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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Maioria dos portugueses ainda acredita que antibióticos devem ser usados em gripes e constipações

15/11/2013 - 14:31

Apesar das campanhas a alertar para os perigos do abuso do consumo de antibióticos e para a importância de estes medicamentos serem utilizados apenas com prescrição médica, muitos mitos continuam a persistir entre os portugueses: 69% dos inquiridos num estudo continuam a acreditar que os antibióticos servem para matar vírus e 61% acham que são indicados para o tratamento de constipações e gripes, avança o jornal Público.

Em ambos os casos, os números melhoraram em relação a 2009 (menos nove pontos percentuais na primeira resposta e menos 12 na segunda), mas ficam muito acima da média da Europa a 27, onde 49% das pessoas acreditam que os antibióticos são eficazes contra os vírus e 41% nas outras doenças mencionadas. Os dados fazem parte da edição especial do Eurobarómetro — realizado pelo organismo de estatísticas da União Europeia — divulgado nesta sexta-feira sobre “Resistência Antimicrobiana”.

O trabalho do Eurobarómetro contou com 26.680 entrevistas nos 27 países entre Maio e Junho deste ano. Em Portugal, a amostra foi de 1007 pessoas. Entre os inquiridos, 38% tinham tomado antibióticos nos últimos 12 meses (mais 3% que na média europeia e mais 5% do que em 2009, o que vai em linha contrária com a tendência de queda europeia). Além disso, verifica-se uma grande diferença entre géneros, com as mulheres a representarem 43% do total.

Ainda alguns acessos sem receita

Apesar do desconhecimento sobre as situações em que os antibióticos são adequados, há um dado positivo mas que também piorou cinco pontos percentuais em relação a 2009, com 88% dos portugueses a responderem que tomaram estes medicamentos mediante prescrição médica — que é, aliás, obrigatória. A média europeia fica ligeiramente abaixo, mas manteve-se: 87%. Ainda houve 2% de pessoas que assumiram tomar antibióticos que tinham em casa de vezes anteriores e 3% que conseguiram comprá-los na farmácia sem receita.

Questionados sobre a última razão pela qual tomaram um antibiótico, em Portugal a maior parte dos inquiridos (22%) responderam que foi devido a uma gripe, 15% por garganta inflamada, 11% por constipação, 9% por bronquite e 6% por infecção urinária. Um cenário diferente do europeu, onde há um empate a 18% entre bronquites e gripes, seguidos de 13% de pessoas a responderem constipações, 11% garganta inflamada e 9% infecção urinária.

Ainda nas perguntas relacionadas com o conhecimento destes fármacos, 79% dos portugueses (contra 84% dos europeus) disseram saber que o uso desnecessário faz com que os antibióticos percam o seu efeito. Mas, mais uma vez, os dados em Portugal revelam uma quebra de cinco pontos percentuais. Da amostra portuguesa, as pessoas entre os 25 e os 39 anos foram as que responderam mais acertadamente, tendo pelo menos completado o ensino secundário e dito que receberam informação sobre o tema.

Informação não está a chegar aos cidadãos

Alguns dos resultados parecem não estar a melhorar, em parte porque a informação não está a chegar por todos os canais aos cidadãos. Por exemplo, no último ano só 12% dos portugueses inquiridos se lembram de ter recebido informação sobre o mau uso de antibióticos ou o facto de não servirem para gripes e constipações, quando a média na Europa a 27 é de 33%. Além disso, entre os portugueses estão a ser os médicos (40% dos casos, contra 27% na União Europeia) e outros profissionais de saúde a passar mais as mensagens, sendo os casos de alertas nos meios de comunicação social muito menos mencionados do que em outros países.

Em geral, em relação aos 27 países, o relatório demonstra que desde 2009 o consumo de antibióticos tem vindo a cair na maior parte dos países, a par com o aumento de campanhas de sensibilização para a importância de utilizarmos correctamente estes medicamentos. O problema, alerta o Eurobarómetro, é que mesmo assim os dados revelados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças mostram que são cada vez mais os casos de bactérias que não respondem aos antibióticos — as chamadas bactérias multirresistentes.

A Comissão Europeia está a explorar, através de 15 novos grupos de investigação, novas formas de harmonizar regras, recolher dados e chegar às melhores práticas para contrariar esta tendência, também no campo da agricultura e da alimentação animal, que coloca em risco a saúde pública. “Estou seriamente preocupado com o facto de os antibióticos, que nos permitiram no passado tratar infecções bacterianas mortais e salvar muitas vidas, estejam agora a ficar cada vez menos efectivos”, afirmou, num comunicado, o comissário europeu da Saúde, Tonio Borg.

Dados em linha com relatório nacional

Os números do Eurobarómetro para Portugal estão em linha com as preocupações do Ministério da Saúde e da Direcção-Geral da Saúde e com alguns dados recentemente publicados. De acordo com o relatório Portugal: Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos em Números 2013, apresentado no dia 31 de Outubro, Portugal é o sétimo país europeu onde se consomem mais antibióticos fora do hospital, mas o seu uso em meio hospitalar também é excessivo, estando 12,7% acima da média europeia.

Um dos problemas detectados é a nível hospitalar. Quando se é operado, dá-se por norma antibiótico para prevenir a infecção, mas o que se constata é que a sua administração se prolonga por tempo excessivo. A toma devia ser inferior a 24 horas, mas em 64% dos casos é superior. Nesse sentido, vai ser emitida uma norma a tornar regra uma administração que não vá além daquele período. Portugal tem uma taxa de consumo de antimicrobianos em meio hospitalar de 45,4%, muito acima da média comunitária, de 32,7%.

O tema dos antibióticos tem estado na agenda das autoridades de saúde em Portugal, já que o país também está entre aqueles onde a resistência das bactérias a estes medicamentos mais tem aumentado entre humanos. Em Fevereiro, o Governo atribuiu mesmo o estatuto de programa nacional prioritário às infecções e às resistências aos antibióticos e a Direcção-Geral da Saúde comprometeu-se a estar mais atenta ao que os médicos prescrevem.

Nos relatórios do Sistema Europeu de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos (EARS), Portugal surge, ano após ano, no grupo dos dez países europeus que mais consomem antibióticos. Esse consumo excessivo será, precisamente, um dos principais alvos do programa nacional prioritário.

Por outro lado, Portugal continua também com um dos valores mais elevados entre 28 países de uma perigosa bactéria conhecida por MRSA (Methicillin-Resistant Staphylococcus aureus) e associada a infecções adquiridas em meio hospitalar. A resistência aos antibióticos é um dos mais preocupantes problemas de saúde pública, criado em grande parte pelo uso e abuso desta arma terapêutica. Os doentes infectados com estas bactérias resistentes têm opções limitadas de tratamento, exigindo um maior esforço (financeiro e não só) dos sistemas de saúde. Muitas vezes, resultam em estadias prolongadas nos hospitais e mesmo em morte.

FONTE

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Liz accedió a un corazón luego de dos meses de angustiosa espera

Liz Ávalos Sosa ahora ya tiene un nuevo corazón. Ayer, el Dr. Marcos Melgarejo y su equipo médico procedieron al trasplante del órgano vital a la niña de siete años. / ABC Color
Liz Ávalos Sosa, de 7 años, luego de casi dos meses de espera de un donante compatible, por fin la madrugada de ayer pudo ser trasplantada del corazón. La niña se encontraba internada en la unidad de terapia intensiva del Hospital Pediátrico “Acosta Ñu” por una cardiopatía dilatada, en estado terminal.
Dr. Marcos Melgarejo, jefe de Cirugía Cardíaca del Hospital General Pediátrico “Acosta Ñu”. / ABC Color

SAN LORENZO (Antonia Delvalle C. corresponsal).El jefe de Cirugía Cardíaca del Hospital General Pediátrico “Acosta Ñu” –donde se realizó el trasplante–, Dr. Marcos Melgarejo, señaló que afortunadamente apareció a tiempo un donante compatible de corazón, porque la salud de la niña proveniente de Villarrica cada vez más iba en desmejoría. La pequeña está al cuidado de su abuela, Rufina Sosa, quien la crió a ella y a su hermano de 10 años, vendiendo plantas medicinales para tereré.
Melgarejo señaló que cerca de las 22:00, desde el Instituto Nacional de Ablación y Trasplantes (INAT) comunicaron que había un donante y fueron a verificar si tenía el mismo grupo sanguíneo (A+) y peso compatible.
Tras constatarse esos detalles claves, procedieron en el Centro de Emergencias Médicas a la ablación y posteriormente se concentraron en el Pediátrico para la cirugía en horas de la madrugada.
Dijo que el trasplante duró aproximadamente seis horas; una vez terminado, Liz fue ingresada a terapia intensiva donde se halla estable, en buenas condiciones y con evolución favorable tras las primeras horas, dijo el médico.
Agregó que existe una etapa de riesgo vital de la paciente, que por lo general es de cinco a siete días, porque es un procedimiento muy complejo y en diferentes etapas puede llegar a presentar complicaciones, pero aseguró que están atentos para poder resolver cualquier dificultad.
Melgarejo comentó que se trata del primer trasplante de corazón en niños, en la red de servicios del Ministerio de Salud. Un mes atrás hubo otra criatura con igual patología que no resistió la espera y falleció sin poder recibir un nuevo corazón, a falta de donante compatible, ya que desde hace aproximadamente un año el hospital está equipado en cuanto a infraestructura y médicos de primer nivel para este tipo de intervenciones.
Patología
El corazón de Liz padecía de una cardiopatía dilatada en etapa terminal, por lo que hace dos meses fue ingresada a terapia intensiva donde le suministraban medicamentos endovenosos para evitar su descompensación, explicó Melgarejo. “Durante este período, en varias oportunidades se ha puesto muy grave en espera de una donante compatible”, resaltó.
Inicialmente, la niña padeció –según el especialista– una cardiopatía congénita denominada anomalía de Ebstein, que se caracteriza básicamente por el mal desarrollo de una válvula del corazón, que puede ser corregida sin necesidad de trasplante.
Sin embargo, sobre esa enfermedad congénita se ha instalado una miocarditis; es decir, una infección viral que hizo que el órgano tuviera una sobredilatación y fuera perdiendo fuerza.
La niña fue sometida a varios tratamientos que no dieron resultado, y su única salvación es el trasplante exitoso de corazón. La infección que afectó el corazón de Liz fue de la vía respiratoria, y el virus identificado es un adenovirus que comenzó como una simple gripe, pero que fue afectando otros órganos, entre ellos el trasplantado, que quedó seriamente dañado.
El equipo
El equipo que siguió de cerca y trabajó en el trasplante estuvo integrado por unos 50 profesionales.
Pero los que realizaron propiamente el procedimiento fueron los doctores Marcos Melgarejo, jefe de Cirugía Cardíaca; Hugo Recalde, Felipe González Ávila, anestesiólogo; y la Dra Nancy Garay, cardióloga pediatra.
Asimismo, el Lic. Ulises Bernal es el técnico perfunsionista, además del personal de enfermería, y médicos residentes que colaboraron.
El citado médico explicó que en algunos casos, una gripe mal curada puede ocasionar afecciones cardiacas. Pero una vez que se instala la afección cardíaca, ya los problemas que pueda traer al corazón solo se pueden mejorar con el tratamiento, aunque el pronóstico no siempre es seguro, debido a la delicadeza del órgano.
Tras una simple gripe
El jefe de cirugía cardíaca, Dr. Marcos Melgarejo, advirtió que niños previamente sanos que desarrollan las gripes mal curadas pueden llegar a tener una infección cardíaca, así como cardiopatía dilatada. Una de las formas de evitar complicaciones innecesarias son las vacunas antigripales, que previenen un cierto porcentaje de la gran variedad de agentes que producen las enfermedades respiratorias.


Fonte: http://www.abc.com.py/edicion-impresa/locales/liz-accedio-a-un-corazon-luego-de-dos-meses-de-angustiosa-espera-453307.html
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Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

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