Muitas pessoas entram no blog a perguntar se sei o que é o "LAM".
Já conheci algumas pessoas com LAM e outras que já foram transplantadas aos pulmoes por causa desta doença,
Hoje partilho convosco uma carta que me chegou de uma jovem que está a viver na Alemanha e que tem LAM e que fez uma pesquisa sobre esta doença.
Olá querida Sandra,
A tua última noticia foi muito interessante para mim. Olha, eu faco desde dois anos fisioterapia com uma especialista que trata tambem muitas pessoas com fibrose quistica. Ela ajuda-me a ganhar forca.
Aqui na Alemanha nao sao pessoas conhecidas com fibrose quistica em combinacao com a epilepsia.
Se qualquer dia tiveres tempo de falar com um pneumologista, podes lhe perguntar se na Espanha ou em Portugal há casos de mulheres com a limfangioleiomiomatose? Gostava muito de saber mais sobre isso. Numa fase ainda nao
muito avansada os médicos fazem diagnósticos errados. Os sintomas sao parecidas como as de um emfisema ou asma. E assim a doenca pode ir avancando.
Desejo-te muita forca e um grande abraco,
C.R.
As duas doencas que eu tenho sao estas :
LAM:
Descripción: Linfangioleiomiomatose pulmonar (LAM) é uma doença rara, de etiologia desconhecida, que basicamente afeta mulheres jovens no período fértil de sua vida. Clinicamente, manifesta-se através de dispnéia progressiva, pneumotórax de repetição, tosse seca e, menos freqüentemente, por quilotórax e escarros hemoptóicos. Essas alterações surgem devido à proliferação anormal de células de músculo liso no parênquima pulmonar, linfonodos e em outros tecidos. Mais recentemente, estudos citogenéticos verificaram a presença de mutações do gene TSC-2 em células de angiomiolipoma renal e linfonodos abdominais de pacientes com LAM, indicando uma possível origem para as lesões hamartomatosas da doença. Radiologicamente, caracteriza-se pela presença de infiltrado intersticial reticulonodular e sinais de hiperinsuflação ao radiografia de tórax. Na tomografia computadorizada de alta resolução, cistos de paredes finas, localizados centralmente, são visibilizados por todo o parênquima do pulmão. O ultrassom e a tomografia de abdome podem revelar angiomiolipomas renais e linfonodomegalias retroperitoneais. Meningeomas também podem estar associados, porém a sua presença deve sempre levar à pesquisa de esclerose tuberosa. Funcionalmente, a doença caracteriza-se por um distúrbio ventilatório obstrutivo, de caráter progressivo, com hiperinsuflação pulmonar e diminuição da difusão de monóxido de carbono. Apesar da ausência de comprovação quanto à eficácia, o principal tratamento utilizado ainda é o anti-estrogênico e constitui-se de oofarectomia, progesterona contínua, tamoxifeno e análogos de GnRH. Além desse, a realização de transplantes pulmonares tem elevado para além de dez anos a sobrevida média das pacientes.
TSC:
O nome, composto do latim
tuber (inchaço) e o
skleros grego (duro), recorre ao achado
patológico de um grosso, firme e pálido
gyri, chamado "tubérculo" , nos cérebros de
pacientes mortos. Estes tubérculos foram descritos primeiro por
Désiré-Magloire Bourneville em
1880; as manifestações corticais às vezes podem ser conhecidas ainda pelo
epônimo doença de Bourneville.