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domingo, 5 de agosto de 2012

Portugal 2012 - Este ano foram realizados menos cem transplantes

Transplantação caiu 22 por cento no primeiro semestre, enquanto há dois mil portugueses à espera de um rim. Nova campanha tenta combater a situação

No primeiro semestre deste ano foram realizados menos 100 transplantes do que no mesmo período do ano passado (458 em 2011, 358 em 2012), o que equivale a menos 22%, segundo os últimos dados a que o tvi24.pt teve acesso.


Também o número de órgãos colhidos diminuiu 16% (493 em 2011, 412 em 2012) e o número de dadores cadáveres desceu 15,2% (157 em 2011, 133 em 2012).

Segundo os dados provisórios da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), entre janeiro e junho de 2012 a queda foi quase total, com a única exceção do transplante pulmonar.

«Os números estão a descer desde 2010, mas a quebra é bastante mais acentuada agora. O motivo óbvio é transversal a toda a Europa: há menos acidentes de viação e há uma diminuição da mortalidade dos AVC, que são as principais fontes de órgãos», explicou ao tvi24.pt Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), que lançou uma nova campanha esta sexta-feira, no Dia do Transplante, e que defende uma auditoria a estes resultados negativos.

Para o responsável da SPT, o corte nos incentivos aos transplantes «não é um fator importante» na análise desta redução, mas a fusão da ASST com o Instituto Português do Sangue e os três centros de Histocompatibilidade influenciou os resultados. «Nesta área, é fundamental as pessoas terem referências e um estímulo à sua atuação e isso aconteceu menos durante esta reestruturação», apontou.

Questionado sobre o impacto desta reorganização, o presidente do novo Instituto Português do Sangue e do Transplante, Hélder Trindade, admitiu que «a situação é complicada» e que está «preocupado» com os números que vai receber. O responsável declarou que a transplantação está «em gestão corrente» até à fusão dos quatro institutos, que antevê só estar concluída «daqui a pelo menos um mês».

Segundo o que o tvi24.pt apurou, a redução da transplantação já se reflete na lista de espera para um transplante renal, que está a aumentar nos últimos dois anos depois de ter diminuído entre 2008 e 2009. No final de 2010, havia 1930 portugueses à espera de um novo rim, enquanto no final de 2011 o número subiu para 1973. Atualmente, há dois mil doentes em lista de espera, a maioria no Sul do país (1020), seguido do Norte (675) e só depois do Centro (305).

A campanha da SPT, denominada «Doar um Rim Faz Bem ao Coração», visa aumentar a colheita de órgãos através de dador em coração parado e de dador vivo. No primeiro caso, Fernando Macário lembra que é necessário alterar a lei de forma a permitir que, em caso de paragem cardíaca irreversível, os serviços de emergência possam «atuar imediatamente sobre esse cadáver, protegendo os órgãos e transportando-os rapidamente». «Desta maneira podíamos aumentar em 10% o número de dadores», defendeu.

Em relação ao aumento da colheita através de dador vivo, a SPT aposta em «aumentar a informação», porque «as pessoas têm alguns receios das repercussões desta doação e ainda não há essa tradição» em Portugal. Fernando Macário garante que os hospitais de Santo António e S. João, no Porto, os Hospitais Universitários de Coimbra e os hospitais Curry Cabral e Santa Maria, em Lisboa, «têm capacidade» para realizar esses transplantes «desde que tenham mais dadores». O responsável acredita que será possível «fazer pelo menos o dobro ou até o triplo» destes transplantes.

Os profissionais de saúde e os utentes são os alvos desta campanha, que irá incidir nos centros de saúde, com campanhas publicitárias, ações de formação a até um site interativo para colocarem dúvidas. «É importante saberem, por exemplo, que um dador de rim pode sair do hospital ao fim de apenas 24 ou 48 horas. É um transplante bastante seguro», explicou Fernando Macário.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Transplantes: Menos dadores mas mais órgãos colhidos

Foram colhidos mais dois órgãos do que no ano anterior
Portugal registou menos 22 dadores em 2011, mas mesmo assim foram colhidos mais dois órgãos do que no ano anterior, tendo subido o número de dadores em coração parado, ou seja, logo após a paragem cardiorrespiratória.
De acordo com os dados preliminares da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST), em 2011 existiram menos 22 dadores, situando-se nos 28,5 por milhão de habitantes (30,4 por milhão de habitantes em 2010).
Dos 928 órgãos colhidos em 2011, 231 foram fígados, 555 rins, 54 pulmões, 61 corações e 27 pâncreas. Ao nível das colheitas de rim de dador vivo, houve uma diminuição de 7,8 por cento, passando de 51 em 2010 para 47 em 2011.
Os dados revelam um aumento de 18 por cento do número de dadores em coração parado: 298 em 2010 e 351 em 2011. Este aumento registou-se nos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC), Santa Maria e São José, em Lisboa. Nos hospitais de Santo António e São João, no Porto, este tipo de colheita diminuiu.
A colheita a dadores em coração parado – que é realizada logo após a paragem cardiorrespiratória – é apontada há anos por vários especialistas como uma fonte de órgãos importante. Em 2011 subiu a taxa de dadores traumáticos, de 26 por cento em 2010 para 32 por cento em 2011.
A idade média dos dadores passou de 51,3 anos em 2010 para 48,7 em 2011.
Os dados da ASST indicam que um em cada três dadores tinha mais de 60 anos. No outro extremo, em 2011 houve 15 dadores com idade igual ou inferior a 15 anos. Em média, foram colhidos 3,1 órgãos por dador (2,86 em 2010).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Portugal - Transplantes: menos dadores mas mais órgãos colhidos em 2011

Interessante!!
Mas dos órgãos recolhidos quantos foram realmente aproveitados para transplantes???
Não entendo, acredito que o problema nao esteja no jornalista mas na pessoa/ entidade entrevistada que só deita cá para fora o que bem lhe interessa!
Sandra Campos

Portugal registou menos 22 dadores em 2011, mas mesmo assim foram colhidos mais dois órgãos do que no ano anterior, tendo subido o número de dadores em coração parado, ou seja, logo após a paragem cardiorrespiratória, avança a agência Lusa.

De acordo com os dados preliminares da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST), em 2011 existiram menos 22 dadores, situando-se nos 28,5 por milhão de habitantes (30,4 por milhão de habitantes em 2010).

Dos 928 órgãos colhidos em 2011, 231 foram fígados, 555 rins, 54 pulmões, 61 corações e 27 pâncreas.

Ao nível das colheitas de rim de dador vivo, houve uma diminuição de 7,8 por cento, passando de 51 em 2010 para 47 em 2011.

Os dados revelam um aumento de 18 por cento do número de dadores em coração parado: 298 em 2010 e 351 em 2011.

Este aumento registou-se nos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC), Santa Maria e São José, em Lisboa. Nos hospitais de Santo António e São João, no Porto, este tipo de colheita diminuiu.

A colheita a dadores em coração parado – que é realizada logo após a paragem cardiorrespiratória – é apontada há anos por vários especialistas como uma fonte de órgãos importante.
Em 2011 subiu a taxa de dadores traumáticos, de 26 por cento em 2010 para 32 por cento em 2011.

A idade média dos dadores passou de 51,3 anos em 2010 para 48,7 em 2011.

Os dados da ASST indicam que um em cada três dadores tinha mais de 60 anos. No outro extremo, em 2011 houve 15 dadores com idade igual ou inferior a 15 anos.

Em média, foram colhidos 3,1 órgãos por dador (2,86 em 2010).
fontes: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/31-01-12/transplantes-menos-dadores-mas-mais-orgaos-colhidos-em-2011#comment-48

Portugal Transplantes: redução no número de dadores e órgãos em 201

Quer ler esta noticia e a anterior (http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2012/01/menos-dadores-e-menos-transplantes-em.html)
publicada neste blog pode chegar a 2 conclusões: Falta exacta de números e no mínimo pode dizer-se que são contraditórias?!?!!?
Enquanto aqui se diz "
 relação aos de pulmão, reconhece que "continuam abaixo da média da União Europeia, mas duplicaram este ano" na anterior dizia-se "...e em termos de transplantes pulmonares e pancreáticos, atingiu em 2011 "o melhor valor de sempre". (e qual foi??????)

Sandra Campos

31/01/2012 - 08:20

A transplantação registou uma diminuição de cerca de seis por cento em 2011, uma redução que se justifica, em parte, pela quebra no número de dadores e de órgãos, nomeadamente rins, embora ainda se mantenha acima da média europeia, avança a agência Lusa.

Dados preliminares da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST) revelam que "o número de dadores de órgãos registou, em 2011, uma diminuição de cerca de sete por cento".

Este organismo ressalva que Portugal tinha, em 2010, valores que atingiam quase o dobro da média da União Europeia.

Apesar da diminuição, foram colhidos mais dois órgãos que em 2010, uma vez que a colheita de órgãos por dador registou um ligeira subida (em média cerca de três).

Em 2011 registou-se um número "muito baixo de dadores em Outubro (13)", valor que "recuperou rapidamente para uns mais habituais 26 e 31, em Novembro e Dezembro, respectivamente".

Estes dados indicam que "as percentagens de dadores e órgãos não utilizados são pequenas (entre cinco a 10%)" e que, em termos de cooperação internacional, "foram disponibilizados para Espanha 60 órgãos, dos quais 44 (73%) foram aproveitados, cinco em doentes portugueses".

Por área, os dados agora disponíveis indicam que, em termos de transplantes renais, "Portugal atingiu em 2011 uma taxa de cerca de 50 transplantes por milhão de habitante, esperando-se que esse valor atinja, até ao próximo verão, os 10.000 transplantes renais em 30 anos de actividade".

Em termos de transplantes hepáticos, o número tem vindo a diminuir desde 2008 (cerca de 20%).

Esta diminuição deve-se, em grande parte, "ao desenvolvimento de alternativas ao transplante que explicam, por razões clínicas, esta redução na actividade".

"Com uma taxa de 20,6 transplantes por milhão de habitante, em 2010, só a Bélgica e a Croácia tinham valores superiores e mesmo assim bastante próximos de Portugal (a Espanha registava 20,7)".

Os transplantes cardíacos "mantêm-se estáveis há oito anos, com valores acima da média da União Europeia", segundo a ASST, que, em relação aos de pulmão, reconhece que "continuam abaixo da média da União Europeia, mas duplicaram este ano".

"Os transplantes de pâncreas só são ultrapassados a nível europeu pelos valores do Reino Unido, Noruega e Áustria", indica o organismo.

Porém, Portugal está "acima da média europeia em termos de transplantes renais, hepáticos, cardíacos e pancreáticos", e em termos de transplantes pulmonares e pancreáticos, atingiu em 2011 "o melhor valor de sempre".

Em relação ao transplante de córneas, "Portugal efectuou, em 2010 e 2011, mais cerca de 20 por cento que em 2008 e 2009".
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/31-01-12/transplantes-reducao-no-numero-de-dadores-e-orgaos-em-2011

Portugal - Menos dadores e menos transplantes em 2011


Interessante!!
Mas dos órgãos recolhidos quantos foram realmente aproveitados para transplantes???
Não entendo, acredito que o problema nao esteja no jornalista mas na pessoa/ entidade entrevistada que só deita cá para fora o que bem lhe interessa!


Sandra Campos


Média mantém-se acima da média europeia
A transplantação registou uma diminuição de cerca de seis por cento em 2011, uma redução que se justifica, em parte, pela quebra no número de dadores e de órgãos, nomeadamente rins, embora ainda se mantenha acima da média europeia. 
Dados preliminares da Autoridade para os Serviços de Sangue e Transplantação (ASST) revelam que "o número de dadores de órgãos registou, em 2011, uma diminuição de cerca de sete por cento".
Este organismo ressalva que Portugal tinha, em 2010, valores que atingiam quase o dobro da média da União Europeia. Apesar da diminuição, foram colhidos mais dois órgãos que em 2010, uma vez que a colheita de órgãos por dador registou uma ligeira subida (em média cerca de três).
Em 2011 registou-se um número "muito baixo de dadores em Outubro (13)", valor que "recuperou rapidamente para uns mais habituais 26 e 31, em Novembro e Dezembro, respectivamente".
Estes dados indicam que "as percentagens de dadores e órgãos não utilizados são pequenas (entre cinco a 10%)" e que, em termos de cooperação internacional, "foram disponibilizados para Espanha 60 órgãos, dos quais 44 (73%) foram aproveitados, cinco em doentes portugueses".
Por área, os dados agora disponíveis indicam que, em termos de transplantes renais, "Portugal atingiu em 2011 uma taxa de cerca de 50 transplantes por milhão de habitante, esperando-se que esse valor atinga, até ao próximo verão, os 10.000 transplantes renais em 30 anos de actividade".
Em termos de transplantes hepáticos, o número tem vindo a diminuir desde 2008 (cerca de 20%).
Esta diminuição deve-se, em grande parte, "ao desenvolvimento de alternativas ao transplante que explicam, por razões clínicas, esta redução na actividade".
"Com uma taxa de 20,6 transplantes por milhão de habitante, em 2010, só a Bélgica e a Croácia tinham valores superiores e mesmo assim bastante próximos de Portugal (a Espanha registava 20,7)".
Os transplantes cardíacos "mantêm-se estáveis há oito anos, com valores acima da média da União Europeia", segundo a ASST, que, em relação aos de pulmão, reconhece que "continuam abaixo da média da União Europeia, mas duplicaram este ano".
"Os transplantes de pâncreas só são ultrapassados a nível europeu pelos valores do Reino Unido, Noruega e Áustria", indica o organismo.
Porém, Portugal está "acima da média europeia em termos de transplantes renais, hepáticos, cardíacos e pancreáticos", e em termos de transplantes pulmonares e pancreáticos, atingiu em 2011 "o melhor valor de sempre". (e qual foi??????)
Em relação ao transplante de córneas, "Portugal efectuou, em 2010 e 2011, mais cerca de 20 por cento que em 2008 e 2009".

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Portugal - Novo organismo vai juntar Instituto do Sangue e Autoridade da Transplantação - o Governo decidiu reduzir em 50 por cento os incentivos para a realização de transplantes

14/10/2011 - 12:41

O Instituto Português do Sangue vai ser fundido com a Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação e os centros de Histocompatibilidade, sendo o novo organismo presidido por Hélder Trindade, disseram à agência Lusa fontes ligadas ao processo.

Em declarações à Lusa, o presidente cessante do Instituto Português do Sangue (IPS), Álvaro Beleza, explicou que, até ao fim do mês, será criado o Instituto Português do Sangue e do Transplante, passando a integrar os serviços do Instituto Português do Sangue, da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) e os três centros de Histocompatibilidade – Porto, Coimbra e Lisboa.

Esta alteração deverá ser formalizada até ao final de Outubro, com a publicação da lei orgânica do Ministério da Saúde.

Em meados de Setembro, o Ministério da Saúde anunciou a extinção de oito dos actuais 24 organismos de âmbito nacional do Ministério, dos quais seis seriam alvo de fusão, incluindo-se nestes a ASST.

Antes, o presidente e a coordenadora nacional desta autoridade haviam pedido a demissão em protesto contra as intenções do ministro de Saúde de cortar as verbas neste sector – o Governo decidiu reduzir em 50 por cento os incentivos para a realização de transplantes.

Segundo Álvaro Beleza, a auditoria aos serviços de sangue e do transplante passará para a alçada do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), enquanto o novo instituto ficará responsável pela "gestão e toda a área do transplante de órgãos e dos laboratórios", explicou Álvaro Beleza.

Fontes ligadas ao processo adiantaram à Lusa que o novo instituto será presidido por Hélder Trindade, director do Centro de Histocompatibilidade do Sul e responsável do Registo Português de Dadores de Medula Óssea.

No mês passado, Álvaro Beleza solicitou ao Ministério da Saúde a sua substituição à frente daquele instituto público, de forma a poder assumir plenamente as suas funções como secretário nacional adjunto do PS, lugar para o qual foi convidado pelo secretário-geral socialista, António José Seguro.

Álvaro Beleza participa esta sexta-feira naquele que será o seu último acto oficial como presidente do IPS, na inauguração do centro regional de sangue de Coimbra.

De acordo com o Instituto do Sangue, este centro será o maior do país e o segundo maior da Península Ibérica, e ficará responsável pela realização de análises a 220 mil unidades de sangue por ano (52 por cento do total realizado em Portugal).

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/14-10-11/novo-organismo-vai-juntar-instituto-do-sangue-e-autoridade-da
   

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Portugal - Investigação à falta de dadores de órgãos - Serviços de Curry Cabral e Santa Cruz parados há 2 semanas


A Sociedade Portuguesa de Transplantação exige uma investigação à falta de órgãos, que está a impedir a realização de transplantes, em pelo menos dois hospitais da Grande Lisboa. Os serviços de transplantes dos hospitais Curry Cabral e Santa Cruz, ambos dependentes do centro de colheitas do Hospital de São José, estão parados há mais de duas semanas, por falta de dadores.

"Não se percebe o que está a acontecer. Sabemos que a transplantação tem oscilações, com momentos altos e baixos, mas duas semanas é demasiado tempo sem fazer um transplante", comentou ao CM Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, exigindo à Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) "um levantamento exaustivo nos gabinetes de colheita para perceber as reais razões para esta paragem".
Cristina Jorge, da unidade de transplantação do Hospital de Santa Cruz, partilha da ideia. "Esta situação tem de ser investigada pela autoridade responsável. Até porque sempre fizeram uma vigilância apertada à actividade dos centros de colheita", afirmou ao Correio da Manhã.
Apesar de não avançarem com uma justificação para a inexistência de dadores, o facto de o Governo ter anunciado a redução dos incentivos à transplantação não parece alheio a esta situação. "É uma estranha coincidência que isto esteja a acontecer desde o momento do anúncio dos cortes nos incentivos", referiu Cristina Jorge.
Para Fernando Macário, porém, a situação não é nova. "Não sei se os hospitais periféricos, que alertam os centros de colheita, não têm dadores. Pode ser apenas uma oscilação. Em Setembro tivemos dadores quase todos os dias", acrescentou.

sábado, 3 de setembro de 2011

PORTUGAL - "Não posso aceitar que haja doentes a morrer porque o país está em crise"

A afirmação é da coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar, que se demitiu hoje. Em causa as declarações do ministro da Saúde, que afirmou ontem que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".  - Palavras de Maria Joao Aguiar.

A coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação demitiu-se hoje em protesto contra o ministro da Saúde. Maria João Aguiar considera "absolutamente desastrosas" as declarações de Paulo Macedo na entrevista concedida ontem à noite à TVI. A coordenadora diz que não pode aceitar "que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas".

Ontem à noite, e depois deter sido questionado se os transplantes estariam em risco em Portugal, o ministro da Saúde admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes". Paulo Macedo afirmou que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".

"Recuso-me a permanecer aqui, porque o meu lugar está esvaziado de funções", disse à Lusa a coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar. "Não posso aceitar que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas. Digam então às famílias dos doentes que temos de fazer cortes económicos para salvar o Serviço Nacional de Saúde e que terão que morrer doentes", disse a responsável.

O presidente da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), João Rodrigues Pena, também pediu hoje a demissão em protesto contra as intenções do ministro da Saúde. 

Paulo Macedo também disse ontem que o Governo pretende "manter um número de transplantes tão interessante e de qualidade como tem vindo a ser feito, mas claramente dando menos incentivos aos hospitais, porque também não é necessário”.
Perante as declarações do ministro, Maria João Aguiar e João Rodrigues Pena entregaram hoje a sua carta de demissão ao Ministério da Saúde como "forma de protesto".

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.
Maria João Aguiar garante que as transplantações renais significam uma "poupança de milhões de euros" ao Estado: "A transplantação é a maneira mais económica para os doentes, que vão continuar a gastar dinheiro ao Estado porque continuam em diálise se não são transplantados".




Triste é que tudo agora se resume à falta de incentivos, no entanto, sempre estiveram neste pais pessoas a morrer em listas de espera, sem oportunidades para ir para fora e porquê? Falo unicamente dos Transplantes Pulmonares. Será que nao seria mais honesto admitir que o pais sempre esteve em crise e que as oportunidades, em grande parte foram dadas as "apelidos sonantes" ou a quem teve que lutar contra o sistema para manter-se vivo, sair do país, realizar o transplante pulmonar longe de toda a sua familia? Será que ninguém pode também ver isso?
Sandra Campos

Fonte; http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=97&did=171175

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Portugal - Números de transplantes e colheitas desceram no primeiro semestre do ano



29/08/2011 - 09:11
As colheitas de órgãos e os transplantes realizados em Portugal no primeiro semestre deste ano diminuíram em relação ao mesmo período do ano passado, indicam números da Autoridade para os Serviços do Sangue e Transplantação (ASST), citados pela agência Lusa.

Segundo os dados divulgados referentes à primeira metade de 2011, o número de transplantes desceu 3,4% em relação ao período homólogo do ano passado, ou seja, fizeram-se menos 15.
A colheita de órgãos a nível nacional caiu 1,3% para 156, menos três do que no primeiro semestre de 2010.

sábado, 27 de agosto de 2011

PORTUGAL - Números de transplantes e colheitas desceram no primeiro semestre do ano


Saúde/estatísticas:

Saúde/estatísticas:

Números de transplantes e colheitas desceram no primeiro semestre do ano

As colheitas de órgãos e os transplantes realizados em Portugal no primeiro semestre deste ano diminuíram em relação ao mesmo período do ano passado, indicam números da Autoridade para os Serviços do Sangue e Transplantação (ASST).
Segundo os dados ontem divulgados referentes à primeira metade de 2011, o número de transplantes desceu 3,4 por cento em relação ao período homólogo do ano passado, ou seja, fizeram-se menos 15.
A colheita de órgãos a nível nacional caiu 1,3 por cento para 156, menos três do que no primeiro semestre de 2010.
O maior número de colheitas (47) verificou-se no gabinete coordenador dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde mesmo assim houve menos dez do que no primeiro semestre do ano passado, seguido do do Hospital de São José, onde se fizeram 40 colheitas, mais seis que no mesmo período de 2010.
A zona norte do país aumentou 62,2 por cento o número de colheitas realizadas, de 37 para 60, enquanto que no centro e sul os números caíram entre 17,5 e 24,6 por cento.
No primeiro semestre deste ano verificou-se uma diminuição da idade média dos dadores: em 2010 a idade média era 52 e este ano foi 47,5 anos.
Quanto ao tipo de órgãos transplantados, continua a ser na sua maioria rins, seguido de fígado. Corações, pulmões e pâncreas também foram transplantados mas em menor número.
Olhando para os números recolhidos pelo Gabinete Coordenador de Colheita e Transplante do Centro Hospitalar de Lisboa Central, sedeado em São José, verifica-se que o hospital Curry Cabral lidera em número de transplantes, com 48 de fígado, 27 de rins e seis de pâncreas.

25 de agosto de 2011
Fonte: Lusa


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Corte nos incentivos aos transplantes é uma "medida cruel"


Cirurgião Eduardo Barroso admite abertura para reduzir custos nesta actividade, mas, um corte de "50% de um dia para o outro é uma coisa que não se entende".




O corte de 50% nos incentivos aos transplantes é uma medida cruel e puramente economicista, afirma o director do centro de transplantação do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, Eduardo Barroso.
 “Os cortes não podem ser cegos, esta medida foi cruel. Custa-me a acreditar que o Sr. ministro da Saúde tenha sido informado pormenorizadamente do que estava em questão”, considera Eduardo Barroso, em declarações à Renascença.
“Claro que estaríamos dispostos a fazer o que fosse possível para reduzir e para dar um exemplo de redução de custos nesta actividade, mas, que diabo, 50% de um dia para o outro é uma coisa que não se entende e pode até traduzir uma má vontade específica”, sublinha o médico.
Eduardo Barroso critica os cortes agora anunciados nos incentivos para transplantes.  De acordo com o cirurgião, o hospital Curry Cabral tem assumido os pagamentos, resta saber como vai ser agora que só vai receber metade da verba prevista.
De acordo com um esclarecimento do Centro Hospitalar de Lisboa Central, enquanto o Estado não pagar as verbas em atraso, não serão pagos os incentivos aos hospitais que fazem transplantes e colheita de órgãos.
O “Diário de Notícias” noticiou hoje que este ano ainda não foram feitos pagamentos. A dívida ascende a 15 milhões de euros desde Janeiro.
Segundo uma portaria publicada na semana passada, o Estado só vai pagar metade desta verba,  porque a medida é retroactiva a Janeiro.

Fonte: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?did=169715

O que me faz perguntar? Andamos todos esquecidos desta reportagem? Será que nao estamos a ser victimas de "erros" passados? Dá que pensar! Para onde foram todos estes incentivos?
 Sandra Campos


Transplantes: Eduardo Barroso demite-se

25 de Fevereiro de 2008, 15:57

Lisboa, 25 Fev (Lusa) - O presidente da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), Eduardo Barroso, apresentou a sua demissão no final da semana passada, segundo fonte oficial.

O pedido de demissão de Eduardo Barroso foi entregue à ministra da Saúde, Ana Jorge, através de uma carta entregue no final da semana passada.

Fonte do gabinete da ministra da Saúde adiantou à Lusa que Eduardo Barroso se manterá em funções até ser substituído.

A mesma fonte não adiantou quem irá substituir Eduardo Barroso.

A demissão de Eduardo Barroso segue-se a uma polémica com os incentivos aos transplantes, tema que motivou já uma acção da Inspecção-Geral das Actividades da Saúde (IGAS).

Na base do inquérito da IGAS estão as notícias divulgadas pelo jornal Diário de Notícias e a revista Visão.

O matutino revelou recentemente que o Estado pagou 23 milhões de euros a médicos e hospitais no ano passado, ao abrigo do sistema de incentivos ao transplante de órgãos criado na década de 90.

O jornal adiantou que Eduardo Barroso, enquanto médico da unidade de transplantação do Hospital Curry Cabral (Lisboa), recebeu em Novembro do ano passado 30 mil euros, na sequência da realização de 23 transplantes.

Também a revista Visão referiu que entre a equipa de enfermagem do Curry Cabral só alguns recebem incentivos e acrescenta que as equipas de transplantes renais e do coração dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) "nunca receberam um cêntimo".

Mais tarde, Eduardo Barroso afirmou que as notícias publicadas "ofenderam" a sua "dignidade pessoal", considerando que foi "um ataque inaceitável, feito de má-fé e encomendado".

"Os incentivos são legais e n�� o é pelo facto de estarem escondidos que eram uma vergonha. Aceitei-os com muito orgulho", sublinhou, considerando que são fundamentais para os médicos terem disponibilidade total, trabalharem 20 horas seguidas e irem buscar os órgãos a qualquer lado.

Eduardo Barroso fez essas declarações quando, a propósito de outro tema, foi ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, a 13 de Fevereiro.

Na altura, anunciou que ia propor ao Governo uma nova lei mais "equitativa" que estabeleça tectos máximos para os incentivos aos transplantes, que considerou fundamentais.

"É preciso garantir os incentivos e dar-lhes equidade a nível nacional" e fixar tectos máximos para os profissionais envolvidos no processo de transplantação, afirmou Eduardo Barroso na Comissão, onde durante mais de duas horas respondeu a questões levantadas pelos deputados.

A ASST tem por missão "fiscalizar a qualidade e segurança da dádiva, colheita, análise, processamento, armazenamento e distribuição de sangue humano e de componentes sanguíneos, bem como garantir a qualidade da dádiva, colheita, análise, manipulação, preservação, armazenamento e distribuição de órgãos, tecidos e células de origem humana".

SMM/HN/PL.

Lusa/Fim





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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar