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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ALERTA! - Medicamentos nas Farmácias Hospitalares – Hospital Santa Maria



Medicamentos nas Farmácias Hospitalares – Hospital Santa Maria
Os medicamentos para os transplantados pulmonares eram dados aos pacientes no 9º piso de pneumologia. Agora segundo novas ordens são dados directamente na farmácia hospitalar.
Os pacientes que têm uma receita original, nomeadamente os pacientes que têm revisão de torácica no hospital Juan Canalejo na La Coruña, têm que entregar essa receita ao seu médico pneumologista para que este volte a passar toda a receita para ser entregue na farmácia do hospital.
Até aqui tudo bem!

O grave é que segundo informação do serviço de farmácia de ambulatório do hospital de Santa Maria, estes fazem  todos os meses concursos com os laboratórios e aquele que ganha é que fornece os medicamentos ,mesmo que sejam genéricos.

Um transplantado pulmonar pode tomar genéricos, excepto a nível dos imunossupressores porque há pequenas diferenças nas dosagens (mesmo que muito pequenas) mudam os níveis desejados de imunossupressão no sangue do transplantado pulmonar.

A única solução dada por este serviço foi – “Tem que pedir ao seu médico para passar-lhe uma receita para comprar na farmácia da rua”.

Temos aqui logo 3 problemas muito graves:
Primeiro: Temos direito ao fornecimento de um medicamento que nos está a ser negado.
Segundo: Não se está a cumprir com as normas definidas pelos médicos de torácica do Hospital Juan Canalejo – Um transplantado pulmonar não pode tomar genéricos a nível de imunossupressores.
Terceiro: Somos pensionistas que recebemos ao nível do salário mínimo nacional (com sorte!), tomamos uma quantidade imensa de imunossupressores por mês o que significa uma renda só a nível desta medicação se for comprada na rua, mesmo com receita, pois não estamos isentos de pagamento nas farmácias da rua.


Fica aqui o alerta para a ANFQ e APFQ.  O que podem fazer?

Aguardamos resposta.
Em nome dos transplantados pulmonares por Fibrose Quistica.
Sandra Campos

TAGS: ANFQ, APFQ, Fornecimentos Medicamentos Farmácias Hospitais, Falta eficácia imunossupressores genéricos nos Transplantes, Perigo Alterar imunossupressores para Genéricos, Imunossupressores, Fibrose Quistica

quarta-feira, 30 de março de 2011

O grande problema para um transplantado é que os imunossupressores nao podem ser tomados pelo principio activo (genérico) mas tem que se ter em conta a Marca do imunossupressor porque uma pequena diferença na gramagem pode alterar o nivel correcto do imunossupressor no corpo e colocar em perigo o orgao transplantado!

CDS volta a insistir na prescrição por princípio activo


O presidente do CDS-PP lamentou terça-feira que o acordo entre Estado e misericórdias tenha demorado um ano a concretizar-se e afirmou esperar que se concretize já a regra da prescrição dos medicamentos por princípio activo, avança a agência Lusa.

Em conferência de imprensa, na Assembleia da República, Paulo Portas considerou importante que o Estado tenha assinado o acordo com as misericórdias, “elo qual o CDS lutou durante anos e que permite fazer mais operações e mais consultas a mais doentes e mais depressa”.

“Este acordo já podia estar em vigor há 367 dias se não houvesse – como houve – preconceito”, declarou numa crítica ao Governo sobre o processo de entendimento com a União das Misericórdias ao nível da prestação de cuidados de saúde.

No entanto, para Paulo Portas, apesar dos atrasos, “valeu a pena o CDS insistir [na concretização deste acordo] e não desistir”.

“O Governo comprometeu-se a fazer o acordo com as misericórdias em Março de 2010, depois em Maio de 2010, depois em Setembro de 2010 e acaba por fazer este acordo necessário só em Março de 2011. Se tivessem seguido a posição do CDS, já tinha havido um ano com mais operações e mais consultas feitas a mais doentes que precisam”, sustentou.

De acordo com Paulo Portas, “o CDS sempre disse que havia 13 hospitais das misericórdias que estavam subutilizados – este acordo vem reconhecer que o Estado pode fazer muito mais ao contratualizar com 12 dos 13 hospitais”.

“Quando a política de saúde é contratualizada e entre o Estado e o sector social, o preço por consulta e por cirurgia é igual ou inferior àquele que seria praticado nos estabelecimentos do Estado. Há um princípio de eficiência que defendo na saúde ou na educação que é o de máxima utilização das capacidades de instalação”, disse, antes de pedir mais um passo em frente ao nível destes programas entre Estado e sector social.

“Faremos tudo para que este acordo, que é mais ambicioso na área das consultas, venha a ser também mais ambicioso na área das cirurgias, porque isso permite reduzir significativamente listas de espera”, advogou o presidente do CDS.

“Deve passar a ser regra que a receita médica seja prescrita pelo princípio activo”

Na conferência de imprensa, o líder democrata-cristão disse ainda esperar que a proposta do CDS relativa à prescrição de medicamentos por denominação comum internacional, que se encontra em votação final, venha ainda a entrar em vigor nesta sessão legislativa.

“Deve passar a ser regra que a receita médica seja prescrita pelo princípio activo, o que significa que não é prescrita pela marca. Se há um genérico, tenho a obrigação de facilitar o acesso do doente a esse genérico e não o limitar ao medicamento de marca”, justificou.

Na perspectiva de Paulo Portas, caso esta prática seja obrigatória por lei, “tal será bom para o doente porque paga menos e é bom para o contribuinte, já que, garantindo saúde às pessoas, não se paga desperdício”.

“Com o CDS-PP sempre propôs, isto significa aproximar a legislação portuguesa do que se pratica no resto da Europa. Mais uma vez, em política de saúde, não se poupa no doente, mas pode poupar-se no desperdício!”, acrescentou.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12584/15/CDS-volta-a-insistir-na-prescricao-por-principio-activo.html

sexta-feira, 4 de março de 2011

Hospital de Coimbra recua na oferta de genérico a crianças com transplantes de fígado



A administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) assegurou esta quinta-feira, através do gabinete de imprensa, que as crianças que receberam transplantes de fígado voltam, a partir de esta sexta-feira, a ter acesso ao imunossupressor de marca na farmácia do Hospital Pediátrico. A informação, fornecida ao Público, não foi acompanhada de qualquer explicação para o recuo, que se segue à denúncia feita por médicos que avisaram que substituição do medicamento pelo genérico estava a colocar em risco a saúde das crianças.

Em causa não estava apenas a circunstância de o genérico nunca ter sido testado em crianças ou em transplantados. Mas também o facto de aquele tipo de medicamento (genérico ou de marca) ter uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, de a diferença entre a dose eficaz e a tóxica ser curta e diferente de pessoa para pessoa.

O próprio Resumo das Características do Medicamento (RCM) - que segundo o Infarmed "representa as condições e especificações em que o medicamento foi aprovado" - define, em relação ao medicamento original e ao genérico, os cuidados a ter: "Somente médicos com experiência na terapêutica imunossupressora e no controlo de doentes transplantados devem prescrever, bem como fazer alterações na terapêutica imunossupressora prescrita inicialmente (...). Alterações na formulação ou no regime posológico só podem ser feitas sob a apertada supervisão de um especialista em transplantação", refere o Público.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12237/15/Hospital-de-Coimbra-recua-na-oferta-de-generico-a-criancas-com-transplantes-de-figado.html

No CHC a decisão de substituir um medicamento pelo genérico foi tomada sem o conhecimento dos médicos que seguem as crianças, primeiro, e contra o seu parecer, depois. No início da semana, Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, revelou que ouvira o director clínico do CHC afirmar que a decisão de substituir os medicamentos se devera à necessidade de cortar 15 por cento das despesas no orçamento da farmácia. E o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, considerou a troca "perigosa" e de "alto risco". Nessa altura, já a Ordem dos Médicos investigava as circunstâncias que rodearam a substituição do medicamento.

Esta questão terá sido resolvida antes da reunião que esta quinta-feira juntou em Lisboa a ministra da Saúde, representantes dos dois centros hospitalares de Coimbra e Emanuel Furtado, o único cirurgião que faz transplantes hepáticos pediátricos em Portugal. O objectivo foi promover o início de conversações entre as partes, no sentido de chegarem a um acordo para a criação de condições para retomar aquele tipo de intervenção, que actualmente só é feito em situações de emergência.

Hospital de Coimbra recua na oferta de genérico a crianças com transplantes de fígado

Foto: CHC mudou de política antes do encontro com ministra Ana Jorge nelson garrido

Depois do alerta de pais de doentes e de médicos especialistas, a administração do CHC volta a disponibilizar o medicamento de marca.

A administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) assegurou ontem, através do gabinete de imprensa, que as crianças que receberam transplantes de fígado voltam, a partir de hoje, a ter acesso ao imunossupressor de marca na farmácia do Hospital Pediátrico. A informação, fornecida ao PÚBLICO, não foi acompanhada de qualquer explicação para o recuo, que se segue à denúncia feita por médicos que avisaram que substituição do medicamento pelo genérico estava a colocar em risco a saúde das crianças.

Em causa não estava apenas a circunstância de o genérico nunca ter sido testado em crianças ou em transplantados. Mas também o facto de aquele tipo de medicamento (genérico ou de marca) ter uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, de a diferença entre a dose eficaz e a tóxica ser curta e diferente de pessoa para pessoa. O próprio Resumo das Características do Medicamento - que segundo o Infarmed "representa as condições e especificações em que o medicamento foi aprovado" - define, em relação ao medicamento original e ao genérico, os cuidados a ter: "Somente médicos com experiência na terapêutica imunossupressora e no controlo de doentes transplantados devem prescrever, bem como fazer alterações na terapêutica imunossupressora prescrita inicialmente (...). Alterações na formulação ou no regime posológico só podem ser feitas sob a apertada supervisão de um especialista em transplantação".

No CHC a decisão de substituir um medicamento pelo genérico foi tomada sem o conhecimento dos médicos que seguem as crianças, primeiro, e contra o seu parecer, depois. No início da semana, Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, revelou que ouvira o director clínico do CHC afirmar que a decisão de substituir os medicamentos se devera à necessidade de cortar 15 por cento das despesas no orçamento da farmácia. E o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, considerou a troca "perigosa" e de "alto risco". Nessa altura, já a Ordem dos Médicos investigava as circunstâncias que rodearam a substituição do medicamento.

Esta questão terá sido resolvida antes da reunião que ontem juntou em Lisboa a ministra da Saúde, representantes dos dois centros hospitalares de Coimbra e Emanuel Furtado, o único cirurgião que faz transplantes hepáticos pediátricos em Portugal. O objectivo foi promover o início de conversações entre as partes, no sentido de chegarem a um acordo para a criação de condições para retomar aquele tipo de intervenção, que actualmente só é feito em situações de emergência.

Boas Noticias! - Hospital de Coimbra recua na oferta de genérico a crianças com transplantes de fígado


Depois do alerta de pais de doentes e de médicos especialistas, a administração do CHC volta a disponibilizar o medicamento de marca

A administração do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC) assegurou ontem, através do gabinete de imprensa, que as crianças que receberam transplantes de fígado voltam, a partir de hoje, a ter acesso ao imunossupressor de marca na farmácia do Hospital Pediátrico. A informação, fornecida ao PÚBLICO, não foi acompanhada de qualquer explicação para o recuo, que se segue à denúncia feita por médicos que avisaram que substituição do medicamento pelo genérico estava a colocar em risco a saúde das crianças.

Em causa não estava apenas a circunstância de o genérico nunca ter sido testado em crianças ou em transplantados. Mas também o facto de aquele tipo de medicamento (genérico ou de marca) ter uma margem terapêutica muito estreita, ou seja, de a diferença entre a dose eficaz e a tóxica ser curta e diferente de pessoa para pessoa. O próprio Resumo das Características do Medicamento - que segundo o Infarmed "representa as condições e especificações em que o medicamento foi aprovado" - define, em relação ao medicamento original e ao genérico, os cuidados a ter: "Somente médicos com experiência na terapêutica imunossupressora e no controlo de doentes transplantados devem prescrever, bem como fazer alterações na terapêutica imunossupressora prescrita inicialmente (...). Alterações na formulação ou no regime posológico só podem ser feitas sob a apertada supervisão de um especialista em transplantação".

No CHC a decisão de substituir um medicamento pelo genérico foi tomada sem o conhecimento dos médicos que seguem as crianças, primeiro, e contra o seu parecer, depois. No início da semana, Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, revelou que ouvira o director clínico do CHC afirmar que a decisão de substituir os medicamentos se devera à necessidade de cortar 15 por cento das despesas no orçamento da farmácia. E o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, considerou a troca "perigosa" e de "alto risco". Nessa altura, já a Ordem dos Médicos investigava as circunstâncias que rodearam a substituição do medicamento.
Esta questão terá sido resolvida antes da reunião que ontem juntou em Lisboa a ministra da Saúde, representantes dos dois centros hospitalares de Coimbra e Emanuel Furtado, o único cirurgião que faz transplantes hepáticos pediátricos em Portugal. O objectivo foi promover o início de conversações entre as partes, no sentido de chegarem a um acordo para a criação de condições para retomar aquele tipo de intervenção, que actualmente só é feito em situações de emergência. 

Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/03/hospital-de-coimbra-recua-na-oferta-de.html

quinta-feira, 3 de março de 2011

Troca de fármacos em Coimbra “sem efeito” nas crianças ???




O secretário de Estado adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, disse quarta-feira não ter ainda informação oficial sobre eventuais problemas gerados pela troca de um medicamento de marca por um genérico em crianças que foram submetidas a transplantes hepáticos no Hospital Pediátrico de Coimbra, tal como foi noticiado nos últimos dias, avança o Público.

Manuel Pizarro falava durante a apresentação do relatório da actividade de colheita e transplantação em 2010, ano em que se registaram 323 colheitas de órgãos em Portugal, menos seis que no ano anterior. Ainda assim, Portugal mantém-se no topo dos países com maior taxa de dadores por milhão de habitantes, área em que apenas é suplantado por Espanha.

Sobre o caso de Coimbra, embora o ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática, Emanuel Furtado, tenha considerado que a substituição do medicamento de referência por um genérico é “perigosa” e de “alto risco” para a saúde das crianças, o secretário de Estado afirmou não ter “informação de que alguma modificação que tenha ocorrido tenha tido um impacto concreto na qualidade de vida dos doentes”.

No entanto, reconheceu que “há uma orientação geral que diz que no caso de medicações com uma janela terapêutica estreita [em que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica é pequena] não se devem proceder a alterações dos fármacos durante o processo de tratamento”.

Em relação à colheita e transplantação de órgãos a nível nacional, o governante assegurou que as medidas de contenção na área da saúde não irão afectar esta actividade.

Maria João Aguiar, coordenadora nacional para a colheita de órgãos, manifestou a mesma convicção, afirmando que Portugal é “um exemplo” para o resto da Europa, tendo uma taxa média de dadores por milhão de habitantes muito superior à média europeia (30,4 contra 18). “Somos o segundo país do mundo na actividade de colheita de órgãos, e o primeiro no transplante hepático”, realçou.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12210/15/Troca-de-farmacos-em-Coimbra-%C3%A2-sem-efeito%C3%A2-nas-criancas.html

Noticia relacionada:

Troca por genérico põe em risco crianças com transplantes hepáticos


O ex-coordenador do Programa Pediátrico de Transplantação Hepática Emanuel Furtado considerou segunda-feira “perigosa” e “de alto risco” a substituição do imunossupressor de marca (usado desde sempre em Portugal) por um medicamento genérico, na farmácia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC). A decisão terá sido tomada sem o conhecimento dos clínicos que acompanham os doentes, primeiro, e contra o parecer daqueles, numa segunda fase, avança o jornal Público.

Em causa, de acordo com o cirurgião Emanuel Furtado, está, em última análise, a possibilidade de rejeição mais frequente e mais grave do órgão por parte dos doentes. “Estamos a falar de medicamentos em que a margem terapêutica – entre a dose eficaz e a dose tóxica – é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente”, descreve. Para que aquele equilíbrio se desfaça, explica, é preciso muito pouco. “Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes”, exemplifica.

É aquela condicionante que explica que seja desaconselhável a simples troca de medicamentos semelhantes do mesmo laboratório, mas com diferentes formulações; e que torna “especialmente perigosa a sua substituição por um genérico que, para além do mais, nunca foi, sequer, testado em crianças”, avisa o médico. A situação é agravada, na sua perspectiva, pelo facto de os doentes que recebem o medicamento não estarem a ser sujeitos à monitorização apertada que a mudança exigiria.

Emanuel Furtado, responsável pelos mais de 200 transplantes pediátricos feitos em Portugal, abandonou os Hospitais da Universidade de Coimbra há cerca de mês e meio, em ruptura com a administração. Isto por, alegadamente, não estarem garantidas as condições necessárias à prossecução, com segurança e sucesso, do programa de transplantes pediátricos, no âmbito de um acordo entre os HUC e o Hospital Pediátrico (que pertence ao CHC). Desde então, apenas assegura as intervenções de emergência. Segunda-feira, em declarações ao jornal Público, o cirurgião – que ao pedir a exoneração do cargo deixou de coordenar o programa pediátrico de transplantação hepática – justificou a sua intervenção neste caso afirmando que, como médico, está ciente de que a sua “função é defender o melhor para os doentes e não equilibrar orçamentos”.

Sublinhou, no entanto, que “não é, sequer, evidente, que da troca pelo genérico resulte uma redução de custos, por terem de ser contabilizados os gastos com testes laboratoriais de controlo, a perda de produtividade dos pais devido às deslocações mais frequentes aos hospitais e, em última análise, o aumento da frequência e da gravidade da rejeição do órgão”.

Margarida Castelão, dirigente da Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas (Hepaturix®), não tem dúvidas de que esse foi o critério para a substituição do medicamento. “Perante mim e outra pessoa da direcção, o director clínico do CHC, Carlos Mendonça, assumiu que a troca resulta da necessidade de poupar 15 por cento, este ano, do montante gasto na aquisição de medicamentos”, relatou.

Através do gabinete de imprensa, os administradores do Centro Hospitalar de Coimbra escusaram-se a fazer qualquer comentário sobre o assunto, por considerarem que “o momento não é oportuno”. Também não revelaram quantas crianças receberam, já o genérico, e quantas poderão vir a recebê-lo nos próximos dias. Apesar de todas as crianças terem feito a intervenção cirúrgica em Coimbra, cada uma delas levanta os medicamentos nos hospitais da sua área de residência. De entre todos esses, assegura Margarida Castelão, só o CHC optou por passar a fornecer o genérico.
fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12169/51/Troca-por-generico-poe-em-risco-criancas-com-transplantes-hepaticos.html

quarta-feira, 2 de março de 2011

COMUNICADO À IMPRENSA - HEPATURIX denuncia situações de enorme gravidade


Programa de Transplantação Hepática está suspenso.

O Dr Emanuel Furtado pediu a sua exoneração no início do mês de Dezembro. Há data da sua saída efectiva dos HUC, fim de Janeiro, foi elaborado um protocolo entre três entidades com o patrocínio da ARS ( HUC, CHC e IPO), em que se estabelecia a dispensa do Dr Emanuel do IPO ‐ onde iniciava funções de cirurgião‐, a disponibilidade dos HUC e do CHC para acolher o Dr Emanuel, e se formalizava até as condições e responsabilidade de remuneração, porém… sem o seu conhecimento, e assentimento!

Nos HUC o Dr Emanuel Furtado era também coordenador do programa de transplantes hepáticos pediátricos, no entanto este cargo formalmente, não existia. E, por isso mesmo, com todas as dificuldades que um cargo sem forma administrativa acarreta, foi levado a tomar esta decisão. No entanto, com alto sentido humanitário e profissional, ficou disponível para executar todos os transplantes urgentes (mas não os de lista de espera). O que veio a suceder no fim‐de‐semana passado com uma menina de 6 anos.

A partir desta data, ficou Portugal com programa de transplantes hepáticos suspenso! Tal como há 5 anos atrás, não há outro cirurgião em Portugal que efectue trabalho tão melindroso.

Os outros meninos ficam na contingência de ter de se deslocar ao estrangeiro. Há mais de três semanas, foi já pedida a autorização para uma criança sair do país para ser feito transplante hepático.

Há um mês foi assegurado à Hepaturix que estava em elaboração um Manual de Procedimentos elaborado pelos profissionais de saúde dos hospitais envolvidos e aprovado pelo Dr Emanuel, que garantisse as condições para que o programa retomasse a sua actividade.

Até ao momento não está concluído. Há 8 crianças em lista de espera! Em que a solução passará pelo envio para o estrangeiro!

Há crianças a sofrer, e temos a obrigação de corrigir tudo o que for necessário para que não sofram mais. A ida para o estrangeiro, o uso de idioma desconhecido, para a criança e na grande maioria dos pais também, a viagem, o ambiente estranho, as diferenças nas facilidades dos pais poderem acompanhar os filhos no pós‐transplante, etc., etc., são factores de ainda maior sofrimento.

Tanta preocupação com a redução de custo nos medicamentos, e tanto esbanjamento de recursos em todo este processo!

Alteração de medicamento pelo serviço do Farmácia do HP

Desde o dia 23 de janeiro de 2011, que os pais das crianças transplantadas, após a consulta de hepatologia se dirigem à farmácia com receita, onde é prescrito Prograf®. Mas o medicamento que lhe é cedido é Tacni®. Embora ambos os medicamentos tenham o mesmo princípio activo – o tacrolimus.

São medicamentos em que a margem entre a dose eficaz e a dose tóxica ‐ é muito estreita, o que faz com que o controlo do equilíbrio do doente seja muito complicado e exigente. Para alterar o equilíbrio é preciso muito pouco. Basta que o modo de preparação ou os excipientes sejam diferentes.

No folheto informativo do Prograf® está escrito (envio em anexo):

“Certifique‐se que recebe o mesmo medicamento de tacrolímus sempre que recebe a prescrição, a não ser que o especialista em transplantação tenha concordado em mudar o medicamento.”

Os pais constatam que a especialista discorda totalmente da alteração e teme pelas consequências que essa alteração causará na saúde das crianças.

Esta alteração sem o seu consentimento levou a Dra Isabel Gonçalves, única hepatologista pediátrica com formação e experiência no acompanhamento das crianças no pós‐transplante, a pedir a demissão do Hospital Pediátrico, embora ainda se encontre em funções.

A decisão de introdução do Tacni® foi unilateral e coube exclusivamente ao diretor dos serviços farmacêuticos e à administração do CHC. Foi feita à revelia da pediatra especialista em transplantação.

O RCM (Resumo de Características do Medicamento) do Prograf® refere ainda “Foram observados erros de medicação incluindo a troca … não vigiada das formulações … de tacrolímus. Isto levou a acontecimentos adversos graves, incluindo a rejeição do órgão…” e ainda “os doentes devem ser mantidos com uma única formulação de tracolímus”.

Verificámos ainda que Tacni® e Prograf® têm formulações diferentes.

Em Espanha há uma lista dos medicamentos que com o mesmo princípio activo não podem ser substituídos sem autorização expressa do médico prescritor. Entre eles está expresso o tacrolímus. Quem o fizer comete crime.

Algumas das crianças que já iniciaram a toma de Tacni, apresentaram os parâmetros bioquímicos alterados revelando alteração da função hepática. Foi também observada hipertensão.

É de salientar que:

 Nenhum outro hospital em Portugal está a utilizar Tacni®.

 Nenhum centro europeu de referência introduziu ainda o Tacni®;

 Os estudos disponíveis referem‐se a indivíduos, adultos e saudáveis. Nunca foi testado em crianças, nem em transplantados

 Este medicamento tem uma margem terapêutica muito apertada.

 O único centro de transplantação hepática pediátrica em Portugal localiza‐se em Coimbra, pelo que este problema é de âmbito nacional. Os especialistas em transplantação, o diretor clínico do HP, o diretor clínico do CHC, o diretor dos serviços farmacêuticos do CHC, vários médicos, farmacêuticos e professores da faculdade

de farmácia, são unânimes em considerar que:

 Há um risco variável de rejeição de órgão,

 É uma violência sujeitar as crianças a testes mensais, com idas aos hospitais para colheitas de sangue e outros meios de controlo e muitas delas terão de fazer biopsias, que uma mudança de formulação torna imperativo.

 Estas famílias que têm um passado de sofrimento e um futuro de incerteza, perderão a sua tranquilidade sabendo que há risco (ainda que variável) de rejeição de órgão,

Se a razão que está na base desta mudança for a economia nos medicamentos, certamente que não houve a preocupação de contabilizar:

 o custo do controlo mais apertado, pelo menos inicialmente, em doseamentos e avaliação analítica

 o custo de eventual aumento de episódios de rejeição, altíssimo

 o custo de eventual aumento da necessidade de retransplantação, extremamente elevados

 o custo de eventual necessidade de utilização de doses mais altas para atingir os níveis terapêuticos, aspeto aliás já patente em alguns estudos publicados

Em resumo, a questão está longe de ser resolvida e as crianças não têm Prograf® disponível para continuar o seu tratamento. ESCLARECEMOS QUE SENDO ESTE MEDICAMENTO É DE CEDÊNCIA EXCLUSIVA NAS FARMÁCIAS HOSPITALARES, PELO QUE OS PAIS NÃO TÊM A POSSIBILIDADE DE O COMPRAR.

O único motivo que nos foi apresentado para a troca destes medicamentos foi o económico. Consideramos inadmissível que se coloque em causa a rejeição de um órgão por questões económicas. Eticamente esta escolha é absolutamente reprovável.

No ponto 2. do Artigo 24.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa), relativamente aos Direitos das crianças lê‐se:

Todos os atos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança. O interesse superior das crianças, não está a ser acautelado, mas outros interesses.

terça-feira, 1 de março de 2011

No Hospital Pediátrico de Coimbra, está a ser negado o IMUNOSSUPRESSOR

 E o que se passa no Pediátrico em Coimbra?

No Hospital Pediátrico de Coimbra, está a ser negado o IMUNOSSUPRESSOR que a médica hepatologista receitou e a farmácia do hospital diz que não o tem! Dessa forma impõe aos pais das crianças transplantadas um imunossupressor cujo principio activo tem o mesmo nome, mas que não é exactamente a mesma coisa!! Não se trata de um genérico, mas antes de uma imitação...

Isto é um crime e o Ministério Público de Coimbra deveria ter conhecimento de todos os casos e abrir um inquérito!

O Sr. Presidente da República vetou um diploma que, embora não se refira declaradamente as estas situações, tem uma forte sintonia com elas!

O Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos já emitiu diversas opiniões públicas contra esta possibilidade.

A médica hepatologista, a maior autoridade que temos nesta área pediátrica, demitiu-se para mostrar a sua completa oposição ao que se está a passar!

Por outro lado a HEPATURIX tentou munir-se de informações que pudessem sustentar a posição da farmácia e dessa forma descansar os pais, mas só conseguiu reunir informações que alarmaram ainda mais esses mesmos pais e estão a deixá-los revoltados!!

Os pais não querem dar o medicamento "imitação" e não têm onde comprar o "verdadeiro" pois a sua comercialização não existe em Portugal. Só as farmácias dos hospitais o comercializam e de todos os hospitais que tratam transplantados, apenas o pediátrico de Coimbra, imagine-se, o hospital das N/ crianças, é que impôs esta troca!!

Como autor de um livro que tanto elogia os serviços dos Hospitais de Coimbra e do Pediátrico, é triste ter de constatar que alguém teve esta iniciativa dentro do N/ estimado hospital!

Tudo porque um farmacêutico déspota e inconsciente resolveu cometer um crime público por sua conta e risco e ninguém da Administração percebeu isso!

Não desejo a este farmacêutico que um dia venha a ter um filho transplantado porque nenhuma criança merece tal infelicidade! Mas se alguma das crianças visadas vier a ter alguma rejeição, adoecer ou morrer, ele ficará para sempre com esse peso na consciência... se a tiver!

Reparem nestes artigos:

Código Penal


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LIVRO II - Parte especial

TÍTULO I - Dos crimes contra as pessoas

CAPÍTULO III - Dos crimes contra a integridade física

----------

Artigo 144.º

Ofensa à integridade física grave

Quem ofender o corpo ou a saúde de outra pessoa de forma a:

(…)

d) Provocar-lhe perigo para a vida;



é punido com pena de prisão de 2 a 10 anos.



Artigo 145.º

Ofensa à integridade física qualificada

1 — Se as ofensas à integridade física forem produzidas em circunstâncias que revelem especial

censurabilidade ou perversidade do agente, este é punido:

a) Com pena de prisão até quatro anos no caso do artigo 143.º;

b) Com pena de prisão de três a doze anos no caso do artigo 144.º

2 — São susceptíveis de revelar a especial censurabilidade ou perversidade do agente, entre outras, as circunstâncias previstas no n.º 2 do artigo 132.º



Artigo 132.º

Homicídio qualificado

1 —

2 — É susceptível de revelar a especial censurabilidade ou perversidade a que se refere o número

Anterior (e o artº 145º 2), entre outras, a circunstância de o agente:

(…)

c) Praticar o facto contra pessoa particularmente indefesa, em razão de idade, deficiência, doença

ou gravidez;

(…) m) Ser funcionário e praticar o facto com grave abuso de autoridade.



Carta Internacional dos Direitos Humanos

Declaração Universal dos Direitos do Homem *

Adoptada e proclamada pela Assembleia Geral na sua Resolução 217A (III) de 10 de Dezembro de 1948.

Publicada no Diário da República, I Série A, n.º 57/78, de 9 de Março de 1978, mediante aviso do

Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Artigo 3.º

Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 7.º

Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a

protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer

incitamento a tal discriminação.

Artigo 22.º

Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir

a satisfação dos direitos económicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à

cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.

Artigo 25.º

1. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o

bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e

ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na

invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias

independentes da sua vontade.

2. A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a assistência especiais. Todas as crianças, nascidas

dentro ou fora do matrimónio, gozam da mesma protecção social.



Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia (Tratado de Lisboa)

Artigo 1.º

Dignidade do ser humano

A dignidade do ser humano é inviolável. Deve ser respeitada e protegida.

Artigo 3.º

Direito à integridade do ser humano

1. Todas as pessoas têm direito ao respeito pela sua integridade física e mental.

Artigo 20.º

Igualdade perante a lei

Todas as pessoas são iguais perante a lei.

Artigo 21.º

Não discriminação

1. É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência, idade ou orientação sexual.

Artigo 24.º

Direitos das crianças

1. As crianças têm direito à protecção e aos cuidados necessários ao seu bem-estar. Podem exprimir livremente a sua opinião, que será tomada em consideração nos assuntos que lhes digam respeito, em função da sua idade e maturidade.

2. Todos os actos relativos às crianças, quer praticados por entidades públicas, quer por instituições privadas, terão primacialmente em conta o interesse superior da criança.

3.

Artigo 35.º

Protecção da saúde

Todas as pessoas têm o direito de aceder à prevenção em matéria de saúde e de beneficiar de cuidados médicos, de acordo com as legislações e práticas nacionais. Na definição e execução de todas as políticas e acções da União, será assegurado um elevado nível de protecção da saúde humana.



Constituição da República Portuguesa

PARTE I

Direitos e deveres fundamentais

TÍTULO I

Princípios gerais

Artigo 12.º

(Princípio da universalidade)

1. Todos os cidadãos gozam dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição.

2. As pessoas colectivas gozam dos direitos e estão sujeitas aos deveres compatíveis com a sua natureza.

Artigo 13.º

(Princípio da igualdade)

1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.

2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual.

3. Artigo 22.º

4. (Responsabilidade das entidades públicas)

5. O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.

Artigo 25.º

(Direito à integridade pessoal)

1. A integridade moral e física das pessoas é inviolável.

Artigo 26.º

(Outros direitos pessoais)

1. A todos são reconhecidos os direitos à identidade pessoal, ao desenvolvimento da personalidade, à capacidade civil, à cidadania, ao bom nome e reputação, à imagem, à palavra, à reserva da intimidade da vida privada e familiar e à protecção legal contra quaisquer formas de discriminação.

CAPÍTULO II

Direitos e deveres sociais

Artigo 64.º

(Saúde)

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

Artigo 67.º

(Família)

1. A família, como elemento fundamental da sociedade, tem direito à protecção da sociedade e do Estado e à efectivação de todas as condições que permitam a realização pessoal dos seus membros.

Artigo 69.º

(Infância)

1. As crianças têm direito à protecção da sociedade e do Estado, com vista ao seu desenvolvimento integral, especialmente contra todas as formas de abandono, de discriminação e de opressão e contra o exercício abusivo da autoridade na família e nas demais instituições.

Artigo 71.º

(Cidadãos portadores de deficiência)

1. Os cidadãos portadores de deficiência física ou mental gozam plenamente dos direitos e estão sujeitos aos deveres consignados na Constituição, com ressalva do exercício ou do cumprimento daqueles para os quais se encontrem incapacitados.

2. O Estado obriga-se a realizar uma política nacional de prevenção e de tratamento, reabilitação e integração dos cidadãos portadores de deficiência e de apoio às suas famílias, a desenvolver uma pedagogia que sensibilize a sociedade quanto aos deveres de respeito e solidariedade para com eles e a assumir o encargo da efectiva realização dos seus direitos, sem prejuízo dos direitos e deveres dos pais ou tutores.

3. O Estado apoia as organizações de cidadãos portadores de deficiência.
...............................................

O meu Blog é muito pouco lido, isto a acreditar que a contabilização das visitas está correcta, por isso o efeito desta denúncia será minimo!! Todavia faço esta denúncia a nível particular e espero que nos próximos dias a Hepaturix faça chegar a sua própria denúncia á Comunicação Social e então aí sim, tenho esperança que as coisas mudem de rumo!
 
Os pais das crianças transplantadas estão desesperados e não podem esperar mais!

Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/02/e-o-que-se-passa-no-pediatrico-em.html 

sábado, 27 de novembro de 2010

Governo britânico não vai implementar substituição por genéricos


Governo britânico não vai implementar substituição por genéricos


O governo britânico decidiu não avançar com os planos para a substituição automática por medicamentos genéricos nos cuidados primários, anunciou o ministro da Saúde britânico, Lord Howe, citado pelo site The Pharma Letter.

Na sequência de uma consulta pública, o governo já publicou a sua resposta, que descreve as razões pelas quais a proposta que permitiria aos farmacêuticos substituir medicamentos de marca por genéricos no momento da dispensa da receita não vai ser agora implementada pelo Serviço Nacional de Saúde na Inglaterra (NHS).

Lord Howe afirmou: "Sabemos que há uma economia valiosa para ser feita a partir da utilização de medicamentos genéricos, nos casos onde é clinicamente apropriado. No entanto, acreditamos que as propostas para impor a substituição genérica nos cuidados primários são demasiado prescritivas".

O ministro continuou: "Temos escutado as preocupações do público, dos pacientes e de outras partes interessadas sobre as propostas legislativas para permitir que o farmacêutico faça a substituição de um medicamento de marca por um medicamento genérico. Também não está claro se as propostas trariam um benefício substancial para o NHS. É por isso que decidimos não avançar com a implementação nacional. Queremos que os pacientes recebam os medicamentos que o seu médico recomenda, com o melhor preço para o contribuinte. Os pacientes devem ser assegurados de que estamos a procurar formas mais adequadas de apoio à utilização de medicamentos genéricos e, a longo prazo, a definição do preço baseado no valor que o produto traz vai ajudar a garantir que pagamos um preço pelos fármacos que melhor reflecte o seu valor”.

ABPI: “A mistura certa de medicamentos de marca e genéricos é vital”


Como o governo decidiu contra substituição por genéricos no NHS, a Associação da Indústria Farmacêutica Britânica (ABPI) reiterou o seu apoio ao equilíbrio entre medicamentos genéricos e de inovação em tempos de restrição financeira, e congratula-se com o compromisso contínuo do governo britânico com o acordo de regulamento de preço dos medicamentos (Pharmaceutical Price Regulation Scheme -  PPRS).

Richard Barker, director-geral da ABPI, disse: "Os medicamentos genéricos têm um papel vital no NHS. A maioria das prescrições no Reino Unido são preenchidas com medicamentos sem patentes, mas muitos pacientes necessitam de medicamentos de marca modernos para serem adequadamente tratados. No entanto, vemos partes do NHS a trocar de forma inadequada os medicamentos para esses pacientes por medicamentos genéricos de baixo custo, colocando, assim, em risco o seu bem-estar. É vital que os doentes, e não metas financeiras a curto prazo, venham em primeiro lugar na escolha dos medicamentos de prescrição".

"O Reino Unido no fundo da lista da Europa no que toca à captação de medicamentos inovadores, apesar de ter entre os preços mais baixos. O NHS está a receber um grande volume de ambos os medicamentos de marca e genéricos e por isso pode usar a combinação correcta dos dois para reduzir o peso a longo prazo da doença, e prestar, desta forma, cuidados custo-benéficos. Esta é a solução ideal para os pacientes, para o NHS e para o sector das ciências da vida da Grã-Bretanha que é líder mundial", disse Barker.

O director-geral da ABPI acrescentou ainda que "a estabilidade oferecida pelo compromisso do governo com a continuação do PPRS para 2014 é vital. O acordo irá ajudar a manter o investimento e dar tempo para uma cuidadosa co-criação de um novo contrato, baseado em valores, entre o governo e a indústria – mantendo o acesso dos pacientes aos medicamentos como o nosso foco principal".

Emig satisfeito com decisão de abandonar os planos de substituição por genéricos


Respondendo à notícia,  o Emig (Ethical Medicines Industry Group) disse que está satisfeito com a decisão do Governo britânico de não prosseguir com as propostas para introduzir a substituição genérica automática nos cuidados primários.

Leslie Galloway, presidente da Emig, disse: "A introdução de substituição por genéricos tem enfrentado a oposição de pacientes, profissionais e indústria. Estamos muito satisfeitos porque o Governo ouviu as nossas preocupações e abandonou as suas propostas para implementar este sistema caro e indesejado. Os membros da Emig opuseram-se à introdução da substituição por genéricos porque acreditam que pode ser prejudicial para a segurança do paciente".

Além disso, “o Emig acredita que a substituição por genéricos não teria como resultado uma economia significativa para o NHS, uma vez que cerca de 83% dos medicamentos já são prescritos de forma genérica. Na verdade, esta medida pode mesmo ter elevado a conta do NHS com medicamentos, ao eliminar qualquer incentivo para o desenvolvimento contínuo de medicamentos que oferecem uma maior escolha ao paciente”,  disse o responsável, acrescentando que “o Emig continuará a trabalhar com o Governo para apoiar o uso de medicamentos genéricos, de uma forma que seja aceitável para os pacientes, garantindo simultaneamente que o Reino Unido continua a ser um dos países com os preços mais baixos de medicamentos na Europa".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Um problema para todos os Transplantados - Querem alterar Imunossupressores de marca por genéricos

Sabem qual é o perigo de alterar um imunossupressor de marca por um genérico?
Um genérico pode alterar os niveis dos imunossupressores e colocar em risco o transplante.


Um genérico pode ser usado por exemplo para a toma de um antibiótico ou outro medicamento mas NUNCA para um IMUNOSSUPRESSOR.


Sandra Campos



 La Asociación de Trasplantados de Páncreas es la única que se niega a cambiar Cell Cept por genérico, y genérico por Cell Cept.


 

La Asociación de Trasplantados de Páncreas es la única que, siguiendo las indicaciones de sus especialistas del Hospital Carlos Haya, se niega a cambiar Cell Cept por genérico, y genérico por Cell Cept.


Hace semanas publicamos un artículo obtenido de un congreso realizado en Sevilla, donde una de las publicaciones resultantes de él hablaba del riesgo que suponía tomar en forma de genérico los inmunosupresores.


Nosotros somos enfermos, y no tenemos que saber interpretar los resultados de los estudios científicos que pueden o no modificar la lesgislación respecto a los criterios de validez de los medicamentos, criterios éstos que hacen que un medicamento sea aceptado como seguro y disponible en farmacias para su uso.


Los trasplantados (y todos los enfermos) tenemos la obligación de seguir al pie de la letra las indicaciones respecto a tratamiento, que nuestros especialistas nos indiquen.


Nuestros especialistas de Málaga son de un prestigio reconocido a nivel internacional y jamás dudaremos de ellos, de la misma manera que otros trasplantados en otros sitios y de otros órganos no dudarán de lo que les digan los suyos.


Y las indicaciones que nos hacen los nuestros es que no consintamos el cambio de genérico a marca comercial, o de marca comercial a genérico: el que empieza a ser tratado en nuestro hospital con Cell Cept, según esto, seguirá tomando Cell Cept; de la misma manera que el que empieza a ser tratado allí con genérico, que cada vez son más pacientes los que toman este y no el otro producto, sigan haciendolo sin pasar a la marca comercial.


Esta no es una lucha en defensa de un laboratorio, Roche, que produce un producto: Cell Cept. Es una defensa basada en unas evidencias científicas, que no tenemos por qué conocer como enfermos, que abogan  por la prudencia.


El día que nuestras recetas nos las cumplimenten curanderos, sin formación médica alguna, sí estaremos dispuestos a exigir hasta la última coma de los estudios en los que se basan para recetarnos este u otro mejunje.


 Hoy las recetas, a los trasplantados, nos las rellenan especialistas en los que confiamos y a los que valoramos por encima de los premios y reconocimientos científicos que reciben. Y eso es lo que reivindicamos: luchamos por nuestro derecho a llevar a cabo la adherencia al tratamiento que nos ponen, ni más, ni menos.


Si mis médicos me dicen tómate esta pastilla, me la tomo, de la misma manera que si me dicen nunca orines en el water que hay al lado de la cunsulta de infecciosos, también les haré caso.


Mañana, si viene alguien que demuestra que sabe más y dice todo lo contrario, a lo mejor, y sólo a lo mejor, lo tendré en cuenta. Pero no olvidemos que uno de los primeros derechos del hombre es el derecho a equivocarse. Nosotros como pacientes, ellos como médicos, y la Administración como lo que es. Pacientes + Médicos > Administración.




Beatriz González Villegas.






Artículo mencionado:http://www.noticiasmedicas.es/medicina/noticias/887/1/Los-trasplantados-hepaticos-dicen-no-a-los-inmunosupresores-como-medicamento-generico/Page1.html


Fonte: http://atp-pancreas.blogspot.com/2010/11/la-asociacion-de-trasplantados-de_22.html
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar