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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Portugal - Hospitais privados obrigados a ser dadores de órgãos para transplantes

09/12/2013 - 09:52

Existem 34 hospitais no país que são dadores de órgão para transplantes, ou seja, são unidades que estão obrigadas a identificar potenciais dadores e a mantê-los ventilados pelo menos durante 24 horas até ser possível a colheita. Uma directiva europeia obrigou a que todas as unidades com ventilação tenham que ser dadoras, incluindo as privadas, avança o jornal Público.

Em resultado da legislação, o número de hospitais vai subir para 48, havendo pela primeira vez unidades privadas na lista, referiu ao Público a coordenadora nacional de transplantação, Ana França.

A responsável reconhece que a diminuição do número de hospitais dadores para 34 demonstra “algum desinteresse [pela actividade]”. Em 2000, quando houve um pico da actividade de transplantação, eram 40 unidades. Mas a responsável anuncia que entre os 48 hospitais passarão a estar os hospitais privados da Luz e Lusíadas, em Lisboa, e o Hospital da Arrábida, no Porto.

Nunca tinha sido feita colheita de órgãos num hospital privado, diz.

A directiva europeia de 7 de Julho de 2010, transposta para a legislação nacional em Junho deste ano, obriga a que “todos os estabelecimentos que disponham de cuidados de suporte ventilatório” estejam obrigados “à imediata disponibilidade para a realização de colheita de órgãos.”

A responsável afirma que aquelas 48 unidades já deram a sua concordância, faltando apenas a autorização da Direcção-Geral da Saúde. Ana França não tem estimativas quanto ao número de órgãos que serão colhidos em unidades privadas, mas diz que “nem que dêem um dador por ano já representa mais órgãos”. Na sua opinião, está-se a assistir a uma inversão da descida de transplantes, notando que “em Outubro houve mais 20 dadores do que em igual período do ano passado”.

.O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, Fernando Macário, lamenta que actualmente haja hospitais com condições para fazer colheita mas que não estão inscritos para o fazer, apontando o caso dos hospitais privados que têm unidades de cuidados intensivos. A directiva que veio impor esta obrigatoriedade prevê, no caso de incumprimento, apenas 700 euros de penalização, explica. Ora, o responsável diz que o valor da penalização é baixo, podendo as unidades aceitar pagar, se isso for mais rentável do que aquilo que receberão do Estado.

Longe vão os tempos em que Portugal estava quase no topo das tabelas de transplantes a nível mundial, juntamente com a Espanha. Em 2000, tinha um rácio de 31 transplantes por milhão de habitantes. De há quatro anos para cá estes números tem vindo a descer, admite Ana França. O Ministério da Saúde pediu que se tentasse perceber as razões e em Junho último o secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, fez um despacho com várias recomendações para tentar inverter essa tendência.

Fernando Macário nota que, de entre as recomendações, avançou a regulamentação da lei que vai permitir o transplante em dadores de coração parado, uma vez que actualmente apenas se faz em Portugal transplantes com dadores em morte cerebral. “O resto está quase tudo no papel ou está a caminho”, disse, admitindo que “não são coisas que se façam de um dia para o outro”.

Um dos problemas apontados no relatório para explicar a diminuição da transplantação de órgãos mantém-se: a falta de camas em cuidados intensivos, nota o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, Ricardo Matos. Em Portugal, há cerca de 55 unidades de cuidados intensivos com um total de cerca de 500 camas, o que dá um rácio de cinco camas por 100 mil habitantes, “um número baixo”. Na União Europeia, ronda as 14, nota. É nestas unidades que é feita a identificação de dadores, a sua manutenção durante pelo menos 24 horas e depois o diagnóstico de morte cerebral que precede a colheita.

O número de camas já é exíguo para acolher pessoas que foram operadas, que tiveram uma pneumonia, politraumatizados. Agora são também necessárias para acolher os dadores, nota. Com o envelhecimento da população, “a sobrecarga dos serviços é cada vez maior”, diz o médico. A este factor junta-se a escassez de médicos especialistas em Medicina Intensiva, muitos à beira da idade da reforma. Depois, o responsável diz que todos os médicos nesta área “sabem o seu dever, mas estão sobrecarregados. Como em qualquer outra profissão, é necessário que se esteja motivado”.

Famílias têm de pagar transporte

É apenas um exemplo, mas se uma pessoa entra em morte cerebral num hospital no Alentejo e tem que ser transferida para um hospital em Lisboa para se manter ventilado numa unidade de cuidados intensivos e assim poder ser dador de órgãos, é a família que depois tem que pagar o transporte do cadáver de volta ao seu local de origem. “Era lógico que os encargos decorrentes desta transferência fossem do Estado. A lei devia protegê-los”, critica o presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Transplantação, Fernando Macário.

O problema tinha sido identificado no relatório que estudou as causas da diminuição das colheitas e transplantação de órgãos, elaborado por um grupo de trabalho e divulgado em Maio. Falava-se “de problemas sociais dos familiares para suportar encargos das cerimónias fúnebres nos casos em que o dador permanece em hospitais distantes do seu local de origem, apenas para se proceder à colheita de órgãos”. Para o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, Ricardo Matos, “para algumas famílias, pagar o transporte de um cadáver a distâncias de 40 a 50 quilómetros pode ser uma despesa grande no orçamento”.

Embora a lei não obrigue a que a família concorde que o seu familiar se torne dador de órgãos, “existe um consenso na comunidade médica de que se as famílias se opuserem, a sua vontade é respeitada”. O número de recusas é muito baixo, podem ser uma em 50, admite, mas “as pessoas manifestam que esse é um aspecto [os custos do transporte] que as penaliza”. “Tem que se encontrar uma solução justa e equilibrada que não penalize as famílias”. O médico sublinha que com o transplante de órgãos há pessoas que podem voltar ao trabalho por receberem um órgão.

“Se há um ganho económico da sociedade com a transplantação, então por que é que a família tem que ser penalizada?”.

A coordenadora nacional de transplantação, Ana França, nota que a taxa de recusa das famílias é muito baixa, rondará 1%, entendendo que os custos de transporte não são razão para recusa. De qualquer forma, diz que, com o aumento de hospitais que passam a fazer colheita de órgãos, as pessoas deixam de precisar de ser transferidas para unidades mais afastadas. Um dos problemas detectados no relatório de Maio era a falta de médicos nos hospitais mais pequenos com competência para declararem a morte cerebral. A responsável diz que estão a resolver o problema criando um grupo de médicos habilitados que vão passar a ir aos hospitais mais pequenos para permitir colheitas em mais unidades.

FONTE

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Portugal - Transplante Orgãos

Capa do Público (7-11-2013)

Há 3 anos que a medida estava dependente de um parecer da Ordem dos Médicos. A ideia é aumentar o número de transplantes, sobretudo de rins.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Portugal já não faz parte dos cinco países que mais colhem e transplantam órgãos a nível mundial. Portugal cai de 4.º lugar para 12.º lugar nos transplantes mundiais.

Portugal já não faz parte dos cinco países que mais colhem e transplantam órgãos a nível mundial.

Portugal cai de 4.º lugar para 12.º lugar nos transplantes mundiais.
 
FONTE: http://forum.portaldadialise.com/viewtopic.php?f=41&t=27
 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Houve uma diminuição do número de transplantações em Portugal


19/07/2013 - 08:37

A Sociedade Portuguesa de Transplantação anunciou esta quinta-feira que, desde 2010, houve uma diminuição do número de transplantações em Portugal, pela falta de dadores e quebra das colheitas de órgãos, avança a agência Lusa.

Fernando Macário, presidente da SPT, afirma que “a taxa de dadores cadáver e de transplantação em Portugal ainda é superior à média europeia; no entanto, tem vindo a decrescer desde 2010”.

No Dia do Transplante, que se assinala no sábado, a SPT promove um evento de comemoração dos 44 anos, após o primeiro transplante realizado em Portugal, para lembrar que doar um órgão é “um acto de transferência de vida”.

FONTE

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Portugal - Menos 23 transplantes de órgãos até Maio


26/06/2013 - 08:57

Entre Janeiro e Maio deste ano houve 271 transplantes em Portugal, menos 23 do que no mesmo período do ano anterior e o valor mais baixo desde 2009, segundo dados oficiais divulgados esta quarta-feira, avança a agência Lusa.

De acordo com os dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, o número de dadores em morte cerebral foi exactamente o mesmo nos cinco primeiros meses de 2012 e de 2013: 109 dadores.

Apesar disso, o número de órgãos com qualidade para transplantação diminuiu 6% em 2013 em relação ao mesmo período do ano anterior, o que tem que ver com o aumento da média de idades dos dadores.

Em 2012 a média de idades era de 51,2 anos e este ano situa-se nos 55,2 anos.

Apesar de ter havido 109 dadores tanto até Maio de 2012 como durante os cinco primeiros meses deste ano, o número de órgãos colhidos caiu de 335 no ano passado para 314 em 2013.

As causas de morte dos dadores são principalmente médicas, como acidentes vasculares cerebrais, e menos causas traumáticas, muito por via da diminuição dos acidentes rodoviários.

Ao contrário do que acontece com a transplantação geral, o transplante renal com dador vivo aumentou este ano em relação ao mesmo período de 2012, tendo-se realizado um total de 21 transplantes, mais seis do que nos primeiros cinco meses do ano anterior.

Falhas nos incentivos aos transplantes também contribuíram para diminuição

A falta de transparência e as desigualdades na atribuição de incentivos financeiros à colheita de órgãos e transplantação são também motivos para a diminuição da actividade em Portugal nos últimos anos, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

Em Dezembro do ano passado, o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde tinha criado um grupo de trabalho para avaliar as possíveis causas para a diminuição de transplantes de órgãos em Portugal e propor medidas que alterassem a situação.

Este grupo de trabalho concluiu que Portugal está “globalmente aquém da capacidade de utilização de possíveis dadores, existindo assimetrias regionais significativas”.

Entre os motivos para a diminuição das colheitas de órgãos ligados a questões financeiras está a “falta de transparência da política de distribuição das verbas destinadas à colheita e transplantação (incentivos), com desigualdades gravosas entre diferentes instituições do Serviço Nacional de Saúde e, mesmo dentro da mesma instituição, entre diferentes serviços”.

Aliás, o relatório do grupo de trabalho divulgado esta quarta-feira recomenda que o financiamento das actividades de colheita e transplantação deve ser alterado, definindo critérios transparentes e fixos para esse financiamento.

“As verbas atribuídas às instituições e que se destinem a pagamento dos profissionais devem ser adequadas e distribuídas de forma clara e uniforme, evitando criar assimetrias não justificadas entre grupos profissionais e entre as diferentes instituições”, recomenda o documento.

Ainda nos motivos ligados às questões financeiras, são apontados a diminuição do preço da hora extraordinária dos profissionais e os atrasos no processamento dos incentivos.

No que respeita à organização hospitalar, o documento identifica falhas na Rede Nacional de Coordenação de Colheita e Transplantação, que “não inclui todas as unidades com potencial de doação”.

Há ainda um número insuficiente de camas de cuidados intensivos, que foi agravada pelo encerramento deste tipo de camas em alguns hospitais.

Também não há nos hospitais sistemas de controlo interno que monitorizem os processos de colheita e transplantação e notifiquem os conselhos de administração das falhas registadas.

Noutro plano, o grupo de trabalho defende a criação de uma Lei Nacional da Transplantação, que reveja toda a legislação actual. É ainda defendido que se crie um diploma para promover a protecção dos dadores de órgãos em vida.

Recomenda-se ainda regulamentar a colheita de órgãos em pessoas em paragem circulatória, com o documento a relembrar que em Espanha o programa de colheita em casos de paragem circulatória se mostrou bem sucedido.

O grupo de peritos analisou em particular os últimos quatro anos da actividade de colheita e transplantações, tendo verificado que os impactos negativos incidem sobretudo nos últimos dois anos (2011 e 2012).

Em 2009, Portugal tinha atingido valores máximos ao nível dos transplantes, com um total de 928 realizados. É a partir de 2010 que se assiste a um decréscimo do número de dadores e sobretudo de transplantes efectuados.

No ano passado foram realizados 681 transplantes.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Portugal - Menos doentes recebem rins

Insuficiência renal: mais de 2320 doentes iniciaram o tratamento em 2012

Em 2012, houve menos 101 transplantes renais do que no ano anterior (19,05%), tendência que se verifica desde 2009. O Centro Hospitalar da Universidade de Coimbra foi a unidade que mais transplantes renais realizou, apesar de ter efetuado menos 40 do que em 2011, e o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o único que aumentou o número de cirurgias de 36 para 51, em 2012.

"Depois do pico em 2009, com 595 transplantes, uma das taxas mais elevadas no Mundo, houve um decréscimo significativo em 2012, ano em que se realizaram 429 transplantes renais (47 de dador vivo e 382 de cadáver)", garantiu Fernando Macário, coordenador do Gabinete de Registo de Doença Renal Terminal e presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação.

Para o especialista, as causas são várias. "Há menos dadores, menos mortes nas estradas, menos mortalidade por AVC, que é a principal causa de morte dos dadores de órgãos. Por outro lado, houve uma grande reorganização da rede hospitalar, o que poderá ter levado a que os dadores não estejam a ser detetados", acrescentou o assistente do Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, que identificou 6500 doentes renais transplantados em Portugal, 10 540 em hemodiálise e 742 em diálise peritoneal em 2012. Mais de 2320 doentes iniciaram o tratamento no ano passado. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Portugal - Número de transplantes renais diminuiu pelo segundo ano consecutivo

08/04/2013 - 12:34

Realiza-se nos dias 10 a 13 de Abril o Encontro Renal de 2013, o maior evento médico e científico da área da Nefrologia em Portugal, que irá integrar o V Congresso Luso-Brasileiro de Nefrologia, avança comunicado de imprensa.

Fernando Nolasco, presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, reforça que “é um momento de partilha e aproximação entre nefrologistas portugueses, brasileiros e de outros países, bem como uma forma de dar a conhecer e discutir os últimos avanços registados no tratamento das doenças renais e as previsões futuras no que toca à prevalência destas patologias”.

Neste evento científico, para além da abordagem às terapêuticas e aos desafios do futuro na especialidade, vão também ser apresentados os principais dados do Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, de biópsias renais e tratamento substitutivo da doença renal crónica de estadio 5, referentes a 2012.

De acordo com Fernando Macário, Coordenador do Gabinete de Registo de Doença Renal terminal “O número global de doentes em diálise ou já transplantados apresentou apenas um pequeno aumento, em contraste com anos anteriores. No entanto o número de transplantes renais diminuiu pelo segundo ano consecutivo em Portugal”.

No decorrer do ano passado foram realizados menos 99 transplantes renais do que em 2011 e menos 144 do que em 2010. No total foram feitos 429 transplantes renais, 47 de dador vivo e 382 de dador cadáver. A unidade que mais transplantes renais realizou em Portugal foi a do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (119). O Hospital Geral de Santo António foi a unidade que realizou mais transplantes renais de dador vivo (19). O transplante renal foi o primeiro tratamento substitutivo da função renal em 19 doentes.

O Encontro Renal 2013 engloba o V Congresso Luso-Brasileiro de Nefrologia e integra ainda o XXVIII Congresso da Associação Portuguesa de Enfermeiros de Diálise e Transplantação (APEDT).
Em Portugal, estima-se que cerca de 800 mil pessoas deverão sofrer de doença renal crónica. A progressão da doença é muitas vezes silenciosa, o que leva o doente a recorrer ao médico tardiamente, já sem qualquer possibilidade de recuperação.

Para mais informações sobre o programa do Congresso clique aqui.


FONTE

quinta-feira, 14 de março de 2013

Portugal - Quatro anos à espera de transplante renal

VIDEO AQUI

14 Mar, 2013, 14:28

Quem precisa de um rim pode ter de esperar quatro anos por um transplante, quando o indicado são seis meses. Uma situação que se agravou com a queda acentuada no número de colheitas. No Dia Mundial do Rim os especialistas apelam à dádiva em vida.

FONTE

OMS: Portugal é o segundo país da Europa ocidental com mais mortes na estrada

SEGUNDO ESTES DADOS É MUITO ESTRANHO CONTINUAR A BAIXAR A RECOLHA DE ÓRGÃOS EM PORTUGAL POIS DE ACORDO COM AS ULTIMAS NOTICIAS O MOTIVO PELO QUAL DESCEU O NUMERO DE ÓRGÃOS RECOLHIDOS FOI E É "PORTUGAL TEM UM NÚMERO MUITO BAIXO DE ACIDENTES RODOVIÁRIOS"!!

ESTAMOS QUASE EM ABRIL, SERÁ QUE O GABINETE DE ESTUDO CRIADO PELO GOVERNO SEMPRE VAI DAR RESPOSTA E SOLUÇÕES PARA A BAIXA DRASTICA NA RECOLHA DE ÓRGÃOS EM PORTUGAL E NO NÚMERO DE TRANSPLANTES QUE CONTINUA A DESCER?
Sandra Campos


Portugal é o segundo país da Europa ocidental com maior taxa de mortalidade na estrada, embora tenha legislação abrangente sobre segurança rodoviária e esteja entre os quatro países do mundo que melhor classificam a sua aplicação, avança a agência Lusa.

Os dados são da Organização Mundial de Saúde, que divulga esta quinta-feira um relatório sobre sinistralidade rodoviária em que analisa informação sobre acidentes na estrada e políticas de prevenção rodoviária em 182 países/regiões, cobrindo 6,8 mil milhões de pessoas.

Com dados referentes a 2010, o relatório conclui que 1,24 milhões de pessoas morrem todos os anos em acidentes na estrada, número que tem resistido a diminuir.

Em Portugal, indica o relatório, morreram naquele ano 937 pessoas em acidentes rodoviários, o que equivale a 11,8 pessoas por 100 mil habitantes.

Esta taxa é a segunda mais elevada dos 15 países da Europa ocidental, precedida apenas pela Grécia, que tem 12,2 mortos na estrada por cada 100 mil habitantes.

Segue-se a Bélgica (8,1) e Itália (7,2), sendo a Suécia (3,0) e o Reino Unido (3,7) os países da Europa Ocidental com menor taxa de mortalidade na estrada.

O relatório analisa também as políticas de prevenção rodoviária e indica que apenas um em cada sete países (28 no total) tem legislação abrangente que cubra todos os cinco factores de risco – álcool, excesso de velocidade, uso de capacete, cintos de segurança e sistemas de retenção para as crianças.

Destes 28 países, apenas quatro (Estónia, Finlândia, França e Portugal) consideram a sua taxa de aplicação como "boa", acrescenta a OMS, considerando que é preciso fazer mais para garantir a eficácia das leis.

No perfil de Portugal, o relatório da OMS indica que a taxa de mortalidade na estrada tem vindo a diminuir desde 2001, quando estava nos 15 mortos por 100 mil habitantes.

O relatório adianta que o objectivo do Governo é reduzir a taxa de mortalidade na estrada em 32%, para 6,2 mortos por 100 mil habitantes até 2015.

No mês passado, o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse que os dados estatísticos provisórios de 2012 sobre a sinistralidade rodoviária em Portugal apontam, "pela primeira vez desde há muitas décadas", para números "abaixo dos 600" mortos, mais concretamente 580.

Segundo Miguel Macedo, no período de 2003 a 2012 "houve uma diminuição de cerca de 57 por cento das vítimas mortais, de 56 por cento dos feridos graves e de 29 por cento dos feridos ligeiros".

Crianças até aos 14 anos foram as maiores vítimas de acidentes em Portugal

As crianças até aos 14 anos foram as maiores vítimas de acidentes domésticos e de lazer em 2012, representando 41,5 por cento do total dos acidentados, segundo um relatório do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), citado pela Lusa.

Os dados provisórios do INSA referentes a 2012 referem que a maior parte dos acidentes (36,4%) ocorreu em casa, 22,7% na escola e 11,5% em actividades ao ar livre.
Do total de acidentes reportados, 6,6% obrigaram ao internamento da vítima.

As quedas estiveram na origem da maioria das lesões (59,5%), seguindo-se os ferimentos causados por objectos (11,7%).

O INSA adianta que estes dados têm-se mantido estáveis, revelando-se “fundamentais para delinear programas de prevenção”.

Para o instituto, é necessário melhorar a recolha de informação sobre acidentes para definir políticas de segurança eficazes.

O Relatório sobre Acidentes na União Europeia, divulgado pelo INSA, revela que uma média anual de 40 milhões de pessoas na UE necessitam de tratamento hospitalar e 233.000 morrem como resultado da ocorrência de um acidente.

Nos últimos cinco anos os acidentes relacionados com o tráfego rodoviário e o trabalho estão em constante declínio, mas o mesmo não se verifica em relação aos traumatismos por acidentes domésticos e de lazer.

Neste momento, a maioria dos traumatismos (73%) são devido a acidentes domésticos e de lazer, afectando particularmente grupos vulneráveis, indivíduos com menos recursos, crianças e idosos, refere o documento da UE.

Salienta ainda que os acidentes relacionados com desporto e traumatismos por quedas entre as pessoas mais velhas estão a aumentar.

“É evidente que muitas oportunidades de prevenção de acidentes domésticos e de lazer permanecem inexploradas”, adianta o relatório, frisando que existem grandes diferenças entre os países quanto ao número de acidentes fatais e traumatismos acidentais com tratamento hospitalar, por 100.000 habitantes.

O INSA refere que nas áreas de segurança do trabalho e segurança rodoviária, a necessidade de informação sobre acidentes tem sido reconhecida há algum tempo.

“Existem alguns sistemas de informação implementados localmente e utilizados a nível da UE. Isso resultou de um maior entendimento político e compromisso para tornar estradas e locais de trabalho mais seguros”, refere em comunicado.

Relativamente aos acidentes domésticos e de lazer, “o quadro é muito incipiente”.

Ao longo dos últimos anos, os países da UE têm explorado formas de incentivar a troca nacional e ao nível da União Europeia de dados sobre lesões.


Actualmente, 12 países recolhem informações de serviços de urgências seleccionados, constituindo uma Base de Dados Europeia de acidentes.
No entanto, ainda falta um forte compromisso político dos governos dos Estados membros, adianta o INSA, considerando ser necessário um acordo vinculativo para todos os países, a nível da UE, na recolha de dados com base nos serviços de urgência de forma a assegurar uma troca contínua de dados sobre acidentes a partir do próximo ano.

Acidentes rodoviários matam 1,24 milhões de pessoas por ano

Os acidentes rodoviários matam 1,24 milhões de pessoas por ano e o número resiste a baixar, alerta esta quinta-feira a Organização Mundial de Saúde, segundo a qual apenas 7% da população mundial está coberta por legislação eficaz.

"Este relatório mostra que 1,24 milhões de pessoas morreram nas estradas do mundo em 2010. Isto é inaceitavelmente alto", escreve a directora geral da OMS, Margaret Chan, no prefácio de um documento publicado esta quinta-feira por aquela agência da ONU.

Produzido no âmbito da Década de Acção pela Segurança Rodoviária 2011-2020, instituída pela ONU em 2010, o relatório sublinha que os acidentes rodoviários são a oitava causa de morte a nível mundial e a primeira entre os jovens dos 15 aos 29 anos.

Além de matarem 1,24 milhões de pessoas por ano, os acidentes de trânsito provocam ferimentos em 20 a 50 milhões de pessoas todos os anos e o custo de lidar com as consequências ascende a milhares de milhões de dólares, adianta o documento.

Para que os números diminuam substancialmente são necessárias mudanças urgentes na legislação, alerta a OMS.

É que, segundo o relatório, entre 2007 e 2010 o número de mortes em acidentes rodoviários não sofreu qualquer diminuição significativa.

Embora 88 Estados-membros, abrangendo 1,6 mil milhões de pessoas, tenham conseguido reduzir o número de mortes, outros 87 países registaram aumentos, pelo que o total se manteve.

Considerando que no mesmo período houve um aumento de 15% no número de veículos registados em todo o mundo, as medidas tomadas para melhorar a segurança rodoviária poderão ter contribuído para mitigar o aumento esperado no número de mortes, admite a OMS.

A organização alerta, no entanto, que apenas um em cada sete países (28 no total) tem legislação abrangente que cubra todos os cinco factores de risco – álcool, excesso de velocidade, uso de capacete, cintos de segurança e sistemas de retenção para as crianças.

Com efeito, apenas 59 países (cobrindo 39% da população mundial) impõem um limite de velocidade de 50 km/h nas localidades; só 89 países (66% da população) têm uma lei que limite a 0,05 gramas de álcool por decilitro de sangue; e só 90 Estados (77% da população) obrigam ao uso de capacete em todos os condutores de todos os tipos de motorizada em todas as estradas.

Além disso, 111 países (69% da população) têm legislação que obriga à utilização de cintos de segurança por todos os ocupantes e só 96 Estados (32% da população) têm legislação a exigir sistemas de retenção infantil.

O relatório sublinha ainda que muitos países, incluindo alguns dos mais bem classificados em termos de segurança nas estradas, admitem que a aplicação destas leis é desadequada.

"É necessária vontade política ao mais alto nível governamental para garantir legislação apropriada sobre segurança rodoviária e a sua aplicação", disse Margaret Chan.

"Se isto não for garantido, as famílias e as comunidades vão continuar a sofrer e os sistemas de saúde vão continuar a aguentar o peso dos ferimentos e da deficiência provocados pelos acidentes".

Entre as populações mais vulneráveis aos acidentes rodoviários estão os peões e os ciclistas, que representam 27% das vítimas a nível global e um terço nos países de baixo e médio rendimento, mas chegam a ser 75% em alguns países.

África é a região onde é mais provável morrer de acidente rodoviário, com 24,1 mortes por 100 mil habitantes, e a Europa o continente com menor risco (10,3 mortes por 100.000).

FONTE

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Colheita de órgãos e transplantes desce 20% em Portugal (RTP1-18.02.2013)



RTP1 18.02.2013

Colheita de órgãos e transplantes desce 20% em Portugal.

A comissão de estudo criada pelo governo tem até Abril para encontrar uma solução num pais onde as listas de espera têm aumentado.

Fonte: Telejornal das 20h.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Menos 19% de transplantes de órgãos em Portugal em 2012

Depois destas promessas do Governo em Outubro de 2012 (VER AQUI) , temos estas noticias em Fevereiro de 2013
Comentários? Vergonhoso!!!
Sandra Campos


O número de transplantes realizados no ano passado em Portugal diminuiu 19%, com menos 157 transplantes em comparação com 2011, segundo um relatório oficial divulgado, esta quarta-feira.

Os dados preliminares de 2012 do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) indicam que foram feitos 681 transplantes, quando em 2011 tinham sido realizados mais de 830.

Também o número de dadores registou uma diminuição, com menos 49 dadores em 2012, representando um decréscimo de 16%, face ao ano anterior.

Foram feitos 681 transplantes no ano passado quando em 2011 tinham sido realizados mais de 830

 

De acordo com o documento divulgado no site do IPST, o número de transplantes tem vindo a decrescer desde 2009, ano em que se fizeram 928 cirurgias deste tipo.

Em quatro anos, de 2009 a 2012, a redução do número de transplantes foi de cerca de 27%, com menos 247 transplantes realizados.

O transplante renal continua a ser o mais realizado, com 429 intervenções em 2012, ainda assim menos 100 do que no ano anterior.

Uma redução registada também nos restantes órgãos, com menos 30 transplantes hepáticos, menos 16 cardíacos, menos cinco do pâncreas e menos quatro transplantes pulmonares.

A tendência de diminuição verifica-se igualmente desde 2009, nas colheitas de órgãos em dador cadáver, como uma redução de cerca de 16% em quatro anos.

Aliás, a taxa de doação por milhão de habitantes passou de 31, em 2009, para 23,9, no ano passado, atingindo o mesmo valor que no ano de 2007.

Ao abrigo do acordo de cooperação com Espanha, foram realizados 15 transplantes no país vizinho, sendo que em apenas um caso o recetor era português.

No total foram oferecidos 22 dadores cadáveres, a maioria proveniente do Hospital de São João, no Porto, e doados 35 órgãos - 15 pulmões, 12 corações e oito fígados.

FONTE

Menos 19% de transplantes de órgãos em Portugal em 2012

07/02/2013 - 08:09
O número de transplantes realizados no ano passado em Portugal diminuiu 19%, com menos 157 transplantes em comparação com 2011, segundo um relatório oficial divulgado esta quarta-feira, avança a agência Lusa.

Os dados preliminares de 2012 do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) indicam que foram feitos 681 transplantes, quando em 2011 tinham sido realizados mais de 830.

Também o número de dadores registou uma diminuição, com menos 49 dadores em 2012, representando um decréscimo de 16%, face ao ano anterior.

De acordo com o documento divulgado no site do IPST, o número de transplantes tem vindo a decrescer desde 2009, ano em que se fizeram 928 cirurgias deste tipo.

Em quatro anos, de 2009 a 2012, a redução do número de transplantes foi de cerca de 27%, com menos 247 transplantes realizados.

O transplante renal continua a ser o mais realizado, com 429 intervenções em 2012, ainda assim menos 100 do que no ano anterior.

Uma redução registada também nos restantes órgãos, com menos 30 transplantes hepáticos, menos 16 cardíacos, menos cinco do pâncreas e menos quatro transplantes pulmonares.

A tendência de diminuição verifica-se igualmente desde 2009, nas colheitas de órgãos em dador cadáver, como uma redução de cerca de 16% em quatro anos.

Aliás, a taxa de doação por milhão de habitantes passou de 31, em 2009, para 23,9, no ano passado, atingindo o mesmo valor que no ano de 2007.

Ao abrigo do acordo de cooperação com Espanha, foram realizados 15 transplantes no país vizinho, sendo que em apenas um caso o receptor era português.

No total foram oferecidos 22 dadores cadáveres, a maioria proveniente do Hospital de São João, no Porto, e doados 35 órgãos – 15 pulmões, 12 corações e oito fígados.

FONTE

Portugal - Relatório revela redução constante nos últimos quatro anos Transplantes de órgãos caem 19% em 2012

O número de transplantes realizados no ano passado em Portugal diminuiu 19 por cento, com menos 157 transplantes comparativamente com 2011, segundo relatório oficial divulgado nesta quarta-feira.

Os dados preliminares de 2012 do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) indicam que foram feitos 681 transplantes, quando em 2011 tinham sido realizados mais de 830.
Também o número de dadores registou uma diminuição, com menos 49 dadores em 2012, representando um decréscimo de 16 por cento, face ao ano anterior.

De acordo com o documento divulgado no site do IPST, o número de transplantes tem vindo a decrescer desde 2009, ano em que se fizeram 928 cirurgias deste tipo.
Em quatro anos, de 2009 a 2012, a redução do número de transplantes foi de cerca de 27 por cento, com menos 247 transplantes realizados.
O transplante renal continua a ser o mais realizado, com 429 intervenções em 2012, ainda assim menos 100 do que no ano anterior.
Uma redução registada também nos restantes órgãos, com menos 30 transplantes hepáticos, menos 16 cardíacos, menos cinco do pâncreas e menos quatro transplantes pulmonares.
A tendência de diminuição verifica-se igualmente desde 2009, nas colheitas de órgãos em dador cadáver, como uma redução de cerca de 16 por cento em quatro anos.
Aliás, a taxa de doação por milhão de habitantes passou de 31 - em 2009 - para 23,9 - no ano passado - atingindo o mesmo valor que no ano de 2007.
Ao abrigo do acordo de cooperação com Espanha, foram realizados 15 transplantes no país vizinho, sendo que em apenas um caso o recetor era português.
No total foram oferecidos 22 dadores cadáveres, a maioria proveniente do Hospital de São João, no Porto, e doados 35 órgãos - 15 pulmões, 12 corações e oito fígados.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em 2012 houve menos colheitas de órgãos para transplantes

Vale a pena mais comentários ao longo destes anos todos?
O transplante pulmonar em Portugal não é rentável ... Não será mais facil dizer esta verdade de uma vez por todas?
Para que servem estes grupos de estudo afinal? As mesmas "desculpas" ano após ano e nada de soluções ano após ano?
Saiu em reportagem que o serviço de Santa Marta em Lisboa está parado desde Junho de 2012! E quais são as soluções apresentadas por este maravilhoso grupo de estudo criado pelo governo protuguês?
Continuamos a tapar o sol com a peneira e também não explicam porque o número de portugueses a conseguir ir para fora do país também diminuiu??
Portugal no seu verdadeiro PIOR!!!!
Sandra Campos
 
 22/01/2013 - 08:00

Em 2012 houve menos 49 colheitas de órgãos em cadáver, o que corresponde a uma quebra de 16 por cento em relação a 2011, segundo o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Hélder Trindade, avança o Correio da Manhã.

O responsável coordena o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Saúde para avaliar as causas da redução das colheitas que se tem registado nos últimos anos. "A diminuição no pagamento dos incentivos aos hospitais não é causa única para haver menos colheitas", sublinhou ao CM o presidente do IPST, justificando com a diminuição de potenciais dadores, devido à redução de acidentes de viação, e questões demográficas. Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, realça que a "diminuição do número de mortes por acidente vascular cerebral e de camas em Cuidados Intensivos" também contribuem para a menor colheita de órgãos para transplante.

Fonte

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

España mantiene el liderazgo en trasplantes a pesar de la crisis

  • Grecia y Portugal han sufrido una caída en la tasa de estas intervenciones
  • El pasado año se llevaron a cabo en nuestro país 4.211 trasplantes
  • Las CCAA que más operaciones de este tipo realizaron fueron Cataluña y Madrid
  • Castilla y León, Cantabria y Asturias, a la cabeza en número de donantes
Otro año más, el campo de las donaciones y trasplantes trae buenas noticias a pesar de la crisis. Y ya van 21. España se consolida un año más como líder mundial en este tipo de intervenciones gracias a 1.643 donantes que han permitido realizar 4.211 trasplantes, una cifra muy similar al de 2011, año en que se registraron 1.667 y 4.218, respectivamente.
Los datos, ofrecidos en rueda de prensa por el director de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT), Rafael Matesanz, y la secretaria general de Sanidad, Pilar Farjas, consolidan los datos históricos que se alcanzaron en 2011. "Las cifras reflejan la estabilidad y fortaleza del sistema español de trasplantes teniendo en cuenta que estamos hablando de datos récord en este campo. Y con ellos, ya son 21 los años donde España se desmarca como líder mundial en donaciones y trasplantes", explica Matesanz.
Durante el pasado año, se registró una tasa de casi 35 donantes por millón de población, lo que para Matesanz "pone en valor la concienciación y solidaridad de los españoles", que han permitido "realizar un total de 86.180 trasplantes de órganos desde 1964 en este país".
"Hay que ser conscientes de la dificultad de llegar a estos resultados y la importancia de mantenerlos, todo ello en un entorno tan complicado", ha subrayado Matesanz refiriéndose a la caída de trasplantes en otros países afectados fuertemente por la crisis como son el caso de Grecia o Portugal. "La culpa de que desciendan no es de la población, sino de losrecursos sanitarios mermados o sobreexplotados que terminan repercutiendo también en este campo", explica. "Sin embargo, el trasplante en nuestro país parece aguantar relativamente bien la crisis", ha apuntado "moderadamente optimista".
Centrándose en las cifras, de estos 4.211 trasplantes, 2.551 fueron renales, 1.084 hepáticos, 247 cardíacos, 238 pulmonares, 83 de páncreas y ocho de intestino. "Se han alcanzado máximos históricos en donación renal de vivo, donación en asistolia [a corazón parado], trasplante renal y pulmonar, mientras que disminuyen los hepáticos, de páncreas e intestino", ha desgranado el director de la ONT.
En cuanto al perfil del donante, Matesanz explica que se consolida a las personas con más de 60 años como los mayores donantes del país (50,7%), "lo que da una idea del cambio de perfil de la sociedad. A un país envejecido como es España, los donantes son de mayor edad y también lo empiezan a ser los receptores", confirma Matesanz.

Donación en asistolia

Un punto importante que Matesanz ha querido destacar es la donación en asistolia o a corazón parado. "Esta vía se está consolidando como laprincipal forma de expansión de la donación procedente de personas fallecidas. Así, ya representa el 10% de todos los donantes y, por ejemplo, en la Comunidad de Madrid alcanza el 40%", indica.
"Si hace unos años sólo había tres programas de donación en asistolia, el año pasado, 17 hospitales de nueve Comunidades Autónomas participaron de este tipo de donación. El objetivo es que no pase mucho tiempo hasta que en todas las comunidades exista esto", comenta.
La donación en asistolia se refiere a pacientes que han sufrido un paro cardiaco en su domicilio o en la calle y reciben una asistencia facultativa de urgencia. Este equipo intenta reanimarlo in situ durante al menos 30 minutos, pero si al final no se consigue, se sigue con la reanimación cardiopulmonar mientras se piden los permisos correspondientes para hacerle donante.
¿Y por qué es tan importante? "Creemos que es el futuro porque ha empezado a compensar el descenso paulatino que se viene registrando en el número de donantes fallecidos por muerte cerebral, una tendencia que se está dando en todos los países occidentales. Se trata de una buena señal ya que se produce por un menor número de accidentes de tráfico y por un mejor tratamiento de los accidentes cerebrovasculares", analiza Matesanz.
Otro punto a tener en cuenta ha sido "la donación renal de vivo, que representa el 14,2% del total de los trasplantes renales, y que experimenta un importante crecimiento alcanzando máximos históricos con un total de 361 trasplantes frente a los 312 del año 2011. Además, de este total, 16 se han realizado por el programa de trasplante renal cruzado", afirma.

Comunidades Autónomas

Por Comunidades Autónomas, es Castilla y León con un 51,1%, la que se posiciona por primera vez como la comunidad con más donantes, siendo también la que más crece, con cerca de 10 puntos más respecto al anterior año. Por detrás, en número de donantes, están Cantabria, Asturias, País Vasco y La Rioja.
"Hay comunidades que han visto descendidos un poco el número de donantes, pero son datos tan poco significativos que no muestran un problema general, sino más bien algo local", insiste Matesanz, que prefiere fijarse en los buenos datos de los trasplantes realizados.
Cataluña encabeza el ranking en el número de trasplantes, con un total de 872. Le siguen Madrid (764), Andalucía (734), Comunidad Valenciana (411) Y Galicia (294).
Matesanz se ha referido al intercambio de órganos entre comunidades en 2012. "En este año el total de intercambios ha sido de 860, lo que supone un 21% del total de trasplantes", confirma. Ahondando en estos datos, Madrid, Cataluña Y Galicia son las regiones que más órganos reciben (280, 155 y 79 respectivamente) y las que más envían son Castilla y León, Castilla-La Mancha o el País Vasco. "Esto es importante porque ratifica el ejercicio de solidaridad entre ciudadanos y entre Comunidades Autónomas", insiste.
Por hospitales, el informe anual de la ONT ha reflejado que el Hospital 12 de Octubre de Madrid es el que ha tenido en 2012 más donaciones, el Hospital Central de Asturias ha registrado un mayor número de donaciones por muerte encefálica y el Hospital Clínico San Carlos de Madrid, de donaciones en asistolia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Portugal - Governo cria grupo de trabalho para estudar diminuição de transplantes em Portugal

ahahahaha.... brincalhões!!!!
Sandra Campos

26/12/2012 - 08:48

O Governo decidiu criar um grupo de trabalho para avaliar as possíveis causas para a diminuição de transplantações de órgãos em Portugal, num despacho publicado no passadao dia 24 em Diário da República, avança a agência Lusa.

O grupo de trabalho será coordenado por Hélder Trindade, presidente do conselho directivo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, e tem como missão "avaliar exaustivamente as possíveis causas para a diminuição de transplantações de órgãos em Portugal e propor medidas corretivas".
Segundo o despacho, assinado pelo secretário de Estado-Adjunto da Saúde, Leal da Costa, a atividade de transplantação de órgãos, tecidos e células "reveste-se de importância primordial para a saúde dos portugueses", sendo que, desde o ano de 2010, "tem-se assistido a uma diminuição progressiva das colheitas de órgãos e uma consequente diminuição de transplantes de órgãos".

Para o Governo, esta diminuição "é regionalmente assimétrica e não atinge os diferentes órgãos e tecidos da mesma forma", estando "evidentemente associada a uma diminuição da mortalidade por AVC e acidentes rodoviários em jovens e, no caso da transplantação hepática, a uma diminuição de transplantações sequenciais deste órgão".
Assim, o despacho refere que se torna "necessário compreender a situação a nível nacional e introduzir os mecanismos corretores que forem possíveis e adequados".

O Parlamento aprovou a 30 de Novembro novas regras para a recolha de órgãos para transplantação, mas rejeitou uma proposta do BE que pedia a realização de uma auditoria para esclarecer a diminuição do número de transplantes em 2012.
A proposta do Governo, aprovada por PSD e CDS, transpôs para a legislação portuguesa normas europeias sobre esta matéria, aprovando um novo regime “de garantia de qualidade e segurança dos órgãos de origem humana destinados à transplantação no corpo humano”.

Segundo dados do primeiro semestre deste ano da Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), citados pelo Bloco de Esquerda na altura, foram recolhidos 131 órgãos em dadores-cadáver, o que significa um decréscimo de 16,5% relativamente ao mesmo período de 2011.
Em relação ao número de transplantes efetuados em território nacional os bloquistas referiram que, no primeiro semestre de 2012, se registaram 358, “o que representa uma baixa de 22% face a 2011 (menos 100 transplantes efectuados)”.

FONTE INFO

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PORTUGAL - BE quer auditoria "urgente" à diminuição de recolhas de órgãos e de transplantes


O Bloco de Esquerda (BE) defende a realização, "com caráter de urgência", de uma auditoria independente às causas da quebra nas recolhas de órgãos e nos transplantes em Portugal, segundo informou hoje em comunicado.
No projeto de resolução que será quinta-feira discutido em plenário da Assembleia da República, o BE defende ainda a aplicação de "um plano de ação que permita aumentar a recolha de órgãos, bem como a realização de transplantes".
Dados do BE indicam que "os números de transplantes e de recolhas de órgãos - em dador vivo e em cadáver - sofreram no corrente ano uma quebra muito significativa, que merecem análise e intervenção urgentes".
Este partido cita o Resumo da Atividade para o primeiro semestre de 2012, da Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), no primeiro semestre deste ano, segundo o qual foram recolhidos 131 órgãos em dadores-cadáver, o que significa um decréscimo de 16,5 por cento (%) relativamente ao mesmo período de 2011.
"Para encontrar um valor de colheita de órgãos em dadores-cadáver mais baixo do que este temos de recuar até 1988, ano em que foram recolhidos 103 órgãos", escreve o BE em comunicado.
Sobre o número total de órgãos recolhidos, o BE verifica igualmente um "forte declínio".
"Recolheram-se 412 órgãos, menos 16 % que em igual período em 2011, ou seja, menos 81 órgãos. Em 2010, foram recolhidos 455 órgãos e, em 2009, 442", acrescenta.
Relativamente ao número de transplantes efetuados em território nacional, no primeiro semestre de 2012, os bloquistas referem que se registaram 358, "o que representa uma baixa de 22 % face a 2011 (menos 100 transplantes efectuados)", realçam.
"Em 2010 foram 447 e, em 2009, 434. Comparativamente com o período homólogo, no primeiro semestre de 2012, os transplantes de coração, rim e fígado diminuíram, respetivamente, 38%, 25% e 13%", adianta o partido.
O BE considera que o processo de fusão da ASST no Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) "não está a correr pelo melhor".
"É preciso recuar mais de duas décadas para encontrar números de recolha de órgãos em dadores-cadáver tão baixos como os deste ano", lê-se no comunicado.
Para os bloquistas, "não é crível que este facto se possa justificar apenas por haver menos acidentes ou Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), como evoca o Governo, e sobretudo não se pode negligenciar o efeito de algumas decisões governamentais: a redução das verbas atribuídas à transplantação e a centralização no IPST-IP de múltiplas funções".
"Estes números não são apenas números, são pessoas cuja vida depende de um transplante", razão para o Bloco considerar que "urge analisar e ponderar com seriedade e imparcialidade os motivos pelos quais o número de recolhas de órgãos e de transplantes em Portugal está diminuir".
*Este artigo foi escrito ao  abrigo do novo acordo ortográfico aplicado pela agência Lusa*

FONTE: http://www.ionline.pt/portugal/be-quer-auditoria-urgente-diminuicao-recolhas-orgaos-transplantes

PORTUGAL - Parlamento rejeita auditoria para esclarecer diminuição de transplantes

Em continuação da noticia

PORTUGAL - QUEBRA NOS TRANSPLANTES - BE quer auditoria urgente à quebra no número de transplantes

Temos agora:

Parlamento rejeita auditoria para esclarecer diminuição de transplantes


30/11/2012 - 08:41
O Parlamento aprovou esta quinta-feira novas regras para a recolha de órgãos para transplantação, mas rejeitou uma proposta do BE que pedia a realização de uma auditoria para esclarecer a diminuição do número de transplantes em 2012, avança a agência Lusa.

A proposta do Governo aprovada esta quinta-feira pelo PSD e CDS transpõe para a legislação portuguesa normas europeias sobre esta matéria, aprovando um novo regime “ de garantia de qualidade e segurança dos órgãos de origem humana destinados à transplantação no corpo humano”.

A oposição votou contra esta proposta do Governo por considerar que Portugal não tem problemas de segurança e qualidade relacionados com os órgãos para transplante e que a transposição da directiva, realçou o PCP, vai introduzir confusão na ordem jurídica por não revogar outras normas em vigor.

Por outro lado, PSD e CDS rejeitaram uma resolução do Bloco de Esquerda que recomendava ao Governo “uma auditoria urgente sobre a redução do número de órgãos recolhidos e de transplantes efectuados” no último ano.

No debate da proposta, que toda a oposição votou favoravelmente, o deputado do BE João Semedo afirmou que a diminuição no número de órgãos recolhidos e de transplantes é maior à queda verificada nos mortos por acidente rodoviário ou por AVC, que são a maior origem de órgãos para transplante.

Para o deputado do BE há por isso outros motivos para explicar a diminuição de órgãos recolhidos e de transplantes realizados, sugerindo que pode estar relacionada com cortes orçamentais nos hospitais e as alterações contratuais das equipas que fazem transplantes.

O mesmo argumento foi apontado pelo deputado do PS Manuel Pizarro, que acusou ainda o Governo de ter introduzido mais burocracia no sistema.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/30-11-12/parlamento-rejeita-auditoria-para-esclarecer-diminuicao-de-tr

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

El día menos pensado - Rafael Matesanz (ONT) teme que caigan las donaciones de órganos por la crisis

RÁDIO


El director de la Organización Nacional de Trasplantes (ONT), el nefrólogo Rafael Matesanz, recuerda que el organismo público encargado de los injertos en España ha conseguido que el 85% de los españoles donen sus órganos. A pesar de la solidez del sistema, admite que le preocupa la crisis económica porque, tal como subraya, en países como Portugal, Grecia e Irlanda, las donaciones de órganos han caído. Preguntado por el secreto para sobrevivir a 12 ministros al frente de la ONT, afirma: "Volar bajo, porque si intentas lo contrario te caen bofetadas por todas partes, y la profesionalidad" (28/11/12).


Fonte: http://www.rtve.es/alacarta/audios/el-dia-menos-pensado/dia-menos-pensado-rafael-matesanz-ont-teme-caigan-donaciones-organos-crisis/1593274/
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

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Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

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