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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Utentes divididos quanto ao Serviço Nacional de Saúde

Quando um Espanhol tem alta do Transplante Pulmonar, o médico de toráxica diz-lhe  -"Se for necessário alguma coisa, primeiro vá ao seu médico do centro de saúde". Quando ouvi isto fiquei a pensar - "Estao loucos! Mandar um transplantado a um centro de Saúde?" Felizmente tive a sorte de conhecer vários centros de saúde, tanto na Corunha como em Barcelona, e acabei por chegar à conclusao que nao estavam nada loucos! 
Os Centros de Saúde Espanhois (CAP) sao verdadeiros pequenos hospitais - onde há todas as especialidades médicas tanto para adultos como para crianças e onde se podem fazer todos os tipos de exames, analises, radiografias, etc, etc. 
Funcionam bem, sao limpos, atendem as pessoas a tempo, sao simpáticos e SABEM O QUE FAZER COM UM TRANSPLANTADO!
E só se nao há mesmo nada a fazer, entao enviam o paciente até ao hospital da especialidade.
Pois para quem ainda acredita na sustentabilidade do SNS em Portugal, melhor começar a pensar que até para os Centros de Saúde (Atençao Primária) seria bom copiar o MODELO ESPANHOL.
Sandra Campos





As opiniões dos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) dividem-se: uns consideram que funciona bem; outros que “está péssimo”.



As utentes Laura Gonçalves e Marta Freitas elogiaram o SNS em declarações à Lusa: “Conheço vários países e acho que o SNS é bom. Podemos dar os parabéns porque acho que é óptimo. Estive na Suíça e não existe SNS, mas sim seguros pagos pelos contribuintes, refere Laura, utente do Centro de Saúde do Lumiar, em Lisboa, acrescentando que “é pena estar a retroceder nos direitos que tínhamos; talvez não seja justo a maneira como o SNS está, devíamos ajudar os que precisam.”
Marta Freitas, utente do Centro de Saúde de Sete Rios, também em Lisboa, explicou a sua boa opinião: “Sou muito bem atendida nos hospitais e centro de saúde, na marcação de consultas, não tenho nada que reclamar."
Entre as críticas mais ouvidas estão as muitas horas de espera, a falta de médicos e os cortes nos benefícios.        
Fátima Pereira, funcionária do Centro de Saúde de Sete Rios, tem uma opinião diferente. ”As coisas não estão a correr bem com a saúde e há coisas que estão a começar a falhar e os utentes é que vão pagar", disse, acrescentando que “as coisas têm piorado e têm tendência a piorar cada vez mais, pois estão a tirar benefícios aos que têm necessidades e pensões muito baixas, como os diabéticos".    
Carla Falcão, utente do Centro de Saúde do Lumiar, mostrou o seu desagrado pelas “muitas horas de espera".
Hoje comemora-se pela terceira vez o Dia Nacional do Serviço Nacional de Saúde, data que visa fazer o balanço do SNS, criado em 1979 por proposta do então ministro António Arnault.


Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/utentes-divididos-quanto-ao-servico-nacional-de-saude

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Portugal - Transplantes renais custam menos 77% por ano do que diálise



12/09/2011 - 12:46

Os transplantes poupam milhões ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantem uma maior sobrevivência e qualidade de vida aos doentes. De acordo com um estudo português que vai ser publicado em breve na Clinical Transplantation, os transplantes de rins garantem uma poupança superior a 20 mil euros por doente ao fim do primeiro ano. Ou seja, cada doente gasta menos 76,5% do que gastaria a fazer diálise, avança o Diário de Notícias.

São dados como estes que têm levado os especialistas a criticar o corte aos incentivos nos transplantes, mas sobretudo na colheita, que garante que há mais órgãos para transplantação. Os dados foram divulgados ao DN por Salete Martins, nefrologista do Hospital de Santo António e autora do estudo. "No primeiro ano, em que se faz a cirurgia, com os custos de exames e internamentos, o doente transplantado custa 60 mil euros, mas ao segundo ano o transplante sai mais barato que diálise".

Cada doente em hemodiálise tratamento renal que é a única alternativa ao transplante num caso de insuficiência grave – custa "cerca de 2300 euros por mês, contando com uma média de três sessões semanais de tratamento. Já um doente transplantado tem custos de 550 euros por mês", o que permite reduzir de 28 mil euros para cerca de 6600.

Os ganhos sucessivos atingem " 172 mil euros ao fim de dez anos", refere a médica. Um exemplo: os 573 doentes transplantados do ano passado vão garantir uma poupança de quase cem milhões de euros ao fim de dez anos.

Alfredo Mota, director do serviço de urologia e transplantação renal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, também fez contas semelhantes num estudo anterior.

"Depois do primeiro ano o transplante fica pago. Fiz um estudo com mil doentes e concluí que, em vez de custarem 30 milhões de euros, estes doentes tiveram um custo de apenas 11 milhões num ano. Este é o único transplante em que é possível fazer isto. Nas restantes áreas é uma questão de vida ou morte", diz ao DN.

Um doente transplantado tem custos com consultas, tratamentos imunossupressores para não rejeitar o órgão, entre outros gastos com peso mais baixo que a hemodiálise, que além do tratamento tem custos de transporte, internamentos, acessos vasculares. O médico diz ainda que estes doentes "têm mais qualidade de vida, maior sobrevivência e regressam ao emprego, não ficando horas presos a uma máquina". Há 1955 doentes à espera de rim e dez mil em tratamento listas. São 1955 os doentes que estão em lista de espera para transplante de rim, uma lista que nunca esteve tão curta. Nos últimos anos, têm sido transplantados mais doentes do que os que entram em lista, com o reforço da colheita.

Este ano, com os efeitos da crise e cortes nos incentivos, os responsáveis temem que haja redução. "Já houve um ligeiro decréscimo. Temo que as equipas que fazem colheita possam perder parte do estímulo que tinham para colher, principalmente em unidades sem transplantes", diz Fernando Macário.

Além do presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, também o director do serviço dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Alfredo Mota, defende que se mantenham os incentivos: "Faz sentido as equipas receberem a benesse. Pelo contrário, no caso dos transplantes, muitas vezes eram verbas usadas para tapar buracos noutras áreas".

Esta semana, o ministro da Saúde disse em entrevista que era preciso perceber se o País "pode sustentar o actual número de transplantes" e que não havia "necessidade de haver um incremento no número de transplantes", o que levantou uma onda de indignação por haver questões de vida ou morte e por se pouparem custos com estas cirurgias. No Parlamento, porém, garantiu que "não há qualquer intenção de diminuir o número de transplantes", apesar do corte a incentivos.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Hemodiálise: Corte nas comparticipações

O Ministério da Saúde vai reduzir a comparticipação a pagar pelas sessões de hemodiálise realizadas nos centros extra-hospitalares ou no domicílio, foi esta terça-feira publicada no Diário da República. 



A partir de 1 de Setembro, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai pagar pela hemodiálise com acessos vasculares 470,09 euros e sem acessos vasculares  450,68 euros.   
Para as entidades convencionadas os preços entram em vigor a 1 de Janeiro do próximo ano para as sessões de diálise realizadas pelos estabelecimentos  e serviços integrados no SNS, acrescendo aos valores a pagar no âmbito do  contrato-programa.  
O despacho determina também que o preço a pagar por sessão de diálise no âmbito das convenções para a prestação de cuidados de saúde na área da diálise é de 114,79 euros.  
O despacho alega que o memorando de entendimento assinado com a "troika"  obriga a uma "redução em pelo menos 10% da despesa global (incluindo taxas)  do Serviço Nacional de Saúde com entidades privadas que prestem serviços  de meios complementares de diagnóstico e terapêutica ao SNS até ao final  de 2011 e de 10% adicionais até ao final de 2012.

segunda-feira, 28 de março de 2011

E outra mais ... Hospital de Santa Marta é o único a realizar transplantes pulmonares no País

Foto: Hospital realiza, em média, dez transplantes pulmonares por ano (Santa Marta, Lisboa)
 
Faltam especialistas para transplantes de pulmões
Tiago e Dina, de 18 e 19 anos, estão internados no Hospital de Santa Marta (Lisboa), o único do País a fazer transplantes pulmonares. Depois de terem recebido pulmões novos, os desejos de respirar melhor e fazer coisas simples, como andar de bicicleta, por exemplo, tornam--se comuns aos dois jovens.

Apesar dos bons resultados atingidos nos últimos anos, com a realização, em média, de dez transplantes por ano, o Hospital de Santa Marta continua a sentir algumas dificuldades, sobretudo ao nível dos profissionais. A falta de meios e de pessoal especializado na área são os principais motivos apontados pela pneumologista Luísa Semedo para que os doentes, na sua maioria, sejam encaminhados para Espanha, quando não obtêm resposta por parte do Serviço Nacional de Saúde.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/faltam-especialistas-para-transplantes-de-pulmoes

quinta-feira, 3 de março de 2011

Governo não rejeita novo imposto para a saúde


Os utentes fazem uma utilização “irresponsável” dos serviços de saúde e a crise “é uma boa altura" mudar de atitude, defende Ana Jorge em entrevista à Renascença.
A ministra da Saúde, Ana Jorge, não rejeita a hipótese de um imposto para a saúde, mas acha que ainda não é o tempo.
Em entrevista ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, Ana Jorge afirma que, para ser criado um novo imposto para a saúde, é necessária uma alteração na Constituição.
No entanto, diz a ministra, “este ainda não é o tempo de pôr essa medida em prática, porque as medidas que estão no terreno ainda dão margem ao Serviço Nacional de Saúde”.
Sobre as alterações previstas para a definição de quem está isento de taxas moderadoras, a ministra da Saúde diz que a ideia é que só passem a beneficiar dessa possibilidade os que realmente, com prova de condição de recursos, demonstrem que precisam. Todos os outros devem pagar.
Nesta entrevista ao programa “Terça à Noite”, da Renascença, Ana Jorge diz ainda que as pessoas fazem uma utilização “irresponsável” dos serviços de saúde e que “agora que estamos em crise, é uma boa altura para que as pessoas mudem essa atitude”.
A ministra da Saúde reconhece que a crise obrigou a acelerar a colocação no terreno de algumas medidas restritivas no sector da saúde e que houve necessidade de fazer ajustes e recuar depois de as medidas já estarem em aplicação.


Raquel Abecasis
Fonte: http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=97&did=143415

terça-feira, 1 de março de 2011

Fármacos órfãos devem "responder às necessidades do doente e não da IF"



A ministra da Saúde pronunciou-se na tarde de sábado, no Porto, sobre os medicamentos órfãos, dizendo que importa “responder àquilo que são as necessidades dos doentes e não às necessidades da Indústria Farmacêutica”, avança a agência Lusa.

Ana Jorge acrescentou que é preciso também “ter a evidência clínica de que o uso destes medicamentos poderá ser benéfico para os doentes”.

Os medicamentos órfãos destinam-se à prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças muito graves ou que constituem um risco para a vida e que são raras.

Na Europa, uma doença ou patologia é designada como rara quando afecta menos de 1 em cada 2.000 indivíduos. Em Portugal, estima-se que haja 6.000 pessoas com este tipo de patologias.

As declarações da ministra foram feitas na conferência “Raros mais iguais” promovida pela Aliança Portuguesa de Associações de Doenças Raras (APADR), que decorreu no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no quadro das comemorações do Dia das Doenças Raras, que se assinala na próxima segunda-feira.

Ana Jorge referiu-se à “discussão” ocorrida nos últimos dias sobre alegados atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos e frisou que “a indústria investe pouco” nestes medicamentos “porque é uma área que não é muito lucrativa” e os que existem “têm um custo elevadíssimo”.

A ministra insistiu na necessidade de “preservar aquilo que são as necessidades dos doentes” e “ter a evidência de que o benefício é grande e está provada a sua eficácia”.

“Sem isto e sem a colaboração de todos, o Serviço Nacional de Saúde não sobrevive e, portanto, se queremos continuar a ter saúde para todos, temos todos que fazer um esforço para usar bem e racionalmente o que é benéfico para todos”, resumiu.

A ministra salientou que as medidas previstas pelo Ministério nesta área nem sempre são desenvolvidas com a velocidade desejável e “muitas vezes, é preciso ter uma certa resiliência para não desistir e continuar a acreditar que é possível”.

Entre essas medidas, Ana Jorge destacou os “centros de referência nacionais” de doenças raras para dar “uma resposta mais organizada e mais integrada nesta problemática”.

Outra medida lançada pelo Governo é o cartão de portador de doenças raras, “muito importante, porque muitas vezes é decisivo” na forma como os doentes poderão ser atendidos nos serviços de saúde.

O presidente da APADR, Francisco Beirão, acredita que o cartão poder ser uma realidade “talvez a mais curto prazo” do que os centros, cuja constituição ainda terá que ir a concurso público.

A expectativa da APADR é que o cartão possa ser lançado “ainda este ano”.

Francisco Beirão falou ainda sobre as notícias de alegados atrasos na atribuição de comparticipações nos medicamentos órfãos, sustentando que “a celeuma não tem muita razão de ser”.

“É um facto que há atrasos burocráticos na atribuição de alguns medicamentos, mas porque as doenças são raras, os medicamentos não estão suficientemente testados e assim não há evidências categóricas” da sua eficácia clínica, esclareceu.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12147/15/Farmacos-orfaos-devem-responder-as-necessidades-do-doente-e-nao-da-IF.html

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ministério recusa bloqueios para medicamentos órfãos


O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, negou esta quinta-feira, em conferência de imprensa no Infarmed, que haja algum bloqueio que impeça o Hospital de São João, no Porto, de ter autorização especial para dar medicamentos para tratar doenças raras – os chamados medicamentos órfãos.

“Este hospital tem também autorizações especiais de medicamentos como os outros. Essa questão não está bloqueada no hospital”, afirmou o representante da tutela.

A presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) disse que este mecanismo “não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro". "Sei que pelo menos no Hospital de São João, no Porto, isto acontece. Temos várias denúncias", referiu.

O secretário de Estado adiantou apenas que já pediu mais esclarecimentos sobre a situação e que “a criação de centros de referência vai facilitar o tratamento destes doentes”

Já o presidente do Infarmed, Jorge Torgal, garantiu aos jornalistas que a obtenção das autorizações especiais para a administração destes medicamentos não demora mais de cinco dias e que prova de que têm sido dadas autorizações é que “tem havido uma despesa acrescida com estes medicamentos, que são disponibilizados sem custos para os doentes”.

De acordo com os dados disponibilizados pela Autoridade Nacional do Medicamento, os medicamentos órfãos foram responsáveis por 7% dos gastos dos hospitais com fármacos em 2010, o que representa um aumento de 18% no peso dos medicamentos órfãos no total de medicamentos.

“Temos de olhar para a floresta e não para duas árvores cujo crescimento teve problemas”, disse Jorge Torgal, referindo-se ao caso do Hospital de S. João e ao caso do Hospital dos Capuchos que, segundo denúncia feita à Antena 1 pela Raríssimas, estará a exigir os dados do IRS aos doentes para perceber se podem pagar a medicação do seu bolso.

Contactado pela Antena 1, o Hospital dos Capuchos afirma que a lei não obriga a fornecer medicamentos de forma gratuita, enquanto que o Infarmed diz precisamente o contrário, como referido anteriormente.

O Hospital de S. João garantiu em comunicado que “nenhum doente deixou ou deixará de ser tratado por razões de natureza meramente económica”, refutando, assim, declarações da presidente da Raríssimas.

“Como sempre aconteceu, as decisões terapêuticas são da responsabilidade médica, atentas aí às políticas a que o Conselho de Administração se obriga a respeitar para uma gestão justa dos seus recursos”, lê-se na nota enviada pelo hospital à agência Lusa.

Cinco fármacos responsáveis por 65% dos gastos com medicamentos órfãos

Ainda de acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Infarmed, cinco fármacos foram responsáveis por 65% dos gastos com medicamentos órfãos: Imatinib; Bosentano; Galsulfase; Lenalidomida e Sorafenib.

No total, o investimento do SNS em medicamentos órfãos em 2010 ultrapassou os 72 milhões de euros.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12116/15/Ministerio-recusa-bloqueios-para-medicamentos-orfaos.html

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Medicamentos órfãos: Raríssimas acusa, Infarmed nega


A Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) alertou esta quarta-feira para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar “sentença de morte” para aqueles doentes.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, disse que um dos temas que esta quarta-feira começa a ser debatido na I Conferência Nacional de Doenças Raras (em Lisboa) é o "atraso nas comparticipações nos medicamentos órfãos [desenvolvidos para doenças raras], que alcança dois anos".

Paula Brito e Costa lembrou que, "ao contrário do que está previsto na lei, uma comparticipação num máximo de 80 dias depois da autorização da introdução no mercado está a demorar cerca de 688 dias".

"Mais de dois anos significa, em alguns casos, uma sentença de morte para os doentes", alertou a presidente da Raríssimas.

Questionada sobre se os cortes orçamentais vão influenciar ainda mais o acesso aos medicamentos por parte dos doentes mentais e com doenças raras, Paula Brito e Costa admitiu que sim.

A também presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal (FEDRA) disse que, devido aos cortes nos orçamentos destinados à saúde, "apesar de ter sido criado um sistema [Autorização de Utilização Especial – AUE] que permite às administrações hospitalares comparticiparem os medicamentos, este facilitismo não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro".

"Sei que pelo menos no Hospital de São João, no Porto, isto acontece. Temos várias denúncias", referiu.

Paula Brito e Costa disse que os atrasos nas comparticipações estão a afectar "centenas de doentes", além daqueles que "nem sequer conhecimento dos mecanismos têm ou não sabem como funcionam".

"Por isso, importante é alertar para que os doentes conheçam estes mecanismos, saibam como funcionam e que tenham acesso a um direito que é o medicamento órfão", sublinhou.

Infarmed sublinha que acesso a medicamentos órfãos "não está em causa"


A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sublinhou que o acesso aos medicamentos órfãos "não está em causa", porque durante a avaliação destes fármacos para distribuição hospitalar os doentes podem adquiri-los através de autorização especial.

A presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) alertou para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar “sentença de morte” para aqueles doentes.

Em comunicado, o Infarmed afirma que "o acesso a estes medicamentos não está em causa, nem a sua utilização sem custos pelo doente".

O que está em causa, explica a Autoridade do Medicamento, é "apenas uma questão comercial que está a ser alvo de negociação entre o Estado e os laboratórios da indústria farmacêutica".

Segundo o Infarmed, "todos os doentes portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm acesso a 60 dos 62 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento", sendo que, "dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 59 são de dispensa unicamente hospitalar e apenas três podem ser disponibilizados em farmácia de oficina".

Fonte daquela entidade disse à agência Lusa que "o doente nunca está privado do acesso ao medicamento, porque enquanto decorre o período de avaliação fármacoeconomia – que decide a disponibilização hospitalar com comparticipação a 100% – todos os hospitais podem passar uma Autorização de Utilização Especial (AUE) caso o doente não possa esperar pela avaliação".

O comunicado do Infarmed diz que, dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 18 "apenas podem ser adquiridos por AUE, 12 porque até à data não houve interessados na sua comercialização e seis porque se encontram em fase de avaliação para utilização corrente".

Os prazos de avaliação destes seis medicamentos variam entre 730 dias e 90 dias, mas a utilização especial foi autorizada em 138 doentes, de acordo com a Autoridade do Medicamento.

"Dos 12 para os quais não foi pedida avaliação, sete nunca foram objecto de qualquer pedido de utilização e os cinco restantes foram disponibilizados por AUE", diz a entidade.

O Infarmed refere, igualmente, que "o investimento do SNS em medicamentos órfãos em 2010 ultrapassou os 72 milhões de euros, o que corresponde a sete% do custo total do consumo de medicamentos hospitalares".

A entidade salienta ainda "um crescimento de 18% neste grupo de medicamentos em relação a 2009" e que "cinco medicamentos órfãos são responsáveis por 65% dos gastos neste grupo de medicamentos".
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12100/15/Medicamentos-orfaos-Rarissimas-acusa-Infarmed-nega.html

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Ministra destaca importância da relação médico/doente durante escolha de medicamentos


A ministra da Saúde, Ana Jorge, salientou domingo a importância da relação médico/doente no processo de escolha da marca do medicamento a comprar, opção que a partir de Março poderá ser decidida pelo próprio paciente, noticia a agência Lusa.

“Aquilo que tentamos sempre introduzir, e que faz parte daquilo que defendemos, é que cada cidadão saiba escolher o que é bom para si e que saiba defender a sua saúde”, disse a ministra, em declarações aos jornalistas, à margem da sessão solene do Dia do Farmacêutico, que decorreu domingo em Lisboa.

Ana Jorge ressalvou que essa escolha deverá ser feita preferencialmente em conjunto com o médico que está a acompanhar o paciente.

“É no ato médico, na consulta médica, que esta decisão deve ser tomada. É aí que o médico, que é o responsável pelo diagnóstico, é também responsável pela prescrição e por aquilo que o doente vai usar”, sublinhou.

Nesse sentido, a governante destacou as campanhas de informação desenvolvidas, que tentam “chamar a atenção, envolver as pessoas em geral, para que possam perguntar, questionar o seu médico, sobre o está a prescrever e se não existe outra solução mais barata”.

A partir de Março, os doentes vão poder escolher qual a marca do medicamento que compram, desde que respeitem a substância activa prescrita pelo médico, anunciou na passada sexta feira o secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar.

Estas alterações serão inseridas no âmbito da generalização da receita electrónica dos medicamentos, que fará com que a partir de 01 de Março o Serviço Nacional de Saúde (SNS) não comparticipe medicamentos prescritos em receita manual.

“O que significa que o médico tem acesso automaticamente, quando prescreve qualquer medicamento, a todos os medicamentos disponíveis, podendo, com o doente à sua frente, fazer essa escolha em conjunto e escolher o que é melhor para o doente”, disse Ana Jorge.

Questionada sobre a redução nas comparticipações de alguns medicamentos, a ministra frisou que a medida visou introduzir “alguma racionalidade no sistema”.

“O que existiu foi algum abuso daquilo que tinha sido dado num momento de crise para facilitar a acção a algumas pessoas e foi mal usado, ou melhor, foi desvirtuado na sua essência e, portanto, por essa razão, não só mas também, fomos obrigados a introduzir medidas que são correctivas”, esclareceu ainda Ana Jorge.

No mesmo evento, o bastonário da Ordem dos Farmacêuticos (OF) reiterou a obrigatoriedade da prescrição de medicamentos pelo princípio activo e que só assim o doente poderá escolher livremente.

“Defendemos a prescrição de medicamentos pela sua Denominação Comum Internacional, de modo a conferir ao doente o poder de optar por um medicamento equivalente de preço mais baixo”, afirmou Carlos Maurício Barbosa.

Para o representante da OF, “cabe ao doente, contando com o apoio técnico-científico do farmacêutico, tomar a decisão sobre a escolha do seu medicamento, à luz do princípio da bioequivalência”.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mais de metade dos portugueses considera SNS "mau" (Fonte: RCM Pharma 11.02.2010)

Mais de metade dos portugueses considera SNS "mau"

Mais de metade dos portugueses (53%) considera que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) é "mau", num panorama geral europeu considerado satisfatório (64%), revelam os resultados do Eurobarómetro de Maio e Junho de 2009, avança a Rádio Renascença.
O Eurobarómetro, agora divulgado, inquiriu os cidadãos dos 27 sobre a sua situação pessoal, o contexto geral e a inclusão e protecção sociais. Em Portugal, o inquérito foi realizado pela TNS Euroteste, entre 29 de Maio e 16 de Junho de 2009, a 1020 pessoas.

http://www.rcmpharma.com/news/6706/15/Mais-de-metade-dos-portugueses-considera-SNS-mau.html

terça-feira, 22 de setembro de 2009

SNS paga tratamentos no estrangeiro a 1275 doentes (Fonte: DN-22.09.2009)



Nos últimos três anos, mais de um milhar de pessoas foram enviadas para unidades fora do País, por falta de capacidade técnica em Portugal. Estado paga as despesas
Nos últimos três anos, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) enviou 1275 doentes para o estrangeiro, por não existir resposta nos hospitais portugueses: 637 pacientes com problemas genéticos, 127 com complicações oftalmológicas e 76 com doenças pneumológicas. Estes pedidos só são aprovados quando se conclui que o País não tem capacidade técnica para tratar o doente. Nestes casos, o Estado paga não só o tratamento, como a deslocação e até a estadia de um acompanhante. É exactamente este processo que permite ao Hospital de Santa Maria enviar Walter Bom, o doente que ficou cego dos dois olhos, para um centro internacional, que segundo apurou o DN será nos EUA (ver caixa).
O número de doentes referenciados para hospitais estrangeiros cresceu 42% entre 2007 e 2008 - tinha sido de 369 em 2006, 372 no ano seguinte e subiu para 534 em 2008. Cláudio Correia, chefe da Divisão da Mobilidade de Doentes da Direcção-Geral de Saúde (DGS), explica que as viagens só são autorizadas se não houver alternativas. "Não mandamos para fora situações que podem ser tratadas cá. E só enviamos para centros de referência, que têm provas dadas", disse ao DN. Mas Francisco George, que chefia a DGS, diz que "a grande maioria dos pedidos é aprovada".
Alemanha, Espanha, França, Holanda, Reino Unido e Suíça são os destinos mais frequentes. "Por exemplo, em oftalmologia o centro Jules-Gonin, na Suíça, é procurado por doentes de todo o mundo", explica Cláudio Correia - sobretudo para tratamento de retinoblastoma e melanoma.
Na área da genética e biologia as deslocações são sobretudo para realizar exames laboratoriais e moleculares, muitas vezes para despistagem de doenças raras. Já no campo da pneumologia, os doentes são transferidos para fazer transplantes pulmonares. "Temos doentes que precisam de um transplante e estão à espera de um dador compatível. Por isso, todos os anos têm de ir ao Hospital Juan Canalejo, na Corunha, onde são acompanhados", diz Cláudio Correia (ver caixa) .
A DGS refere ainda que o envio de doentes assume particular importância na área de oncologia pediátrica. Isto porque os tratamentos envolvem alta tecnologia que, tendo em conta o número reduzido de doentes, não compensa desenvolver em Portugal.
Também são referenciados muito doentes "para tratamento de tumores associados as doenças do aparelho digestivo e doenças do sistema nervoso".
O processo tem uma série de etapas, mas Cláudio Correia garante que o doente está primeiro que a burocracia. "Quando os médicos pedem urgência - nos transplantes, por exemplo - muitas vezes os utentes são referenciados no prazo de 24 horas e o processo é organizado depois", explica.
Todas as crianças têm direito a ser acompanhadas por um familiar. Já nos adultos o acompanhamento é autorizado quando os médicos o indicarem.
Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas, salienta que os utentes da associação precisam muitas vezes de tratamentos no estrangeiro. "Existem 7200 patologias raras e não faz sentido existir um centro de referência para um ou dois doentes", explica. Este sistema, acrescenta, tem servido para dar resposta a muitos casos. "O Ministério da Saúde não divulga o suficiente esta oportunidade, mas também não esconde", conclui, aconselhando os doentes a informarem-se junto dos serviços.
(Jornalista: Patricia Jesus)
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar