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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Autoridades da área da transplantação pretendem fomentar transplantes e a doação de órgãos em Portugal

05/12/2013 - 09:25

A Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) e a Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) realizam em conjunto o simpósio “Da doação e colheita de órgãos à transplantação”, que tem como finalidade estimular a reflexão sobre o decréscimo dos números da transplantação em Portugal, bem como soluções para que, nos próximos anos, se verifiquem sinais de recuperação. Dirigido a profissionais de saúde, o simpósio está agendado para os dias 6 e 7 de Dezembro, no Hotel Sana em Lisboa, avança comunicado de imprensa.

O primeiro dia do encontro será assinalado por um debate sobre o actual enquadramento ético e legislativo da doação e da colheita de órgãos, numa altura em que a legislação em vigor deverá ser revista no sentido de publicar uma nova Lei Nacional da Transplantação, e pela discussão da realidade ibérica no que concerne aos critérios de distribuição de órgãos. Esta sessão contará com a presença da Dr.ª Ana França, coordenadora nacional de transplantação, que apresentará o panorama nacional, e da Dra. Elisabeth Coll, da Organização Nacional de Transplantes de Espanha, na qualidade de oradora convidada, uma discussão moderada pelo Dr. José Guerra, do Serviço de Nefrologia e Transplantação Renal do Centro Hospitalar Lisboa Norte/Hospital de Santa Maria, e pela Dr.ª Maria João Aguiar, coordenadora da extinta Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação.

“A taxa de dadores cadáver e de transplantação em Portugal ainda é superior à média europeia, no entanto, tem vindo a decrescer desde 2010. Esse decréscimo foi muito significativo em 2012. No primeiro semestre de 2013 houve uma ligeira melhoria no número de dadores mas sem impacto significativo no número de transplantes, pois o aumento da idade média dos dadores condiciona menor aproveitamento dos órgãos colhidos. Felizmente, no transplante renal de dador vivo verificou-se um aumento no primeiro semestre de 2013, mas é desejável aumentar todos os tipos de transplantes pois nunca se conseguem transplantar todos os doentes que necessitam, devido à falta de órgãos”, defende Fernando Macário, presidente da SPT.

O “Diagnóstico da situação da transplantação em Portugal: análise do relatório do grupo de trabalho para a diminuição do número de transplantes” será outro dos temas que irá marcar o segundo dia do simpósio e que será explicado pelo Prof. Hélder Trindade, presidente do IPST. Por fim, um painel de discussão sobre a escassez de dadores e as limitações impostas à transplantação, constituído por especialistas de relevo no campo da transplantação nacional, encerrará o simpósio.

FONTE

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Portugal - 30 especialistas portugueses partilham no Brasil conhecimentos sobre transplantação


A Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) vai participar no XII Congresso Luso-Brasileiro de Transplantes levando uma comitiva de 30 especialistas a partilhar experiências sobre transplantação e métodos europeus com os colegas do outro lado do Atlântico. O congresso decorrerá de 12 a 15 de Outubro, no Rio de Janeiro, avança comunicado de imprensa.

Neste evento será possível aos especialistas comparar as realidades dos dois países que por diversos factores éticos, sociais e legislativos são bastante diferentes.

Para Fernando Macário, presidente da SPT, em Portugal, ainda há muito a fazer na área da transplantação. “É necessário corrigir assimetrias entre diferentes regiões do país na colheita de órgãos, é preciso iniciar o programa de colheita em paragem circulatória e é fundamental apoiar mais o transplante renal de dador vivo”, defende.

Neste momento o transplante de órgão sólido mais realizado no nosso país é o transplante de rim (429 em 2012) seguido do transplante de fígado e do transplante do coração. “Será desejável aumentar todos os tipos de transplantes pois nunca se conseguem transplantar todos os doentes que necessitam devido à falta de órgãos, sendo o transplante de pulmão o mais deficitário em Portugal”, refere o especialista.

Já no Brasil, o acesso ao transplante de órgãos sólidos tem sido limitado pela desproporção crescente entre o número de órgãos disponíveis e o número de pacientes em lista de espera.

O futuro da transplantação poderá ainda desenvolver-se com o aparecimento de novas alternativas como a engenharia de tecidos e o transplante de tecidos compostos. Estas estratégias inovadoras serão apresentadas por especialistas internacionais durante o XIII Congresso Brasileiro de Transplantes.

A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) escolheu a cidade do Rio de Janeiro para assumir o papel de capital nacional do transplante e acolher o congresso de 2013. O Estado do Rio de Janeiro foi um dos estados pioneiros em transplante de órgãos no país na década de 60, passou várias décadas sem se destacar no cenário nacional de transplante, ocupando hoje um lugar de destaque no ranking da transplantação no Brasil.

FONTE

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Portugal - SPT alerta para necessidade de inverter queda do número de transplantes em Portugal

08/10/2012 - 11:36
O número de transplantes renais em Portugal está a manter uma tendência de queda alarmante, avisa a Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT). Os números caíram de 56,1 para 49,5 transplantes por milhão de habitantes entre 2009 e 2011, tendência que se acentuou no primeiro semestre de 2012, em que se realizaram apenas 216 transplantes face a 289 no mesmo período de 2011. O alerta da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) foi um dos temas em debate no XI Congresso Luso-Brasileiro de Transplantação que se realizou entre os dias 4 e 6 de Outubro em Coimbra, avança a SPT, em comunicado.

O decréscimo do número de transplantes que se tem verificado em Portugal preocupa a sociedade: “Muito mais significativo do que a preocupação de termos caído no ranking, é saber que salvamos menos vidas e melhorámos a qualidade de vida a menos doentes” afirma Fernando Macário, presidente da SPT. Esta quebra representa um aumento significativo da lista de espera para transplante, assim como um crescimento do número de doentes que ficam em diálise ou acabam por morrer por não terem recebido em tempo útil um fígado, um coração ou um pulmão.

Para a SPT é imperativo mobilizar esforços de forma a inverter esta tendência, o que passa por optimizar a colheita através de uma aposta mais forte nas estruturas locais e na formação específica de pessoal médico neste campo, por um investimento nos cuidados intensivos para a manutenção de potenciais dadores e também por promover a importância da doação em vida de rim.

De acordo com Fernando Macário, “os resultados clínicos, tradicionalmente bons na transplantação portuguesa podem ainda ser melhorados com uma racionalização de meios, reestruturação da rede de transplantes e melhoria das condições de algumas unidades de transplantação”.

Para colmatar esta tendência e sensibilizar a população para a possibilidade e importância de ser dador vivo, a SPT com o apoio da Novartis, lançou neste XI Congresso Luso-Brasileiro de transplantação, a segunda fase da campanha de promoção do transplante renal de dador vivo “Doar um Rim Faz Bem ao Coração”. A campanha continua a marcar presença nos meios de divulgação digitais, Facebook e internet através do site: www.doaremvida.com.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/08-10-12/spt-alerta-para-necessidade-de-inverter-queda-do-numero-de-transplantes-e

domingo, 5 de agosto de 2012

Portugal 2012 - Este ano foram realizados menos cem transplantes

Transplantação caiu 22 por cento no primeiro semestre, enquanto há dois mil portugueses à espera de um rim. Nova campanha tenta combater a situação

No primeiro semestre deste ano foram realizados menos 100 transplantes do que no mesmo período do ano passado (458 em 2011, 358 em 2012), o que equivale a menos 22%, segundo os últimos dados a que o tvi24.pt teve acesso.


Também o número de órgãos colhidos diminuiu 16% (493 em 2011, 412 em 2012) e o número de dadores cadáveres desceu 15,2% (157 em 2011, 133 em 2012).

Segundo os dados provisórios da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST), entre janeiro e junho de 2012 a queda foi quase total, com a única exceção do transplante pulmonar.

«Os números estão a descer desde 2010, mas a quebra é bastante mais acentuada agora. O motivo óbvio é transversal a toda a Europa: há menos acidentes de viação e há uma diminuição da mortalidade dos AVC, que são as principais fontes de órgãos», explicou ao tvi24.pt Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), que lançou uma nova campanha esta sexta-feira, no Dia do Transplante, e que defende uma auditoria a estes resultados negativos.

Para o responsável da SPT, o corte nos incentivos aos transplantes «não é um fator importante» na análise desta redução, mas a fusão da ASST com o Instituto Português do Sangue e os três centros de Histocompatibilidade influenciou os resultados. «Nesta área, é fundamental as pessoas terem referências e um estímulo à sua atuação e isso aconteceu menos durante esta reestruturação», apontou.

Questionado sobre o impacto desta reorganização, o presidente do novo Instituto Português do Sangue e do Transplante, Hélder Trindade, admitiu que «a situação é complicada» e que está «preocupado» com os números que vai receber. O responsável declarou que a transplantação está «em gestão corrente» até à fusão dos quatro institutos, que antevê só estar concluída «daqui a pelo menos um mês».

Segundo o que o tvi24.pt apurou, a redução da transplantação já se reflete na lista de espera para um transplante renal, que está a aumentar nos últimos dois anos depois de ter diminuído entre 2008 e 2009. No final de 2010, havia 1930 portugueses à espera de um novo rim, enquanto no final de 2011 o número subiu para 1973. Atualmente, há dois mil doentes em lista de espera, a maioria no Sul do país (1020), seguido do Norte (675) e só depois do Centro (305).

A campanha da SPT, denominada «Doar um Rim Faz Bem ao Coração», visa aumentar a colheita de órgãos através de dador em coração parado e de dador vivo. No primeiro caso, Fernando Macário lembra que é necessário alterar a lei de forma a permitir que, em caso de paragem cardíaca irreversível, os serviços de emergência possam «atuar imediatamente sobre esse cadáver, protegendo os órgãos e transportando-os rapidamente». «Desta maneira podíamos aumentar em 10% o número de dadores», defendeu.

Em relação ao aumento da colheita através de dador vivo, a SPT aposta em «aumentar a informação», porque «as pessoas têm alguns receios das repercussões desta doação e ainda não há essa tradição» em Portugal. Fernando Macário garante que os hospitais de Santo António e S. João, no Porto, os Hospitais Universitários de Coimbra e os hospitais Curry Cabral e Santa Maria, em Lisboa, «têm capacidade» para realizar esses transplantes «desde que tenham mais dadores». O responsável acredita que será possível «fazer pelo menos o dobro ou até o triplo» destes transplantes.

Os profissionais de saúde e os utentes são os alvos desta campanha, que irá incidir nos centros de saúde, com campanhas publicitárias, ações de formação a até um site interativo para colocarem dúvidas. «É importante saberem, por exemplo, que um dador de rim pode sair do hospital ao fim de apenas 24 ou 48 horas. É um transplante bastante seguro», explicou Fernando Macário.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sociedade Portuguesa de Transplantação defende análise da diminuição da colheita de órgãos


23/07/2012 - 07:48
O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), Fernando Macário, defendeu na passada sexta-feira, em Coimbra, a necessidade de se fazer um levantamento e "análise profunda" da diminuição da colheita de órgãos em Portugal, para o relançamento do processo, avança a agência Lusa.

"Após tempos de extraordinário sucesso que nos habituaram a níveis de colheita de órgãos e de transplantação, que nos colocaram na vanguarda mundial, desde 2010 que a colheita de órgãos não cessa de descer em Portugal (..), com níveis preocupantes durante o corrente ano. Temos que reunir esforços para analisar esta situação e tentar inverter este rumo", defendeu.

Na sua perspectiva, "é absolutamente urgente o levantamento e análise profunda do que se passa, para relançar de novo a colheita de órgãos".

O presidente da SPT falava na sessão solene de comemoração do Dia do Transplante, que decorreu no auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), reunindo cerca de 330 doentes e familiares, médicos e outros profissionais desta área e vários responsáveis do sector da saúde.

"Impõe-se que todos os hospitais onde seja efectuado o diagnóstico de morte cerebral e tenham condições de suporte intensivo se constituam obrigatoriamente como hospitais de colheita e que sejam aí criadas as condições logísticas que conduzam e estimulem a colheita de órgãos", frisou.

Para o presidente da SPT, "deve ser permanentemente escrutinada e mesmo auditada a actividade das unidades onde pode ser efectuada identificação de dadores e colheita de órgãos, para se garantir que todos os potenciais dadores são referenciados".

A organização das estruturas que coordenam a colheita de órgãos em Portugal "tem que ser reformulada para acabar com ineficiências localizadas" e a estrutura de transplantação nacional "necessita de ser repensada", preconizou ainda o médico do CHUC.

"A colheita em dador com coração parado em Portugal espera há demasiado tempo por orientações legais e logísticas", frisou Fernando Macário.

Ao intervir na sessão, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, disse que a instituição deverá, até ao final do ano, aprovar os critérios para a colheita em dador com coração parado.

"A transplantação é, sem dúvida, uma das actividades que mais possibilidades dá de se virem a contar histórias felizes, e felizes muitos doentes por contar essa história", afirmou o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Hélder Trindade.

Na sessão, em que também intervieram os presidentes do CHUC e da Administração Regional de Saúde do Centro e a directora geral da Novartis - Martins Nunes, José Tereso e Cristina Campos, respectivamente -, vários doentes transplantados e os seus médicos testemunharam o sucesso destas intervenções.

"[O transplante hepático] permitiu-me ver mais além, o futuro próximo, vejo-me tão bem que decidi adoptar uma criança", relatou uma doente, transplantada em 2008 no Hospital Curry Cabral.
Na sessão, foi lançada a campanha da SPT com o apoio da empresa Novartis "Doar um rim faz bem ao coração".
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/23-07-12/sociedade-portuguesa-de-transplantacao-defende-analise-da-diminuicao-da-c

Portugal - Sociedade Portugusesa de Transplantação defende - Diminuição da colheita de órgãos deve ser analisada

Desde 2010 que a colheita de órgãos tem diminuído em Portugal

Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, a necessidade de se fazer um levantamento e “análise profunda” da diminuição da colheita de órgãos em Portugal, para o relançamento do processo.

"Após tempos de extraordinário sucesso que nos habituaram a níveis de colheita de órgãos e de transplantação, que nos colocaram na vanguarda mundial, desde 2010 que a colheita de órgãos não cessa de descer em Portugal, com níveis preocupantes durante o corrente ano. Temos que reunir esforços para analisar esta situação e tentar inverter este rumo", referiu.
Na sua perspectiva, "é absolutamente urgente o levantamento e análise profunda do que se passa, para relançar de novo a colheita de órgãos".
O presidente da SPT falava na sessão solene de comemoração do Dia do Transplante, que decorreu no auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), reunindo cerca de 330 doentes e familiares, médicos e outros profissionais desta área e vários responsáveis do sector da saúde.
"Impõe-se que todos os hospitais onde seja efectuado o diagnóstico de morte cerebral e tenham condições de suporte intensivo se constituam obrigatoriamente como hospitais de colheita e que sejam aí criadas as condições logísticas que conduzam e estimulem a colheita de órgãos", frisou.
Para o presidente da SPT, "deve ser permanentemente escrutinada e mesmo auditada a actividade das unidades onde pode ser efectuada identificação de dadores e colheita de órgãos, para se garantir que todos os potenciais dadores são referenciados".
A organização das estruturas que coordenam a colheita de órgãos em Portugal "tem que ser reformulada para acabar com ineficiências localizadas" e a estrutura de transplantação nacional "necessita de ser repensada", preconizou ainda o médico do CHUC.

Portugal - “Colheita é o motor”


Fernando Macário, Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação sobre a diminuição da colheita de órgãos 
Correio da Manhã – Qual a situação da transplantação em Portugal?
Fernando Macário – Continuamos a ter níveis de transplantação renal e hepática acima da média. Mas estamos muito preocupados porque a colheita de órgãos tem vindo a diminuir. Nos primeiros meses deste ano houve uma queda de 17%.
– A que se deve?
– Há menos mortalidade rodoviária e por acidentes vasculares cerebrais. Mas há outros factores.
– Quais?
– Poderá ter a ver com a alteração na organização da responsabilidade com a transplantação. É urgente que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação inicie a actividade de forma efectiva. A colheita é o motor da transplantação. A colheita, em dadores, em coração parado também ainda não está definida do ponto de vista legal. Outro aspecto é o transplante renal com dador vivo que tem pouca expressão.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Transplantes: doação de órgãos em vida deve aumentar


20/07/2012 - 09:21

A Sociedade Portuguesa de Transplantação quer aumentar o número de doações de órgãos em vida como forma de contrariar a redução de transplantes que se tem verificado nos últimos anos.

No Dia do Transplante, que se assinala esta sexta-feira, o presidente da Sociedade, Fernando Macário, explica à agência Lusa que as taxas de doação de órgãos em vida em Portugal são muito baixas em relação a outros países europeus.

Os dadores vivos são quem doa um órgão duplo como o rim, ou uma parte do fígado, pâncreas ou pulmão para que seja transplantado a quem precisa. Actualmente, a lei já não exige consanguinidade nestes transplantes, mas as taxas de doação em Portugal continuam baixas.

No caso dos rins, em 2009 houve 63 transplantes feitos a partir de dadores vivos, mas em 2011 esse número baixou para 43.

“A seguir à legislação, de 2007, que veio permitir doar um órgão a um amigo, namorado ou marido, sem exigência de consanguinidade, verificou-se um crescimento, mas depois começou a registar-se decréscimo”, refere Fernando Macário.

Em Portugal a taxa de doação de rins com dadores vivos representa menos de 10 por cento do total de transplantes, quando noutros países europeus atinge 30 ou 40%.

“Há um potencial grande para aumentarmos a transplantação”, defende o responsável, lembrando que o número de transplantes em Portugal tem diminuído nos últimos dois anos.

A partir desta sexta-feira, a Sociedade Portuguesa de Transplantação vai lançar uma campanha com o objectivo de esclarecer os portugueses sobre a doação de órgãos em vida, assegurando que este tipo de doação só ocorre se não representar problemas de saúde para o doador.

“Só é aceite para doar um rim quem é exaustivamente estudado, assegurando que a pessoa pode viver só com um rim. Com esta campanha pretendemos dar às pessoas o acesso a toda a informação rigorosa e credível”, afirma Fernando Macário.

O número de transplantes de órgãos em Portugal está a baixar, tendo diminuído 17% nos primeiros cinco meses deste ano.

De Janeiro a Maio deste ano, comprando com o mesmo período de 2011, registaram-se menos 25% de transplantes renais e uma redução de 7,7% no caso do fígado.

A diminuição de dadores por acidentes de viação e por AVC (acidente vascular cerebral) são algumas das causas apontadas, tal como acontece noutros países.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/20-07-12/transplantes-doacao-de-orgaos-em-vida-deve-aumentar

terça-feira, 6 de março de 2012

Portugal - Transplantes: maioria dos potenciais dadores não o chega a ser

06/03/2012 - 08:13

O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) revelou esta segunda-feira que a maioria dos potenciais dadores de órgãos em vida não o chega a ser e, sempre que existem dúvidas sobre os motivos desta doação, ela não avança, escreve a agência Lusa.

Fernando Macário, nefrologista e responsável da unidade de transplantação renal dos Hospitais Universitários de Coimbra (HUC), garantiu à Agência Lusa que as situações que levantem dúvidas sobre as reais razões para um dador querer doar o seu rim nem sequer avançam.
O especialista falava a propósito da notícia avançada domingo pelo Correio da Manhã, segundo a qual os profissionais do Hospital de Santa Cruz detectaram casos em que “os dadores pretendem algo mais que ajudar o próximo” quando doam os seus órgãos.

Segundo Fernando Macário, cerca de 60 por cento dos potenciais dadores não o chegam a ser, sobretudo devido a condições de saúde, físicas e psicológicas.

Perante outros motivos, que levantam dúvidas sobre as razões da doação, os transplantes “não chegam sequer a avançar”, disse.

“Na dúvida, não avançamos”, afirmou.

Fernando Macário enalteceu a legislação que, desde 2007, permite que pessoas que não têm laços de sangue possam doar os seus órgãos em vida.

A anterior lei não permitia, por exemplo, que um pai doasse um rim a um filho adoptivo, nem entre conjugues.

“Foi um benefício muito grande, pois a anterior lei era muito injusta”, adiantou.

O presidente da SPT assegura que estão criados “os mecanismos para que todos os dadores sejam alvo de uma avaliação psicológica”.

fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/06-03-12/transplantes-maioria-dos-potenciais-dadores-nao-o-chega-ser

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Portugal - Novo "mega" instituto de transplantação em funcionamento no final do ano

07/11/2011 - 08:22

O novo Instituto Português do Sangue e do Transplante deverá "entrar em funcionamento no final do ano", disse sexta-feira o presidente indigitado, Hélder Trindade, garantindo que continuarão a existir os coordenadores hospitalares de doação, avança a agência Lusa.

Hélder Trindade falava à Lusa, à margem da reunião sobre "Medicina Intensiva e Transplantação", das sociedades portuguesas de Cuidados Intensivos (SPCI) e de Transplantação (SPT), a decorrer sexta e sábado em Coimbra.

O novo organismo resulta da fusão do Instituto Português do Sangue com a Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação e os três centros de Histocompatibilidade, estando a entrada em funcionamento dependente da publicação da regulamentação.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/07-11-11/novo-mega-instituto-de-transplantacao-em-funcionamento-no-final-do-ano

sábado, 5 de novembro de 2011

Portugal - Unidade do sangue e do transplante e centros de histocompatibilidade num só organismo

Novo instituto abre até ao fim do ano
O novo Instituto Português do Sangue e do Transplante deverá "entrar em funcionamento no final do ano", revelou ontem o presidente indigitado.

Hélder Trindade, que falou à margem da reunião sobre "Medicina Intensiva e Transplantação", das sociedades portuguesas de Cuidados Intensivos (SPCI) e de Transplantação (SPT), em Coimbra, garantiu ainda que continuarão a existir os coordenadores hospitalares de doação. "Há coisas que estão a funcionar bem, vamos procurar que tudo isso continue a funcionar para, se possível, melhorarmos", sublinhou.
O novo organismo resulta da fusão do Instituto Português do Sangue com a Autoridade para os Serviços do Sangue e da Transplantação e os três centros de Histocompatibilidade, estando a entrada em funcionamento dependente da publicação de regulamentação. 

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Portugal - Investigação à falta de dadores de órgãos - Serviços de Curry Cabral e Santa Cruz parados há 2 semanas


A Sociedade Portuguesa de Transplantação exige uma investigação à falta de órgãos, que está a impedir a realização de transplantes, em pelo menos dois hospitais da Grande Lisboa. Os serviços de transplantes dos hospitais Curry Cabral e Santa Cruz, ambos dependentes do centro de colheitas do Hospital de São José, estão parados há mais de duas semanas, por falta de dadores.

"Não se percebe o que está a acontecer. Sabemos que a transplantação tem oscilações, com momentos altos e baixos, mas duas semanas é demasiado tempo sem fazer um transplante", comentou ao CM Fernando Macário, presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, exigindo à Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação (ASST) "um levantamento exaustivo nos gabinetes de colheita para perceber as reais razões para esta paragem".
Cristina Jorge, da unidade de transplantação do Hospital de Santa Cruz, partilha da ideia. "Esta situação tem de ser investigada pela autoridade responsável. Até porque sempre fizeram uma vigilância apertada à actividade dos centros de colheita", afirmou ao Correio da Manhã.
Apesar de não avançarem com uma justificação para a inexistência de dadores, o facto de o Governo ter anunciado a redução dos incentivos à transplantação não parece alheio a esta situação. "É uma estranha coincidência que isto esteja a acontecer desde o momento do anúncio dos cortes nos incentivos", referiu Cristina Jorge.
Para Fernando Macário, porém, a situação não é nova. "Não sei se os hospitais periféricos, que alertam os centros de colheita, não têm dadores. Pode ser apenas uma oscilação. Em Setembro tivemos dadores quase todos os dias", acrescentou.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Portugal - Sociedade de Transplantação exige "explicações urgentes" do ministro

07/09/2011 - 09:05
Ler primeiro noticia relacionada: http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2011/09/escandaloso-portugal-hospitais-usam.html

A Sociedade Portuguesa de Transplantação exige “explicações urgentes” ao ministro da Saúde sobre a intenção de cortar verbas para os transplantes, querendo acreditar que se tratou de “um equívoco” e não de uma medida que trará “fatalidades evitáveis”, avança a agência Lusa.

As afirmações constam de uma carta aberta dirigida pelo presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT), Fernando Macário, ao ministro Paulo Macedo, datada de dia 1 de Setembro, mas divulgada publicamente na terça-feira.

Em entrevista televisiva, o governante afirmou que é preciso perceber se o país “pode sustentar o actual número de transplantes” e que não há necessidade de haver um incremento no número de transplantes.

“Palavras estranhas que nunca esperei ouvir de ninguém com responsabilidades na política de saúde. Tratou-se seguramente de um equívoco que acredito será desfeito brevemente”, começa por afirmar o presidente da SPT.

Citando dados do Registo Nacional do Tratamento da Doença Renal Crónica Terminal, disponibilizados pelo Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, que coordena, Fernando Macário afirma que em 31 de Dezembro de 2010 Portugal tinha 10.152 doentes em hemodiálise e 660 em diálise peritoneal, dos quais entre 20 a 25 por cento têm indicação para transplante renal.

O responsável exorta então o ministro a explicar a esses doentes que “poderão esperar mais tempo por um transplante”, porque não há necessidade de incrementar o número de transplantes e o país não pode sustentar o número actual.

“Aos doentes com patologia hepática terminal terá que ser explicado que terão menos hipótese de ser transplantados e mais probabilidade de morrer em lista de espera. Aos doentes com insuficiência cardíaca não tratável por outros meios que não o transplante também terá que ser explicado que têm mais probabilidade de morrer sem o transplante chegar. E o mesmo para o transplante pulmonar”, acrescenta.

Para Fernando Macário, trata-se de “explicar o inexplicável”, porque o “transplante não é uma despesa”, é um investimento em vida e em qualidade de vida.

Além disso, avança o responsável, a transplantação de órgãos traz lucros, como o demonstra o facto de o transplante renal ser reconhecidamente mais barato que a diálise e de a maioria dos transplantes permitirem o retorno à vida activa.

Fernando Macário recorda que nos últimos anos Portugal projectou-se no mapa da transplantação mundial com lugar de destaque, sendo líder no transplante renal e hepático com dador cadáver, com números aceitáveis na transplantação cardíaca e em franco crescimento no transplante pulmonar.

“Isso deve ser motivo de orgulho de qualquer ministro da Saúde”, considera, sublinhando que “Portugal não tem um programa de transplantação acima das suas capacidades, tem o programa de transplantação que conquistou com esforço e dedicação de muitos”.

O presidente da SPT termina frisando novamente que são necessárias “explicações urgentes para continuar a acreditar que as listas de espera não serão preenchidas por fatalidades evitáveis”.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, deu a entrevista a 1 de Setembro e logo no dia seguinte o presidente e a coordenadora nacional da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação pediram a demissão, como forma de protesto.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/politica-de-saude/07-09-11/sociedade-de-transplantacao-exige-explicacoes-urgentes-do-min

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Presidente de Sociedade Portuguesa de Transplantação critica “falta de lucidez” do Governo 23.08.2011(Lusa)

 O presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT) criticou hoje a “falta de lucidez” do Governo ao fazer um “corte drástico” nos incentivos à transplantação, alertando que poderá ser um “tremendo erro”.
Em comunicado, Fernando Macário refere-se à publicação em Diário da República de um despacho que “reduz em 50 por cento todos os incentivos à actividade da transplantação em Portugal”, acrescido da “injustiça” de ser retroactivo ao início do ano. 

O presidente da SPT considera que o corte “poderá ser um tremendo erro humano, social e económico” ao diminuir as hipóteses de pessoas com problemas de saúde receberem transplantes e poderem voltar a integrar a “sociedade activa” e acusa o Governo de “falta de lucidez”. 

No despacho, é referido que os incentivos que se mantêm devem ser aplicados “na melhoria das condições técnicas e científicas dos serviços” das instituições que fazem transplantes. 

“Não é compreensível para os profissionais, para os doentes e para a sociedade que a transplantação seja penalizada de forma muito mais cega e severa” do que outros sectores, argumenta Fernando Macário. 

Os incentivos que o sector tem recebido até aqui permitiram “retirar da diálise [renal] entre 500 a 600 pessoas anualmente”. 

Esse dinheiro foi gerido “de forma não uniforme” nos hospitais, afirma o presidente da SPT, defendendo que as “autoridades que nunca regularam e pouco verificaram ou controlaram a forma como os incentivos foram distribuídos” deviam agora procurar “um espaço de reflexão”.

Num país “reconhecido a nível mundial pela eficiência na coordenação e elevada eficácia na colheita de órgãos”, o corte vai ser “da mesma magnitude para a actividade de colheita de órgãos”, lamenta Fernando Macário. 

Dos “mais de 10.000 doentes a realizar diálise”, cerca de 2500 são candidatos a um transplante de rim. 



Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/presidente-de-sociedade-portuguesa-de-transplantacao-critica-falta-de-lucidez-do-governo_1508854
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TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

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Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

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