Dedico este blog ao meu Transplante Pulmonar que me salvou a vida, no dia 9 de Maio de 2005 e ao meu Transplante Renal com dador vivo, no dia 25 de Março de 2015, ambos realizados no Hospital Juan Canalejo, na La Coruña, em Espanha.
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Los hospitales del Sergas hacen un trasplante al día y la mayoría son de riñón e hígado
Un total de 2.614 personas solicitaron durante los seis primeros meses del año la tarjeta de donante.
La actividad de trasplantes de los complejos hospitalarios de A Coruña y Santiago llegó durante los seis primeros meses del 2011 a casi uno por día. En concreto fueron 156, de los que la mayoría, 40 y 77, fueron de hígado y riñón, respectivamente. En otros 22 casos el órgano trasplantado fue un pulmón; en nueve, un corazón, y en ocho, un páncreas.
Por hospitales, el de A Coruña registró el mayor nivel de actividad, con 123 intervenciones, mientras que en Santiago se llevaron a cabo 33. Mientras que en el Chuac se hicieron trasplantes de los cinco órganos, en el hospital compostelano solo de riñón, hígado y páncreas. El mes de mayor actividad fue marzo, con 41 intervenciones; seguido de enero, con 27, y mayo, con 26. En febrero, con 17, fue cuando se hicieron menos. En los seis primeros meses del 2011 la Oficina de Coordinación de Trasplantes del Sergas recibió 58 donantes, 45 de ellos cadáveres. Los hospitales de A Coruña y de Pontevedra alcanzaron el mayor número de donantes cadáver (20 y 17, respectivamente); mientras que en Lugo fueron seis, y en Ourense, dos.
Unas 2.600 tarjetas más
Un total de 2.614 personas solicitaron durante los seis primeros meses del año la tarjeta de donante. Esto supone que la comunidad gallega cuenta ya con 80.733 carnés de donantes de órganos.
En Galicia, una cuarta parte de estos donantes tienen más de 70 años, ya que la reducción de los accidentes de tráfico provocó una disminución de donaciones de víctimas de siniestros en las carreteras. El porcentaje de negativas en la comunidad por parte de sus familiares es de los más altos de España.
Comparar com Portugal, no mesmo período de tempo: http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2011/08/portugal-numeros-de-transplantes-e_29.html
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Testemunho - José Portela - “Sabia que só tinha um caminho e era o que queria”
Nasceu com 5 meses e 500 gramas. Na altura não havia incubadoras e foi criado a peito e baptizado no mesmo dia. Quando completou os 9 meses já pesava 4 kilos.
Aos 15 anos teve uma pneumonia causada por uma gripe mal curada e esteve 14 dias em coma, tudo porque foi mal receitado, teve um problema de coração, o pulmão esquerdo deixou de funcionar e teve que ser ligado à máquina.
O perverso destino não o queria deixar em paz e também tiveram que lhe retirar anéis da traqueia.
- “Afinal no meio de tudo isto fui transplantado ao pulmão direito” – Conta José Portela, hoje com 46 anos.
A mãe, uma senhora de 80 anos, teimosa no bom sentido, com uma fibra e energia magníficas, lutou pelo filho desde que este nasceu e pode-se dizer que é a grande “culpada” pelo força e pelo sorriso que vejo na cara de José Portela.
– “Infelizmente alguém teve que morrer para eu viver” – Desabafa – “Pior era se não tivesse tido hipótese de entrar na lista de transplantes”.
É de Famalicão e em 2001 foi-lhe diagnosticada uma fibrose com origem desconhecida. José Portela na altura entrava em competições com pombos-correios e parece que foram estes que lhe provocaram a fibrose pulmonar. Nunca houve certezas.
As nebulizações não paravam, as infecções e os episódios de febre eram freqüentes mas o seu médico apenas lhe dizia “Não precisas de transplante, fazes oxigénio só de noite” – “Mas a verdade é que andava cansado” – Afirmou – “Este médico só me dizia para me reformar!”
- “ Ao mesmo tempo que ia investigando na internet e encontrei a página do Hospital Juan Canalejo, resolvi pedir uma segunda opinião” – Conta.
E foi então que se encontrou pela 1ª vez com a equipa de pneumologia do hospital S. João do Porto, primeiro com o Dr. António Morais e depois pela pneumologista Dra. Carla Damas por quem continua a ser acompanhado.
Foi rejeitado por Santa Marta por excesso de peso e em Fevereiro de 2009 chegou a autorização para o seu processo ser enviado para a Corunha – “A partir deste momento tudo foi relativamente rápido e em 28 Abril 2009 cheguei à Corunha” – Contava animado pela benção que teve – “Entrei na lista de espera em 24 de Junho de 2009 e em 4 de Julho fiz o meu transplante” – Sorriu.
Uma grande vitória do José Portela e da equipa de Torácica do Juan Canalejo – “Era para ser quatro horas de cirurgia mas afinal acabaram por ser oito horas” – Contava – “Como em 1980 tive que retirar os quatro anéis da traqueia, tiveram que chamar os especialistas de otorrinologia do Hospital Materno para me conseguirem entubar”.
“ – O despertar foi um recordar dos meus 15 anos” – Comentou - “Mas cada caso é um caso e continuo a sentir que continua a valer a pena tudo o que passei!”
José Portela não tem filhos, é casado e sente-se muito afortunado pelo imenso apoio que tem da mulher, embora a maior parte do tempo está acompanhado pela mãe que tem mais disponibilidade por estar reformada.
Estamos em 2010 e José Portela voltou a trabalhar a tempo inteiro na Câmara de Famalicao em controlo ambiental – “Tenho sorte porque posso trabalhar de máscara, não tenho que estar exposto aos olhos do público – Faço análises”.
“ – A pior fase da minha vida foi mesmo antes do transplante – Olhamo-nos ao espelho e perdemos toda a auto-estima” – Continua a contar – “Nunca tive medo! Apenas estava ansioso se o pulmão seria ou não compatível – “Sabia que só tinha um caminho e era o que queria”.
Custa-me muito ver todos os casos que ficam em Portugal alimentados de ilusões – Comenta com tristeza na voz – “Aqui funciona! A ligação com os médicos é muito forte. Há um tratamento igual para todos. Os fisioterapeutas são incansáveis, sempre muito atentos para trabalharmos, em especial a Esther, que todos conhecemos. São todos uma grande equipa!”
A mensagem que nos quer deixar é esta - “Custa mas vale a pena passarmos por tudo e estarmos aqui e voltarmos a estar bem”.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Portugal já é líder mundial nos transplantes de rim
A lamentar o número tao baixo dos Transplantes Pulmonares em Portugal- 11!
Uma área onde as necessidades sao imensas mas parece que o investimento continua a ser muito pouco. Aproveitando as sempre tao conhecidas comparaçoes com Espanha, aproveito para comentar que a Corunha comemorou este ano os 300 transplantes Pulmonares e Barcelona os 500 transplantes Pulmonares, sendo o Hospital Valle d´Hebron, em Barcelona, um dos melhores especialistas em Transplantes Pulmonares Pediátrico.
Sandra Campos
Portugal é o campeão mundial nos transplantes de rim e de fígado em apenas dois anos. Depois de ter conseguido liderar na transplantação hepática em 2008, o País conseguiu ultrapassar Espanha nos transplantes renais com dador cadáver no ano passado. Os dados integram a Newsletter Transplant, publicação da Organización Nacional de Transplantes e do Conselho da Europa, avança o Diário de Notícias.
Maria João Aguiar, coordenadora nacional das unidades de colheita da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação aplaude os resultados: "Conseguimos manter-nos na liderança do transplante do fígado e ultrapassámos a Espanha no transplante renal com dador cadáver, que é a forma ideal". A diferença entre os dois países era mínima em 2008. Espanha fazia 44,9 cirurgias por milhão e Portugal 44,8. Agora, Portugal atingiu as 50 operações por milhão enquanto Espanha fez 44,8.
A Noruega apresenta um resultado global melhor no transplante de rim, mas baseia-se sobretudo na dádiva de órgãos em vida, que deve ser o último recurso, já que depende da dádiva altruísta das pessoas. Se Portugal fez 56,1 transplantes por milhão de habitantes (incluindo seis da doação em vida), a Noruega alcançou os 60,8. Porém, comparando apenas os dados de dador cadáver, Portugal ultrapassa largamente a actividade da Noruega com 50 transplantes contra 39,2.
Quase todo os transplantes subiram em 2009. Na colheita por milhão de habitantes Portugal fica em segundo lugar logo depois de Espanha. Uma subida de 16% num ano, para os 31 dadores de órgãos por milhão de habitantes. Espanha "continua a ser líder na actividade, têm um grande programa, mas quando mais alto se está mais difícil é ultrapassar essa barreira", diz ao DN.
O esforço dos hospitais, que nomearam coordenadores da colheita de órgãos, permitiu ultrapassar muitas dificuldades que conduziam ao desperdício de órgãos, que continua no entanto a existir. Com isso, Portugal atinge o limiar da auto-suficiência em quase todas as áreas da transplantação, o grande objectivo para o País.
"Recentemente fui apresentar o caso de Portugal em Bruxelas. Fomos convidados pela União Europeia para explicar o nosso modelo. É o reconhecimento da nossa capacidade organizativa", diz Maria João Aguiar. A médica realçou ainda que o Reino Unido "tem metade da colheita portuguesa e gastou milhões de libras com um programa. Agora querem saber como conseguimos atingir estes resultados com tão poucos recursos".
Os transplantes de fígado caíram no ano passado para 24 por milhão, quando em 2008 estavam em 25,8. Apesar disso, o País continua a ser o maior transplantador.
Salvo esta excepção, houve melhorias em todas as áreas: o cardíaco subiu de 3,9 para 4,4 cirurgias por milhão, número ainda assim abaixo do necessário devido à escassez de órgãos. Também nos pulmões houve melhorias: fizeram-se 11 transplantes em Santa Marta (mais 7). O transplante de pâncreas subiu de 1,34 para 1,9.
fonte: http://www.rcmpharma.com/news/9788/15/Portugal-ja-e-lider-mundial-nos-transplantes-de-rim.html
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia da Divulgação dos Resultados da Transplantação em Portugal - Correio Manhã (18.03.2010)
Para um programa de 500 Transplantes Pulmonares em Barcelona, incluindo Transplantes Pulmonares Pediátricos foram necessários 10 anos; para um programa de 250 transplantes pulmonares em La Corunha no Hospital Juan Canalejo foram necessários 10 anos, para um programa de 12 transplantes pulmonares em Portugal também foram necessários 10 anos.
Estranha contradição é Manuel Pizarro afirmar que somos "lideres na recolha de órgãos, ao lado de Espanha" mas no entanto, afirma para outros meios de comunicação que a "temos que melhorar pois a nossa falha está na recolha de órgãos e que é esse facto que está a limitar o número de Transplantes Pulmonares realizados em Portugal" ... Em que ficamos?
Não será demasaido cedo para Manuel Pizarro afirmar que "Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011"?! Esperemos, para o bem de todos, que assim seja!
Sandra Campos
Não será demasaido cedo para Manuel Pizarro afirmar que "Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011"?! Esperemos, para o bem de todos, que assim seja!
Sandra Campos
***NOTICIA DO CORREIO DA MANHÃ***
Foto: O número de transplantes renais é superior ao número de novos inscritos na lista de espera
Transplantes hepáticos contrariam tendência
Aumentam dadores de órgãos de cadáver
A Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) do hospital de Santa Marta divulgou, esta quinta-feira, os números de dadores de órgãos de cadáver relativos a 2009, concluindo que apresentam um aumento significativo, face aos anos anteriores.
Os dados apresentados revelam que no ano passado registaram-se 31 dadores de órgãos por um milhão de habitantes, tendo havido um aumento em todos os transplantes excepto no hepático devido à dificuldade de obter fígados de jovens cadáveres.
A coordenadora da ASST, Maria João Aguiar, ressalva que a legislação aprovada em 2007, que permite a dádiva em vida de órgãos entre pessoas sem parentesco, contribuiu para o aumento de 25 por cento da colheita de órgãos de dador vivo.
“Estamos a transplantar mais do que as novas inscrições e isto é muito importante para os doentes em diálise” disse Maria João Aguiar acerca dos transplantes renais que aumentaram em quase 12 por cento.
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, salientou que Portugal “é o segundo país a ultrapassar a barreira da colheita de 30 órgãos por milhão de habitantes”, mas admitiu que ainda há muito para melhorar no que concerne aos transplantes pulmonares.
“Portugal vai ser auto-suficiente nesta área entre 2010 e 2011” sublinhou Manuel Pizarro que, de acordo com a agência Lusa, aproveitou para relembrar que vai ser criado o segundo centro de transplante pulmonar.
P.M.C.
Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=FED7AF49-ED29-4CCD-B0D8-1DD2CA3145DE
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Testemunhos de Transplantados Pulmonares - Teresa Vaz (La Corunha)
A Teresa é uma das transplantada que já conheço há mais tempo. Tem uma particularidade que gosto bastante: Não tem "papas na língua" para denunciar o que está mal! Já tinha participado numa reportagem num jornal e agora aceitou dar o seu testemunho, aqui no blog, deixando uma mensagem muito importante - "Foi duro e difícil mas os casos não são todos iguais. Passei muito mais tempo nos cuidados intensivos do que deveria porque fui enviada tarde de mais para a lista de Transplantes Pulmonares. Deveria ter sido pelo menos 2 anos antes!"
A Teresa tem 44 anos e o diagnóstico da sarcoídose com hipertensão secundária associada à doença foi-lhe feito em 2002 por taracotomia e com biopsia. Em 2004 já estava com oxigénio 24h. O chegar da cadeira de rodas foi gradual mas também não se safou desta triste e limitativa condição provocada pela doença.
Está muito agradecida ao Sr. Prof. António Segorbe Luís do Hospital de Coimbra por a ter encaminhado para a Corunha.
- "Só vim para a Corunha em 2007. Estive demasiado tempo à espera em Portugal por causa de problemas burocráticos com a ADSE. Já tomava corticoides antes do Transplante e cheguei a engordar 30kg e tinha muita dificuldade em movimentar-me. Chamaram-me para o Transplante em 9 de Agosto de 2007".
O marido teve que deixar a empresa para acompanhar Teresa que volta a relembrar - "...Ou vinha, ou morria em Portugal"
A Teresa tem 44 anos e o diagnóstico da sarcoídose com hipertensão secundária associada à doença foi-lhe feito em 2002 por taracotomia e com biopsia. Em 2004 já estava com oxigénio 24h. O chegar da cadeira de rodas foi gradual mas também não se safou desta triste e limitativa condição provocada pela doença.
Está muito agradecida ao Sr. Prof. António Segorbe Luís do Hospital de Coimbra por a ter encaminhado para a Corunha.
- "Só vim para a Corunha em 2007. Estive demasiado tempo à espera em Portugal por causa de problemas burocráticos com a ADSE. Já tomava corticoides antes do Transplante e cheguei a engordar 30kg e tinha muita dificuldade em movimentar-me. Chamaram-me para o Transplante em 9 de Agosto de 2007".
O marido teve que deixar a empresa para acompanhar Teresa que volta a relembrar - "...Ou vinha, ou morria em Portugal"
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Magia en el Hospital Juan Canalejo - Natal 2009 (Fonte: www.pedrovolta.com 10.12.2009)

MAGIA E ILUSIÓN EN EL HOSPITAL JUAN CANALEJO DE A CORUÑA
Pedro Volta visitó el Hospital Materno Juan Canalejo de A Coruña para hacer magia y regalar ilusión a los niños enfermos el pasado día 4 de diciembre de 2009 por medio de la FUNDACION ABRACADABRA. http://www.lavozdegalicia.es/coruna/2009/12/09/0003_8159607.htm
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"

Foto: Paulo Miguel Oterelo Temporão e esposaPaulo Temporão tem 36 anos e tem por base uma doença chamada "Sindroma Senior & Loken" tendo-lhe sido confirmadas bronquiectasias bilaterais (deformação dos brônquios em ambos os pulmões).
Em 1995 começou a ser acompanhado no Hospital do Alto Minho (Viana do Castelo) em pneumolgia e desde Dezembro de 2004 passou também a ser acompanhado no Hospital de S. João do Porto em Nefrologia.
Há 2 anos a oxigénio está muito grato à sua médica - Dra. Helena Lombardia - do Hospital do Alto do Minho (Viana do Castelo) - por o ter reencaminhado para a La Corunha onde chegou no dia 13 de Outubro.
Encontra-se actualmente a fazer exames médicos para entrar na lista de espera para Transplante Bi-pulmonar e rim.
Sim, é verdade - "Transplante Bi-pulmonar e rim" - vai ser a 2ª pessoa a ser submetida a este tipo de cirurgia no Hospital Juan Canalejo. Foi também este Hospital que realizou o 1º Transplante Bi-pulmonar e Rim ao Jorge Silva (http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2009/05/revista-visao-transplante-de-pulmoes-e.html).
Não me foi possível conhecer pessoalmente o Paulo pois estava internado na pneumologia (local proibido a qualquer Transplantado Pulmonar) por isso falamos por mail.
Pedi-lhe para me relatar um pouco o seu dia-a-dia e contou-me - "Faço diálise peritoneal, não faço hemodiálise(*ver nota) desde Janeiro de 2005. Até agora fazia de forma automatizada (durante a noite) mas neste momento vou 4 vezes ao hospital para fazer manualmente".
E como se sente em relação ao Transplante Bi-Pulmonar e rim? - " Sinto um misto de medo e de confiança/ esperança; Dá-me coragem as experiências vividas pelas outras pessoas já transplantadas".
Casado há 8 anos, deixou em Portugal dois filhos (uma menina de 7 anos e um menino de 5 anos), a sua mulher - Guilhermina (Mina) Temporão de 40 an0s- está sempre presente - "O qual lhe agradeço muito pela força que me dá nesta vida tão complicada"
(*Nota: Hemodialise é outra forma de fazer dialise para os doentes (IRC) Insuficientes Renais Cronicos)
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"
Ao principio um pouco envergonhado e relutante para fazer a fotografia mas depois acabou por concordar, consciente que o seu testemunho é uma grande ajuda para todos os que estão na mesma situação.
Mineiro de profissão e com 41 anos, também sofre de silicose (a doença dos mineiros) devido ao pó das pedras que entrou, ano após ano, nos seus pulmões, obstruindo as vias respiratórias.
O diagnóstico foi-lhe feito em 2004, pelo Dr. Américo, no Hospital de Amarante e em 2oo8 foi reencaminhado para o Hospital de Vila Nova de Gaia. Foi neste último que, em 2/3 meses, deram andamento ao seu processo para a Corunha, após ser recusado pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
Está há 5 anos com oxigénio e com ventilador (Bip-Bap) à noite.
Está na Corunha há 4 meses, onde já foi internado várias vezes por infecções e também já foi chamado 2 vezes para Transplante mas "o pulmão que necessitava não estava bom" - desabafa.
- "A 1ªvez que fui chamado, estava apenas há 1 semana na Corunha".
Em Portugal tem 2 filhos à espera (um de 12 e outro de 18 anos), a sua mulher é a sua companheira nesta viagem - Fátima Teixeira de 36 anos - que foi despedida da fábrica de calçado onde trabalhava há 9 anos.
- "Por ter que estar fora do meu posto de trabalho para acompanhar o meu marido" - Conta-me - "As baixas por assistência à família não são pagas, fui despedida e a segurança social não me quer dar o fundo de desemprego alegando que estou fora do país" - e desesperada prossegue - "O meu marido tem uma pensão miserável por doença profissional de 170€/mês e não sabemos o que fazer!"
Uma certeza fica - Não vão abrir mão desta oportunidade que muitos continuam a não ter que é estar entregue a esta equipa tão profissional do Hospital Juan Canalejo de La Corunha.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"
Manuel Rodrigues conta-me que o diagnóstico de silicose pulmonar (pó de pedra nos pulmões) foi-lhe feito há 12 anos.
-" Sempre fui mineiro em Valongo e o pó da pedra foi entrando nos meus pulmões e obstruindo os brônquios" - prossegui como em forma de conselho para quem o possa escutar -"O uso da máscara podia ter evitado esta situação mas nem sempre a usava".
Está há 2 anos a oxigénio, com 57 anos, sabe que ainda é jovem para esta cirurgia tão complexa - O Transplante Pulmonar.
Está muito agradecido ao Hospital S. João do Porto e aos seus médicos - Prof. Espanhol e Dra. Carla Damas - que com enorme dedicação o reencaminharam para a Corunha, em 6 meses, após ter sido rejeitado pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
Aqui na Corunha já teve 5 internamentos por infecções repetidas.
A sua grande companheira é a mulher - Fernanda Queirós de 52 anos - que cheia de saudades desabafa que deixou em Portugal 6 filhos, entre os 34 anos e os 12 anos.
- " Ainda temos 2 filhos em casa para cuidar e 5 netos" - mas sei o quanto é importante estar ao lado do meu marido neste momento tão importante das nossas vidas.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"
Sempre com um sorriso nos lábios, Mónica Meneses conta-me que tem uma alveolite alérgica que lhe foi destruindo os pulmões. Com apenas 27 anos necessita de um transplante uni-pulmonar.
O diagnóstico foi-lhe feito em 2004, através de uma biopsia. Foi também em 2004 que teve um pneumotorax e em 2008 ficou a oxigénio.
Com uns bonitos olhos verdes, cheios de luz, conta-me que depositou todas as suas esperanças na equipa do hospital de S. João do Porto e nos seus médicos - Sr. António Morais e Dra. Carla Damas - que a reencaminharam para a Corunha, após ser rejeitada pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
- "Não tenho filhos e sinto-me muito feliz pelo meu namorado vir ver-me todos os fins-de-semana e ter o meu irmão como companhia aqui na Corunha" - continua - "Trabalhava como educadora de infância e estou de baixa por doença".
- "Tenho uma alveolite em fase de fibrose, com hipertensão associada" - desabafa com as lágrimas nos olhos - "Mas estou muito confiante na equipa do Hospital Juan Canalejo"
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domingo, 1 de novembro de 2009
Testemunhos - "À espera de um Transplante Pulmonar"
O Sr. Fernando Gil, com 55 anos, sofre de Enfisema Pulmonar. O diagnóstico foi-lhe feito em 2005, após a realização de um TAC pulmonar e há 3 anos que está com oxigénio 24 horas por dia.
Está de baixa por doença e diz com orgulho que é Ourives. Infelizmente foi esta profissão e o contacto com químicos que lhe provocaram, ao longo dos anos, o enfizema pulmonar.
Mas, nem assim, deixa de sorrir ao contar-me que foi graças ao Hospital de S. João do Porto e ao empenho dos médicos - Dra. Carla Damas e Dra. Natália Melo - que rapidamente foi reencaminhado para a Corunha, após ser recusado pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
Casado há 33 anos, a mulher, Carolina Argentina de 54 anos deixou o emprego na maternidade Júlio Dinis, onde era empregada de limpeza.
Conta-me que continua com enorme esperança, apesar de já ter estado na lista de espera da Coruña e ter sido obrigado a sair por culpa de um "enfarte silencioso" no coração. Agora, por segunda vez, entra na lista. Já foi internado 21 dias e já foi chamado 4 vezes para transplante mas o pulmão não estava bom.
- "Preciso apenas de um pulmão e não desisto" - afirma.
Em Portugal tem 2 filhos já crescidos - 31 e 27 anos - que esperam o regresso do pai.
- "A minha mulher é um grande apoio em toda esta caminhada" - comenta sorridente.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Testemunhos "À espera de um Transplante Pulmonar"
Com um sorriso bonito, Sonia Oliveira de 30 anos, conta-me que tinha acabado de chegar à La Coruña. Necessita de um transplante bi-pulmonar por Fibrose Quística. O diagnóstico foi-lhe feito tardiamente há 1 ano, atravéz de um biopsia pulmonar.
Trabalhava como empregada de caixa no Lidl. A 1ª gravidez correu bastante vem mas a 2ª gravidez baixou-lhe todas as defesas que ainda lhe restavam e que a Fibrose Quística lhe foi roubando silenciosamente ao longo dos anos.
Em Novembro de 2008, após a 2ª gravidez, teve um pneumotorax e ficou de imediato a oxigénio.
Casada há 7 anos deixou em casa 2 filhos pequenos - um rapaz de 8 anos e uma menina de 18 meses. O marido visita-a de mês a mês pois, segundo a nova lei portuguesa, a assistência á familia por doença já näo é paga, näo lhe permitindo estar com Sónia, como tem direito.
Desabafou, no entanto, que se sente muito feliz por ter tido sempre um excelente acompanhamento em Portugal no Hospital S. Joäo do Porto, onde os seus médicos - Dr. António Morais e Dra. Carla Damas - em 6 meses, trataram de todo o processo e foi reencaminhada para a Coruña, após ter sido rejeitada pelo Hospital de Santa Marta em Lisboa.
O irmäo, Fernando Oliveira de 31 anos, teve de deixar de trabalhar para acompanhar a irmä neste processo de exames e entrada na lista de espera do Hospital J. Canalejo.
"Ainda näo estou em Lista de Espera" - conta-me Sónia - "Mas estou com muita fé que tudo vai correr bem"
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sábado, 10 de outubro de 2009
La espera más corta para trasplantes, en el Chuac (Fonte: El correo Gallego.es 21.01.2009)

O nome de Hospital Juan Canalejo foi alterado para CHUAC = Complexo Hospitalario Universitario de A Coruña.
El Complexo Hospitalario Universitario de A Coruña (Chuac) se mantiene en el quinto puesto nacional por número de trasplantes (203 en 2008) y lidera los de pulmón -el Vall d'Hebrón de Barcelona hizo diez más, pero con el doble de población-, con 40 y una supervivencia del 96% de los casos. Además, redujo un 1,7% la mortandad en la lista de espera, que tiene una media de 78 días, la más baja de España.
Los datos fueron facilitados ayer por el doctor José María Borro Maté, responsable de cirugía torácica, y el doctor Antonio Fernández García, coordinador de trasplantes, en presencia del director gerente del centro, José García Buitrón.
Los 203 trasplantes de órganos (93 renales, 41 hepáticos, 40 pulmonares, 24 cardíacos y 5 pancreáticos) suponen un 10% más que en el anterior año, a pesar de descender la donación en el mismo porcentaje. La tasa de negativas de las familias de fallecidos en el centro a donar los órganos de sus seres queridos fue del 22% (en 2001 era del 35%), lejos aún del 17% de media nacional. La edad media del donante bajó de 63 a 60 años.
Hay que destacar que en 2008 se hizo el primer trasplante conjunto de pulmón y riñón a un paciente que se encuentra de alta, lo que implica de dificultad al tener necesidades específicas contrarias cada órgano para su recuperación, y que el lunes se hizo el número 250 desde que se instauró el programa hace 10 años.
Los equipos médicos del Chuac están optimizando al máximo las donaciones: en 1992 el 80% de los órganos trasplantados procedían de fallecidos en accidente de tráfico, ahora no superan el 16%. En cuanto a donantes vivos, hay que señalar que hubo seis casos de riñón que fueron de padre a hijo.
Como objetivo para 2009, se espera que la mortalidad en lista de espera no supere el 5%, y se trabaja en mejorar el programa de trasplante renal de donante vivo, utilizando técnicas de inmunoadsorción para evitar una posible incompatibilidad HLA entre donante y receptor por ciertos anticuerpos
sábado, 1 de dezembro de 2007
SIC - Jornal da Noite - Dez 2007
Dez. 2007 - Jornal da Noite - SIC
"Doente com poucas horas de vida espera pulmão
Programa português de transplantes pulmonares não cumpre objectivos
No hospital de Santa Maria, em Lisboa, uma mulher com poucas horas de vida espera um transplante pulmonar. É um dos muitos doentes que poderiam ser salvos se funcionasse o programa português de transplantes pulmonares.Idalina do rosário deu entrada na Unidade de cuidados intensivos de Santa Maria, em Lisboa, hospital onde está internada há três meses e é acompanhada há um ano. É um dos muitos doentes cuja vida depende de um transplante pulmonar, num país que continua a apresentar o pior resultado da Europa e um dos piores do mundo neste campo. Em Portugal nunca se aplicou na colheita de pulmões. Há anos que desperdiça órgãos que podiam salvar vidas. Em 2005, por exemplo, foram colhidos apenas dois pulmões nos hospitais. Teoricamente, o programa português de transplantes pulmonares teve início em 2001, no hospital de Santa Marta em Lisboa, mas na prática nunca funcionou. A unidade deveria fazer, pelo menos, 15 transplantes de pulmão por ano, mas em cinco anos fez apenas 12. No mesmo período, em Espanha, foram feitos 763, dos quais 150 só no hospital da Corunha, para onde seguem todos os anos muitos doentes portugueses ao abrigo de um protocolo. Há 4 meses, o hospital de Santa Maria terá estabelecido contacto com a Corunha, mas por algum motivo o processo de Idalina do rosário ficou parado. Em Portugal, a doente nunca esteve sequer em lista de espera. Nunca foi proposta para um transplante que lhe teria salvo a vida. Há um ano a coordenação da unidade de transplantes do hospital de Santa Marta foi substituída. Na altura, o novo responsável comprometeu-se a alterar a situação, falando para a SIC. Mas quase um ano depois foram transplantados apenas três doentes em Santa Marta.Ver Video (arquivo SIC on line Dez 2007)"http://sic.sapo.pt/online/arquivo/2007/12/vida/1/20071207+Doente+com+poucas+horas+de+vida+espera+pulmao.htmJornalista: Jornalista: Susana André.
"Doente com poucas horas de vida espera pulmão
Programa português de transplantes pulmonares não cumpre objectivos
No hospital de Santa Maria, em Lisboa, uma mulher com poucas horas de vida espera um transplante pulmonar. É um dos muitos doentes que poderiam ser salvos se funcionasse o programa português de transplantes pulmonares.Idalina do rosário deu entrada na Unidade de cuidados intensivos de Santa Maria, em Lisboa, hospital onde está internada há três meses e é acompanhada há um ano. É um dos muitos doentes cuja vida depende de um transplante pulmonar, num país que continua a apresentar o pior resultado da Europa e um dos piores do mundo neste campo. Em Portugal nunca se aplicou na colheita de pulmões. Há anos que desperdiça órgãos que podiam salvar vidas. Em 2005, por exemplo, foram colhidos apenas dois pulmões nos hospitais. Teoricamente, o programa português de transplantes pulmonares teve início em 2001, no hospital de Santa Marta em Lisboa, mas na prática nunca funcionou. A unidade deveria fazer, pelo menos, 15 transplantes de pulmão por ano, mas em cinco anos fez apenas 12. No mesmo período, em Espanha, foram feitos 763, dos quais 150 só no hospital da Corunha, para onde seguem todos os anos muitos doentes portugueses ao abrigo de um protocolo. Há 4 meses, o hospital de Santa Maria terá estabelecido contacto com a Corunha, mas por algum motivo o processo de Idalina do rosário ficou parado. Em Portugal, a doente nunca esteve sequer em lista de espera. Nunca foi proposta para um transplante que lhe teria salvo a vida. Há um ano a coordenação da unidade de transplantes do hospital de Santa Marta foi substituída. Na altura, o novo responsável comprometeu-se a alterar a situação, falando para a SIC. Mas quase um ano depois foram transplantados apenas três doentes em Santa Marta.Ver Video (arquivo SIC on line Dez 2007)"http://sic.sapo.pt/online/arquivo/2007/12/vida/1/20071207+Doente+com+poucas+horas+de+vida+espera+pulmao.htmJornalista: Jornalista: Susana André.
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