quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Transplante Renal com dador vivo

Imagem da net


Olá a Todos!

FELIZ 2015!!!

Até hoje nunca usei o meu blog como um diário. Preferi colocar noticias, boas ou más, polémicas ou convergentes mas que acima de tudo fossem úteis para quem esteja a precisar de um transplante pulmonar.

Após alguns anos a tomar imunossupressores – medicamentos que baixam as defesas do organismo para que não haja rejeição do órgão transplantado – pode haver o risco de chegar à Insuficiência renal crónica.

Para a insuficiência renal crónica, na sua fase terminal, quando os dois rins chegam a uma função de 10% e param de trabalhar é necessário um de tratamento de substituição da função renal, hemodiálise ou diálise peritoneal ou ainda o transplante renal com dador vivo ou dador cadáver.

Em Portugal ainda não existe nenhum transplantado bi-pulmonar que esteja a necessitar de um transplante renal.

Sou eu a primeira!

Não o digo com orgulho, pois como podem imaginar, o que mais gostaria era ter uma vida absolutamente normal após o meu transplante bi-pulmonar.

Depois de quase 1 ano em exames médicos para saber se a minha mãe pode ser minha dadora renal chegaram os exames conclusivos – A minha mãe é dadora 100% compatível e está em condições físicas de me dar um rim e viver só com um rim sem problemas para saúde dela.

Estou Triste, estou Feliz, ao mesmo tempo. Sei que em breve farei o meu transplante renal e que voltarei a ter a qualidade de vida que tinha desde que fiz o meu transplante bi-pulmonar.

Para quem precise de informações sobre a Insuficiência Renal Crónica, deixo aqui um link sucinto mas bastante explicativo: http://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/insuficiencia-renal-cronica-2?artigo-completo=sim

Sandra Campos


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Fazer o luto de uma vida que morreu.

Foto da internet

[Dedicado a todos os Transplantados]

Dizem que quando queremos que algo de muito bom aconteça, nas nossas vidas, devemos concentrar as nossas energias, apressar o nosso passo e correr, sem parar, sem nunca olhar para trás. E quando nos aparece o inevitável abismo, pela nossa frente, só temos que fechar os olhos e lançar-nos como pássaros porque numa outra vida, bem longínqua, aprendemos todas as artes, dos outros animais, que ao nascer nos esquecemos.

 Todos os afortunados deram o salto. Ninguém sabia o que iria acontecer no escuro e fundo abismo. Apenas tínhamos a consciência de que, como num naufrágio, depois de muito nadar, chegariamos a terra firme. Vamos chamar-lhe “Ilha”.

Nessa Ilha havia várias montanhas. Lá, bem no topo, percebíamos que havia árvores de fruto e cascatas com águas límpidas e cristalinas. Sorrimos! A solução estava em começar a subir essas montanhas. Com um imenso espírito de interajuda, conseguimos, com muito esforço, chegar à melhor parte da montanha. O topo. A vista, lá de cima, era, estranha e maravilhosa. Estranha porque, do lado que havíamos acabado de subir, só se vislumbrava neblina e nuvens negras. Maravilhosa porque , do outro lado, viam-se praias, pessoas a passear, famílias e amigos. Havia uma energia que nos despertava a atenção.

Rapidamente percebemos que, apesar de estarmos em grupo, que haveríamos de ter vontade de descer e conhecer essas pessoas, essas famílias, essas praias e todos os lugares, que dali do alto, nos pareciam tentadores.

Ao fim de uma semana de isolamento no topo da montanha, combinámos começar a descer. Alguns ao descerem perceberam que aquelas famílias que avistavam, do cimo da montanha, eram as suas próprias famílias que os esperavam com imensas saudades. Sentiram-se felizes e aos poucos retomaram as suas vidas, as suas rotinas, os seus trabalhos.

Outros, perceberam que as suas famílias tinham ficado do lado nublado da montanha. Perceberam que teriam que fazer um novo recomeço. Possivelmente procurar uma nova casa, um novo trabalho, uma nova família, ou apenas recomeçarem tudo, sozinhos.

Outros ainda voltaram a subir a montanha porque, apesar de saberem que o caminho tinha de ser em frente, sentiam muita vontade de olhar para trás. Experimentavam saudades de alguns aspectos que tinham deixado naquele lado da montanha. Esses não tiveram tanta sorte pois nunca chegaram a perceber que ao voltarem ao passado, ficariam presos a recordações e a memórias solitárias. Não tinham percebido que o mais importante, quando planaram como pássaros sobre o abismo, era terem sido capazes de largar o que, de forma inevitável, não iriam ter nas suas novas vidas. Não foram capazes de fazer o luto de uma vida que morreu, o luto deles mesmos, que morreram.


Os felizes foram aqueles que, no novo lado da montanha, perceberam que ao fazerem o luto deles mesmos, conseguiriam elevar as suas almas a uma nova, inexplicável e mágica dimensão.

Sandra Campos

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Dadores de órgãos vivos vão ter seguro (Portugal)

Dadores de órgãos vivos vão ter seguro

09/10/2014 - 07:26

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação está a negociar com as seguradoras a criação de um seguro de dador de órgãos que contemplará a morte, ainda que esta seja "extremamente rara", revelou o presidente deste organismo, avança a Lusa, citada pelo Diário Digital.

De acordo com Hélder Trindade, as negociações deverão ser "demoradas", tendo em conta a "complexidade" do tema e os riscos inerentes a um dador de órgãos, superiores aos do dador de sangue, para os quais já foi criado um seguro.

O especialista sublinhou que a morte em dadores vivos de órgãos, nomeadamente de rins, é "extremamente rara", mas existe, e que um seguro desta natureza deverá contemplar o pior desfecho possível.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

FDA aprova insulina inalável para diabéticos

09/07/2014 - 08:20
A entidade que regula os medicamentos nos EUA (a FDA) aprovou a comercialização da insulina inalável Afrezza®, um medicamento de acção rápida que substitui as injecções para o controlo glicémico em pessoas com diabetes, avança o SAPO Saúde.

O Afrezza®é um medicamento em pó que se dissolve rapidamente quando atinge o pulmão, fornecendo insulina à corrente sanguínea. Um comunicado divulgado pela MannKind, laboratório que produz o medicamento, informa o sangue atinge os níveis apropriados de insulina entre 12 a 15 minutos após a administração do fármaco.

Porém, a FDA adverte: o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de acção lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética.

Antes da aprovação, foram realizados testes com mais de 3 mil participantes, portadores de diabetes tipo 1 e tipo 2. Ainda não há previsão para a venda do medicamento na Europa.

A diabetes é uma doença que atinge cerca de 347 milhões de pessoas, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. Se for controlada, não prejudica a qualidade de vida do paciente.



FONTE: AQUI

Recolha de Sangue, ainda vem a tempo!

RECOLHA DE SANGUE
Resultados da 13ª Campanha de Recolha de Sangue durante a primeira semana:

Nº dadores inscritos: 1.684
Nº unidades sangue colhidas: 1.261
Nº dadores medula óssea registados: 85
Nº doentes apoiados: 3.783

Muito obrigado!

E se ainda não participou, estamos a contar consigo! Ao dar sangue está a salvar 3 vidas!

FONTE: newsletter.oeirasparque@mundicenter.pt

quinta-feira, 3 de julho de 2014

PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL PODEM OBTER UM NOVO "SOPRO DE VIDA"


Estágio final da doença renal é um problema global de saúde pública com uma estimativa de 2,4 milhões de pacientes em diálise. O número de novos casos está a aumentar (7 a 8 % ao ano), devido ao envelhecimento da população e prevalência de diabetes aumentou.

O projecto Nephron + está a melhorar a vida dos pacientes através do desenvolvimento de um dispositivo de rim artificial "wearable", habilitado com as tecnologias de informação e comunicação para monitorização remota. A doença renal crónica vai afectar uma em cada dez pessoas, em algum momento das suas vidas. Para aqueles que têm o azar de sofrer insuficiência renal, as consequências para a saúde podem ser desastrosas.

Sem tratamento renal é mortal. No entanto, até mesmo os melhores tratamentos não são ideais. Os doentes têm de ser tratados com uma máquina de diálise em casa ou no hospital (clinica), por vezes, tão frequentemente quanto uma vez a cada quatro horas. Os pacientes passam grande parte de suas vidas conectados ao equipamento de diálise. Além disso, a esperança média de vida de uma pessoa na faixa dos 20 anos que sofre de insuficiência renal crónica, é apenas 20 anos, a menos que tenha a sorte de receber um órgão doado.

No entanto, tudo isto poderia alterar. Um consórcio de pesquisa financiado pela União Europeia tem vindo a desenvolver um rim artificial "wearable", que faria o possível para pacientes, em diálise, levarem uma vida mais plena e activa, acrescentando mais 10 a 16 anos à sua esperança de vida.

O futuro da diálise wearable

O néfron + WAKD (Wearable Dispositivo Rim Artificial) está, actualmente, a ser testado em animais e terá que passar por várias rodadas de testes rigorosos em seres humanos antes de estar pronto para ser usado por todos os pacientes com doença renal. No entanto, o projecto chegou a uma fase em que os parceiros comerciais estão prontos para levar a tecnologia para a próxima fase. Com as taxas de insuficiência renal em ascensão e a pressão sobre os hospitais para encontrar tratamentos mais rentáveis ​​e clinicamente eficazes, o mercado de dispositivos portáteis de diálise pode valer tanto quanto um 15 biliões de euros por ano, de acordo com o Dr. Leonidas Lymberopoulos , coordenador do projecto .

As vantagens de diálise usável

O sistema Nephron + funciona como uma máquina de diálise convencional, tendo o sangue do paciente e passa-o através de uma série de filtros, removendo os resíduos que seriam excretados na urina de um paciente saudável e certificando-se que a pressão sanguínea do paciente permanece num nível seguro. O paciente pode ver os dados monitorizados através do seu smartphone. Além disso, os dados podem ser enviados para o médico especialista do paciente, de modo a que sua condição possa ser monitorizada em todos os momentos. Mas o dispositivo "wearable" irá reduzir a oportunidade de que um paciente tem que ir para o hospital para tratamento de emergência, uma vez que a diálise constante é muito mais eficaz do que o tratamento intermitente.

Frank Simonis, gerente técnico de Nephron + explica: "Contínuo, 24/7 de diálise com um dispositivo "wearable" oferece uma extração suave e uniforme de toxinas ao longo do dia, semelhante a um rim natural. Isso melhora a muito condição de saúde e elimina a 'após diálise doença’, síndrome que muitos pacientes sofrem. " Dr. Lymberopoulos sugere que o custo de cuidar de um paciente com doença renal cairá devido à redução na necessidade de receitas médicas, pessoal de enfermagem e os custos de instalação. Redução de custos nos cuidados médicos são esperados para 15.000-20.000 euros/paciente/ano. Com 340.000 pacientes na Europa, isso implica uma poupança anual de 5 a 7 biliões de euros. Mais importante, explica Anastasia Garbi, ex- líder do projecto, "agora o paciente pode levar uma vida mais normal, trabalhando e a exercitar-se sem as longas visitas regulares aos centros de hemodiálise ".

Imagem: © Nanodialysis

FONTE: AQUI
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

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Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

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O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar