Partilhem o mais possivel, por favor. EU não posso dar mas TU podes? Então dá, não custa nada, não doi, não ficas doente e SALVAS VIDAS!
Sandra Campos
Um último esclarecimento
Há agora quem diga que a notícia sobre o recuo do dador é falsa. Não é.
Eu mesma entrei em contacto com a mãe que, sem confirmar confirmou,
dizendo que não iria continuar a falar deste assunto, que o filho já
estava revoltado que chegasse, e que para todos os efeitos o que
importava era continuar à procura de um dador para o Gonçalo. Também uma
prima do Gonçalo postou no seu
blogue que o dador tinha desistido e acabou por mo confirmar, aqui no blogue.
A verdade é que já tinha vindo numa revista (podem ver
AQUI)
que o Gonçalo já tinha um dador compatível e agora a família continua à
procura, revelando por isso que houve efectivamente uma desistência.
O que importa reter disto tudo? Que é preciso continuar à procura de
dador. O que desistiu ou outro. O que importa é salvar este miúdo. E os
outros, miúdos e graúdos, que esperam dias, meses, anos (se tiverem
tanto tempo) por alguém que lhes permita continuar a viver.
E também fiquei a pensar nisto: será que é bom, afinal, fazer tantas
campanhas para encontrar dadores, sem lhes explicar detalhadamente o que
terão de fazer caso sejam compatíveis com alguém? É que este caso não é
único. Quando fui chamada ao Centro de Histocompatibilidade, porque
havia alguém com que eu era compatível, perguntaram-me se ainda estaria
interessada. Ao que eu respondi, quase em choque: «Ora essa! Então se me
inscrevi, como poderia não estar interessada?» As pessoas do Centro de
Histocompatibilidade lá me explicaram que havia muitas pessoas que, na
hora da verdade, mudavam de ideias.
Posto isto... pergunto-me: não seria melhor ter menos dadores, mas que
soubessem realmente o que estão a fazer no momento em que se inscrevem,
do que ter imensos dadores (Portugal ocupa o segundo lugar no registo
europeu de dadores de medula óssea) mas que depois são, afinal, falsos
dadores, pessoas que se inscreveram num ímpeto mas depois, quando chega a
hora da verdade, não querem submeter-se aos procedimentos necessários?
Não estou a afirmar que seja melhor. Estou mesmo a perguntar. É um
assunto para reflexão. Porque não sei como me sentiria se um filho meu
tivesse um cancro, precisasse de um dador, de repente ele surgisse, e
depois se desvanecesse. Não sei como será lidar com a esperança e depois
levar com o balde de água mais gélida que a da Gronelândia.
FONTE