
Dedico este blog ao meu Transplante Pulmonar que me salvou a vida, no dia 9 de Maio de 2005 e ao meu Transplante Renal com dador vivo, no dia 25 de Março de 2015, ambos realizados no Hospital Juan Canalejo, na La Coruña, em Espanha.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O negócio da Sáude (Fonte: Blog Porto de Intimidade 04.02.2008)
Em 2003/2004, não me recordo, entrevistei o presidente da Organização Portuguesa de Transplantação, Mário Caetano Pereira, falecido em 2005. Disse-me na altura o antigo responsável que em Portugal se faziam poucos transplantes cardíacos porque os cardiologistas não se entendiam com os cirurgiões cardio-toráxicos. Mais: que os transplantes aos pulmões eram quase inexistentes, porque a probabilidade de sobrevivência dos doentes era muito pequena e isso desmotivava os clínicos. Sem corporativismos, Caetano Pereira despiu a máscara que normalmente cobre a defesa dos médicos. Interessado no tema, falei com José Roquette, conceituado cirurgião do hospital de Santa Marta e hoje director clínico do privado hospital da Luz. Confrontado com o mistério dos transplantes pulmonares, referiu que era de facto assim. À pergunta sobre o que acontecia aos doentes em fila de espera, respondeu, serenamente: muitos acabam por morrer. O que descrevo está publicado.
Ao ver o DN de hoje deparei-me com o título: "Transplantes rendem milhões aos médicos do serviço público". Trabalham por incentivos, o que é positivo. Mas o que dizer deste autêntico negócio, quando sopram ventos cada vez mais fortes de situações gritantes na área da saúde? O povo começa a indignar-se a sério. E tem toda a razão.PS: Na Madeira, nenhum médico pode cobrar mais que 55€ por consulta, no privado. A convenção assinada com o governo regional assim o determina, com o argumento dos médicos receberem também do público e pelo facto de grande parte população não ter ainda capaciade financeira para entrar no carrossel da livre concorrência. Jardim é do PSD, convém lembrar...
http://portodeintimidade.blogspot.com/2008/02/o-negcio-da-sade.html
Ao ver o DN de hoje deparei-me com o título: "Transplantes rendem milhões aos médicos do serviço público". Trabalham por incentivos, o que é positivo. Mas o que dizer deste autêntico negócio, quando sopram ventos cada vez mais fortes de situações gritantes na área da saúde? O povo começa a indignar-se a sério. E tem toda a razão.PS: Na Madeira, nenhum médico pode cobrar mais que 55€ por consulta, no privado. A convenção assinada com o governo regional assim o determina, com o argumento dos médicos receberem também do público e pelo facto de grande parte população não ter ainda capaciade financeira para entrar no carrossel da livre concorrência. Jardim é do PSD, convém lembrar...
http://portodeintimidade.blogspot.com/2008/02/o-negcio-da-sade.html
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
sábado, 1 de dezembro de 2007
SIC - Jornal da Noite - Dez 2007
Dez. 2007 - Jornal da Noite - SIC
"Doente com poucas horas de vida espera pulmão
Programa português de transplantes pulmonares não cumpre objectivos
No hospital de Santa Maria, em Lisboa, uma mulher com poucas horas de vida espera um transplante pulmonar. É um dos muitos doentes que poderiam ser salvos se funcionasse o programa português de transplantes pulmonares.Idalina do rosário deu entrada na Unidade de cuidados intensivos de Santa Maria, em Lisboa, hospital onde está internada há três meses e é acompanhada há um ano. É um dos muitos doentes cuja vida depende de um transplante pulmonar, num país que continua a apresentar o pior resultado da Europa e um dos piores do mundo neste campo. Em Portugal nunca se aplicou na colheita de pulmões. Há anos que desperdiça órgãos que podiam salvar vidas. Em 2005, por exemplo, foram colhidos apenas dois pulmões nos hospitais. Teoricamente, o programa português de transplantes pulmonares teve início em 2001, no hospital de Santa Marta em Lisboa, mas na prática nunca funcionou. A unidade deveria fazer, pelo menos, 15 transplantes de pulmão por ano, mas em cinco anos fez apenas 12. No mesmo período, em Espanha, foram feitos 763, dos quais 150 só no hospital da Corunha, para onde seguem todos os anos muitos doentes portugueses ao abrigo de um protocolo. Há 4 meses, o hospital de Santa Maria terá estabelecido contacto com a Corunha, mas por algum motivo o processo de Idalina do rosário ficou parado. Em Portugal, a doente nunca esteve sequer em lista de espera. Nunca foi proposta para um transplante que lhe teria salvo a vida. Há um ano a coordenação da unidade de transplantes do hospital de Santa Marta foi substituída. Na altura, o novo responsável comprometeu-se a alterar a situação, falando para a SIC. Mas quase um ano depois foram transplantados apenas três doentes em Santa Marta.Ver Video (arquivo SIC on line Dez 2007)"http://sic.sapo.pt/online/arquivo/2007/12/vida/1/20071207+Doente+com+poucas+horas+de+vida+espera+pulmao.htmJornalista: Jornalista: Susana André.
"Doente com poucas horas de vida espera pulmão
Programa português de transplantes pulmonares não cumpre objectivos
No hospital de Santa Maria, em Lisboa, uma mulher com poucas horas de vida espera um transplante pulmonar. É um dos muitos doentes que poderiam ser salvos se funcionasse o programa português de transplantes pulmonares.Idalina do rosário deu entrada na Unidade de cuidados intensivos de Santa Maria, em Lisboa, hospital onde está internada há três meses e é acompanhada há um ano. É um dos muitos doentes cuja vida depende de um transplante pulmonar, num país que continua a apresentar o pior resultado da Europa e um dos piores do mundo neste campo. Em Portugal nunca se aplicou na colheita de pulmões. Há anos que desperdiça órgãos que podiam salvar vidas. Em 2005, por exemplo, foram colhidos apenas dois pulmões nos hospitais. Teoricamente, o programa português de transplantes pulmonares teve início em 2001, no hospital de Santa Marta em Lisboa, mas na prática nunca funcionou. A unidade deveria fazer, pelo menos, 15 transplantes de pulmão por ano, mas em cinco anos fez apenas 12. No mesmo período, em Espanha, foram feitos 763, dos quais 150 só no hospital da Corunha, para onde seguem todos os anos muitos doentes portugueses ao abrigo de um protocolo. Há 4 meses, o hospital de Santa Maria terá estabelecido contacto com a Corunha, mas por algum motivo o processo de Idalina do rosário ficou parado. Em Portugal, a doente nunca esteve sequer em lista de espera. Nunca foi proposta para um transplante que lhe teria salvo a vida. Há um ano a coordenação da unidade de transplantes do hospital de Santa Marta foi substituída. Na altura, o novo responsável comprometeu-se a alterar a situação, falando para a SIC. Mas quase um ano depois foram transplantados apenas três doentes em Santa Marta.Ver Video (arquivo SIC on line Dez 2007)"http://sic.sapo.pt/online/arquivo/2007/12/vida/1/20071207+Doente+com+poucas+horas+de+vida+espera+pulmao.htmJornalista: Jornalista: Susana André.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
VIDEO - Testemunho Sandra Campos - TV Ciência - TV on line (30.11.2007)

Em 30.Nov.2007, a Associação Rarissimas de Doenças Raras pediu o testemunho de uma familia para falar no Telejornal da TV Ciência....E advinhem?...Claro, contactei-os!Mais uma oportunidade para falar sobre F.Q que também é uma doença rara ainda sem cura e da única solução possivel O Transplante Pulmonar.Vejam em http://www.tvciencia.pt/Como?Entrem no site da TV Ciência e depois entrem nos Telejornais e na busca ponham DOENÇAS RARAS e aparece um icone com "pintainhos amarelos" que é a capa do arquivo do telejornal de dia 30.Nov.2007.Só um bocadinho de paciência porque a reportagem está a meio do telejornal.Vão gostar...Tenho a certeza!Obrigada :)
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Revista Focus - Junho 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
SIC - "A Última Fronteira" - 27 Fevereiro 2007
Grande Reportagem SIC - "A úlima fronteira"
Foi o meu primeiro grande passo na tentativa de ajudar todos os que sofrem de doenças respiratórias e dar-lhes uma esperança.Esta Grande Reportagem foi feita pela jornalista Susana André e Operador de Camara Vitor Quental.Graças a eles consegui transmitir ao mundo tudo o que passei e a luz ao fim do túnel: O Transplante Pulmonar que foi realizado a 9 Maio 2005 no Hospital J. Canalejo na La Corunha, Espanha.Vejam...tenho a certeza que vão gostar :)http://www.youtube.com/results?search_query=A+ultima+fronteira+sandra+campos&search_type=Ou na SIC on linehttp://sic.sapo.pt/online/noticias/sic+tv/reportagem+sic/20070215+-+A+Ultima+Fronteira.htm"A Última Fronteira" Em Portugal morrem todos os anos dezenas de pessoas à espera de um transplante pulmonar. Doentes que poderiam ser salvos se o hospital de Santa Marta, em Lisboa, cumprisse os objectivos a que se propôs. A única unidade do país que se dedica a este tipo de cirurgia deveria fazer, pelo menos, 15 transplantes de pulmão por ano. Em 5 anos, fez apenas 12. É o pior resultado da Europa - e um dos piores do mundo. No mesmo período, em toda a Espanha, foram feitos 763 transplantes. 150 só no hospital da Corunha. Dez desses transplantes pulmonares salvaram a vida a doentes portugueses. É o resultado de um acordo assinado há 2 anos, entre os 2 países, para tentar minimizar os efeitos da ineficácia do programa português.No dia em que se viu obrigada a deixar para trás a casa e o país, os pais e o filho, para fugir de uma morte que em Portugal era certa, Sandra Campos chegou à Corunha depois de uma longa viagem de ambulância. Estava presa a uma botija de oxigénio, condenada por uma doença genética e degenerativa chamada Fibrose Quística. Sandra tinha 35 anos e pouco tempo de vida. Foi operada há quase dois anos, no hospital Juan canalejo, na Corunha. Voltou a respirar sozinha. Foram precisos 3 anos de exames para que os médicos diagnosticassem a Íris Ferreira Hipertensão Pulmonar Secundária. Uma doença rara, para a qual o transplante também representa a única solução da medicina. Aos 33 anos, Íris não tinha forças para cuidar do filho e dependia do marido para tomar banho, para se vestir, para pentear o cabelo. Deixou Portugal para salvar a vida em Espanha mas, ironicamente, os pulmões com que foi transplantada, há 3 meses, na Corunha, são portugueses. Conceição Silveira chegou ao Hospital Juan Canalejo há um mês. A somar à Fibrose Quística, levava uma infecção pulmonar que a condenou à solidão de um quarto de isolamento. Conceição sabe que tem poucos meses de vida e que, em Portugal, o tempo médio de espera por uns pulmões compatíveis é de quase dois anos. No hospital Juan Canalejo, ronda os 4 meses. Conceição espera. E diz que, na Corunha, recuperou confiança e vontade de viver. Numa viagem guiada por portugueses transplantados em Espanha, a Reportagem SIC acompanha a deslocação que fazem mensalmente à Corunha, para as consultas de rotina de que ficam dependentes para o resto da vida. E tenta explicar a ineficácia do programa português. Um programa "quase virtual", como o classificam os médicos espanhóis, numa área que é considerada a última fronteira da medicina. "A Última Fronteira" passa domingo, na SIC, a seguir ao jornal da noite.Susana André Jornalista"A Última Fronteira" Jornalista: Susana André Imagem: Vítor Quental Montagem: Rui Rocha Grafismo: Rita Esteves Correia Produção: Isabel Mendonça Coordenação: Daniel Cruzeiro Direcção: Alcides Vieira
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TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar
Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.
Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental














