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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

“Eu Fumo, Tu Fumas” contra o fumo ambiental



A nova campanha da Direcção-Geral de Saúde quer alertar para a exposição ao fumo ambiental do tabaco.

A Direcção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo, pôs em marcha uma nova campanha uma campanha de publicidade e relações públicas para prevenção da exposição ao fumo ambiental do tabaco, com principal enfoque nas crianças e no risco a que estão expostas sempre que alguém fuma dentro de casa ou do carro.
A campanha Eu Fumo Tu Fumas, desenvolvida pela WOP e pela Corpcom, vai estar presente em televisão, rádio, imprensa e Facebook até final de Março.

FONTE AQUI

quinta-feira, 6 de março de 2014

DGS lança cartão de saúde para auxiliar pessoas com doenças raras nas urgências

05/03/2014 - 08:54

Um cartão de saúde para pessoas com doenças raras, contendo informação clínica essencial para que em situação de emergência os médicos saibam que procedimentos adoptar sem os pôr em risco, está pronto a ser disponibilizado para todo o país, avança a agência Lusa, citada pelo jornal i.

O Cartão da Pessoa com Doença Rara (CPDR) foi concebido pela Direcção-geral da Saúde (DGS) e desenvolvido pela SPMS (Serviços Partilhados do Ministério da Saúde), de forma a ser acedido através dos portais da PDS – Plataforma de Dados da Saúde, disse esta segunda-feira à Lusa fonte do Ministério da Saúde.

Este cartão transmite a informação clínica mínima essencial, servindo de protecção e segurança clínica dos doentes e simultaneamente de auxílio na boa prática clínica da equipa terapêutica que os atende em situação de emergência ou urgência.

A necessidade de criar um cartão deste tipo surgiu da avaliação do “elevado risco a que se submetem as pessoas com doença rara, quando acorrem a um serviço de urgência, por natural e geral desconhecimento dos clínicos sobre os cuidados e terapêuticas a que se podem submeter estes doentes, devido à raridade ou extrema raridade de muitas destas doenças”.

A disponibilidade da requisição do CPDR em formato electrónico permite maior rapidez e eficácia na emissão do cartão, acrescenta fonte do gabinete do ministro.

Assim, o Cartão da Pessoa com Doença Rara destina-se a assegurar que os diferentes profissionais têm acesso a informação sobre a doença, sobre a situação clínica do doente e sobre recomendações de actuação específica de urgência.

Outro objectivo deste cartão é melhorar a continuidade de cuidados, evitando a demora, o erro, intervenções nefastas e possibilitando o rápido contacto com o médico assistente do doente, devidamente identificado no Cartão.

Por fim, o cartão visa ainda facilitar o encaminhamento rápido e adequado, em situação de emergência ou urgência, para a instituição de referência que habitualmente segue o doente.

Para obter o CPDR, o doente terá de o solicitar junto dos médicos de hospitais públicos, designadamente naqueles onde é seguido habitualmente.

O processo implica que o médico aceda à Plataforma de Dados de Saúde e esteja habilitado pela sua direcção clínica para o efeito e que o utente esteja inscrito no Portal do Utente.

Sempre que exista alteração clínica que o justifique, será reiniciado o processo de emissão de novo cartão, sendo anulado o anterior com a respectiva informação.

A DGS e a SPMS deram início, a 3 de Dezembro, aos testes sobre a nova funcionalidade que permite a requisição do CPDR.

Os ensaios decorreram em seis instituições: Centro Hospitalar do Norte, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, Centro Hospitalar de São João, Centro Hospitalar do Porto e Centro Hospitalar do Alto Ave.

Desde do início do projecto foram activados 51 cartões, dos 137 requisitados.

A classificação “doença rara” é atribuída a doenças com uma prevalência não superior a cinco indivíduos por cada 10 000 habitantes da União Europeia.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Portugal - Hospitais privados obrigados a ser dadores de órgãos para transplantes

09/12/2013 - 09:52

Existem 34 hospitais no país que são dadores de órgão para transplantes, ou seja, são unidades que estão obrigadas a identificar potenciais dadores e a mantê-los ventilados pelo menos durante 24 horas até ser possível a colheita. Uma directiva europeia obrigou a que todas as unidades com ventilação tenham que ser dadoras, incluindo as privadas, avança o jornal Público.

Em resultado da legislação, o número de hospitais vai subir para 48, havendo pela primeira vez unidades privadas na lista, referiu ao Público a coordenadora nacional de transplantação, Ana França.

A responsável reconhece que a diminuição do número de hospitais dadores para 34 demonstra “algum desinteresse [pela actividade]”. Em 2000, quando houve um pico da actividade de transplantação, eram 40 unidades. Mas a responsável anuncia que entre os 48 hospitais passarão a estar os hospitais privados da Luz e Lusíadas, em Lisboa, e o Hospital da Arrábida, no Porto.

Nunca tinha sido feita colheita de órgãos num hospital privado, diz.

A directiva europeia de 7 de Julho de 2010, transposta para a legislação nacional em Junho deste ano, obriga a que “todos os estabelecimentos que disponham de cuidados de suporte ventilatório” estejam obrigados “à imediata disponibilidade para a realização de colheita de órgãos.”

A responsável afirma que aquelas 48 unidades já deram a sua concordância, faltando apenas a autorização da Direcção-Geral da Saúde. Ana França não tem estimativas quanto ao número de órgãos que serão colhidos em unidades privadas, mas diz que “nem que dêem um dador por ano já representa mais órgãos”. Na sua opinião, está-se a assistir a uma inversão da descida de transplantes, notando que “em Outubro houve mais 20 dadores do que em igual período do ano passado”.

.O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Fernando Macário, lamenta que actualmente haja hospitais com condições para fazer colheita mas que não estão inscritos para o fazer, apontando o caso dos hospitais privados que têm unidades de cuidados intensivos. A directiva que veio impor esta obrigatoriedade prevê, no caso de incumprimento, apenas 700 euros de penalização, explica. Ora, o responsável diz que o valor da penalização é baixo, podendo as unidades aceitar pagar, se isso for mais rentável do que aquilo que receberão do Estado.

Longe vão os tempos em que Portugal estava quase no topo das tabelas de transplantes a nível mundial, juntamente com a Espanha. Em 2000, tinha um rácio de 31 transplantes por milhão de habitantes. De há quatro anos para cá estes números tem vindo a descer, admite Ana França. O Ministério da Saúde pediu que se tentasse perceber as razões e em Junho último o secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, fez um despacho com várias recomendações para tentar inverter essa tendência.

Fernando Macário nota que, de entre as recomendações, avançou a regulamentação da lei que vai permitir o transplante em dadores de coração parado, uma vez que actualmente apenas se faz em Portugal transplantes com dadores em morte cerebral. “O resto está quase tudo no papel ou está a caminho”, disse, admitindo que “não são coisas que se façam de um dia para o outro”.

Um dos problemas apontados no relatório para explicar a diminuição da transplantação de órgãos mantém-se: a falta de camas em cuidados intensivos, nota o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, Ricardo Matos. Em Portugal, há cerca de 55 unidades de cuidados intensivos com um total de cerca de 500 camas, o que dá um rácio de cinco camas por 100 mil habitantes, “um número baixo”. Na União Europeia, ronda as 14, nota. É nestas unidades que é feita a identificação de dadores, a sua manutenção durante pelo menos 24 horas e depois o diagnóstico de morte cerebral que precede a colheita.

O número de camas já é exíguo para acolher pessoas que foram operadas, que tiveram uma pneumonia, politraumatizados. Agora são também necessárias para acolher os dadores, nota. Com o envelhecimento da população, “a sobrecarga dos serviços é cada vez maior”, diz o médico. A este factor junta-se a escassez de médicos especialistas em Medicina Intensiva, muitos à beira da idade da reforma. Depois, o responsável diz que todos os médicos nesta área “sabem o seu dever, mas estão sobrecarregados. Como em qualquer outra profissão, é necessário que se esteja motivado”.

Famílias têm de pagar transporte

É apenas um exemplo, mas se uma pessoa entra em morte cerebral num hospital no Alentejo e tem que ser transferida para um hospital em Lisboa para se manter ventilado numa unidade de cuidados intensivos e assim poder ser dador de órgãos, é a família que depois tem que pagar o transporte do cadáver de volta ao seu local de origem. “Era lógico que os encargos decorrentes desta transferência fossem do Estado. A lei devia protegê-los”, critica o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Transplantação, Fernando Macário.

O problema tinha sido identificado no relatório que estudou as causas da diminuição das colheitas e transplantação de órgãos, elaborado por um grupo de trabalho e divulgado em Maio. Falava-se “de problemas sociais dos familiares para suportar encargos das cerimónias fúnebres nos casos em que o dador permanece em hospitais distantes do seu local de origem, apenas para se proceder à colheita de órgãos”. Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, Ricardo Matos, “para algumas famílias, pagar o transporte de um cadáver a distâncias de 40 a 50 quilómetros pode ser uma despesa grande no orçamento”.

Embora a lei não obrigue a que a família concorde que o seu familiar se torne dador de órgãos, “existe um consenso na comunidade médica de que se as famílias se opuserem, a sua vontade é respeitada”. O número de recusas é muito baixo, podem ser uma em 50, admite, mas “as pessoas manifestam que esse é um aspecto [os custos do transporte] que as penaliza”. “Tem que se encontrar uma solução justa e equilibrada que não penalize as famílias”. O médico sublinha que com o transplante de órgãos há pessoas que podem voltar ao trabalho por receberem um órgão.

“Se há um ganho económico da sociedade com a transplantação, então por que é que a família tem que ser penalizada?”.

A coordenadora nacional de transplantação, Ana França, nota que a taxa de recusa das famílias é muito baixa, rondará 1%, entendendo que os custos de transporte não são razão para recusa. De qualquer forma, diz que, com o aumento de hospitais que passam a fazer colheita de órgãos, as pessoas deixam de precisar de ser transferidas para unidades mais afastadas. Um dos problemas detectados no relatório de Maio era a falta de médicos nos hospitais mais pequenos com competência para declararem a morte cerebral. A responsável diz que estão a resolver o problema criando um grupo de médicos habilitados que vão passar a ir aos hospitais mais pequenos para permitir colheitas em mais unidades.

FONTE

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Higiene das mãos: dois terços dos profissionais de saúde aderiram a campanha (Portugal)


07/05/2012 - 08:46

Dois terços dos profissionais de saúde aderiram à campanha de higiene das mãos, lançada há três anos nas unidades de saúde, mas há hospitais onde a adesão é de apenas 19 por cento, segundo uma especialista da DGS, citada pela agência Lusa.

“A taxa de adesão global nacional é de 66%, o que é bastante bom, porque se não fizermos nenhuma intervenção esta taxa raramente excede os 50%”, disse à Lusa a chefe da Divisão de Segurança do Doente, da Direcção-geral da Saúde, a propósito do Dia Mundial da Higiene das Mãos, que se assinalou no sábado.

Portugal aderiu em Outubro de 2008 a esta campanha, promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com vista a prevenir infecções entre os doentes e os profissionais do sector.
Cristina Costa adiantou que os resultados da campanha foram “bastante positivos”, com mais unidades de saúde e profissionais a aderir.

A taxa de adesão dos enfermeiros é mais elevada, mas, desde o início da campanha, esta taxa tem vindo a aumentar em todos os grupos profissionais.

“A taxa de adesão dos médicos, por várias razões, não é tão boa como a dos enfermeiros, mas é um problema que também se passa a nível internacional”, observou, defendendo a necessidade de desenvolver estratégias para levar os médicos a aderirem mais.

Há muitas unidades de saúde interessadas em participar na campanha e o “grande investimento” que tem sido feito pelas que já aderiram tem tido resultados “bastante positivos”.

Contudo, lamentou, ainda há unidades de saúde com taxas de adesão dos profissionais à higiene das mãos de 19%, enquanto há outras com 86%.

Relativamente aos casos em que a adesão é muito baixa, Cristina Costa afirmou que é preciso analisar o que está a falhar nas cinco componentes da estratégia da OMS.

“É a formação que não estamos a fazer, é a solução anticéptica de base alcoólica que não está colocada nos locais de prestação de cuidados, é a avaliação que não é feita de forma adequada ou é a unidade de saúde que não tem uma cultura de segurança?”, questionou.

Cristina Costa adiantou que é necessário haver instrumentos para que “as unidades de saúde avaliem o seu próprio desempenho, identifiquem as áreas que não estão a funcionar em pleno e definam as medidas que têm de ser implementadas para melhorar”.

O Relatório da Primavera 2011 do Observatório Português dos Sistemas de Saúde refere que a taxa de prevalência nacional de Infecção Associada aos Cuidados de Saúde subiu de 8,7% em 2003 para 9,8% em 2009.

“Em 2009, com a implementação da campanha, conseguimos reduzir em 4% a taxa de estafilococos aureus, um microrganismo relacionado com as infecções associadas aos cuidados de saúde e que causa grande problemas, mas em 2010 voltámos a aumentar”, lamentou a médica.

Esta situação significa que é necessário “fazer mais investimento na promoção da higiene das mãos, uma prática que é simples, mas que não é fácil de pôr em prática”.

A responsável da DGS anunciou que, este mês, vai ser realizado, pela primeira vez, um estudo de prevalência de infecção europeu em que Portugal vai participar.

O estudo irá permitir ter dados comparáveis com outros países porque a metodologia utilizada é a mesma.

O trabalho vai decorrer nos hospitais e, simultaneamente, será realizado outro estudo nos cuidados continuados com um protocolo diferente, adiantou.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/07-05-12/higiene-das-maos-dois-tercos-dos-profissionais-de-saude-aderiram-campanha

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Portugal Doenças respiratórias, diabetes e tabagismo serão coordenadas pela DGS

As doenças respiratórias, a diabetes e o tabagismo são áreas prioritárias para a Direcção-geral da Saúde (DGS), a par da sida e da tuberculose, que vão passar a ser coordenadas por este organismo, anunciou o director-geral Francisco George, citado pela agência Lusa.

Até agora existiam, integradas no extinto Alto Comissariado da Saúde, as coordenações nacionais para a sida, saúde mental, doenças oncológicas e doenças cardiovasculares, que passaram para a tutela da DGS.

“A Direcção-geral da Saúde será reorganizada de forma a poder acolher os novos programas”, mas também “fazer com que a coordenação entre todos os programas sejam uma realidade”, disse Francisco George, à margem da apresentação, em Lisboa, do “Movimento é melhor saber”, uma plataforma que reúne várias organizações que intervêm no terreno na luta contra a sida.

Assim terá “programas prioritários, onde se encontram os actuais, mas também outros que vão merecer especial atenção, nomeadamente as doenças respiratórias crónicas, a diabetes e o tabagismo, que vão ser alvo de medidas de reforço na perspectiva de mais prevenção e controlo”, explicou.

Francisco George assegurou, durante a sua intervenção na apresentação do movimento, que “há condições para melhorar o trabalho”, sublinhando que estas medidas não resultam de “limitações orçamentais”.

“Há razões de qualidade do trabalho que se quer imprimir”, nomeadamente “mais interacção entre os programas”, como o da sida e da tuberculose para recuperar alguns indicadores, colocando-os aos níveis de outros países europeus, adiantou.

Relativamente à sida, o director-geral da Saúde assegurou que não há qualquer limitação que impeça o desenvolvimento dos trabalhos de prevenção e controlo da doença.

“Há problemas de saúde pública que serão sempre resolvidos e que não terão limitações orçamentais”, sustentou, salientando que foi atribuída “prioridade ao controlo e prevenção do VIH/Sida”.

“Não há neste momento qualquer mudança em relação ao programa, que vai continuar, e os compromissos de Portugal serão cumpridos”, rematou.
fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/16-12-11/doencas-respiratorias-diabetes-e-tabagismo-serao-coordenadas-

terça-feira, 29 de março de 2011

Especialistas juntam esforços no combate à asma





Livro apresentado hoje dá directrizes para o tratamento da doença que mata, por ano, 100 pessoas em Portugal.

Para ajudar os médicos na gestão do doente com asma grave, 14 especialistas juntaram esforços e elaboraram as primeiras orientações nacionais para a terapêutica da doença num livro que é hoje apresentado em Lisboa.

Com a chancela da Direcção-Geral de Saúde, a obra sugere uma abordagem geral ao doente desde o diagnóstico.

A asma é uma doença alérgica, crónica, que diminui a qualidade de vida dos doentes e pode causar a morte. Mas é facilmente controlável. Em Portugal, são cada vez mais as pessoas afectadas. A sensibilização para o tratamento é de extrema importância, até porque muitos doentes abandonam a medicação.

“Têm um bocadinho de receio de efeitos secundários e de se tornarem dependentes. Há uma série de estigmas que fazem com que os doentes tendam a não cumprir a medicação crónica”, revela à Renascença Ana Todo Bom, uma das autoras do livro, salientando a importância de começar o tratamento logo nos primeiros anos de vida.

“Temos que explicar aos pais diferenças dos sintomas e como é que deverão actuar. Agora, se as pessoas não tiverem essa disponibilidade, vão ter de continuar a correr às urgências, com todos os riscos e aspectos negativos associados a essa prática”, critica esta médica dos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC).

Outro factor a ter em atenção é a componente genética: “Se um pai é asmático, tem um risco acrescido de ter um filho asmático, se forem os dois [pai e mãe], esse risco acresce ainda mais, se tiver um irmão asmático, mais ainda. Há uma prevalência acrescida em famílias com doentes asmáticos”, explica.


100 pessoas morrem por ano em Portugal "Em Portugal, morrem anualmente cerca de 100 pessoas por asma. É um número muito reduzido quando se compara com outros países, mas continuam a ser muitos os milhares de pessoas que são internadas por asma e é aí que temos de fazer melhor", afirma Mário Morais de Almeida, presidente da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC).

Embora a mortalidade tenha vindo a diminuir muito em Portugal, "ao nível do internamento pode fazer-se melhor", considera o especialista, que chama ainda a atenção para os custos da doença, que incidem nos doentes mais graves.

"Serão 5 a 10% de todos os asmáticos, mas serão responsáveis por mais de 50% dos custos da doença", que totaliza várias centenas de milhares de euros por ano, afirma.

Estes custos podem ser reduzidos: "Se um asmático estiver a ser bem controlado e em tratamento" reduz-se, no caso das crianças, as faltas na escola e os pais deixam de faltar ao trabalho.

O livro que hoje é lançado é dirigido, sobretudo, aos profissionais, que o poderão utilizar como “manual de procedimentos”. A obra vai estar em cima da mesa do 2º Congresso Internacional das Sociedades de Alergologia do Sul da Europ, que se realiza de 31 de Março a 2 de Abril, no Estoril.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Absurdo!!!

Taxas: atestado de incapacidade de pessoas com deficiência é pago


O director-geral de Saúde reafirmou que a instrução de processo de avaliação de incapacidade de pessoas com deficiência está "isenta de pagamento", mas confirma que em caso de necessidade de atestado há "lugar ao pagamento", avança a agência Lusa.

Francisco George emitiu na noite de quinta-feira uma "nota explicativa" sobre o Decreto-Lei n.º 8/2011, de 11 de Janeiro, que actualiza os valores do pagamento da actividade desenvolvida pelos médicos de Saúde Pública no âmbito das suas competências como autoridade de Saúde.

O responsável começa por referir que, quanto ao atestado multiuso de incapacidade em junta médica, aquele "decreto isenta o pagamento da instrução de processo de avaliação de incapacidade de pessoas com deficiência ou outras patologias para acesso a benefícios fiscais e de outra natureza".

Mas acrescenta que, havendo necessidade ou pretensão de um atestado, "neste caso haverá lugar ao pagamento da actividade desenvolvida pelos serviços especializados de saúde pública".

Segundo o titular da Direcção-geral de Saúde, "estes atestados destinam-se exclusivamente à obtenção de benefícios fiscais e outros (por exemplo: aquisição de viatura isenta de imposto automóvel, estacionamento exclusivo, benefícios bancários, isenção do imposto de circulação)".

Relativamente aos estabelecimentos de restauração ou de bebidas, esclarece que, nos termos de um diploma anterior, "está prevista a consulta das autoridades de Saúde para verificação do cumprimento de normas de higiene e saúde públicas, no âmbito do Regime Jurídico de Urbanização e Edificação, para o efeito de emissão de parecer prévio necessário para o licenciamento municipal".

"A intervenção dos delegados de Saúde nesta área está ainda prevista nos termos do regime especial para serviços de restauração ou de bebidas ocasionais e ou esporádicos, sob a forma de vistoria", acrescenta.

Assim sendo, adianta o director-geral – "encontram-se em vigor todas as normas que implicam a intervenção das autoridades de Saúde e daí a existência das respectivas taxas pelos serviços prestados e a sua actualização".

Por outro lado, o titular da Direcção-geral de Saúde diz que a vacina contra a febre-amarela é "um acto de protecção individual de viajantes para áreas onde a doença é endémica". E acrescenta: "Quem vive em Portugal não tem necessidade desta vacina", que "é válida por 10 anos".

Atestados médicos e vacinas internacionais ficam mais caros a partir de segunda-feira, segundo um diploma publicado na terça-feira em Diário da República que actualiza taxas de serviços de saúde pública que se mantinham inalteradas desde 1982.

Assim, quem for vacinar-se contra a febre-amarela, a encefalite japonesa, a febre tifóide, a meningite tetravalente e a raiva vai ter de pagar uma taxa que pode custar 50 ou 100 euros e que actualmente é inferior a um euro.

Os atestados médicos passados por uma autoridade de saúde ou por um profissional de saúde pública, que custavam menos de um euro, também passam a custar, a partir de segunda-feira, 20 euros e os chamados “atestados multiuso de incapacidade em junta médica” 50 euros. Já um “atestado em junta médica de recurso” passa a ter o preço de 100 euros.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/11489/15/Taxas-atestado-de-incapacidade-de-pessoas-com-deficiencia-e-pago.html

domingo, 24 de outubro de 2010

DGS com site sobre doenças respiratórias


A Direcção-Geral da Saúde lançou um site sobre doenças respiratórias, que tem como objectivo a divulgação de informação sobre esta problemática de forma clara e simples, avança o site iGov.

O site está dividido em três áreas diferentes: Especialistas em Ciências da Saúde, Doente e Educadores e Crianças, estando a informação disponibilizada adaptada aos diferentes públicos-alvo.

Na área para educadores e doentes, é possível aceder a 11 pequenos livros digitais sobre as doenças respiratórias, assim como obter informação complementar em formato vídeo.

Para as crianças, o site disponibiliza livros infantis que explicam as questões relacionadas com as doenças respiratórias, e que surgem através de animações.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/10334/15/DGS-com-site-sobre-doencas-respiratorias.html

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vacina antigripe fica disponível nos primeiros dias de Outubro 2010




Chegam nos primeiros dias de Outubro às farmácias, centros de saúde e hospitais, os primeiros lotes de um milhão e 800 mil vacinas contra a gripe. Nesta época e nos dois anos seguintes, 330 mil idosos carenciados podem recebê-la gratuitamente nos centros de saúde, avança o Jornal de Notícias (JN).

Para a época gripal deste Outono/Inverno, as autoridades de saúde deram indicações à Indústria Farmacêutica e farmácias para o aprovisionamento de um milhão e 800 mil vacinas contra a gripe sazonal. O número não é muito diferente dos stocks de épocas anteriores à perturbação causada pela gripe A, no ano passado.

As autoridades de saúde mantêm a possibilidade de uso de uma parte das vacinas compradas para a pandémica (monovalente, pois a estirpe nela usada é a H1N1). No entanto, a Direcção-Geral de Saúde (DGS) indicou ao JN, através de Ana Leça, directora da Divisão dos Serviços de Prevenção e Controlo da Doença, as recomendações sobre quem a deve tomar “ serão emanadas posteriormente.”

Em Agosto, Ana Jorge referiu apenas que se irá “manter a vacinação com a vacina monovalente para pessoas com mais de seis meses e que não tenham indicação para a trivalente.” A primeira será “distribuída gratuitamente através dos centros de saúde.”

Recorde-se que, no ano passado, foram compradas seis milhões de doses de vacina contra a gripe A, mas houve renegociação, tendo sido entregues apenas dois milhões e aplicadas cerca de 700 mil. Um milhão das monovalentes encomendadas foi convertido na entrega faseada por três anos de 330 mil vacinas “actualizadas” quanto às estirpes, que na época se avizinha são três.

Para este ano foi fabricada uma vacina trivalente, que integra três estirpes: a H3N2, a B e a que emergiu no ano passado lançando os alarmes de pandemia, a H1N1.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Calor: DGS alerta para cuidados especiais para crianças, idosos e doentes crónicos

Calor: DGS alerta para cuidados especiais para crianças, idosos e doentes crónicos


A Direcção Geral de Saúde (DGS) alertou sexta-feira a população e as entidades responsáveis para a necessidade de se tomarem cuidados especiais, particularmente as pessoas mais vulneráveis ao calor, como as crianças, idosos e doentes com patologias crónicas, avança a agência Lusa.

Vários distritos estão em alerta amarelo devido ao registo de temperaturas máximas acima dos valores habituais para a época, o que, segundo a DGS, pode provocar "efeitos nefastos na saúde".

Assim, a DGS recomenda às pessoas mais vulneráveis ao calor a ingestão de água ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar – evitando bebidas alcoólicas e outras com elevados teores de açúcar –, procurar ambientes frescos, evitar esforços físicos e também a exposição directa ao sol entre as 11:00 e as 17:00.

Quanto ao vestuário, deverá ser utilizada roupa solta, cobrindo a maior parte do corpo, chapéu de abas largas, óculos com protecção contra radiação UVA e UVB e protector solar com factor igual ou acima a 30.

"As pessoas que sofram de doença crónica ou estejam a fazer uma dieta com pouco sal ou com restrições de líquidos devem aconselhar-se e seguir as recomendações específicas do seu médico", acrescenta a DGS, em comunicado divulgado esta sexta-feira.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/8319/15/Calor-DGS-alerta-para-cuidados-especiais-para-criancas-idosos-e-doentes-cronicos.html

terça-feira, 27 de abril de 2010

Participe no processo de criação da Rede Nacional de Centros de Referência para Doenças Raras até 30 de Abril de 2010.

Participe no processo de criação da Rede Nacional de Centros de Referência para Doenças Raras até 30 de Abril de 2010.

 
 
 
  Vai iniciar-se o processo de criação da Rede Nacional de Centros de Referência para Doenças Raras (CRDR) que, segundo o Programa Nacional para Doenças Raras, será essencial para um mais completo e eficaz apoio a pessoas com doenças raras e seus familiares.
O objectivo dos CRDR passa por optimizar a capacidade de diagnóstico, de tratamento, de informação e de apoio social a pessoas doentes e familiares afectados por este tipo de patologias.
Para que estas estruturas sejam bem sucedidas, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) irá promover uma série de reuniões de audição sobre o modelo a adoptar.
Para além de apelar à participação nestas reuniões, que envolverão, entre outros, médicos, equipas hospitalares, investigadores, associações de doentes e indústria farmacêutica, a DGS convida todos quantos queiram expressar as suas sugestões sobre esta matéria, a participar através de e-mail, até 30 de Abril de 2010, para o seguinte endereço: draras@dgs.pt.
Reuniões de Audição:
  • 14 de Abril - 14h30 - Hospital Dona Estefânia - Reunião com médicos, equipas hospitalares e membros do Conselho de Administração dos hospitais
  • 15 de Abril - 14h30 - Infarmed - Reunião com a indústria farmacêutica
  • 20 de Abril - 14h30 - INSA - Reunião com sociedades científicas, investigadores e universidades
  • 22 de Abril - 11h00 - Hospital Garcia de Orta - Reunião com associações de doentes.

Para saber mais, consulte:

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/politica+da+saude/discussao/doencas+raras.htm

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Testemunho de um Transplantado Pulmonar - Filomena Carvalho


Filomena Carvalho com 48 anos tinha uma fibrose pulmonar e foi enviada pelo hospital de S. Marcos de Braga, pelo Dr. João Cunha, para o Hospital J. Canalejo na La Corunha.

Esteve cerca de um ano a viver na Corunha: Chegada a 28 Outubro 2007; Entrada em Lista de Espera em 18 Dezembro de 2007; Transplante a 14 de Setembro de 2008 e a Alta Hospitalar foi em 19 Dezembro 2008.

Já voltou a Portugal e, neste momento, as revisões estão ser feitas de 2 em 2 meses, deslocando-se entre os 2 países numa ambulância da Cruz Vermelha.

Tem uma filha de 17 anos que, tal como todos os filhos vitimas destas situações, sofreu muito - "Ficou em casa de uma tia, teve um problema de tiróide e não passou o ano. Só agora está cada vez mais tranquila ao ver as milhas melhoras graças ao Transplante Pulmonar" - conta Filomena.

Casada há 18 anos, é o seu marido - Alfredo Parente - de 43 anos que a acompanha nestas viagens para as revisões médicas.

Recorda como ficou a oxigénio no ano de 2005, sem baixa por doença e em cadeira de rodas - "São momentos muito duros" - "desabafa - "Cheguei a pagar 300€/mês para ter direito ao oxigénio liquido (1*ver nota em rodapé) - "A minha outra irmã teve que se desempregar para estar comigo enquanto aguardava pelo dia do Transplante" - "Ficámos em casa da D. Pilar - uma pessoa incrivelmente boa! É ela que recebe quase todos os portugueses quando já não podem esperar pelo Transplante no Hotel de Pacientes (2*ver nota em rodapé).

Muitos portugueses optam pela conhecida "casa da D. Pilar" - comenta Filomena - "Onde se sentem muito apoiados e quase em família" - "Neste momento estão 5 portugueses em casa da D. Pilar e respectivos acompanhantes".

Aproveito para vos dizer que também conheço a D. Pilar e que farei também uma mini-reportagem sobre esta fantástica mulher - uma pessoa com uma experiência de vida também única e com a qual todos temos muito a aprender.

NOTAS DE RODAPÉ:

Aproveito este testemunho para deixar aqui 2 alertas:


1* - O oxigénio liquido (para mochila portátil) fornecido pela Gasin e Vital Aire, só é grátis para determinados regimes de saúde; outros infelizmente têm que ser pagos.

Estive outro dia no "Dia do não fumador" e foi entregue nas mãos do Director Geral da DGS uma petição por escrito para o Governo repensar esta situação.

2* - O Hotel de Pacientes - O tempo médio permitido de permanência no hotel são 2 meses - normalmente o tempo necessário para todo o tipo de testes até se receber uma carta a dizer que formalmente está em lista de espera para o Hospital J. Canalejo e que não pode sair da Corunha até ao dia da alta médica - Após estes 2 meses é necessário procurar uma pensão, um quarto, etc que esteja perto do hospital e onde vão fornecer o oxigénio. Esta é uma situação prevista quando um paciente vai para a Corunha e o próprio hospital de origem já está devidamente informado sobre o que tem que fazer e as despesas que tem que pagar ao paciente e acompanhante.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Direcção-Geral da Saúde Circular Normativa Campanha de vacinação contra a infecção pelo virus da Gripe A (Fonte DGS 23.10.2009)


Direcção-Geral da Saúde Circular Normativa
Assunto: Campanha de vacinação contra a infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1)2009 N.º: 17/DSPCD DATA: 14/10/09 Para: Todos os médicos e enfermeiros Contacto na DGS: Dr.ª Ana Leça
Introdução
A vacina contra a infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1)2009 foi aprovada, para uso na Europa, pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e pela Comissão Europeia, em Setembro de 2009.
A aquisição da vacina pandémica está prevista no Plano de Contingência Nacional do Sector da Saúde para a Pandemia de Gripe (Direcção-Geral da Saúde, 2007)1, no âmbito da Reserva Estratégica de Medicamentos.
Por Resolução de Conselho de Ministros2, foi autorizada a aquisição de seis milhões de doses, para a vacinação, em regime de campanha, de 30% da população residente.
Foi adquirida a vacina Pandemrix®, para vacinação com duas doses3, prevendo-se que o fornecimento e a distribuição sejam efectuados de forma faseada ao longo dos primeiros meses da Campanha.
A Campanha de Vacinação terá início no dia 26 de Outubro de 2009.
1. Norma 1.1. Finalidade e objectivos A principal finalidade da Campanha de Vacinação é reduzir a probabilidade de ocorrência de casos graves e a taxa de letalidade.
A vacinação, destinada a uma população-alvo superior a 3 milhões de pessoas4 (30% da população), tem por objectivos a protecção dos cidadãos mais vulneráveis, de modo a reduzir a morbilidade e a mortalidade, assegurar a continuidade dos serviços fundamentais e, ainda, reduzir a transmissão e a velocidade de expansão da doença (Quadro I).
1 Acessível em http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i010835.pdf 2 Resolução do Conselho de Ministros nº 61/2009 (Diário da República, 1.ª série, n.º 140, de 22 de Julho de 2009) 3 Qualquer alteração a esta recomendação levará à revisão desta circular 4 Atendendo a que a dose infantil é metade da dose de adulto.
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1
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Quadro I – Objectivos da vacinação e respectiva população-alvo
Objectivos
• Proteger os cidadãos mais vulneráveis devido: -ao risco acrescido de desenvolverem complicações -à maior probabilidade de adquirirem infecção
• Assegurar os serviços essenciais vacinando os profissionais: -de saúde -de outros sectores relevantes para a sociedade
1.2. Grupos-alvo para a vacinação Tendo em atenção o risco para o desenvolvimento de complicações pós-infecção, bem como o desempenho de funções essenciais e a disponibilidade de vacinas, foram definidos5, por ordem decrescente de prioridade para a vacinação, três grupos-alvo: A, B e C, descritos no Anexo 1.
Uma vez que na primeira remessa de vacinas estarão disponíveis apenas 48 000 doses, foi necessário definir, dentro do Grupo A, os primeiros cidadãos a vacinar (prioritários), em função da sua vulnerabilidade e/ou do seu papel vital na resposta à pandemia. Assim, a vacinação será iniciada pelos subgrupos discriminados no Anexo 1 – Grupo A, fase 1.
Apesar de os fornecimentos serem faseados, a estratégia vacinal prevê que seja garantida a administração das segundas doses 3,6 .
Após a vacinação do Grupo A com 2 doses, ou em simultâneo, iniciar-se-á a vacinação do Grupo B, com o objectivo de proteger o maior número de pessoas elegíveis, o mais rapidamente possível.
É necessário ter ainda em atenção que, em cada mês, cerca de 9 000 grávidas transitam do 1.º para o 2.º trimestre da gravidez e que devem ser vacinadas.
2. Informação sobre a vacina 2.1. Indicações, contra-indicações e precauções 2.1.1. Indicações Na profilaxia da gripe em situação de pandemia, a vacina está indicada para pessoas com idade 6 meses.
Recomenda-se a sua administração a grávidas com tempo de gestação superior a 12 semanas.
5 Proposta efectuada com base na opinião de peritos da DGS, da Comissão Técnica de Vacinação, de Sociedades Científicas e de outros peritos, nomeadamente de Obstetrícia 6 O cronograma definitivo da Campanha de vacinação será posteriormente divulgado. O cronograma provisório foi remetido por oficio às ARS e às DRS dos Açores e da Madeira.
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A vacina é, também, recomendada para as mulheres que amamentam e para as crianças com idade 6 meses, desde que cumpridos os critérios de inclusão nos grupos-alvo (ver 1.2).
Um diagnóstico prévio de gripe (H1N1)2009, baseado apenas em critérios clínicos, sem confirmação laboratorial, não contra-indica a vacinação.
2.1.2. Contra-indicações e precauções A vacinação não é recomendada a crianças de idade <6 href="mailto:geral@dgs.pt">geral@dgs.pt
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2.3. Descrição da vacina • A vacina contra a infecção pelo vírus da gripe pandémica (H1N1)2009 adquirida por Portugal tem a designação comercial de Pandemrix®; • É uma vacina inactivada de viriões fragmentados com adjuvante AS03, composto por esqualeno, DL-!-tocoferol e polissorbato 80; • É constituída (Figura 1) por uma suspensão (antigénio) e por uma emulsão (adjuvante). A suspensão é um líquido opalescente claro e a emulsão é um líquido esbranquiçado homogéneo. A mistura tem o aspecto de uma emulsão esbranquiçada; • Contém traços residuais de proteína do ovo, ovalbumina, formaldeído, sulfato de gentamicina e desoxicolato de sódio; • Após a mistura da emulsão (adjuvante) com a suspensão (antigénio), obtém-se o volume de 5ml, correspondente a 10 doses. Uma dose (0,5 ml) contém: . viriões fragmentados, inactivados com conteúdo antigénico equivalente à estirpe-tipo A/California/7/2009 (H1N1)v (X-179A), propagado em ovos -3,75 microgramas de hemaglutinina; . 5 microgramas de tiomersal 7. 2.4. Instruções para a preparação da vacina A Pandemrix® apresenta-se em dois recipientes (Figura 1):
• Suspensão: frasco multidose (10 doses) contendo o antigénio. • Emulsão: frasco contendo o adjuvante para as 10 doses. O adjuvante (emulsão) e o antigénio (suspensão) têm de ser misturados antes da administração da vacina.
Antes de misturar os dois componentes, a emulsão e a suspensão devem ficar à temperatura ambiente, ser agitados e inspeccionados visualmente para verificar a eventual existência de qualquer matéria ou aparência anormais.
Preparação da vacina
1. A vacina é misturada retirando com uma seringa/agulha o conteúdo do frasco da emulsão (adjuvante) e adicionando-o ao frasco da suspensão (antigénio); 2. Após a adição da emulsão à suspensão, a mistura deve ser bem agitada. A mistura tem o aspecto de uma emulsão esbranquiçada; 3. O volume de Pandemrix (5 ml), após a mistura, corresponde a 10 doses de vacina, que devem ser usadas no período de 24 horas e mantidas a temperatura <25ºc href="http://www.infarmed.pt/portal/pls/portal/docs/1/21443.PDF">http://www.infarmed.pt/portal/pls/portal/docs/1/21443.PDF)
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. No frasco da mistura multidose, adapta-se uma agulha de 20 gauge e vai-se retirando para seringas de 2 ml (ou de 1 ml para as doses de 0,25 ml para as crianças "9 anos) o número de doses individuais necessárias para várias administrações sucessivas, idealmente, as 10 doses (esgotando o frasco); . Se o número de doses retiradas não esgotar o frasco, a agulha de 20 gauge deve ser removida e, quando for necessário retirar mais doses, adapta-se nova agulha de 20 gauge, respeitando o prazo definido no ponto 3 (<24 href="mailto:geral@dgs.pt">geral@dgs.pt
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3. Vacinação em circunstâncias especiais 3.1. Alterações imunitárias A resposta à vacina em doentes com imunodepressão pode estar diminuída.
Em relação a estes doentes, mesmo quando vacinados, deverá manter-se um elevado índice de suspeita clínica perante sinais e sintomas sugestivos de síndroma gripal, com ou sem febre.
3.2. Alterações da coagulação As pessoas com risco de diátese hemorrágica, trombocitopénia, alterações da coagulação ou que fazem terapêutica anticoagulante apresentam risco acrescido de hemorragia com injecções intramusculares.
Nessas situações, devem ser tomadas as seguintes precauções, de acordo com o recomendado no Programa Nacional de Vacinação 2006 (Orientações Técnicas n.º 10 da DGS):
• Utilizar uma agulha de calibre 23 gauge ou mais fina; • Exercer pressão no local da injecção durante cerca de 5 minutos, sem friccionar; • Administrar a vacina após a terapêutica com factores da coagulação ou outra, se indicado. 4. Reacções adversas8 e farmacovigilância • Reacções muito comuns -reacção local (edema, induração, dor, eritema); febre; fadiga; cefaleias; artralgia e mialgias; • Reacções menos comuns -equimose no local da injecção; síndroma gripal; linfadenopatia; • Menos frequentemente foram reportadas reacções cutâneas generalizadas, incluindo urticária e, muito raramente, choque; • Após a vacinação poderão verificar-se, transitoriamente, resultados falso-positivos, pelo método ELISA, para VIH, vírus da hepatite C e, especialmente, HTLV-1, que serão negativos com o Western Blot. Estes achados resultarão, provavelmente, da produção de IgM em resposta à vacinação. As reacções adversas possivelmente relacionadas com a vacinação devem ser declaradas ao INFARMED pelos profissionais de saúde (enfermeiros, médicos, farmacêuticos) através do preenchimento correcto dos formulários específicos para cada grupo profissional e seu envio ao Sistema Nacional de Farmacovigilância (disponíveis em http://www.infarmed.pt/)
8 De acordo com estudos efectuados com a vacina mock-up[estirpe A/Vietnam1194/2004 (H5N1) com o adjuvante AS03]. Está disponível informação mais completa e detalhada no Resumo das Características do Medicamento (RCM) da Pandemrix®.
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5. Aspectos operacionais da Campanha de Vacinação 5.1. Aspectos gerais A vacinação decorrerá em regime de campanha através dos serviços de vacinação dos centros de saúde. Tanto quanto possível, pelo menos durante o ano de 2009, em que o número de doentes a vacinar não será excessivo, deve seguir-se uma metodologia idêntica à da vacinação contra a gripe sazonal.
As vacinas serão distribuídas pelas ARS e DRS9 aos agrupamentos de centros de saúde (ACES)/centros de saúde, aos hospitais e a outros serviços de saúde (ex: Instituto Português do Sangue, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge) para vacinação dos seus profissionais de saúde e, quando aplicável, dos doentes internados (hospitais).
A continuidade da cadeia de frio terá de ser assegurada em todos os passos, desde a distribuição até ao seu armazenamento, nos locais de vacinação, à semelhança do que se verifica com as vacinas do Programa Nacional de Vacinação.
Para a 1.ª fase do Grupo A, e atendendo ao número limitado de pessoas elegíveis para vacinação (alguns profissionais essenciais e grávidas de 2.º e 3.º trimestres com patologia grave associada) e ao número de vacinas disponíveis, recomenda-se que, sempre que pertinente, a vacinação nos cuidados de saúde primários seja concentrada na sede dos ACES, de forma a evitar uma excessiva repartição das doses e reduzir a probabilidade de desperdício de doses.
5.2. Vacinação dos doentes, das grávidas nos 2.º e 3.º trimestres, dos profissionais essenciais e de outros grupos A vacinação destas pessoas decorrerá, em regra, nos serviços de vacinação do Serviço Nacional de Saúde.
A vacinação dos doentes dos grupos-alvo, nos centros de saúde, será feita mediante apresentação de uma declaração médica que ateste que o doente integra um dos grupos (A, B ou C) e, dentro do Grupo A, quando aplicável, que o doente deve ser vacinado na 1.ª fase.
Os doentes internados (hospitais, unidades de cuidados continuados integrados) deverão ser vacinados na instituição em que se encontram.
Os hospitais e unidades de cuidados continuados devem fazer uma estimativa do número de doentes internados que integram cada grupo-alvo, e que deverão ser vacinados no decurso do internamento, dando dela conhecimento às ARS e DRS.
A eventual recusa da vacina por doentes que cumprem os critérios para vacinação deverá ser registada pelo médico na ficha clínica.
Declaração de inclusão num grupo-alvo
A operacionalização da emissão das declarações médicas para os doentes dos grupos-alvo a vacinar nos serviços de vacinação dos cuidados de saúde primários será decidida a nível de cada ARS e DRS.
A aplicação informática SAM e outras utilizadas em cuidados de saúde primários permitirá o acesso a um modelo de declaração específico para a vacinação pandémica, que é emitido, caso a caso, por indicação do médico, para os doentes que cumprem os critérios que os incluem no Grupo A, B ou C. Dentro do Grupo A, quando aplicável, o médico deve ainda mencionar que o doente deve ser vacinado na 1.ª fase.
9 Direcções Regionais de Saúde das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira
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Tanto quanto possível, o processo deverá ser simplificado, não implicando, necessariamente, uma consulta médica. Por exemplo, grávidas portadoras de “Boletim de Saúde de Grávida” (Grupo A) e doentes diabéticos portadores do “Guia do Diabético”, em que seja mencionada terapêutica actual com insulina (Grupo B), podem apresentar-se para vacinação no período de vacinação do respectivo grupo-alvo.
Os profissionais considerados essenciais, devido aos serviços relevantes que prestam à sociedade, serão vacinados no respectivo centro de saúde, mediante a simples apresentação de declaração emitida pela DGS ou DRS e validada pela empresa ou organismo a que pertençam.
5.3. Vacinação dos profissionais de saúde A vacinação dos profissionais de saúde será, preferencialmente, feita no âmbito da medicina do trabalho/saúde ocupacional de cada instituição de saúde.
Os procedimentos organizativos e operacionais da vacinação destes profissionais, salvaguardados os critérios de prioridade definidos especificamente para esta vacina, decorrerão nos mesmos moldes da vacinação com as outras vacinas recomendadas aos profissionais de saúde (ex: gripe sazonal).
Os serviços de saúde devem fazer listas nominais (por categoria profissional) dos profissionais que forem considerados elegíveis para vacinação em cada Grupo (A, B ou C), de acordo com os critérios definidos. Nestas listas, à frente do seu nome, o profissional selecciona a opção SIM ou NÃO, de acordo com a sua vontade de ser ou não vacinado, e assina/rubrica.
Os serviços de Saúde Ocupacional organizarão a vacinação em função destas listas.
Selecção dos profissionais de saúde para vacinar
Todos os Hospitais (públicos e privados), Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e instituições de saúde, como, por exemplo, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) ou o Instituto Português do Sangue (IPS), farão a selecção dos profissionais de saúde essenciais e prioritários para vacinação com a vacina Pandemrix®, na 1.ª fase do Grupo A.
Todos os outros profissionais de saúde com contacto directo com doentes pertencem ao Grupo B para vacinação.
Grupo-alvo A – 1.ª fase
Os critérios para selecção de profissionais para a primeira fase de vacinação são a especialização e especificidade da actividade desenvolvida e a dificuldade para a sua substituição, caso venham a adoecer. São ainda considerados prioritários os profissionais que prestam cuidados a doentes de alto risco (ver Anexo 1).
Listas de profissionais de saúde prioritários
As listas nominais de profissionais a vacinar devem ser enviadas às ARS e Direcções Regionais de Saúde.
5.4. Registo da vacinação As vacinas administradas nos centros de saúde aos utentes e aos profissionais devem ser registadas no módulo de vacinação do SINUS e no Boletim Individual de Saúde (BIS), com aposição do autocolante que acompanha as vacinas.
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Para agilizar o processo, aos utentes que não apresentem o BIS pode ser entregue a ficha de vacinação do SINUS impressa, em alternativa à emissão de uma 2.ª via do BIS.
As vacinas administradas a profissionais de saúde devem ser alvo de um registo específico no âmbito da Saúde Ocupacional, de forma a permitir calcular a cobertura vacinal por grupo profissional.
5.5. Avaliação Em cada instituição de saúde deverá ser feita a avaliação da cobertura vacinal por grupo profissional e por serviço, que será enviada para o Departamento de Saúde Pública da ARS respectiva.
A avaliação da cobertura vacinal da população por grupo etário será feita através do módulo de vacinação do SINUS.
Francisco George Director-Geral da Saúde
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Anexo 1

Grupos-alvo para vacinação com a vacina contra gripe A(H1N1) 2009 Critérios de inclusão nos grupos-alvo para vacinação por ordem de prioridades10 (Grupo A, B ou C), tendo em atenção o desempenho de funções essenciais, o risco para complicações pós-infecção e a disponibilidade de vacinas.
Grupo alvo Pessoas a vacinar A 1.ª fase . Profissionais de saúde: . que, pelo seu número, pela especialização e especificidade das suas funções, sejam dificilmente substituíveis; . que prestem cuidados a doentes de alto risco (por ex. em unidades de transplantes); . do INEM e ambulâncias do Sistema Integrado de Urgência Médica (profissionais envolvidos na prestação directa de cuidados); . do Instituto Português do Sangue (profissionais envolvidos na colheita de sangue); . da Linha Saúde 24 (enfermeiros agentes de linha); . Grávidas nos 2.º e 3.º trimestres (> 12ª semana de gestação), com patologia associada; . Titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenhem funções essenciais (1.ª linha)11,12 2.ª fase Pessoas com: Outros grupos <65 color="#ff0000">Doença respiratória crónica desde a infância (ex: fibrose quística, displasia broncopulmonar) . Doença neuromuscular com compromisso da função respiratória (ex: distrofia neuromuscular) . Imunodepressão: transplantação, terapêuticas biológicas ou neoplasias hematológicas . Grávidas15 dos 2.º e 3.º trimestres (>12ªsemana) . Coabitantes de crianças com idade < href="mailto:geral@dgs.pt">geral@dgs.pt
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Grupo alvo Pessoas com: Outros grupos <65 href="mailto:geral@dgs.pt">geral@dgs.pt

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