sócrates, enviado para a Corunha e Transplantado há um ano na Corunha.
(SIC-Jornal da noite 2/2)
Categoria: Pessoas e Blogues
Etiquetas:
Transplantes Pulmonares Sandra Campos Hospital Santa Maria Dra. Ana Cristina Mendes

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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar