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sábado, 3 de setembro de 2011

PORTUGAL - "Não posso aceitar que haja doentes a morrer porque o país está em crise"

A afirmação é da coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar, que se demitiu hoje. Em causa as declarações do ministro da Saúde, que afirmou ontem que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".  - Palavras de Maria Joao Aguiar.

A coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação demitiu-se hoje em protesto contra o ministro da Saúde. Maria João Aguiar considera "absolutamente desastrosas" as declarações de Paulo Macedo na entrevista concedida ontem à noite à TVI. A coordenadora diz que não pode aceitar "que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas".

Ontem à noite, e depois deter sido questionado se os transplantes estariam em risco em Portugal, o ministro da Saúde admitiu que "pode não haver o mesmo número de transplantes". Paulo Macedo afirmou que é preciso perceber se o país "pode sustentar o actual número de transplantes".

"Recuso-me a permanecer aqui, porque o meu lugar está esvaziado de funções", disse à Lusa a coordenadora nacional das unidades de colheita de órgãos, tecidos e células para Transplantação, Maria João Aguiar. "Não posso aceitar que haja doentes que se podem salvar, mas que vão morrer porque o país está em dificuldades económicas. Digam então às famílias dos doentes que temos de fazer cortes económicos para salvar o Serviço Nacional de Saúde e que terão que morrer doentes", disse a responsável.

O presidente da Autoridade dos Serviços do Sangue e da Transplantação (ASST), João Rodrigues Pena, também pediu hoje a demissão em protesto contra as intenções do ministro da Saúde. 

Paulo Macedo também disse ontem que o Governo pretende "manter um número de transplantes tão interessante e de qualidade como tem vindo a ser feito, mas claramente dando menos incentivos aos hospitais, porque também não é necessário”.
Perante as declarações do ministro, Maria João Aguiar e João Rodrigues Pena entregaram hoje a sua carta de demissão ao Ministério da Saúde como "forma de protesto".

Em Agosto, o Governo decidiu cortar para metade os incentivos para a realização de transplantes, com efeitos retroactivos desde o início do ano.
Maria João Aguiar garante que as transplantações renais significam uma "poupança de milhões de euros" ao Estado: "A transplantação é a maneira mais económica para os doentes, que vão continuar a gastar dinheiro ao Estado porque continuam em diálise se não são transplantados".




Triste é que tudo agora se resume à falta de incentivos, no entanto, sempre estiveram neste pais pessoas a morrer em listas de espera, sem oportunidades para ir para fora e porquê? Falo unicamente dos Transplantes Pulmonares. Será que nao seria mais honesto admitir que o pais sempre esteve em crise e que as oportunidades, em grande parte foram dadas as "apelidos sonantes" ou a quem teve que lutar contra o sistema para manter-se vivo, sair do país, realizar o transplante pulmonar longe de toda a sua familia? Será que ninguém pode também ver isso?
Sandra Campos

Fonte; http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=97&did=171175

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Hoje - Apresentaçao de projecto de alunos sobre "Universo dos Transplantes"

Grupo de alunos da turma B do 12ºano da Escola secundária c/ 3ºciclo de Vila Real de Santo António e, no âmbito da área curricular não disciplinar – Área Projecto realizam um projecto intitulado - “Universo dos Transplantes”.
A apresentaçao está a decorrer hoje.


Boa sorte, Obrigada por me terem dado a oportunidade de dar o meu testemunho através de video-conferência e por terem escolhido este tema tao complexo e ao mesmo tempo tao bonito. 
Foi graças ao meu transplante pulmonar, feito há 6 anos, no Hospital Juan Canalejo, que posso ter uma vida normal, tendo em conta que tinha chegado à fase limite da doença que me levou a fazer o transplante bi-pulmonar - Fibrose Quistica.


Obrigada ao grupo,
Sandra Campos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Hospital de Beja realiza primeira colheita de órgãos para transplante

26/05/2011 - 08:32

A primeira colheita de órgãos para transplante no Hospital de Beja realizou-se na segunda-feira, disse à agência Lusa o director clínico, que considerou o procedimento “um passo decisivo” para o hospital se tornar uma unidade dadora.

“Foi um passo decisivo para o Hospital de Beja se tornar uma unidade dadora e entrar de vez no processo nacional de colheita e doação de órgãos”, disse José Aníbal Soares, director clínico da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), que gere o hospital.

O hospital de Beja, “apesar de ter tido e ter enviado muitos doentes dadores para outras unidades hospitalares”, nunca tinha feito nenhuma colheita de órgãos, porque “não dispunha da estrutura necessária”.

Entretanto, com a criação da Equipa de Coordenação Hospitalar de Doação da ULSBA, o hospital de Beja “conseguiu montar a estrutura necessária para entrar no campo da colheita e ser uma unidade dadora de órgãos”, disse, precisando que a primeira colheita de órgãos, que “desbravou o caminho”, realizou-se na madrugada da passada segunda-feira.

Depois de confirmada a morte cerebral do doente e de terem sido “efectuados todos os procedimentos legais aplicáveis”, explicou José Aníbal Soares, a Equipa de Coordenação Hospitalar de Doação da ULSBA preparou o dador e os órgãos para a colheita.

A equipa contactou o Gabinete de Coordenação de Colheita e Transplantação do Centro Hospitalar de Lisboa Central - Hospital de São José, que enviou para o Hospital de Beja a equipa que procedeu à recolha dos órgãos, disse José Aníbal Soares, escusando-se a precisar que órgãos foram recolhidos e doados.

Em Portugal, é dador multiorgânico qualquer doente em situação clínica de morte cerebral, desde que não seja portador de doença infecciosa ou neoplásica com potencial metastático, seja cidadão nacional ou estrangeiro residente no país e não esteja inscrito no Registo Nacional de Não Dadores.


Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/hospital-de-beja-realiza-primeira-colheita-de-orgaos-para-transplante_234

quinta-feira, 17 de março de 2011

Testemunho - Enfermeira Paula Pico (Equipa de Enfermagem do Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação do Hospital de S. José)

A propósito das 1ªs Jornadas de Colheita e Transplantação em Portugal (ver link http://transplantes-pulmonares.blogspot.com/2011/03/1s-jornadas-de-colheita-e.html ) tive o imenso gosto de conhecer a Enfermeira Paula Pico que prontamente aceitou dar o seu testemunho para o blog.
Os testemunhos que tenho colocado no blog são essencialmente de Transplantados e com estes pretendo passar toda a esperança depositada no Transplante Pulmonar a última hipótese para doenças pulmonares degenerativas crónicas.
O testemunho de profissionais envolvidos nesta área são igualmente valiosos para termos uma noção do seu dia-a-dia e como também vivem connosco as tristezas e as alegrias.

Aqui fica o testemunho da Enfermeira Paula Pico a quem agradeço toda a sua disponibilidade.
Um abraço,
Sandra Campos



·        Nome? Paula Pico

·        Idade? 37
·        Filhos? Casada? (se sim, que idade têm os filhos?) Casada e 1 filha de 8 anos
·        Quando era pequena brincava às enfermeiras? Desde quando percebeu que era essa a sua vocação? Não consigo localizar no tempo a vontade de ser Enfermeira, mas sei que o curso de Enfermagem foi a minha única opção de escolha na inscrição para o Ensino Superior.
·        Onde estudou enfermagem? Na Escola Superior de Enfermagem de Artur Ravara, actual Escola Superior de Enfermagem de Lisboa.
·        Gostaria de ser sempre enfermeira? Ou tem outros sonhos? Sim, ser Enfermeira é quase como uma opção de vida, muito embora consiga conciliar outras actividades não profissionais neste percurso.
·        É fácil conjugar a vida de enfermeira com a vida familiar? É desafiante... Uma agenda sempre à mão, uma boa rede de suporte familiar para as aflições e uma boa dose de paciência.
·        Consegue ir para casa e deixar de pensar no trabalho? Claro que não. Quem disser que consegue isso está a mentir. Lidar com a vida, a morte, o sofrimento associado ao desespero das famílias não passa ao lado de ninguém.
·        Desde quando está na equipa de Enfermagem do Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação do Hospital de S. José? Desde 1991.
·        E antes onde trabalhava? A actividade no GCCT não é exclusiva, acumulo com o desempenho de funções na Unidade de Cuidados Intensivos Polivalente.
·        Como é trabalhar no Gabinete Coordenador de Colheita e Transplantação do Hospital de S. José? Pertencer à Equipa de Enfermagem do GCCT é um motivo de orgulho para mim. Saber que o nosso trabalho pode melhorar a qualidade de vida de quem desespera quase a “conta-gotas” num espaço curto de tempo é fenomenal. O Transplante para ser bem sucedido depende em primeiro lugar da existência de um órgão e de como foi ele “tratado” até poder ser utilizado. Como Enfermeira da UCIP e do GCCT tenho a possibilidade de participar mais activamente no processo, desde a identificação do dador à sua manutenção culminando com o momento da colheita. No entanto, mesmo tendo presente que haverá sempre alguém que beneficia com o órgão ou tecido colhido, o processo não é fácil. Para haver um dador multiorgânico é necessário que este esteja em situação de morte cerebral, o que significa que é necessário acompanhar uma família em processo de luto, o que nem sempre é fácil. As emoções e o sofrimento também passam por nós...
·        Conte por favor algum aspecto marcante de um dia de trabalho. Um dia de trabalho contém sempre pelo menos um momento “out of the box” quer seja ele relacionado com o doente ou a família, quer seja com as pessoas que pertencem à equipa pluridisciplinar e serviços de apoio... Desde momentos hilariantes ao puro desespero de um incêndio ou inundação, já vi “quase” tudo :)

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sistema inovador de comunicações permite pedidos em tempo real a partir da sala de operações

Foto: Hospital S. José Lisboa (foto internet)


Uma única ordem no computador permite em tempo real aos profissionais numa sala de operações no Hospital de Santa Marta (Lisboa) pedir um reforço de sangue a um enfermeiro de serviço, com «poupanças de dinheiro, tempo e esforço.

O exemplo prático da aplicação do sistema integrado de comunicações que os quatro hospitais do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) estreiam em Portugal foi dado à Agência Lusa por uma das responsáveis da empresa canadiana que desenvolve o programa.
A apresentação oficial do sistema no CHLC decorrerá hoje, no Hospital de Santa Maria.
Segundo a portuguesa Ana Bailão, nos Hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta e Estefânia está a ser implementado o sistema que permite através de um terminal de computador fazer pedidos para um telemóvel. Esses pedidos podem também ser recebidos por maqueiros, exemplificou ainda.
Quem recebe o pedido, só tem que confirmar a recepção e dar seguimento ao processo.
O denominado ConnexAll também é utilizado no estado norte-americano de Vermont em estações nucleares para operações de evacuação por etapas e no departamento da polícia de Toronto quando é preciso reforçar o número de polícias.
«Num caso em que são necessários chamar 10 polícias, o sistema faz automaticamente as chamadas até chegar a esse número, sem ser preciso que seja uma pessoa a efectuar essa função», explicou Ana Bailão à Lusa, a partir do Canadá.
A empresa, fundada por um empresário português da área das telecomunicações, tem já escritórios instalados nos Açores, onde dá estágios e pretende alargar a sua actividade a toda a Europa a partir de Portugal.
Para isso também se pretende assinar protocolos com universidades para formar licenciados e integrá-los na empresa.
O CHLC notou, por seu lado, que o novo sistema tem já em vista tornar o futuro Hospital de Todos os Santos, que substituirá os quatro hospitais do Centro, numa «unidade sem papéis».
O sistema «direcciona, localiza e diferencia prioridades para os profissionais de saúde fornecendo comunicações instantâneas, poupando tempo e melhorando os cuidados aos doentes» e está já instalado no bloco de cirurgia cardiotorácica do Hospital de Santa Marta.
Está também instalado nos serviços de urgência, consultas externas, apoio a doentes e no gabinete de coordenação de colheita de órgãos e transplantes no Hospital de S. José e no bloco operatório pediátrico do Hospital Dona Estefânia.
Com o uso do sistema, o CHLC referiu, em nota enviada à Lusa, esperar que a comunicação se torne 10 vezes mais rápida e com «inegáveis e óbvios ganhos na qualidade dos cuidados prestados aos doentes».
Sobre investimentos, Ana Bailão garantiu que os custos para o Centro Hospitalar «ficaram abaixo» da tabela habitual, na sequência de um protocolo de colaboração.
O CHLC sublinhou tratar-se de uma «parceria privilegiada», na qual a empresa Globestar concede «condições preferenciais de fornecimento, em contrapartida pela disponibilidade do CHLC, E.P.E. para colaborar no desenvolvimento de soluções específicas e para encorajar visitas por parte de outras entidades interessadas no sistema».
Lusa/SOL

Criados os Gabinetes Coordenadores de Colheira e Transplantação Transplantes: Ministério da Saúde cria cargo de coordenador hospitalar de doação de órgãos e tecidos

Uma noticia que encontrei hoje referente ao ano de 2008 - Vale a pena ler.
Sandra Campos

O Ministério da Saúde criou os cargos de Coordenador Hospitalar de doação de órgãos e tecidos para transplantação e os Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação, segundo despacho hoje publicado em Diário da República.
Segundo o despacho do Ministério da Saúde, datado de 29 de Abril, os novos coordenadores, cuja nomeação é feita pelos conselhos de administração dos hospitais, terão que ser licenciados em medicina e com formação específica para a detecção e avaliação de potenciais dadores de órgãos e tecidos para transplantação “preferencialmente das áreas dos cuidados intensivos, urgência, emergência e anestesia”.

Pelo acréscimo de funções no hospital, o coordenador receberá um suplemento mensal entre os 500 e os mil euros, que será fixado pelo conselho de administração tendo em conta a extensão do programa de colheita.

Entre as competências do profissional destacam-se as visitas diárias a unidades do hospital para identificar e avaliar todos os potenciais dadores, a garantia de “qualidade, segurança e transparência de todos os procedimentos”, o fornecimento de informações e promoção de acções de sensibilização.

A portaria define o funcionamento dos Gabinetes Coordenadores de Colheita e Transplantação (GCCT), a nova designação dos Gabinetes de Coordenação de Colheita de Órgãos e Transplantação em funcionamento nos hospitais de São José (Lisboa),Santa Maria (Lisboa), Santo António (Porto), São João (Porto) e Hospitais da Universidade de Coimbra.

A alteração tem por objectivo “dotar esses gabinetes das condições necessárias à eficaz organização da actividade que desenvolvem e à melhoria da resposta às necessidades dos doentes a aguardar transplantação”.

O GCCT é dirigido por um director, nomeado pelo conselho de administração do respectivo hospital, sob proposta da Autoridade para os Serviços de Sangue e da Transplantação e de entre os profissionais de reconhecida competência na área da saúde e da transplantação.
Fonte: http://www.publico.pt/Sociedade/transplantes-ministerio-da-saude-cria-cargo-de-coordenador-hospitalar-de-doacao-de-orgaos-e-tecidos_1328236
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

La Corunha - Hospital Juan Canalejo
Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

Uma vida é pouco para mim
O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar