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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Portugal - Maternidade Alfredo Costa e Curry Cabral vao fechar - Fecho de hospitais tem de render 100 milhões em 2012 17/10/2011 - 11:18 O Ministério da Saúde terá de encerrar e fundir hospitais e urgências em 2012, de forma a conseguir uma poupança de cerca de 100 milhões de euros.

Curry cabral vai fechar - Onde eram feitos os transplantes de figado? E agora?
Sandra Campos


O Ministério da Saúde terá de encerrar e fundir hospitais e urgências em 2012, de forma a conseguir uma poupança de cerca de 100 milhões de euros. O valor inscrito no Orçamento do Estado para o próximo ano implicará uma redução significativa das estruturas de saúde, uma vez que a poupança de 100 milhões não inclui a redução de custos com pessoal, que transitarão para outras unidades de saúde, escreve o Diário Económico.

O primeiro-ministro avançou na sexta-feira, durante o debate no Parlamento, que o Ministério da Saúde deverá perder cerca de 900 milhões de euros na dotação de 2012. Um valor superior aos 800 milhões de euros já conhecidos e que correspondem ao esforço de poupança para o sector da saúde imposto pela ‘troika'. Ao que o Diário Económico apurou, estes 100 milhões de diferença serão o encaixe previsto com a racionalização da rede hospitalar, ou seja, encerramento de unidades de saúde e fusão de serviços.

A poupança por via de encerramentos e fusões de unidades poderá aumentar nos próximos anos. É que os 100 milhões de encaixe só prevêem os custos de exploração das unidades que encerrarem, porque os profissionais de saúde transitarão para outros hospitais. Como o Diário Económico avançou na semana passada, os médicos e enfermeiros (com contrato em funções públicas) excedentários transitarão para a mobilidade, tal como acontece com os funcionários públicos.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/17-10-11/fecho-de-hospitais-tem-de-render-100-milhoes-em-2012

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Portugal - Novo organismo vai juntar Instituto do Sangue e Autoridade da Transplantação - o Governo decidiu reduzir em 50 por cento os incentivos para a realização de transplantes

14/10/2011 - 12:41

O Instituto Português do Sangue vai ser fundido com a Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação e os centros de Histocompatibilidade, sendo o novo organismo presidido por Hélder Trindade, disseram à agência Lusa fontes ligadas ao processo.

Em declarações à Lusa, o presidente cessante do Instituto Português do Sangue (IPS), Álvaro Beleza, explicou que, até ao fim do mês, será criado o Instituto Português do Sangue e do Transplante, passando a integrar os serviços do Instituto Português do Sangue, da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) e os três centros de Histocompatibilidade – Porto, Coimbra e Lisboa.

Esta alteração deverá ser formalizada até ao final de Outubro, com a publicação da lei orgânica do Ministério da Saúde.

Em meados de Setembro, o Ministério da Saúde anunciou a extinção de oito dos actuais 24 organismos de âmbito nacional do Ministério, dos quais seis seriam alvo de fusão, incluindo-se nestes a ASST.

Antes, o presidente e a coordenadora nacional desta autoridade haviam pedido a demissão em protesto contra as intenções do ministro de Saúde de cortar as verbas neste sector – o Governo decidiu reduzir em 50 por cento os incentivos para a realização de transplantes.

Segundo Álvaro Beleza, a auditoria aos serviços de sangue e do transplante passará para a alçada do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), enquanto o novo instituto ficará responsável pela "gestão e toda a área do transplante de órgãos e dos laboratórios", explicou Álvaro Beleza.

Fontes ligadas ao processo adiantaram à Lusa que o novo instituto será presidido por Hélder Trindade, director do Centro de Histocompatibilidade do Sul e responsável do Registo Português de Dadores de Medula Óssea.

No mês passado, Álvaro Beleza solicitou ao Ministério da Saúde a sua substituição à frente daquele instituto público, de forma a poder assumir plenamente as suas funções como secretário nacional adjunto do PS, lugar para o qual foi convidado pelo secretário-geral socialista, António José Seguro.

Álvaro Beleza participa esta sexta-feira naquele que será o seu último acto oficial como presidente do IPS, na inauguração do centro regional de sangue de Coimbra.

De acordo com o Instituto do Sangue, este centro será o maior do país e o segundo maior da Península Ibérica, e ficará responsável pela realização de análises a 220 mil unidades de sangue por ano (52 por cento do total realizado em Portugal).

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/14-10-11/novo-organismo-vai-juntar-instituto-do-sangue-e-autoridade-da
   

Estado tira apoio a transplantados Doentes vão ser obrigados a poupar dinheiro.



Parabéns Alda (mae do Marco) pela tua luta, por lutares pela justiça, porque ao contares o vosso caso estás a ajudar muitos outros que por medo estao no silêncio.
Força Querida Alda e Marco.
E o meu muito obrigada a todos os jornalistas que têm ajudado a chegar esta dura realidade ao conhecimento dos portugueses.
Um beijinho grande,
Sandra Campos




Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/estado-tira-apoio-a-transplantados015024817

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Portugal - Hospital de Santa Maria terá escondido 7 milhões em facturas


11/10/2011 - 12:13
O Hospital de Santa Maria terá escondido mais de sete milhões de euros em facturas de 2010 relativas a obras e medicamentos, avança o Diário de Notícias. Este montante deveria estar reflectido nos resultados financeiros daquele ano, mas o DN sabe que o mesmo não foi contabilizado, ficando a dívida oculta aos olhos dos ministérios das Finanças e da Saúde.

Assim, os 44 milhões de resultados operacionais negativos que surgem inscritos nas contas de 2010 não reflectem o verdadeiro buraco financeiro do Santa Maria, que é gerido em conjunto com o Hospital Pulido Valente, formando o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), EPE, escreve o DN. Com estas facturas não contabilizadas, estima-se que o passivo financeiro do CHLN ultrapasse os 50 milhões de euros. Além de que, ao que apurou o DN, o seu capital social de 133 milhões já não existe.

Hospital de Santa Maria nega notícia

O conselho de Administração do Hospital de Santa Maria afirmou esta terça-feira ser "completamente falso" ter escondido mais de sete milhões de euros em facturas de 2010, expressando "grande perplexidade" em relação à notícia difundida, avança a agência Lusa.

Numa conferência de imprensa para reagir à notícia, o presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), Correia da Cunha, considerou de "enorme gravidade" a notícia, acrescentando que pode criar um clima de instabilidade e desconfiança em relação a instituição com grande responsabilidade social.

Correia da Cunha frisou que a gestão hospitalar tem sido feita com critérios "de grande rigor e transparência" e que os actos de gestão estão sempre abertos a ser auditados e avaliados.
“Reconhecemos as dificuldades financeiras por que passa a instituição. Mas em nenhum momento foram utilizados procedimentos não conformes com as boas práticas contabilísticas e de gestão”, assegurou o responsável.

Segundo a administração, no final de 2010 o Centro Hospitalar apresentava capitais próprios de 202 milhões de euros, o que é entendido pelos gestores como uma demonstração da “sustentabilidade económico-financeira”, contrariando a ideia de falência técnica.

Correia da Cunha insiste que a administração ignora por completo a base da notícia do jornal, vincando que há mecanismos externos e internos de controlo: “Não há nada a ocultar”.
Sobre o facto de já não existirem os 133 milhões de capital social do CHLN, o conselho de administração explica que o dinheiro tem sido aplicado na melhoria do parque tecnológico e nas infra-estruturas, tal como está previsto.

Ainda referindo-se a valores do ano passado, o Centro Hospitalar reporta uma dívida de 340 milhões de euros aos fornecedores, mas diz ter dívidas de clientes de 230 milhões de euros.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Ajudando a divulgar - TEM - Associação Todos com a Esclerose Múltipla (Carta ao Governo Português)


Exmos. Senhores,

Primeiro Ministro,
Ministro da Economia e do Emprego,
Deputados,
Director Geral da DGS,
c/c
Eng. Agostinho Lopes (CDU),
Dr. António José Seguro (PS),
Dr. Fernando Negrão (PSD),
Dr. Telmo Correia (PP),
Associações de Deficientes / Doentes Crónicos,
Senhores Jornalistas.

Braga, 22 de Setembro de 2011

Assunto: Novas penalizações legais sobre doentes crónicos e deficientes

Segundo os órgãos sociais, o Governo vai propor que um trabalhador possa ser despedido com justa causa por este não cumprir os seus objectivos ou for menos produtivo ou por inadaptação.

Esta alteração também é válida para grávidas, doentes crónicos e deficientes ou os objectivos serão adaptados?

Os doentes crónicos e deficientes já têm sido mais penalizados do que um dito cidadão “normal”.

Em 1988, a lei permitia aos deficientes isentar 50% do seu rendimento no cálculo do IRS. Desde Janeiro de 2007, existe um outro modelo que retira os benefícios fiscais em sede de IRS para os substituir por uma dedução à colecta. O que será que o Orçamento de Estado de 2012 nos reserva?

O governo anunciou que vai cortar os benefícios fiscais nas áreas da Saúde, Educação e gastos com imóveis para os dois últimos escalões do IRS, independentemente do grau de deficiência. No entanto, é necessário ter em atenção que estes cidadãos estão já condenados a maiores despesas com a saúde do que qualquer cidadão comum.

Este governo prepara-se também para aumentar as taxas moderadoras e em particular, acabar com a isenção das taxas moderadoras aos doentes crónicos/deficientes. Estes devem continuar isentos ou, pelo menos, com uma taxa moderadora simbólica. A isenção podia ser apenas aplicada a consultas e tratamentos relacionados com a doença crónica ou deficiência.


Com os nossos prezados cumprimentos,

O Presidente da Direcção da TEM

Paulo Alexandre Pereira
(917505375)

(fonte: recebido por e-mail  - Ajudando a divulgar!)
 Sandra Campos

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ajuste en el presupuesto de la Xunta de 2011 Infraestruturas, Cultura y Economía soportan los mayores recortes para "preservar el gasto social", que cae un 0,4%

Para quem gosta de comparar Espanha com Portugal vejam o que está GARANTIDO PARA A SAÚDE: "En Sanidade "están garantizadas" las partidas de receta farmacéutica, los programas de vacunación, los de salud mental, la coordinación de trasplantes y los equipamientos de atención primaria. Dentro de este departamento, los ajustes afectarán a los servicios que aportan menos valor y a inversiones que no hayan sido iniciadas."

Sanidade, Educación y Benestar retrasarán obras y reparaciones y "reformularán" ayudas con menos demanda de la esperada

   SANTIAGO DE COMPOSTELA, 12 Sep. (EUROPA PRESS) -
   Las consellerías que más reducirán sus presupuestos, en términos relativos, con el recorte anunciado por la Xunta derivado de "los incumplimientos" del sistema de financiación autonómica serán las de Medio Ambiente, Territorio e Infraestruturas (un 5,6% de rebaja), Cultura y Turismo (5,3%) y Economía e Industria (4,2%), con el fin de que el Ejecutivo gallego pueda "pagar las facturas y preservar el gasto social", que se verá reducido en un 0,4%.
   Así lo ha indicado en rueda de prensa la conselleira de Facenda, Marta Fernández Currás, quien ha recordado el anuncio, hecho por el presidente, Alberto Núñez Feijóo, de que la Xunta reducirá el gasto en 129 millones de euros y se endeudará por otros 114 (que no computan en el déficit) para afrontar la negativa del Gobierno central de transferir este ejercicio los 243 millones de euros del Fondo de Cooperación.
   Fernández Currás ha explicado que el ajuste será finalmente de 103,5 millones, mientras que 25,5 se rebajarán al cierre del ejercicio bien con mayores ingresos, bien con ahorros en partidas que no se puedan ejecutar. Ahora los departamentos de Sanidade, Educación y Benestar (integrado en la Consellería de Traballo) sufrirán un recorte del 0,4%, que se acometerá retrasando obras de mejora y reparación y reformulando partidas de ayudas públicas que no tienen la demanda esperada.
   La titular de Facenda ha defendido que la Xunta fue "responsable" al incluir el Fondo de Cooperación en los presupuestos de 2011 de la Comunidad gallega, puesto que son partidas que "llegaron" en 2009 y 2010 y el Ministerio de Economía y Hacienda "estuvo cerca de reconsiderar esta postura" de no hacer el ingreso hasta 2013. No fue hasta el Consejo de Política Fiscal y Financiera del pasado julio que se confirmó que este dinero no sería transferido, ha argumentado.
   Así, la conselleira ha indicado que, de disponer del Fondo de Cooperación, el déficit acumulado por Galicia en el primer semestre sería del 0,58%, en lugar del 0,92% que figura en los cálculos del ministerio. Además, ha reiterado que antes de fin de mes estará presentado el recurso de inconstitucionalidad para reclamar al Gobierno central 805 millones del sistema de financiación.
   El recorte representa el 1,2% del presupuesto gallego, que acumula un descenso del 11,8% en relación a 2010. La rebaja total es de 1.280 millones de euros y deja las cuentas de la comunidad en cifras similares a las de 2006. En cualquier caso, la titular de Facenda ha defendido que el ajuste presupuestario se ha hecho "blindando los servicios públicos fundamentales" y ha apuntado que las áreas de sanidad, educación y bienestar caen un 0,4%, frente al 3% del resto de departamentos.
ÁREAS AFECTADAS
   En concreto, ha sostenido que en Educación no se verán afectados los programas de transporte escolar, comedores o gratuidad de libros de texto, así como el decreto del plurilingüísmo, el plan de formación del profesorado, o la consolidación de las unidades de investigación de las universidades gallegas.
   En Sanidade "están garantizadas" las partidas de receta farmacéutica, los programas de vacunación, los de salud mental, la coordinación de trasplantes y los equipamientos de atención primaria. Dentro de este departamento, los ajustes afectarán a los servicios que aportan menos valor y a inversiones que no hayan sido iniciadas.
   Por su parte, en Benestar "se blindan" el complemento de las pensiones no contributivas, la atención a la dependencia, las escuelas de cero a tres años, la renta de inserción social, la ayuda por hijo a cargo, las transferencias a ayuntamientos para centros de días y ayudas de cuidador y las subvenciones a asociaciones de discapacitados.
   La consellería con un mayor ajuste, la dirigida por Agustín Hernández, preservará la seguridad vial, las actuaciones medioambientales, los planeamientos urbanísticos y la supresión de peajes. Además, se dará prioridad a las obras de titularidad propia y se retrasarán las que no hayan sido licitadas.
IMPUESTO DE JUEGO ONLINE
   Fernández Currás ha indicado que el recorte es del 2% en las áreas que dependen del presidente de la Xunta; del 1,8% en la Consellería de Traballo; del 1,3% en la de Mar; del 1,1% en Facenda;  del 0,9% en Medio Rural y Consellería de Presidencia y del 0,6% en partidas diversas.
   Entre los ingresos que espera obtener el Ejecutivo gallego de aquí a fin de año están los procedentes por el nuevo impuesto sobre el juego online, para el que Facenda aún no tiene una estimación, dado que está a la espera de la información que aporte el Ministerio de Economía.

fonte: http://www.europapress.es/galicia/noticia-infraestruturas-cultura-economia-soportan-mayores-recortes-preservar-gasto-social-cae-04-20110912151528.html

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Testemunho Sandra Campos - A verdade dos Transplantes em Portugal

Atençao que eu nao afirmei que os Transpantes de Pulmao estao em risco em Portugal mas sim que gostaria que todos tivessemos uma certeza quanto a este tema e que todos já sentimos os efeitos dos "cortes" que ainda nao foram oficialmente divulgados, Obrigada, Sandra Campos
 Outra chamada de atençao: felizmente com Santa Maria nunca tive probelmas de troca de imunossupressores por genéricos, esse problema aconteceu com o Hospital de Coimbra e com o Hospital de Viseu. Obrigada, Sandra Campos
 
E que tal pedir a opiniao e a ajuda de Espanha para tudo isto? Afinal só estamos divididos por uma "linha" de terra e ELES sempre estiveram alí para nos ajudar. SEMPRE! Sandra Campos
Fonte: Correio Manha -12/09/2011 - http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/saude/transplante-de-pulmao-em-risco
Nota: Manuela Teixeira O titulo da notícia é da responsabilidade do CM e minha.

Portugal - Transplantes renais custam menos 77% por ano do que diálise



12/09/2011 - 12:46

Os transplantes poupam milhões ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantem uma maior sobrevivência e qualidade de vida aos doentes. De acordo com um estudo português que vai ser publicado em breve na Clinical Transplantation, os transplantes de rins garantem uma poupança superior a 20 mil euros por doente ao fim do primeiro ano. Ou seja, cada doente gasta menos 76,5% do que gastaria a fazer diálise, avança o Diário de Notícias.

São dados como estes que têm levado os especialistas a criticar o corte aos incentivos nos transplantes, mas sobretudo na colheita, que garante que há mais órgãos para transplantação. Os dados foram divulgados ao DN por Salete Martins, nefrologista do Hospital de Santo António e autora do estudo. "No primeiro ano, em que se faz a cirurgia, com os custos de exames e internamentos, o doente transplantado custa 60 mil euros, mas ao segundo ano o transplante sai mais barato que diálise".

Cada doente em hemodiálise tratamento renal que é a única alternativa ao transplante num caso de insuficiência grave – custa "cerca de 2300 euros por mês, contando com uma média de três sessões semanais de tratamento. Já um doente transplantado tem custos de 550 euros por mês", o que permite reduzir de 28 mil euros para cerca de 6600.

Os ganhos sucessivos atingem " 172 mil euros ao fim de dez anos", refere a médica. Um exemplo: os 573 doentes transplantados do ano passado vão garantir uma poupança de quase cem milhões de euros ao fim de dez anos.

Alfredo Mota, director do serviço de urologia e transplantação renal dos Hospitais da Universidade de Coimbra, também fez contas semelhantes num estudo anterior.

"Depois do primeiro ano o transplante fica pago. Fiz um estudo com mil doentes e concluí que, em vez de custarem 30 milhões de euros, estes doentes tiveram um custo de apenas 11 milhões num ano. Este é o único transplante em que é possível fazer isto. Nas restantes áreas é uma questão de vida ou morte", diz ao DN.

Um doente transplantado tem custos com consultas, tratamentos imunossupressores para não rejeitar o órgão, entre outros gastos com peso mais baixo que a hemodiálise, que além do tratamento tem custos de transporte, internamentos, acessos vasculares. O médico diz ainda que estes doentes "têm mais qualidade de vida, maior sobrevivência e regressam ao emprego, não ficando horas presos a uma máquina". Há 1955 doentes à espera de rim e dez mil em tratamento listas. São 1955 os doentes que estão em lista de espera para transplante de rim, uma lista que nunca esteve tão curta. Nos últimos anos, têm sido transplantados mais doentes do que os que entram em lista, com o reforço da colheita.

Este ano, com os efeitos da crise e cortes nos incentivos, os responsáveis temem que haja redução. "Já houve um ligeiro decréscimo. Temo que as equipas que fazem colheita possam perder parte do estímulo que tinham para colher, principalmente em unidades sem transplantes", diz Fernando Macário.

Além do presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, também o director do serviço dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Alfredo Mota, defende que se mantenham os incentivos: "Faz sentido as equipas receberem a benesse. Pelo contrário, no caso dos transplantes, muitas vezes eram verbas usadas para tapar buracos noutras áreas".

Esta semana, o ministro da Saúde disse em entrevista que era preciso perceber se o País "pode sustentar o actual número de transplantes" e que não havia "necessidade de haver um incremento no número de transplantes", o que levantou uma onda de indignação por haver questões de vida ou morte e por se pouparem custos com estas cirurgias. No Parlamento, porém, garantiu que "não há qualquer intenção de diminuir o número de transplantes", apesar do corte a incentivos.

Testemunho Sandra Campos - A verdade dos Transplantes em Portugal

Atençao que eu nao afirmei que os Transpantes de Pulmao estao em risco em Portugal mas sim que gostaria que todos tivessemos uma certeza quanto a este tema e que todos já sentimos os efeitos dos "cortes" que ainda nao foram oficialmente divulgados, Obrigada, Sandra Campos
 Outra chamada de atençao: felizmente com Santa Maria nunca tive probelmas de troca de imunossupressores por genéricos, esse problema aconteceu com o Hospital de Coimbra e com o Hospital de Viseu. Obrigada, Sandra Campos

Transplante de pulmão em risco

12/09/2011 - 11:55
As respostas dos serviços de transplantes dos hospitais portugueses estão a deixar os pacientes preocupados. "Tudo o que diga respeito a dinheiro, as respostas são evasivas ou ficam pendentes", diz ao Correio da Manhã Sandra Campos, de 40 anos, que foi submetida a transplante de pulmão em Maio de 2005, no Hospital da Corunha, em Espanha. Sandra sofre de fibrose quística e na semana passada teve de adiar para Outubro a revisão periódica na unidade espanhola.

Justificação: os voos de Lisboa para a Corunha excedem o autorizado. "A alternativa mais barata era fazer quatro escalas, ida e volta", diz Sandra, que não suporta as viagens de avião. "Os transplantados correm riscos se não cumprirem os tratamentos e as consultas", alerta. Sandra, que gere um blogue sobre transplantes pulmonares, afirma que tem recebido diversas queixas semelhantes de pacientes e familiares, que se deparam com outras situações.

"Os medicamentos imunossupressores, quando receitados pelos hospitais portugueses, estão a ser substituídos por genéricos, o que é desaconselhado pelos clínicos espanhóis", diz Sandra, que em Lisboa é doente do Hospital de Santa Maria (HSM). "Sem comparticipação do Estado, este tipo de fármaco pode custar 500 euros, em vez de 40". O director do Serviço de Pneumologia do HSM, Bugalho de Almeida, nega ao CM qualquer "recusa, atraso ou adiamento do envio de doentes" para a Corunha. Fonte da administração do HSM garante que se mantém a prescrição dos imunossupressores. "Não houve substituição por genéricos".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Corte nos incentivos aos transplantes pode "sabotar" a actividade

09/09/2011 - 08:18

A Hepaturix - Associação de Crianças e Jovens Transplantados ou com Doenças Hepáticas alerta em carta aberta ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, que o corte nos incentivos aos transplantes pode “sabotar” a actividade, o que classifica como “um crime”, avança a agência Lusa.

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.

Ouvido na quarta-feira na Comissão Parlamentar de Saúde, o ministro da Saúde assegurou que a actividade dos transplantes em Portugal não será posta em causa, independentemente dos cortes de verbas previstos para o sector.

No entanto, numa carta aberta hoje dirigida a Paulo Macedo, a Hepaturix refere que dar “menos incentivos aos hospitais” para a realização de transplantes e “não permitir a formação de equipas e a sua preparação é pura sabotagem”.

A associação faz um apelo para que a medida seja reequacionada: “Ainda estamos a tempo de não cometer um crime no que à Transplantação Hepática Pediátrica (THP) diz respeito”.

Segundo a associação, “transplantar uma criança é, na maioria dos casos, torná-la saudável, ou seja, se se quiser reduzir o valor da vida humana a números, gerar um trabalhador e consequentemente um contribuinte”.

No entanto, a Hepaturix recusa-se a reduzir o assunto a uma questão financeira e lança um desafio ao ministro.

“Há crianças em lista de espera que sofrem todos os dias. Quem tem coragem de, em nome da economia, decidir quais as que não devem ser transplantadas? Estará o senhor ministro, em consciência, disposto a assumir essa responsabilidade?”, questiona a associação.

Paulo Macedo reconheceu na quarta-feira que Portugal alcançou “patamares relevantes” a nível internacional na área dos transplantes, mas a generalidade das intervenções de 2010 “diminuiu relativamente a 2009 e o montante pago teve o valor mais elevado em 2009 e 2007”.

O ministro garantiu ainda que a redução dos incentivos é uma medida que estava proposta, só ainda não tinha ainda sido homologada, e responsáveis de dois dos maiores centros dizem que “a actividade vai continuar da mesma maneira”.


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/09-09-11/corte-nos-incentivos-aos-transplantes-pode-sabotar-actividade

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Ministro garante que transplantes não estão em causa apesar dos cortes


07/09/2011 - 13:59
O ministro da Saúde assegurou que a actividade dos transplantes em Portugal não será posta em causa independentemente dos cortes de verbas previstos para o sector, avança a agência Lusa.

Falando na comissão parlamentar de Saúde, Paulo Macedo começou por recordar que a redução dos incentivos é uma medida que estava proposta pelos serviços há algum tempo e que não tinha ainda sido homologada, por isso “a medida não cai do céu e não é tomada em poucos dias”.

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.

“Não há qualquer intenção de diminuir o número de transplantes, é uma área importante em que alcançámos patamares relevantes, mas lembro que a generalidade dos transplantes de 2010 diminuiu relativamente a 2009 e o montante pago teve o valor mais elevado em 2009 e 2007”, afirmou o ministro.

Paulo Macedo explicou que os incentivos eram aplicados de forma distinta: havia incentivos passados aos profissionais que participavam do ato, outros que revertiam a favor do hospital e não eram passados aos profissionais e ainda situações mistas, além de casos em que o valor pago era destinado a outros centros de prestação de cuidados do próprio hospital.

O governante adiantou ainda ter tido a garantia de responsáveis de centros de transplante de que a actividade se manteria mesmo com o corte de verbas.

“Responsáveis de dois dos maiores centros dizem que a actividade vai continuar da mesma maneira independentemente da redução de incentivos. Todos os outros centros de transplantes também dizem que a medida não porá em causa a actividade, ao mesmo tempo que dizem que será drástica e exigente, mas não porá em causa a actividade de transplantes”, afirmou.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/07-09-11/ministro-garante-que-transplantes-nao-estao-em-causa-apesar-d

Portugal - Administradores hospitalares aconselham "cautela" a ministro

Ler primeiro noticia relacionada: http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2011/09/escandaloso-portugal-hospitais-usam.html

07/09/2011 - 15:38
Em declarações à TSF, o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares recomendou "cautela" às avaliações do ministro da Saúde, sublinhando que as dívidas dos hospitais seriam muito menores se a tutela pagasse o que deve.

O ministro da Saúde garantiu, esta quarta-feira, que "um terço" dos hospitais-empresa (EPE) está em falência técnica e que estes tiveram um défice de 322 milhões de euros em 2010 e de cerca de 300 milhões em 2011.

"É preciso cuidado com essas avaliações. E o dinheiro que o Ministério da Saúde não paga aos hospitais, o encerramento de contas de 2009 e de 2010, as dívidas da ADSE?", questionou o presidente da Associação dos Administradores Hospitalares.

No entanto, Pedro Lopes reconheceu que a situação nos hospitais é "complicada", afirmando que "há muitos anos que deviam ter sido tomadas atitudes" em relação aos hospitais que se encontram numa "situação de inconstância e desequilíbrio orçamental".

O responsável defendeu, ainda, que os gestores dos hospitais têm que contribuir para o equilíbrio das contas públicas, considerando que a saúde não pode sofrer cortes de financiamento proporcionais às dificuldades orçamentais do país.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/07-09-11/administradores-hospitalares-aconselham-cautela-ministro 

RESPOSTA MINISTRO SAÚDE: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/07-09-11/ministro-situacao-do-pais-nao-e-compativel-com-medidas-de-cos

Portugal - Sociedade de Transplantação exige "explicações urgentes" do ministro

07/09/2011 - 09:05
Ler primeiro noticia relacionada: http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2011/09/escandaloso-portugal-hospitais-usam.html

A Sociedade Portuguesa de Transplantação exige “explicações urgentes” ao ministro da Saúde sobre a intenção de cortar verbas para os transplantes, querendo acreditar que se tratou de “um equívoco” e não de uma medida que trará “fatalidades evitáveis”, avança a agência Lusa.

As afirmações constam de uma carta aberta dirigida pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), Fernando Macário, ao ministro Paulo Macedo, datada de dia 1 de Setembro, mas divulgada publicamente na terça-feira.

Em entrevista televisiva, o governante afirmou que é preciso perceber se o país “pode sustentar o actual número de transplantes” e que não há necessidade de haver um incremento no número de transplantes.

“Palavras estranhas que nunca esperei ouvir de ninguém com responsabilidades na política de saúde. Tratou-se seguramente de um equívoco que acredito será desfeito brevemente”, começa por afirmar o presidente da SPT.

Citando dados do Registo Nacional do Tratamento da Doença Renal Crónica Terminal, disponibilizados pelo Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, que coordena, Fernando Macário afirma que em 31 de Dezembro de 2010 Portugal tinha 10.152 doentes em hemodiálise e 660 em diálise peritoneal, dos quais entre 20 a 25 por cento têm indicação para transplante renal.

O responsável exorta então o ministro a explicar a esses doentes que “poderão esperar mais tempo por um transplante”, porque não há necessidade de incrementar o número de transplantes e o país não pode sustentar o número actual.

“Aos doentes com patologia hepática terminal terá que ser explicado que terão menos hipótese de ser transplantados e mais probabilidade de morrer em lista de espera. Aos doentes com insuficiência cardíaca não tratável por outros meios que não o transplante também terá que ser explicado que têm mais probabilidade de morrer sem o transplante chegar. E o mesmo para o transplante pulmonar”, acrescenta.

Para Fernando Macário, trata-se de “explicar o inexplicável”, porque o “transplante não é uma despesa”, é um investimento em vida e em qualidade de vida.

Além disso, avança o responsável, a transplantação de órgãos traz lucros, como o demonstra o facto de o transplante renal ser reconhecidamente mais barato que a diálise e de a maioria dos transplantes permitirem o retorno à vida activa.

Fernando Macário recorda que nos últimos anos Portugal projectou-se no mapa da transplantação mundial com lugar de destaque, sendo líder no transplante renal e hepático com dador cadáver, com números aceitáveis na transplantação cardíaca e em franco crescimento no transplante pulmonar.

“Isso deve ser motivo de orgulho de qualquer ministro da Saúde”, considera, sublinhando que “Portugal não tem um programa de transplantação acima das suas capacidades, tem o programa de transplantação que conquistou com esforço e dedicação de muitos”.

O presidente da SPT termina frisando novamente que são necessárias “explicações urgentes para continuar a acreditar que as listas de espera não serão preenchidas por fatalidades evitáveis”.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, deu a entrevista a 1 de Setembro e logo no dia seguinte o presidente e a coordenadora nacional da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação pediram a demissão, como forma de protesto.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/07-09-11/sociedade-de-transplantacao-exige-explicacoes-urgentes-do-min

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ESCANDALOSO!!! - Portugal - Hospitais usam verbas dos transplantes para equilibrar contas

05/09/2011 - 13:03
Os incentivos pagos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) para o programa da transplantação, e que o Governo decidiu cortar, reduzindo-os em 50%, são muitas vezes utilizados pelos hospitais para equilibrar as contas e não apenas para pagar a actividade ligada aos transplantes, avança o Correio da Manhã.

Em declarações ao CM, o secretário de Estado adjunto da Saúde, Leal da Costa, explicou que cada administração geria o dinheiro como entendia. "Há hospitais que entendem que podem dar uma parte aos profissionais, como um estímulo adicional, outros que os usam para equilibrar as suas contas ou pagar horas extras envolvidas nas colheitas e transplantações."

Segundo o governante, "num número muito significativo de instituições, provavelmente já na maioria, não há pagamentos de remunerações extras aos profissionais". E, acrescenta Leal da Costa, "naqueles onde isso se faz é muito variável".

O secretário de Estado do Ministério tutelado por Paulo Macedo sublinha que até "há situações onde os chefes de equipa recebem mesmo sem terem participado directamente na intervenção".

O pagamento destes incentivos aos hospitais está atrasado. Estão por pagar 11,3 milhões de euros referentes a 2010, tal como avançou ontem o CM. E a situação complica-se mais ainda porque o despacho do Governo que reduz os incentivos tem efeitos retroactivos, em 1 de Janeiro de 2011. Ao que o CM apurou, há hospitais que avançaram com os pagamentos aos médicos que realizaram os transplantes antes de receberem do SNS e que, agora, estão a braços com uma verba mais reduzida. Não foi possível apurar se os hospitais vão pedir a devolução do dinheiro aos médicos, mas a retroactividade causou mal-estar no seio das equipas das unidades de transplantação, nomeadamente das que ainda não receberam a respectiva compensação.

Transplantes dentro do horário de serviço

Ao que o CM apurou, a maior parte dos médicos que fazem parte das unidades de transplantação está solidária com a necessidade d e contenção da despesa e disponível para continuar a fazer transplantes, mas mediante um acordo para que o procedimento decorra durante o horário de serviço. "Podem, por exemplo, determinar que os transplantes sejam feitos de manhã", explica ao CM um médico, que diz ter esperança de que o ministro Paulo Macedo tenha "bom senso".


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/05-09-11/hospitais-usam-verbas-dos-transplantes-para-equilibrar-contas

sábado, 3 de setembro de 2011

Portugal - Médicos demitem-se devido a cortes de verbas para transplantes



Ontem

O presidente e a coordenadora nacional da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação pediram esta sexta-feira a demissão em protesto contra as intenções do ministro da Saúde de cortar as verbas daquele organismo. Paulo Macedo admitiu a possibilidade de reduzir o número de transplantes feitos em Portugal.
foto ARLINDO CAMACHO/DR
Médicos demitem-se devido a cortes de verbas para transplantes

"Recuso-me a permanecer aqui porque o meu lugar está esvaziado de funções. Não posso aceitar que haja doentes que se podem salvar mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas", disse à Lusa a Coordenadora Nacional das Unidades de Colheita de Órgãos, Tecidos e Células para Transplantação, Maria João Aguiar.
A demissão da coordenadora nacional surge na sequência das declarações "absolutamente desastrosas" do ministro da Saúde, Paulo Macedo, em entrevista à TVI na quinta-feira à noite.
Questionado sobre se os transplantes estariam em risco, o ministro Paulo Macedo admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes", explicando que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".
"O que pretendemos é manter um número de transplantes tão interessante e de qualidade como tem vindo a ser feito, mas claramente dando menos incentivos aos hospitais, porque também não é necessário. Estes incentivos visam um incremento e o que nós achamos é que não é necessário haver aqui um incremento", acrescentou o ministro.
Perante as declarações do ministro, Maria João Aguiar e o director Geral da ASST, João Rodrigues Pena, apresentaram a sua carta de demissão ao ministério como "forma de protesto", informação que o ministério já confirmou à Lusa.

"Enquanto médica e enquanto técnica para mim isto é absolutamente inaceitável", disse Maria João Aguiar, acrescentando que "é muito difícil para os médicos aceitar que haja doentes que se podem salvar e vão morrer porque o país está em dificuldades económicas. Digam então às famílias dos doentes que temos de fazer cortes económicos para salvar o Serviço Nacional de Saúde e terão que morrer doentes".
"Como é que um doente que está à espera de um transplante para sobreviver recebe estas notícias? A colheita não sobe nem desce por milagre, tem de ser apoiada", sublinhou a responsável.
Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.
A responsável recorda que o anúncio de cortes aos incentivos previstos para a ASST tinham sido recebidos pelos responsáveis como "inevitáveis" face à actual situação do país: "Eu, com alguma ingenuidade, pensei que poderia tentar fazer o mesmo trabalho com metade (do orçamento) e que se iria tentar que os números da actividade não baixassem. Mas as declarações do senhor ministro foram muito claras".
Maria João Aguiar considera que as suas funções deixam de fazer sentido quando o ministério admite que o país está sem capacidade económica para manter o actual nível de colheitas e transplantes.
A responsável garante que as transplantações renais significam uma "poupança de milhões de euros" ao Estado: "A transplantação é a maneira mais económica para os doentes que vão continuar a gastar dinheiro ao Estado porque continuam em diálise se não são transplantados".
Contou ainda à Lusa que perante a sua decisão decidiu enviar uma mensagem aos colegas que trabalham na área, apelando para que "continuem a ter em mente os doentes que estão em lista de espera, porque eles existem e sofrem todos os dias".




Provocando o Sr. Ministro! (retirado do blog Lutar até Viver)

Provocando o Sr. Ministro!

Pergunta-nos o Sr. Ministro "é preciso perceber se o país pode sustentar o actual número de transplantes"?

Por outras palavras, pergunta-se, será que vale a pena salvar algumas vidas? E obviamente procura-se direccionar quem ouve para uma resposta negativa, ou numa visão mais optimista, para "um talvez não valha a pena salvar todas..."!

Peço a todos que rezem! Não tenho coragem de desejar nada aos familiares do Sr. Ministro e muito menos aos filhos! Mas a ele desejo, faço-o com fervor e vou rezar para isso! Vou pedir a Deus que lhe dê a necessidade de um transplante pulmonar, sim ... mas a ele próprio!! Escolho o Pulmonar que é para ele apreciar o calvário por que passa um doente transplantado  e para que perceba também o que é haver fraca resposta em Portugal!! 

Talvez depois o povo português possa responder com mais propriedade à pergunta do Sr. Ministro e ele consiga avaliar melhor as respostas!


Fonte: http://lutarateviver.blogspot.com/2011/09/provocando-o-sr-ministro.html

PORTUGAL - "Não posso aceitar que haja doentes a morrer porque o país está em crise"

A afirmação é da coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar, que se demitiu hoje. Em causa as declarações do ministro da Saúde, que afirmou ontem que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".  - Palavras de Maria Joao Aguiar.

A coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação demitiu-se hoje em protesto contra o ministro da Saúde. Maria João Aguiar considera "absolutamente desastrosas" as declarações de Paulo Macedo na entrevista concedida ontem à noite à TVI. A coordenadora diz que não pode aceitar "que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas".

Ontem à noite, e depois deter sido questionado se os transplantes estariam em risco em Portugal, o ministro da Saúde admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes". Paulo Macedo afirmou que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".

"Recuso-me a permanecer aqui, porque o meu lugar está esvaziado de funções", disse à Lusa a coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar. "Não posso aceitar que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas. Digam então às famílias dos doentes que temos de fazer cortes económicos para salvar o Serviço Nacional de Saúde e que terão que morrer doentes", disse a responsável.

O presidente da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), João Rodrigues Pena, também pediu hoje a demissão em protesto contra as intenções do ministro da Saúde. 

Paulo Macedo também disse ontem que o Governo pretende "manter um número de transplantes tão interessante e de qualidade como tem vindo a ser feito, mas claramente dando menos incentivos aos hospitais, porque também não é necessário”.
Perante as declarações do ministro, Maria João Aguiar e João Rodrigues Pena entregaram hoje a sua carta de demissão ao Ministério da Saúde como "forma de protesto".

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.
Maria João Aguiar garante que as transplantações renais significam uma "poupança de milhões de euros" ao Estado: "A transplantação é a maneira mais económica para os doentes, que vão continuar a gastar dinheiro ao Estado porque continuam em diálise se não são transplantados".




Triste é que tudo agora se resume à falta de incentivos, no entanto, sempre estiveram neste pais pessoas a morrer em listas de espera, sem oportunidades para ir para fora e porquê? Falo unicamente dos Transplantes Pulmonares. Será que nao seria mais honesto admitir que o pais sempre esteve em crise e que as oportunidades, em grande parte foram dadas as "apelidos sonantes" ou a quem teve que lutar contra o sistema para manter-se vivo, sair do país, realizar o transplante pulmonar longe de toda a sua familia? Será que ninguém pode também ver isso?
Sandra Campos

Fonte; http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=97&did=171175

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Transplantes: Demissão da direcção não surpreende ministério


Transplantes: Demissão da direcção não surpreende ministério

Ontem às 21:17

O Ministério da Saúde não ficou surpreendido com os pedidos de demissão dos responsáveis da Autoridade do Sangue e Transplantação e garantiu que a qualidade se vai manter.
  • Fernando Leal da Costa rejeita as críticas sobre a redução do número de transplantes

     

    O presidente da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), João Rodrigues Pena, e a coordenadora nacional, Maria João Aguiar, apresentaram esta sexta-feira a sua demissão ao ministério em protesto contra as intenções do ministro da Saúde de cortar verbas.
    Em declarações à Lusa, o secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa, disse não ter sido apanhado de surpresa com a demissão: «Não ficámos surpreendidos porque são duas pessoas, em particular o dr. Pena, que já tinham demonstrado algum desconforto relativamente à orientação que estava a ser dada no contexto de moralização dos incentivos da transplantação».
    Fernando Leal da Costa recusa as críticas feitas pela coordenadora nacional da ASST sobre a futura redução do número de transplantes em consequência dos cortes em 50 por cento aos incentivos à transplantação: o Ministério da Saúde «em momento algum está disposto a aceitar menor qualidade nos resultados ou menor acesso».
    «Não passa pela cabeça de ninguém que o senhor ministro tivesse na ideia que uma vida humana que estivesse em causa por causa de um transplante deixasse de ser efectuado por causa dos cortes», garantiu o secretário de Estado.
    Apesar dos cortes, Fernando Leal da Costa lembrou não ter «nenhum sinal, muito pelo contrário, que a actividade de transplantação não continue com a qualidade e frequência que lhe é reconhecida».



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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

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SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

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Reporter de Imagem Vitor Quental

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