Como sabem, quando possivel, faço companhas de solidariedade dentro do blog. O Caso da Marta, a menina submetida a segundo transplante de medula óssea, tem tido evolução positiva e todos esperamos que seja desta que recupere.
Deixo aqui todo o meu apoio,
Sandra Campos
Marta Ramos, de cinco anos, recebeu um novo transplante de medula óssea depois da primeira operação não ter resultado. Segundo apurou o CM, o segundo transplante também foi realizado no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, que está a preparar um relatório clínico para divulgar na próxima semana.
A criança tem uma Leucemia Mioloblástica Aguda, diagnosticada em Janeiro, e é uma das leucemias mais agressivas, com uma elevada probabilidade de reincidir.
Neste momento está a recuperar do mais recente transplante realizado a 23 de Setembro. A menina de Oeiras permanece num quarto de isolamento, que previne eventuais problemas de infecção. Ao nível clínico entrou agora no período de espera para saber-se se o seu organismo acolheu as células do dador.
'Só ao fim de três semanas será possível verificar se não há rejeição, ou seja, se as células do dador não atacam o organismo de quem recebe', afirmou ao CM António Parreira, director do Serviço de Hematologia, aquando da realização do primeiro transplante.
Sobre a evolução do estado de saúde da menina, a equipa médica do IPO de Lisboa não avança, por agora, mais informações. Segundo Manuel Abecassis, director do Serviço de Transplantação do Instituto Português de Oncologia, está a ser elaborado um relatório clínico.
Concluído o transplante, tem início o período de recuperação que apresenta algumas dificuldades, mais difíceis de entender por uma criança perante a ocorrência de sintomas como febre, diarreia e cansaço.
A doença de Marta criou uma onda de solidariedade que levou milhares de portugueses a tornarem-se dadores de medula óssea. Surgiram cinco pessoas compatíveis com Marta, tendo sido escolhido para o primeiro transplante um português, de 30 anos.
PRAXE CONTRA A LEUCEMIA
Os alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa transformaram uma praxe num acto de solidariedade contra a leucemia ao promoverem uma campanha de sensibilização para a doação de medula óssea, no Hospital de Santa Maria.
CRONOLOGIA
22.01.09
É diagnosticada Leucemia Mioloblástica Aguda. É aconselhado o transplante, mas nenhum familiar é compatível.
18.04.09
Pais da criança lançam um apelo na internet para novos dadores. É criada uma página no Facebook.
02.06.09
É encontrado o primeiro dador. Dois dias depois são sinalizados mais três potenciais dadores, todos estrangeiros.
25.06.09
Marta ultrapassa com êxito os primeiros exames para transplante.
06.08.09
É submetida a transplante no IPO de Lisboa, mas acaba por rejeitar a medula.
23.09.09
Faz o segundo transplante, também no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.
DADORES SÃO JÁ 180 MIL
A onda de solidariedade em torno das vítimas de leucemia não pára, com a inscrição de novos potenciais dadores de medula óssea. Neste momento estão inscritas mais de 180 mil pessoas no Centro Nacional de Dadores de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE). Dezassete mil destas pessoas inscreveram-se em Abril, quando surgiu a campanha para ser encontrado um dador para Marta Ramos. Em 2007, Portugal contabilizava 109 mil dadores; em 2003, apenas 1800.
Helder Trindade, director do CEDACE, estima que até ao final do ano o registo nacional possa contar com 200 mil inscritos.
Portugal é, depois da Alemanha, o país da Europa com maior números de dadores inscritos, face ao número de habitantes. O nosso país lidera igualmente no número de transplantes realizados: só no último ano, foram efectuados 387 transplantes de medula.
Há 30 anos uma leucemia aguda seria fatal num curto prazo de tempo. Hoje, a taxa de cura entre menores de 15 anos atinge os 80 por cento. Uma parte importante do processo de cura passa pelo transplante da medula óssea.
Uma das maiores iniciativas para a recolha de novos dadores ocorreu a 2 de Outubro. A acção contou com a participação do cantor Tony Carreira, que, sensibilizado com o caso do pequeno Matias, quis contribuir para 'salvar uma vida'.
O menino, de 6 anos, permanece sem um dador compatível. 'Estamos a analisar os possíveis dadores mas para já não há nenhum compatível', disse Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte.
A mesma responsável sublinhou que 302 pessoas fizeram a inscrição para dadores de medula óssea, no âmbito de uma campanha que ocorreu no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
MATIAS PRECISA DE UM TRANSPLANTE
O diagnóstico da Leucemia Linfoblástica Aguda chegou em Abril e, desde então, o Matias, de 6 anos, tem feito tratamentos de quimioterapia. Porém, a esperança no transplante de medula continua.
TERESA AINDA NÃO TEM DADOR
Teresa Brissos continua em tratamento e à procura de um dador compatível. A jovem, de 17 anos, natural de Beja, tem leucemia aguda e desloca--se às sextas-feiras ao IPO Lisboa, onde está a ser acompanhada.
APONTAMENTOS
RECUPERAÇÃO
A recuperação após o transplante de medula óssea é lento, podendo alongar-se por um período de um ano, o tempo necessário para que o organismo aceite as novas células.
DADORES
Marta tem duas irmãs mas os exames revelaram que nenhuma delas é compatível, assim como os seus familiares. O seu caso levou a que mil e duzentas pessoas se oferecessem como dadores de medula óssea, no Colégio Botãozinho, em Carcavelos.
LEUCEMIA
É uma doença maligna com origem nas células imaturas da medula óssea. A produção de glóbulos brancos fica descontrolada e o funcionamento da medula óssea saudável torna-se mais difícil, diminuindo a produção de células normais.
Joana Nogueira/João Saramago
A criança tem uma Leucemia Mioloblástica Aguda, diagnosticada em Janeiro, e é uma das leucemias mais agressivas, com uma elevada probabilidade de reincidir.
Neste momento está a recuperar do mais recente transplante realizado a 23 de Setembro. A menina de Oeiras permanece num quarto de isolamento, que previne eventuais problemas de infecção. Ao nível clínico entrou agora no período de espera para saber-se se o seu organismo acolheu as células do dador.
'Só ao fim de três semanas será possível verificar se não há rejeição, ou seja, se as células do dador não atacam o organismo de quem recebe', afirmou ao CM António Parreira, director do Serviço de Hematologia, aquando da realização do primeiro transplante.
Sobre a evolução do estado de saúde da menina, a equipa médica do IPO de Lisboa não avança, por agora, mais informações. Segundo Manuel Abecassis, director do Serviço de Transplantação do Instituto Português de Oncologia, está a ser elaborado um relatório clínico.
Concluído o transplante, tem início o período de recuperação que apresenta algumas dificuldades, mais difíceis de entender por uma criança perante a ocorrência de sintomas como febre, diarreia e cansaço.
A doença de Marta criou uma onda de solidariedade que levou milhares de portugueses a tornarem-se dadores de medula óssea. Surgiram cinco pessoas compatíveis com Marta, tendo sido escolhido para o primeiro transplante um português, de 30 anos.
PRAXE CONTRA A LEUCEMIA
Os alunos da Faculdade de Medicina de Lisboa transformaram uma praxe num acto de solidariedade contra a leucemia ao promoverem uma campanha de sensibilização para a doação de medula óssea, no Hospital de Santa Maria.
CRONOLOGIA
22.01.09
É diagnosticada Leucemia Mioloblástica Aguda. É aconselhado o transplante, mas nenhum familiar é compatível.
18.04.09
Pais da criança lançam um apelo na internet para novos dadores. É criada uma página no Facebook.
02.06.09
É encontrado o primeiro dador. Dois dias depois são sinalizados mais três potenciais dadores, todos estrangeiros.
25.06.09
Marta ultrapassa com êxito os primeiros exames para transplante.
06.08.09
É submetida a transplante no IPO de Lisboa, mas acaba por rejeitar a medula.
23.09.09
Faz o segundo transplante, também no Instituto Português de Oncologia de Lisboa.
DADORES SÃO JÁ 180 MIL
A onda de solidariedade em torno das vítimas de leucemia não pára, com a inscrição de novos potenciais dadores de medula óssea. Neste momento estão inscritas mais de 180 mil pessoas no Centro Nacional de Dadores de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão (CEDACE). Dezassete mil destas pessoas inscreveram-se em Abril, quando surgiu a campanha para ser encontrado um dador para Marta Ramos. Em 2007, Portugal contabilizava 109 mil dadores; em 2003, apenas 1800.
Helder Trindade, director do CEDACE, estima que até ao final do ano o registo nacional possa contar com 200 mil inscritos.
Portugal é, depois da Alemanha, o país da Europa com maior números de dadores inscritos, face ao número de habitantes. O nosso país lidera igualmente no número de transplantes realizados: só no último ano, foram efectuados 387 transplantes de medula.
Há 30 anos uma leucemia aguda seria fatal num curto prazo de tempo. Hoje, a taxa de cura entre menores de 15 anos atinge os 80 por cento. Uma parte importante do processo de cura passa pelo transplante da medula óssea.
Uma das maiores iniciativas para a recolha de novos dadores ocorreu a 2 de Outubro. A acção contou com a participação do cantor Tony Carreira, que, sensibilizado com o caso do pequeno Matias, quis contribuir para 'salvar uma vida'.
O menino, de 6 anos, permanece sem um dador compatível. 'Estamos a analisar os possíveis dadores mas para já não há nenhum compatível', disse Helena Alves, directora do Centro de Histocompatibilidade do Norte.
A mesma responsável sublinhou que 302 pessoas fizeram a inscrição para dadores de medula óssea, no âmbito de uma campanha que ocorreu no Pavilhão Multiusos de Gondomar.
MATIAS PRECISA DE UM TRANSPLANTE
O diagnóstico da Leucemia Linfoblástica Aguda chegou em Abril e, desde então, o Matias, de 6 anos, tem feito tratamentos de quimioterapia. Porém, a esperança no transplante de medula continua.
TERESA AINDA NÃO TEM DADOR
Teresa Brissos continua em tratamento e à procura de um dador compatível. A jovem, de 17 anos, natural de Beja, tem leucemia aguda e desloca--se às sextas-feiras ao IPO Lisboa, onde está a ser acompanhada.
APONTAMENTOS
RECUPERAÇÃO
A recuperação após o transplante de medula óssea é lento, podendo alongar-se por um período de um ano, o tempo necessário para que o organismo aceite as novas células.
DADORES
Marta tem duas irmãs mas os exames revelaram que nenhuma delas é compatível, assim como os seus familiares. O seu caso levou a que mil e duzentas pessoas se oferecessem como dadores de medula óssea, no Colégio Botãozinho, em Carcavelos.
LEUCEMIA
É uma doença maligna com origem nas células imaturas da medula óssea. A produção de glóbulos brancos fica descontrolada e o funcionamento da medula óssea saudável torna-se mais difícil, diminuindo a produção de células normais.
Joana Nogueira/João Saramago
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