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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Transplante Hepático - Considerações do Psicologo Eduardo Sá




Primeira Emissão: 23 Out 2013
Duração: 05m
Classificação:

PROGRAMA DE RADIO OUVIR AQUI 


Dias do Avesso, é uma conversa entre uma jornalista (Isabel Stilwell) e um psicólogo (Eduardo Sá), sobre o que temos cá dentro e sobre aquilo que, à nossa volta, choca de frente connosco ou faz ultrapassagens perigosas, mais ou menos de surpresa. São 4 minutos de conversa sobre grandes manchetes e sobre tudo o que não é notícia: os sentimentos, as relações, ou as pessoas que há por trás de quem aparece...

Dias do Avesso é uma conversa em sexta velocidade, no meio do trânsito, sem fugir ao código da estrada... É - digamos assim - um «desabotoe a cabeça, se faz o favor!...», quando o corpo já pede descanso.


De 2ª a 6ª às 16:40*, 20:20 e 03:30 (às 02:40 de 6ª para Sábado)
Com Isabel Stilwell e Eduardo Sá

* Edição Original


4 minutos de conversa sobre tudo o que não é notícia com Isabel Stilwell e Eduardo Sá


FONTE

terça-feira, 13 de março de 2012

Criança de 2 anos recebe fígado compatível após longa espera (VIDEO RTP)

VIDEO: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=535385&tm=2&layout=122&visual=61

Rosa Veloso/David Martin 13 Mar, 2012, 20:31

Foi encontrado um fígado compatível para uma criança portuguesa em Madrid. O fígado irá para uma criança de 2 anos e meio que aguardava há alguns meses por um transplante.


Coimbra: Oito crianças à espera de fígado

Felizmente que para algumas crianças esta "obrigaçao" foi a salvaçao!
E que tiveram a Hepaturix sempre atentas a defender os seus direitos.
Sandra Campos
Hospital Universitário de Coimbra


As oito crianças que estão à espera de um fígado em Portugal deixam de ser obrigadas, a partir de quinta-feira, a viajar para Espanha, com o regresso dos transplantes a Portugal, um ano após a sua suspensão. 

A aguardar por avaliação da equipa médica do Hospital Pediátrico de Coimbra-Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (HPC-CHUC) estão mais quatro crianças, informou o gabinete de comunicação, informação e relações públicas do CHUC.
Os transplantes hepáticos pediátricos foram suspensos em Julho de 2011, devido à saída do único cirurgião especialista nesta área em Portugal, Emanuel Furtado, dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC-CHUC).
Quase um ano depois, os transplantes regressam ao único centro que até então transplantava fígado em crianças e sob a liderança do mesmo cirurgião, mas sem que seja claro quem coordenará o serviço de transplantes hepáticos de adultos nos HUC-CHUC, cuja ligação aos pediátricos é fundamental (para o treino dos cirurgiões) e tendo em conta que Emanuel Furtado colocara como condição "sine qua non" para o seu regresso o afastamento do atual director, Fernando José de Oliveira.
Quando o programa foi reactivado, a 06 de Fevereiro, durante uma visita do ministro da saúde ao HPC, a administração do CHUC foi questionada no mesmo sentido pelos jornalistas mas já nessa altura não esclareceu quem fica a coordenar os transplantes de adultos, nos HUC.
Na altura, aos jornalistas, Emanuel Furtado disse, contudo, que "não irá trabalhar" com Fernando Oliveira e anunciou que iria formar novas equipas de cirurgiões, para evitar, como aconteceu no passado, que o programa dependa apenas de um especialista. Com a reativação do programa, os transplantes passam a ser efectuados em ambiente pediátrico, no HPC (antes eram nos HUC).
Das oito crianças e jovens à espera de um novo fígado, com idades entre os 14 meses e os 17 anos, duas estão também em lista de espera em Espanha. Nenhum dos doentes tem possibilidade de receber um fígado de um dador vivo, ou seja, dos pais, devido a contra-indicação clínica, daí que não esteja nenhum transplante programado.
Quatro das crianças têm um "grau de urgência" em receber um novo fígado mais apertado, "inferior a três meses". Para as restantes, o prazo varia entre os três e os seis meses. Desde que o programa foi retomado em Coimbra, foram realizadas cinco consultas de avaliação, a primeira a uma bebé de Gaia. Na lista de espera estão dois gémeos.
Em 2011 foram transplantadas nove crianças portuguesas, quatro em Espanha e cinco em Coimbra.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Transplantes hepáticos: bebé de Gaia é a primeira criança em avaliação

10/02/2012 - 08:28
Uma bebé de Gaia é a primeira criança em avaliação para transplante do fígado no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), ao abrigo da reactivação do programa nacional, que permitirá cirurgias a partir de 15 de Março, avança a agência Lusa.

Depois da interrupção do programa, em Julho de 2011, que obrigou ao encaminhamento das crianças a transplantar para o Hospital La Paz, em Espanha, trata-se da primeira avaliação pré-transplante, processo iniciado quarta-feira e que demora dois a três dias, disse esta quinta-feira a médica hematologista Isabel Gonçalves.

A criança sofre de uma atrésia das vias biliares, doença que representa 30 por cento dos transplantes hepáticos pediátricos, 60 por cento dos quais são bebés com menos de dois anos de idade, explicou.

“É uma criança estável e que poderia estar na faixa dos três a seis meses (de urgência de transplante), mas provavelmente teremos que a considerar mais urgente se não conseguirmos controlar o prurido, que é uma comichão horrível em que a criança se coça dia e noite e que, em termos de qualidade de vida, é muito má”, disse.

A bebé já tinha sido avaliada em Espanha, ao abrigo do protocolo que permite a realização dos transplantes naquele país enquanto não forem retomados em Portugal, e, segundo a pediatra, não há compatibilidade de nenhum dos pais para poder ser dador do órgão que ela necessita.

Em lista de espera para transplante estão seis crianças portuguesas, entre as quais dois gémeos, e, segundo a médica, "em nenhum dos casos" há possibilidade de dador vivo, por contra indicações dos pais.

Em Espanha, estão quatro crianças, duas a aguardar por um fígado e duas a recuperar da cirurgia, acrescentou.

Segundo a médica, o processo das crianças que se encontram em Espanha e que ficarão também em lista de espera em Portugal, “está a ser resolvido pelo Ministério da Saúde”.

“Do ponto de vista clínico, não tenho nenhuma informação recente sobre elas”, disse a médica, explicando que, “quando uma criança tem algum grau de emergência não deve andar a ser transportada”.

A data de 15 de Março é “apenas indicadora” do regresso dos transplantes a Portugal (no centro do HPC), já que apenas podem ser programados aqueles em que há um dador vivo.

Questionada por jornalistas sobre a capacidade de a equipa que assegurará o programa estar em condições de realizar um transplante de emergência antes de 15 de Março, a pediatra disse que, embora não sendo essa a sua área, acredita que a mesma estará habilitada para eventual necessidade.

Os transplantes vão ser assegurados por uma equipa liderada por Emanuel Furtado, o único especialista nesta área em Portugal, que retoma as cirurgias depois de ter saído dos Hospitais da Universidade de Coimbra para outra unidade hospitalar, factor que motivou a suspensão do programa em Portugal e encaminhamento dos doentes para Espanha.

A equipa espera poder contar, a curto prazo, com uma psicóloga, elemento considerado por Isabel Gonçalves como “muito importante na ajuda aos pais e sobretudo aos (pacientes) adolescentes”.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/10-02-12/transplantes-hepaticos-bebe-de-gaia-e-primeira-crianca-em-avaliacao

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Programa está suspenso desde Julho de 2011 Transplantes hepáticos pediátricos: Consultas começam quarta-feira em Coimbra

Transplantes hepáticos pediátricos vão ser retomados em Portugal
As crianças portuguesas candidatas a transplantes do fígado começam quarta-feira a ser avaliadas, no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), ao abrigo da reactivação do serviço em Portugal, que acaba com o encaminhamento dos doentes para Espanha.

Segundo a pediatra Isabel Gonçalves, são seis as crianças em lista de espera, incluindo uma que está a ser seguida em Espanha, para onde eram encaminhadas, desde a suspensão do programa nacional, em Julho de 2011.
"Nenhum dos casos é extremamente urgente, há uma criança em Espanha que está a fazer avaliação e que é a que nos preocupa. Vamos ver se será transferida ou se ainda terá algum órgão lá", disse a médica, numa conferência de imprensa, no HPC.
O programa foi hoje reactivado e até 15 de Março serão criadas as condições para o início dos primeiros transplantes, no HPC, sob a liderança de Emanuel Furtado, até agora o único cirurgião especializado nesta área em Portugal, e que, com a sua saída para uma outra unidade hospitalar de Coimbra motivara a suspensão dos transplantes no país.
"O importante para o país é que, a partir de agora, temos um centro onde as coisas podem ser feitas com toda a linearidade, vamos criar as condições para que haja uma continuidade, uma equipa com capacidade duradoura", disse o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, frisando estar "em condições de garantir que tudo fará para que não aconteça" o que se verificou no passado - a suspensão do programa, por depender de um único especialista, e encaminhamento dos doentes para Espanha.
Leal da Costa garantiu que "está tudo definido: as crianças serão operadas no HPC, podendo, numa fase transitória, sê-lo nos Hospital da Universidade de Coimbra (HUC)".
Questionado sobre a eventualidade de vir a ser criado um segundo centro, em Lisboa ou no Porto, o governante disse que, "para já, o importante é ter (o de) Coimbra a funcionar".
O centro de transplantes hepáticos pediátricos de Coimbra terá "toda a autonomia que precisar" e ao cirurgião serão dadas as "condições que considera essenciais, para poder formar a sua equipa", acrescentou.
Em 2011 foram transplantadas nove crianças portuguesas, quatro em Espanha e cinco em Coimbra (até Junho).

Pediatria: Seis menores em lista de espera com doenças hepáticas Portugal regressa aos transplantes


O secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, visitou ontem o Hospital Pediátrico de Coimbra



As primeiras consultas para avaliação das crianças que estão em lista de espera para transplante de fígado começam amanhã no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC). Ontem, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Leal da Costa, garantiu que estão reunidas as condições para que "haja uma equipa com capacidade duradoura" para assegurar o programa de transplantação hepática pediátrica.


Para já, Emanuel Furtado continua a ser o único médico a fazer transplantes, a partir de 15 de Março. Mas está a ser formada uma equipa que "garanta o futuro". "Esta é uma área em que a formação é longa, especialmente num país como o nosso, em que a quantidade de transplantes pediátricos é pequena", acrescentou Emanuel Furtado, que prevê um prazo de dois a três anos para a formação do primeiro cirurgião.

Portugal tem seis crianças em lista de espera, incluindo as que estão a ser seguidas em Espanha. Segundo a pediatra Isabel Gonçalves, "nenhum dos casos é extremamente urgente". Desde 1994 foram realizados em Coimbra 180 transplantes, a uma média de 12 a 17 por ano. Isabel Gonçalves prevê uma subida de quatro a cinco casos devido ao aumento da idade pediátrica para os 18 anos.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/portugal-regressa-aos-transplantes

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Retirado do blog "Lutar até Viver" - Um virar de página!

Um virar de página!

Depois de alguns anos a lutar por esta causa, depois de ter escrito um livro dedicado à Transplantação Hepática Pediátrica, depois de muitas emoções, “guerras”, entrevistas nas televisões, nas rádios e nos jornais, chegou a hora de dizer, “missão cumprida”.
Em consciência posso dizer com algum orgulho que mais ninguém fez tanto ou até parecido em prol desta causa! Isto do lado dos “utentes”, naturalmente!

Com o lançamento do livro percorri Portugal e levei a todo o lado o nome da Hepaturix, este ano, fartei-me de percorrer quilómetros, desdobrei-me em reuniões, por vezes, apenas para alguns minutos de atenção, conheci “poderosos”, políticos, médicos, mães, enfim, muita gente!

Apenas ontem obtive o primeiro grande resultado, mas o mesmo, não só a mim se deve!! Provavelmente terei até uma ínfima quota-parte de responsabilidade desse êxito… ou até nenhuma!

Nunca esquecerei os nomes das crianças que não se salvaram, nunca esquecerei aquelas caras, nunca esquecerei as Mães e os Pais.

Vou-me desligar desta causa e acompanhá-la de outra maneira, pois a Hepaturix continuará a sua missão da mesma forma.

A Silvia, Mãe do Martim escreveu-me esta nota: “(…) contudo você também teve o seu papel primordial neste desenlace. A verdade é que sempre nos atendeu o telefone e ajudou-nos tudo o que foi possível. Sempre foi você que deu a cara pela Hepaturix, foi você que escreveu aquele livro que todos nós nos identificamos.... É pena que sejam os nossos meninos a estarem aqui a sofrer, mas acredito que se Deus nos colocou tantos obstáculos é porque sabia que íamos conseguir superá-los.... Obrigado”

Obrigado eu Silvia e que o Martim e todos os outros recuperem depressa e possam ter a vida que merecem!

Obrigado por lerem o meu blog e cá continuarei (embora de uma forma mais discreta) a divulgar esta causa. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Transplantes pediátricos: Centro Hospitalar de Coimbra retoma actividade em Março

01/02/2012 - 08:30
O Ministério da Saúde anunciou esta terça-feira a reactivação do programa de transplantes hepáticos em crianças no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), que deverá iniciar as intervenções a partir de 15 de Março, avança a agência Lusa.

Segundo uma nota do gabinete do ministro da Saúde, as consultas de avaliação de crianças candidatas a transplantação hepática deverão começar a 06 de Fevereiro e a partir de 15 de Março deverão estar reunidas as condições para a realização destas operações.

"A eventualidade de poder haver um segundo centro está dependente de avaliação que incidirá sobre a casuística existente e focada no primado da concentração de experiências e de respostas baseadas em equipas compostas por pessoas intersubstituíveis de forma a evitar riscos de quebra na produção cirúrgica", segundo o Ministério da Saúde.

A mesma nota lembra que o Ministério da Saúde "sempre afirmou que a transferência de crianças, com indicação para transplantação hepática, para um centro em Espanha era uma situação provisória".

Em 2011 foram realizados nove transplantes hepáticos pediátricos, cinco dos quais no Hospital Pediátrico de Coimbra, até Junho de 2011, e quatro no Hospital La Paz, em Espanha.

Retoma do programa em Coimbra impunha-se, diz presidente do CHUC

O presidente do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) afirmou esta terça-feira que a reactivação do programa de transplantes hepáticos pediátricos no seu hospital, esta terça-feira anunciada pelo Governo, era uma decisão que se impunha.

"É um momento muito importante para Coimbra e para Portugal. O reinício da transplantação hepática pediátrica impunha-se, dada a experiência, capacidade técnica e científica dos CHUC", declarou Martins Nunes à agência Lusa.

Nesse sentido, disse que assumiu como uma obrigação sua "fazer tudo o que fosse possível para criar condições para que as crianças portugueses pudessem tornar a ser operadas em Portugal".

O presidente do conselho de administração do CHUC disse interpretar a decisão do ministro da Saúde como "um sinal de grande confiança" no seu hospital.

Martins Nunes adiantou que o responsável pelo programa de transplantação voltará a ser Emanuel Furtado, e que ele prevê a formação de uma equipa.

A agência Lusa procurou obter uma reacção do cirurgião Emanuel Furtado, mas este estava incontável cerca das 19:00, quer através do seu telemóvel pessoal, quer no seu local de trabalho, o IPO de Coimbra.

A Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados (Hepaturix) já tinha defendido, nos últimos meses, a retoma do programa de transplantes hepáticos pediátricos em Coimbra, dada a sua experiência de 18 anos e as elevadas taxas de sobrevida conseguidas.


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/01-02-12/transplantes-pediatricos-centro-hospitalar-de-coimbra-retoma-actividade-e

Reactivação de transplantes hepáticos infantis assegurará necessidades do país

01/02/2012 - 08:31

A reactivação dos transplantes de fígado em crianças no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) vai assegurar as 12 operações do género realizadas em média anualmente em Portugal, disse esta terça-feira o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, citado pela agência Lusa.

Mesmo que haja um “pico” de procura, o serviço tem capacidade de resposta, já que as intervenções em crianças ocorrem no quadro normal de transplantes realizados naquela unidade, acrescentou Fernando Leal da Costa.

A realização de transplantes foi interrompida em Julho do ano passado, quando o cirurgião responsável pelo programa de transplantes hepáticos de crianças “mudou de hospital”, recordou.
“Recriaram-se condições satisfatórias” e o cirurgião Emanuel Furtado “aceitou regressar”, disse o governante.

O recomeço efectivo do serviço está previsto para 15 de Março, mas as consultas com as crianças que necessitem ser transplantadas começarão na próxima segunda-feira.

Emanuel Furtado deverá, entretanto, reunir a sua anterior equipa e continuar o programa de treino dos outros cirurgiões de modo a assegurar a capacidade de substituição entre os médicos do grupo.

O secretário de Estado disse que a reactivação do programa não tem outros encargos para além do que ocorre com a substituição normal de meios num serviço do género.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/01-02-12/reactivacao-de-transplantes-hepaticos-infantis-assegurara-nec

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Portugal pretende reactivar programa de transplantes hepáticos pediátricos até ao fim de Março

29/12/2011 - 08:42


Portugal pretende reactivar até ao fim de Março o programa de transplantes hepáticos pediátricos, suspenso por falta de médicos especialistas, obrigando o país a recorrer a Espanha, disse esta quarta-feira fonte governamental.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, referiu que o Governo propõe-se reactivar o programa de transplantes de fígado em crianças até ao fim de Março, depois de reunidos "os meios adequados para os fazer com segurança" e formada uma equipa de profissionais.

Fernando Leal da Costa adiantou que os transplantes hepáticos pediátricos serão efectuados em hospitais de Lisboa, Porto ou Coimbra onde já se realiza este tipo de intervenção em adultos.
Portugal passou a encaminhar para Espanha, designadamente para o Hospital de La Paz, em Madrid, com o qual firmou um protocolo, crianças com necessidade de transplante de fígado, desde que deixou de ter disponível, em Coimbra, o único cirurgião habilitado para o fazer.

Na unidade hospitalar madrilena, uma menina aguarda com urgência um transplante de fígado, tendo Portugal lançado um alerta global, alargando o leque de potenciais dadores cadavéricos até aos 55 anos.

"É uma situação grave, a criança está francamente mal", admitiu o secretário de Estado.

Há um mês, segundo noticiou o Diário de Notícias, um bebé de 2 anos morreu no Hospital de La Paz também à espera de um transplante de fígado.

De acordo com Fernando Leal da Costa, estão internadas na unidade de Madrid mais três crianças portuguesas, duas das quais esperam também um transplante de fígado, e uma quarta deverá ser transferida brevemente de Portugal.
   

domingo, 2 de outubro de 2011

Retirado do Blog "Lutar até Viver" - Exmo. Senhor Ministro da Saúde Dr. Paulo Macedo, “Faz todo o sentido concentrar os transplantes num só local”

Exmo. Senhor Ministro da Saúde Dr. Paulo Macedo,

“Faz todo o sentido concentrar os transplantes num só local” 

Esta conclusão é feita pelo Prof. Eduardo Barroso, no “Sol” da semana passada e “aparentemente”, a afirmação vai ao encontro do pretenso espírito espelhado numa “carta hospitalar” que estará a ser elaborada pelo Ministério da Saúde e ao que parece, será conhecida até ao final do ano!!

Na altura em que o Dr. Eduardo Barroso era presidente da ASST , circulava um boato que ele estaria a tentar concentrar os transplantes hepáticos nacionais, incluindo os pediátricos, num determinado novo hospital privado que iria ser brevemente concluído … 

Nessa mesma altura, a Hepaturix reuniu-se duas vezes com o Prof. Eduardo Barroso e uma das coisas que ele nos disse é que “o problema de Coimbra” resolvia-se levando todos para Lisboa, o Dr. Emanuel Furtado, a Dra. Isabel Gonçalves, os intensivistas, os anestesistas pediátricos, etc, etc, etc, mas como tal nunca seria possível, a solução teria de passar sempre por Coimbra!

Em contradição com a posição que sempre nos transmitiu e dando algum fundamento àquele boato - embora noutros moldes - aparece agora esta posição pública do Dr. Eduardo Barroso!

Entretanto outro fantasma pairava sobre o Curry Cabral, pois o seu encerramento já tinha sido equacionado - e há quem ainda defenda essa ideia - e muito recentemente a Administração desse hospital demitiu-se!

Hoje ficámos a saber pelo JN que os Hospitais de Lisboa são uma espécie de “Ilha da Madeira”, isto é o desvio financeiro está incontrolável e esse descalabro é um “buraco colossal”!!

A tudo isto gostaríamos de responder da seguinte forma e faço-o directamente ao Sr. Ministro:

Ponto 1 = se os argumentos esgrimidos pelo Dr. Eduardo Barroso a favor da “solução Coimbra” eram válidos há dois anos atrás, logo, também serão válidos agora! Se temos quase 20 anos de transplantes hepáticos pediátricos que conferiram à Escola de Coimbra – Hospitais/ Universidade Coimbra – um reconhecido crédito internacional, logo é em Coimbra que temos de manter esta área da N/ medicina. As N/ crianças não são cobaias de ninguém e a experiência entretanto acumulada tem um valor incalculável e inegociável!

Ponto2 = se é certo que os profissionais de Coimbra, não poderão ir para Lisboa, porque têm as suas vidas organizadas em Coimbra, porque fazem muitas mais coisas que transplantes e não poderão abandonar as suas outras vertentes, também os do Porto não irão, pelas mesmas razões! Se tal acontecesse haveria uma forte concentração de serviços em Lisboa e desaproveitava-se as potencialidades dos Hospitais de Coimbra e do Porto! Repare-se, se é verdade que todos concordamos que é necessário optimizar recursos e racionalizar custos, por outro lado não nos podemos esquecer que uma das variáveis não é negligenciável, é a das vidas que estão em jogo. Não nos satisfaz ter um único centro que debite transplantes em série e que bata recordes, pois para nós, mais que a quantidade queremos qualidade e nas crianças essa vertente é também inegociável, pois as crianças têm toda uma vida à sua frente e que se espera, longa! REPITO, nada disto é negligenciável nem negociável! Nós em Coimbra estamos habituados ao “must”, ao melhor, ao excepcional e não aceitamos menos que isso, agradecemos então que nem sequer nos falem de experiências utópicas e perdoe-me V.Exa. a expressão “mal amanhadas”;

Ponto 3 = contudo, repare-se, ninguém consegue demonstrar que a concentração nesta área é sinónimo de contenção financeira! É que é preciso dotar o tal centro de autonomia financeira e ninguém sabe como tal seria possível, o mais certo é começarem com um determinado orçamento e depois, cinco anos mais tarde termos à N/ espera outro “buraco colossal”. Esta solução arranjada agora “à pressão”, assenta que nem uma luva nos problemas do Curry Cabral, é que nesta fase, só existem intenções e no “plano dos sonhos e dos projectos”, tudo é fácil e … parece fácil, mas depois a realidade é bem diferente! Agora resolver-se-ia o problema do Curry Cabral, dos incentivos e retirava-se tudo a Coimbra e ao Porto, daqui a uns três anos quando se visse o disparate do que se tinha cometido e os números apresentassem outro desvio colossal, estaríamos perdidos, pois já não haveria “volta a dar” e não se poderia devolver os transplantes a Coimbra, nem ao Porto! Nesse contexto, todo o país estaria refém do Curry Cabral e de Lisboa e nunca mais haveria alternativas válidas;

Ponto 4 = nada nos garante que essa concentração melhore a qualidade do serviço propriamente dito, até porque grande parte dos órgãos colhidos, são-no no próprio hospital. É certo que os tempos de isquemia têm vindo a aumentar e sem o risco de “função pobre”, mas não nos podemos alhear que temos listas infindáveis de pacientes a aguardar por um órgão e na N/ perspectiva, isso consegue-se melhor com três centros a funcionar em pleno e não com apenas um! Foi esta a lógica utilizada ‘em Aljubarrota’, agora aqui aplicada aos transplantes! Também achamos que a solução do “dador vivo” é uma alternativa de valor inquestionável, que está cada vez mais “esquecida e perdida” e que já deu resultados comprovadamente espectaculares (e, para quem tiver curiosidade remeto para a leitura do texto do Sr. Professor Linhares Furtado, disponível no Blog do meu livro “Lutar até Viver”).

Ponto 5 = falemos agora dos incentivos! Resulta evidente que havendo um único centro com equipas “especializadas” que deixariam de fazer outras cirurgias, a “produção” de transplantes aumentaria necessariamente e por isso percebe-se que esta redução dos incentivos a metade acabaria por não ser um problema! O transplante hepático é o mais complexo e extenuante e por essa razão tem incentivos próprios, mas estes incentivos têm um efeito psicológico adverso pois geram muitas dúvidas e incompreensões no público em geral e em muitos colegas de outras áreas, todavia, os profissionais que EU CONHEÇO não se movem por incentivos, fazem-no por missão e por isso exorto o Sr. Ministro da Saúde a mudar a estratégia! Estes profissionais fazem milagres, merecem ser bem remunerados e já que este modelo de incentivos não parece servir, então arranje-se outro e chamem-lhes o que quiserem, tudo … menos “incentivos”! Por exemplo, nos cardíacos, não lhe chamam incentivos, mas as equipas são diferentemente remuneradas!

Concluo dizendo o seguinte, Imagine-se que nos anos 60 alguém tinha despachado o Eusébio para o Atletismo, ou outra modalidade qualquer! O Eusébio era diferente e tinha uma equipa diferente, tinha o Mário Coluna, o José Henriques, o Torres, o Simões, etc! Se tivessem mandado o Eusébio “plantar batatas” será que a história do futebol português era a mesma? Por favor, que ninguém estrague o que ainda existe em Coimbra, é preciso recuperar o Dr. Emanuel para os transplantes e todos os outros elementos das diversas equipas!! Justiça seja feita aos HUC e se for verdade o que consegui apurar, os HUC são dos hospitais com melhor desempenho financeiro coisa que não acontece com nenhum dos Hospitais da área de Lisboa, logo também por isto os transplantes hepáticos não devem sair de Coimbra.


Sr. Ministro, nós, Hepaturix, estamos a mover montanhas para granjear apoios e ‘à nossa maneira’ tentarmos ajudar Coimbra e Portugal a encontrar uma solução. Queremos trazer cá outros cirurgiões, se for necessário queremos enviar crianças ao estrangeiro, queremos recuperar o Dr. Emanuel para os transplantes pediátricos dador-cadáver e dador-vivo, nós queremos muita coisa, mas no essencial, trata-se apenas de salvar vidas! 

A tanto que o poder governativo apela à activa e consciente participação da comunidade civil na resolução dos problemas económicos e sociais de um país em crise, eis esta uma profunda e válida razão para que a comunidade civil seja ouvida, e que sobre ela se abram as reflexões e acções necessárias à resolução desta questão nacional.

Por razões de racionalidade financeira, por questões técnicas/médicas, por questões éticas - porque a vida humana é inegociável e não deve ser negligenciável - e por força do supremo interesse nacional que penso estar a defender, eu Vitor Manuel Raimundo Martins c/ o BI nº 7923838, Pai do Vitor Alexandre Costa Martins transplantado em 26/07/2004 e Presidente da A.G. da Hepaturix – Associação Nacional das Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas, não aceito que os transplantes hepáticos pediátricos acabem e pelas mais comprovadas razões saiam de Coimbra.

Com conhecimento:

- Exmo. Senhor Presidente da República,

- Exmo. Senhor Primeiro Ministro,

- ARS Centro;

- Administração HUC;

- Administração H. Pediátrico;

- Administração Stº António;

- Dr. Emanuel Furtado;

- Dra. Isabel Gonçalves;

- A um grupo de empresas conhecedoras deste processo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

À espera de uma dádiva de vida - ( c/Testemunhos de Sandra Campos e da Hepaturix)

Foto: Getty

TRANSPLANTES

À espera de uma dádiva de vida

20 | 09 | 2011   10.55H
Com a crise em vista, responsável pelo corte nos incentivos aos transplantes, doentes e especialistas temem pelo futuro. Portugal é um dos líderes nesta área. Ministério garante que números não vão baixar.
Carla Marina Mendes | cmendes@destak.pt
«O transplante é a porta para novas esperanças, novas aventuras», confirma Olivier Coustere, presidente da World Transplant Game Federation e três vezes transplan-tado de rim. Em Glasgow, na Escócia, durante o congresso da Sociedade Europeia para o Transplante de Órgãos, onde o Destak esteve presente, contou como, aos 15 anos, teve de enfrentar o diagnóstico de doença renal crónica. Cinco anos depois fazia o primeiro transplante e, depois dele, o segundo e ainda um terceiro. Não esconde, por isso, o sentimento de gratidão. E alívio. É que, em Dezembro de 2009, mais de 50 mil pessoas na Europa precisavam de um transplante de rim.
Na mesma altura, segundo os dados disponíveis, contavam--se apenas 17 886 transplantes realizados. E 1630 pessoas que perderam a vida na lista de espera. «O transplante é sobre vida ou morte», reforça. E hoje muita coisa mudou. Sandra Campos concorda. Teve direito a uma segunda vida, como lhe chama, a 9 de Maio de 2005. Foi nesse dia que, num hospital da Corunha, recebeu um transplante de pulmões, um novo fôlego depois de anos presa às dificuldades respiratórias. Mas a crise, que hoje obriga os portugueses a apertar o cinto, preocupa-a, assim como os anunciados cortes nos incentivos à área da transplantação.
«As pessoas estão cheias de medo. Tenho um blogue (http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/) e na minha caixa de e-mail já recebi mais de 200 pedidos de ajuda de quem não sabe o que fazer. Alguns já faleceram, outros não sabem como conseguir ir para fora, como eu fui, e contam-me os muitos obstáculos e dificuldades que têm de enfrentar», revela ao Destak.
O receio é partilhado pela Hepaturix - Associação de Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas que, em carta aberta, já deixou o alerta: o corte pode «sabotar» a actividade. «Ainda estamos a tempo de não cometer um crime no que à Transplantação Hepática Pediátrica diz respeito», reforça.
Apoio à colheita
O Ministério da Saúde, quer através do ministro, quer ainda do secretário de Estado, já deixou claro que esta redução, em 50% nos incentivos ao transplante e à colheita, não significa uma diminuição do número de transplantes. «A política em nada deve comprometer o número de doentes transplantados», reforça aoDestak fonte do gabinete.
Maria João Aguiar, que foi coordenadora nacional das Unidades de Colheita de Órgãos, Tecidos e Células para Transplantação, tendo apresentado a demissão recentemente, também não acredita nesse cenário, mas lamenta a forma como foi tomada a decisão. «Em cinco anos pusemos o País à frente do pelotão no que diz respeito aos transplantes. E é verdade que todos temos de compreender que é preciso fazer cortes. Mas a nossa demissão não foi por causa dos cortes nos incentivos aos transplantes, que até podiam ser muito necessários. Não concordamos é com o corte de 50% nos incentivos à colheita», explica.
É que sem órgãos não se podem fazer transplantes. Uma premissa que pode parecer básica, mas que muitos tendem a esquecer. «É preciso ter em conta as equipas que fazem com que a colheita se realize, que os dadores não entrem em colapso, que preparam as famílias. O que falta é uma palavra de apreço para estes, o reconhecimento de que o seu esforço é de interesse público.»
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Qualidade de vida tornou-se prioridade
«O transplante é sobre vida ou morte», reforça Olivier Coustere. E, hoje, muita coisa mudou. «O objectivo é devolver às pessoas uma vida normal», acrescenta. E é nesse sentido que tem também progredido a investigação, que procura medicamentos que tornem mais fácil a vida dos doentes. Isto porque muitos transplantados de rim continuam a morrer, não só devido aos clássicos problemas de rejeição, mas também a acidentes cardiovasculares.
«E a introdução de novos imunossupressores, apesar de ter contribuído para reduzir os números da rejeição aguda, não veio trazer melhorias neste aspecto», confirma Josep Grinyó, director do serviço de Nefrologia do Hospital Universitário de Bellvitge, em Espanha.
Se é um facto que é necessário manter baixo o risco de rejeição, é também importante ter em atenção outros factores que contribuem para a morte dos doentes.«Não só temos de aumentar a esperança de vida do enxerto, como do doente», reforça. «E durante anos tivemos de usar medicamentos que aumentavam o risco cardiovascular.»
É para tentar mudar este cenário que foi aprovado, na Europa e nos EUA, um novo medicamento, biológico, «que oferece protecção nefrológica», confirma Klemens Budde, director do serviço de transplantação do Charité Universitatsmedizin, na Alemanha. Chama-se belatacep e oferece uma protecção contra a rejeição do órgão, ao mesmo tempo que ajuda a preservar a função renal, que influencia o risco cardiovascular.
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Cento e quatro mil intervenções em 2010
Dados divulgados recentemente pelo Registo Mundial de Transplantes dão conta de que, em 2010, foram realizados em todo o mundo 104 065 transplantes, uma subida de quase 4% em relação ao ano anterior. No topo da lista dos órgãos que mais foram transplantados destacam-se o rim (71 418), seguido do fígado (21 207), do coração (5403), do pulmão (3649) e ainda do pâncreas (2316).
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CONVERSA RÁPIDA
Com Josep Grinyó, Director do serviço de Nefrologia do Hospital Universitário de Bellvitge, em Espanha.
Acredita que a crise pode ter impacto na área da transplantação?
Acredito que não vai haver um impacto directo a curto prazo. Mas com as dificuldades e com o crescimento da pobreza, todas as doenças aumentam - as doenças infecciosas, as cardiovasculares. Por isso, sou moderadamente expectante, mas não posso dizer que estou optimista.
Espanha é líder na área da transplantação? A que se deve este sucesso?
Foi graças a uma organização sistemática da detecção dos doadores, dos centros, da figura do coordenador de transplantes, essencial para detectar os potenciais dadores de uma forma prospectiva, e ainda devido a uma organização a nível territorial. Por outro lado, houve uma lei que introduziu o consentimento informado, que facilita os trâmites administrativos para fazer a doação.
Todas as pessoas são potenciais dadores em Espanha?
Sim, segundo a lei, mas há um decreto que regula a vontade do dador. Ou seja, é uma lei de consentimento informado, mas atenuada pelo decreto, o que nos faz respeitar a vontade da família. Sempre se fez assim, sendo ainda muito importante manter um ambiente de confidencialidade na doação de órgãos, para não criar insegurança na sociedade. E a sociedade tem respondido bem.
Têm os problemas renais vindo a aumentar?
Aumentaram, mas a incidência estabilizou-se devido a uma intervenção terapêutica de primeira linha, a um melhor controlo dos doentes nos cuidados primários, que é muito importante para controlar a progressão da doença.
Mas continua a haver muita gente à espera de um rim para transplante. Continuará a aumentar?
Sim. É por isso que, embora as pessoas estejam bastante sensibilizadas para a doação, é preciso fazer um esforço adicional junto das famílias dos doentes.
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NÚMEROS, DADOS E OUTRAS INFORMAÇÕES
Insuficiência renal afecta já 800 mil
São, todos os anos, contabilizados qualquer coisa como 2200 novos casos de insuficiência renal crónica terminal. A estes juntam-se 14 mil portugueses que dependem da diálise, dos quais cinco mil são já transplantados. A culpa é de um problema de saúde, a doença renal crónica, que ameaça tornar-se num grave problema de saúde pública.
Por cá, 800 mil sofrem com esta doença, que resulta de uma combinação de factores hereditários, aos quais se juntam ainda outras enfermidades como a diabetes, obesidade e a hipertensão arterial.
Menos 3,4% transplantes em Portugal
Depois de ter ocupado o primeiro lugar no mundo no que diz respeito aos transplantes de fígado e de rim com dador cadáver, Portugal foi ultrapassado este ano pela Croácia. De acordo com os dados referentes à primeira metade de 2011, o número de transplantes desceu 3,4% no nosso país em relação ao período homólogo, o que significa que se realizaram menos 15. Quanto à colheita de órgãos realizada a nível nacional, sofreu uma queda de 1,3% para 156, menos três do que no primeiro semestre de 2010.
Formação na Europa custa 270 mil euros
A formação de coordenadores hospitalares em toda a Europa surge como uma das principais actividades que integram o Plano de Acção 2009-2015, que acompanha a directiva europeia sobre qualidade e segurança dos transplantes.
Uma directiva aprovada durante o ano passado, que visa sobretudo melhorar o acesso aos transplantes de cerca de meio milhão de europeus.
O projecto de formação, ao qual foi dada a verba de 270 mil euros, está a ser liderado pela Espanha.
Rim traficado pode valer 200 mil dólares
As histórias multiplicam-se e, embora sejam diferentes os protagonistas, mantêm os mesmos denominadores comuns: ilegalidade, corrupção e horror. O negócio do tráfico de órgãos tem florescido, com valores que chegaram aos 50 milhões de dólares em 2008, com base nos dados da Plataforma Europeia para os Aspectos Éticos, Legais e Psicossociais da Transplantação de Órgãos.
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2007 esta actividade correspondia entre 5% a 10% dos transplantes de rim realizados no mundo. «Há organizações criminosas que conseguem os rins para transplante», confirmou Luc Noel, da OMS. «Mas na maior parte dos casos, isso envolve os pobres e mais vulneráveis, dispostos a abdicar de um órgão em troca de dinheiro.» É que um órgão pode chegar a valer entre 3 mil e 15 mil dólares, sobretudo rins, que são depois vendidos por intermediários a troco de pequenas fortunas - 200 mil dólares.

Fonte: http://www.destak.pt/artigo/106544-a-espera-de-uma-dadiva-de-vida
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

HEPATURIX quer ajudar os meninos que precisam de transplante em Portugal ... Lê e junta-te e ajuda!

Queridos Amigos,
Esta foi a carta mais bonita e comovente que vi escrita por este pai que representa a Associaçao Hepaturix.
Por favor vejam com atençao e ajudem a tornar este projecto uma realidade num país onde os responsáveis nao tomam uma atitude para melhorar o panorama actual da Transplantaçao em Portugal.
Gostava que outras Associaçoes tomassem a mesma iniciativa - APFQ, ANFQ, RARSSÍMAS, etc, etc
Sandra Campos

CARTA


Caros Dra. Isabel, Tereza e Dr. Emanuel,

Vou iniciar uma recolha de fundos, pois o dinheiro vai dar-vos poder e só desta forma poderemos continuar a ter uma palavra audível!!

Parece que está tudo maluco e já não acredito em nada!

É quase uma loucura, mas estou determinado…. Vou armar-me em D.Quixote e lutar contra os moinhos e vamos ver em que é que isto dá!!

Portugal não se pode demitir desta responsabilidade, o dinheiro vai ajudar a resolver alguns casos, mas a solução não passará só por aqui!!

15 crianças aguardam transplante hepático e eu não consigo conviver com isto, nem com as nuvens escuras que se aproximam!!

Já passei por este pesadelo e por este desespero, e nem quero pensar no estado em que se encontram os pais que lêem o meu livro e percebem que agora já não existe a mesma solução!!

Estou e estarei incondicionalmente grato à Dra. Isabel Gonçalves, ao Dr. Emanuel Furtado e a todos os outros e por isso não posso desistir de lutar pelos transplantes pediátricos

O meu escritório de seguros, é um pequeno escritório que me permite uma vida pacata. Em termos materiais tenho (temos!) o suficiente e por isso a partir desta data vou direccionar toda a minha actividade apenas para gerar fundos para a HEPATURIX.

A totalidade do lucro será para a Associação que em conjunto com a Hepatologia do Pediátrico decidirão como o aplicar. Se o actual estado de coisas se mantiver, será para suportar transplantes no estrangeiro, sem que seja necessário aguardar pelos “SOS”!

Não podemos esperar mais pelo Estado! É verdade que o Estado não se pode demitir das suas funções e tem de arranjar soluções, mas se nós tivermos dinheiro e forma de mostrar força, as coisas serão muito diferentes. Eu já não vou a tempo de ajudar estas crianças que aguardam o TRH, estas tem de ser o Estado, mas nós temos de começar a mexer por causa do que o futuro nos reservará!

Vou contactar as empresas necessárias para tornar este sonho realidade e convidá-las a integrar um projecto que será fiscalizado pelas próprias.

Não é justo estar a pedir donativos para isto e para aquilo, pois tudo se torna efémero! Por isso, só criando uma dinâmica permanente e sólida será possível resolver este problema para sempre.

O que pretendo exactamente, é isto:

- direccionar toda a actividade do meu escritório para a captação de uma boa carteira de seguros e desta forma gerar receitas para a Hepaturix;

- a totalidade do lucro será para a Hepaturix e essa afectação será fiscalizada pelas próprias empresas que nos colocarem os seus seguros;

- a utilização dessas verbas será da exclusiva responsabilidade da Hepatologia do Hospital Pediátrico em sintonia com a Direcção da Hepaturix, da qual NUNCA farei parte.

Eu, os meus funcionários seremos quem assegurará a gestão dessas carteiras, garantindo um serviço pautado por padrões de elevada qualidade e tentando reduzir os custos dos nossos clientes!

Os nossos clientes, mais que clientes, serão nossos parceiros e desta “união” se construirá um projecto que irá salvar vidas.

No final de cada exercício será feita um apuro do que cada empresa contribuiu e que será tornado público (se a empresa concordar, naturalmente!), a Hepaturix divulgará tudo o que se fez pois enquanto IPSS terá mesmo a obrigação de o fazer.

A visibilidade deste n/ projecto será a melhor forma de torná-lo cada vez maior e mais sólido.

Todas as empresas que a ele ficarem associadas, ficarão ligadas a algo fantástico sem com isso aumentarem as suas despesas e sem desviar as habituais contribuições para outras actividades de responsabilidade social!

A montante destes problemas tentarei resolver o problema dos seguros de responsabilidade civil dos cirurgiões e dos hospitais, algo que está esquecido e que ninguém resolve, mas que a lei obriga a que se encontre uma solução.

O meu alvo serão as nossas melhores empresas, as empresas amigas, os nossos amigos, os Hospitais, a Ordem dos Médicos, enfim todos aqueles que se possam identificar com a N/ causa.

Todos os Associados poderão contribuir direccionando pessoas e empresas para nós. O N/ site poderá também divulgar esta iniciativa.

Acreditem que se conseguirmos gerar fundos importantes tudo mudará.

Não podemos baixar os braços!

Caramba, temos de lutar com toda a força e o que é isto comparado com a luta que as crianças travam no bloco operatório?

Vitor Raimundo Martins
Agente Principal - Tlm: 96 421 5245


E COMO PODEMOS AJUDAR?

O primeiro objectivo é desligar a captação de receitas da lógica dos donativos. No fundo as empresas e os particulares não gastarão um cêntimo, isto é, fazendo os seguros no meu escritório, pagam o que pagariam noutro lado qualquer e nós canalizamos as receitas para a Hepaturix. A internet é um meio fantástico que nos permite fazer os seguros de qualquer entidade, em qualquer parte do país.

Cada seguro feito tem as suas formas próprias de pagamento sendo a mais usual através do MB. No final restará que sem qualquer sacrifício a tal entidade ajudou a Hepaturix.

No final de cada ano divulgaremos quem nos ajudou, etc, etc.

Se a coisa der certo, vai dar-nos algum poder, espero!

Agora é só divulgar os N/ contactos e começar a trabalhar!!

Vitor Raimundo Martins
Agente Principal - Tlm: 96 421 5245

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Corte nos incentivos aos transplantes pode "sabotar" a actividade

09/09/2011 - 08:18

A Hepaturix - Associação de Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas alerta em carta aberta ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, que o corte nos incentivos aos transplantes pode “sabotar” a actividade, o que classifica como “um crime”, avança a agência Lusa.

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.

Ouvido na quarta-feira na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro da Saúde assegurou que a actividade dos transplantes em Portugal não será posta em causa, independentemente dos cortes de verbas previstos para o sector.

No entanto, numa carta aberta hoje dirigida a Paulo Macedo, a Hepaturix refere que dar “menos incentivos aos hospitais” para a realização de transplantes e “não permitir a formação de equipas e a sua preparação é pura sabotagem”.

A associação faz um apelo para que a medida seja reequacionada: “Ainda estamos a tempo de não cometer um crime no que à Transplantação Hepática Pediátrica (THP) diz respeito”.

Segundo a associação, “transplantar uma criança é, na maioria dos casos, torná-la saudável, ou seja, se se quiser reduzir o valor da vida humana a números, gerar um trabalhador e consequentemente um contribuinte”.

No entanto, a Hepaturix recusa-se a reduzir o assunto a uma questão financeira e lança um desafio ao ministro.

“Há crianças em lista de espera que sofrem todos os dias. Quem tem coragem de, em nome da economia, decidir quais as que não devem ser transplantadas? Estará o senhor ministro, em consciência, disposto a assumir essa responsabilidade?”, questiona a associação.

Paulo Macedo reconheceu na quarta-feira que Portugal alcançou “patamares relevantes” a nível internacional na área dos transplantes, mas a generalidade das intervenções de 2010 “diminuiu relativamente a 2009 e o montante pago teve o valor mais elevado em 2009 e 2007”.

O ministro garantiu ainda que a redução dos incentivos é uma medida que estava proposta, só ainda não tinha ainda sido homologada, e responsáveis de dois dos maiores centros dizem que “a actividade vai continuar da mesma maneira”.


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/09-09-11/corte-nos-incentivos-aos-transplantes-pode-sabotar-actividade

terça-feira, 19 de julho de 2011

'Programa de Transplantação Hepática Pediátrica em Portugal' (retirado do blog Lutar até Viver)



Não se assustem com o post anterior, trata-se de ficção ao jeito de Orson Welles!

E se fosse verdade? Se um filho de um deputado estivesse neste momento com uma hepatite fulminante?!

Morreria!!

O Dr. Emanuel não está em Portugal...

Não há tempo para a enviar para Espanha, não há orgãos e seria necessário "estudar" os pais para uma situação de "dador vivo"!!

Alguém quer oferecer-se para organizar um envio de cartas aos deputados da AR a fazer-lhes esta pergunta: - e se o seu filho tivesse agora uma hepatite fulminante? 

Teriamos de ter uma lista de todos os deputados e ministros e cada pai e mãe de uma criança transplantada escreveriam uma carta a alguns, de forma a todos recebessem uma carta.

Simultaneamente seleccionavamos uma para ser colocada em dois ou três jornais! Que acham?

Também poderiamos criar um mail para ser passado em cadeia, para todos os portugueses e com a mesma pergunta...
 
Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/07/nao-se-assustem-com-o-post-anterior.html

'Programa de Transplantação Hepática Pediátrica em Portugal' (retirado do blog Lutar até Viver)



SOS = Ambulancia a caminho de Coimbra com criança que tem uma hepatite fulminante

Neste momento uma ambulancia de Lisboa, segue a caminho de Coimbra com uma criança de tenra idade e que está com uma hepatite fulminante.

A criança tem apenas 24 horas para ser submetida a um transplante hepático e é filha de um conhecido deputado da Assembleia da República.
 
Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/07/sos-ambulancia-caminho-de-coimbra-com.html

'Programa de Transplantação Hepática Pediátrica em Portugal' (retirado do blog Lutar até Viver)



O desespero de uma Mãe - coloco aqui este comentário a um dos "posts" anteriores

Anónimo disse... 
Eu sou uma mãe de um menino que têm atresia das vias biliares (um dos meninos indicados para fazer o transplante). Depois de todo o sofrimento que passamos a ver os nossos filhos sofrer, sentia muito mais força e segurança se fosse o Dr. Emanuel Furtado a fazer esta operação tão delicada que só ele sabe fazer. 

Só não percebo porque é que não deixam ele ser o responsável por toda a coordenação tanto a nivel material e meios humanos do serviço de transplantação em Portugal. porque não deixam actuar o que temos de bom (muito bom) em Portugal!!! deixam os pais destas crianças no clima de insegurança, a temerem pelo futuro dos nossos filhos. Eu sonho todos os dias em ler esta noticia "Dr. Emanuel responsavel pelo programa hepático pediatrico, volta a fazer transplantes no HUC".Por favor fazem os esforços todos para que o Dr. Emanuel, e não esquecer a Dr. Isabel para continuarem a ser eles a olharem pelos nossos filhos. 

Nota:
Cara Mãe, como eu a compreendo e sinto a sua (vossa) aflição! Há dias conversei com a Dra. Isabel e senti o mesmo desespero... e a revolta!! Para nós tudo isto é absurdo e incompreensivel, temos o direito à indignação, temos razões para nos revoltarmos e exigir ao Estado que resolva este problema de forma convincente!

Peço a todos os que acompanham este blog que nos ajudem a divulgar o seu conteudo, para que mais pessoas se indignem e mais pessoas exijam uma solução!
 
Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/07/o-desespero-de-uma-mae-coloco-aqui-este.html
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar