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terça-feira, 23 de março de 2010

Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos

A troca de medicamentos infelizmente é um "hábito" mais comum do que se julga. Na semana passada recebi os habituais medicamentos para o  meu Transplante Pulmonar. Qual foi o meu espanto quando reparei que os imunossupressores vinham enganados. Depois de um telefonema para a farmácia de Santa Maria, fiquei a saber que a prescrição que tinha ido para a farmácia deste hospital estava mal preenchida! Felizmente, não houve "azar" e tenho a agradecer a prontidão com que me vieram trazer a casa os imunossupressores correctos.

Obrigada,
Sandra Campos

Santa Maria: comissão de acompanhamento concluiu trabalhos


A comissão de acompanhamento criada para avaliar os danos causados aos doentes que cegaram após uma operação no Hospital Santa Maria já tem os valores de indemnização que irá propor aos doentes e ao hospital, anunciou o presidente da comissão, citado pela agência Lusa.

“Concluímos o trabalho e já temos os números para propor aos doentes e ao hospital”, disse à Lusa o juiz desembargador Eurico Reis, escusando-se a avançar os valores que vão ser propostos.

O presidente da comissão justificou que os valores serão avançados, em primeiro lugar, aos doentes e ao hospital.

A Lusa contactou Walter Lemos, que ficou cego dos dois olhos na sequência da intervenção cirúrgica a 17 de Julho de 2009, que disse ainda não ter sido contactado pela comissão.

“Normalmente, essas informações chegam por carta. Deve estar a chegar”, disse Walter Lagos, 47 anos, que já deixou o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde esteve internado seis meses, e está num centro de reabilitação para reaprender a viver sem visão.

Contactado pela Lusa, o Hospital de Santa Maria disse que apenas se pronunciará quando souber os valores propostos pela comissão e o processo ficar concluído.

O dia 17 de Julho de 2009 ficou marcado para seis doentes como a data em que deixaram de ver, após terem sido submetidos a uma cirurgia oftalmológica que lhes prometia uma melhor visão.

A 25 de Agosto, o Hospital de Santa Maria anunciou a constituição da comissão de acompanhamento para avaliar os "eventuais danos e respectivo ressarcimento" dos seis doentes que ficaram sem visão.

Para o hospital, "o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação, através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária".

A comissão de acompanhamento avaliou os relatórios clínicos de avaliação social, perícias médico-legais e demais elementos considerados necessários à instrução integral do processo de avaliação dos eventuais danos e respectiva indemnização.

A comissão é presidida pelo juiz desembargador Eurico Reis e composta também pelo padre Victor Feytor Pinto, coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Paula Lobato Faria, da Escola Nacional de Saúde Pública, especialista em Direito da Saúde, Duarte Nuno Vieira, presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal, e Florindo Esperancinha, presidente do Colégio de Oftalmologia da Ordem dos Médicos.

Os doentes aguardam pela proposta de indemnização e pelo final da investigação do Ministério Público.

Para o Hospital de Santa Maria, o número elevado de utentes lesados e os contornos do sucedido justificaram a atribuição de um carácter excepcional ao acompanhamento desta situação através de um meio célere e alternativo de mediação, inspirado no modelo da arbitragem voluntária.

Uma troca de medicamento na farmácia do hospital esteve na origem da cegueira, segundo o relatório da Polícia Judiciária.

Na sequência disso, o Ministério Público acusou em Dezembro de 2009 um farmacêutico e uma técnica de farmácia e diagnóstico como autores, na forma de dolo eventual e em concurso real, de seis crimes de ofensa à integridade física grave.

sábado, 17 de outubro de 2009

Santa Maria: doentes foram informados de que cegueira é definitiva (Fonte: RCM Pharma 09.11.2009)


Santa Maria: doentes foram informados de que cegueira é definitiva
Os doentes que ficaram cegos com um tratamento oftalmológico em Santa Maria já foram informados pelos médicos de que a cegueira é definitiva e sem qualquer hipótese de recuperação, noticia a agência Lusa.Maria das Dores, uma das doentes, que ficou cega dos dois olhos, disse esta segunda-feira à Lusa que soube na semana passada que não ia voltar a ver nada, tendo sido reencaminhada, por parte do Hospital de Santa Maria, para o centro de reabilitação de cegos.Já depois de ter sido submetida ao tratamento que a cegou, Maria das Dores ainda chegou a recuperar ligeiramente e "a ver umas sobras", mas neste momento está completamente cega."Por fora, os olhos estão bonitos. Os médicos têm feito uns tratamentos para as infecções, mas já me disseram que não vou voltar a ver", contou.Na mesma situação está Maria Antónia Martins, que perdeu a visão num olho."Eu deixei de ver depois das injecções, mas na altura não sabia que ia ficar cega. Só na quinta-feira é que soube com certeza. Disseram-me que a vista está queimada por dentro e que não há nada a fazer", disse. Walter Lago Bom ficou cego dos dois olhos e nunca alimentou a esperança de voltar a ver, mas da parte dos clínicos essa verdade só lhe chegou há pouco tempo: "Desde o início, a sensação que tive nos meus olhos foi a de uma lâmpada que se funde. Vi logo que tinha cegado. Ainda se falou na hipótese de ir aos Estados Unidos tentar um tratamento, mas a verdade é que não havia nada a fazer e recentemente é que os médicos acabaram por ter de confirmar isso".Segundo este doente, que chegou a ser operado, as células do olho direito estão queimadas. O olho esquerdo tem uma inflamação que não permite aos médicos verem com clareza a dimensão das lesões.Contudo, Walter Lago Bom, que continua internado em Santa Maria, não tem esperança e está convicto de que os médicos "vão acabar por confirmar a cegueira definitiva do olho esquerdo também". Outro doente, que ficou cego do olho esquerdo, falou igualmente da esperança de voltar a ver, que entretanto já foi completamente afastada.Américo Palhota diz que neste momento está a fazer tratamento para debelar uma infecção, mas não para a cegueira porque já sabe que tem "os olhos queimados por dentro".O Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) constituiu no final de Agosto uma comissão de acompanhamento para avaliar os "eventuais danos e respectivo ressarcimento" dos seis doentes que perderam a visão na intervenção oftalmológica ocorrida a 17 de Julho.Até hoje não houve ainda desenvolvimentos, lamentam os doentes, que apenas foram contactados "logo no início" para recolha dos depoimentos.O objectivo da comissão era "averiguar os danos causados e depois propor um valor de indemnização", explicou na altura o presidente da comissão, o juiz desembargador Eurico Reis.Este responsável disse à Lusa que "os trabalhos da comissão ainda estão a decorrer" e que "terminam com a apresentação de uma proposta de acordo entre as partes", lembrando que existe um prazo de seis meses para o processo decorrer.


SANTA MARIA - Remédio para cancro provocou cegueira (Fonte: CM 17.10.2009)


Antes de lerem esta noticia, quero deixar bem claro o seguinte: "Não pretendo criar nenhuma ideologia politica, ou sindical ao colocar este tipo de noticias no blog. Aparentemente podem pensar que não têm nada a ver com os Transplantes Pulmonares, no entanto, sempre afirmei que em tudo o que me for possivel questionar o sistema de saúde em Portugal que o farei".

Sendo assim, desde já justifico a inclusão desta e outras noticias que questionem o estado do sistema de saúde em Portugal, situações de negligência médica ou até mesmo pequenas histórias reais e pedidos de ajuda que queiram fazer chegar ao meu blog para o mail sandraalvescampos@gmail.com

Obrigada,

Sandra Campos


Os seis doentes foram tratados a 17 de Julho. Dias depois, o hospital assumiu o erro, abrindo de imediato uma investigação para apurar o que causou a cegueira.

Investigação: Em três doentes as células estão mortas
Remédio para cancro provocou cegueira (ACTUALIZADA)Apenas a letra ‘B’ era visível. O restante estava borratado, na etiqueta colada com autocolantes no receptáculo onde se encontravam os restos dos medicamentos. O funcionário da farmácia não confirmou o nome e trocou a embalagem. Resultado: os médicos, que pediram alguns miligramas de bevacizumad (a substância activa do Avastin) para tratar as infecções oculares dos seis doentes que estavam no Santa Maria, usaram um medicamento cujo produto activo é utilizado como substituto da quimioterapia. Trata-se também de um citotóxico, mas tem um efeito visicante. Ou seja, destrói as células fora dos vasos sanguíneos.
Dos seis doentes a quem foi injectado o medicamento errado, três já não têm hipótese de regressão. As células estão mortas.
A investigação da PJ, feita em tempo recorde, está terminada. A Judiciária admite, no relatório final enviado para o DIAP, que o medicamento utilizado tinha também um princípio activo começado por ‘B’. É a única hipótese de explicar a negligência grave, já que o manuseador de medicamentos – primeiro arguido – garante ter verificado pelo menos a primeira letra da embalagem.
O segundo arguido deste caso é a farmacêutica. Trata-se de uma jovem, que trabalhava há poucos anos no Hospital de Santa Maria e que não terá cumprido os procedimentos. Cabia-lhe verificar as embalagens chegadas à farmácia. Deveria controlar as etiquetas, confirmar os princípios activos e depois voltar a embalar os medicamentos de forma asséptica para reutilização.
A farmacêutica terá descurado os procedimentos e entregou o tabuleiro com os vários receptáculos – onde estavam os mais diversos medicamentos – ao manuseador. Aquele distraiu-se e embalou-os de forma tragicamente errada.
Outro facto: as etiquetas são escritas à mão com canetas pontas de feltro e, depois, os receptáculos são borrifados com álcool. Muitas vezes a tinta fica borratada e, noutros momentos, a etiqueta fica descolada. Tal como terá acontecido neste caso, no qual uma distracção foi fatal para os seis doentes. Três já não irão recuperar a visão.
PORMENORES
AVASTIN SUSPENSO
Diversas clínicas e alguns hospitais suspenderam o uso do Avastin em Julho enquanto a investigação não tinha sido concluída. A sua utilização já foi retomada.
DOENTES DIABÉTICOS
Cinco dos seis doentes são diabéticos e todos tinham uma visão diminuída, apesar de fazerem as suas vidas normais. As lesões provocadas acabaram por lhes degradar a qualidade de vida.
RECUPERAÇÃO LENTA
Três dos seis doentes já recuperaram. No entanto, ainda estão longe da visão que possuíam antes de lhes ser administrado o medicamento trocado.
HOSPITAL TRATOU 80 DOENTES SEM COMPLICAÇÕES
Negligência médica, problemas no lote do medicamento, falha na esterilização ou infecção hospitalar foram as hipóteses investigadas pelas autoridades da Saúde para se perceber o que provocou a cegueira a seis doentes, a 17 de Julho, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Dias depois, a administração do hospital deu uma conferência de imprensa, onde mostrava cautelas no discurso.
'Não temos uma razão para esta reacção adversa grave provocada pela substância bevacizumab injectada nos olhos', disse Correia da Cunha, director clínico do Santa Maria. Adiantou que o hospital já tinha tratado 80 doentes sem problema e remeteu a justificação para as investigações que terminaram.
VÍTIMAS RELATAM CEGUEIRA
'NEM CONSIGO VER SE É DE DIA OU DE NOITE', Antónia Martins, 66 anos
'Ainda não senti melhoras na vista que recebeu a injecção. Continuo sem conseguir distinguir se é de noite ou de dia, mas os médicos também me disseram que, alguma recuperação, só em Dezembro.'
'O MEU CASO É CONSIDERADO DOS PIORES', Walter Lago Bom, 47 anos
'Não vejo dos dois olhos. Não há qualquer alteração da situação desde que recebi as injecções. Apesar de a substância ser a mesma, tivemos diferentes reacções. O meu caso é considerado dos piores.'
'OLHOS SÓ PERMITEM VER VULTOAS À VOLTA A MOVEREM-SE', Maria Rodrigues, 53 anos
'Ao longo destes meses a recuperação tem sido nula. Os olhos só permitem ver os vultos das pessoas a moverem-se, nada mais, o mesmo que via logo a seguir de ter recebido as injecções em ambas as vistas.'
ACUSAÇÃO AINDA AGUARDA POR DADOS MÉDICOS
A qualificação jurídica ainda não está determinada. Os dois arguidos – o manuseador de medicamentos e a farmacêutica – poderão ser acusados de ofensas corporais agravadas, negligência médica na forma grosseira ou erro no manuseamento dos medicamentos. As autoridades apenas os constituíram arguidos, não lhes tendo sido aplicada qualquer medida de coacção acessória, para além do Termo de Identidade e Residência. Continuam ambos em funções.
Entretanto, o processo está agora a cargo do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa. Maria José Morgado, a responsável por aquele departamento, aguarda por mais elementos médicos. Para a dedução da acusação é fundamental perceber a extensão dos danos nos utentes e saber qual a hipótese da regressão das lesões nos três doentes.
Refira-se, ainda, que a dedução da acusação visará apenas cinco dos seis doentes, já que um deles não apresentou queixa. O facto de terem aceite a mediação que está a ser levada a cabo pelo juiz Eurico Reis também leva a que abdiquem da possibilidade de avançar com um processo cível. A parte criminal, porém, é autónoma e estarão sempre em causa cinco crimes, já que cada doente sofreu uma lesão distinta.
DISCURSO DIRECTO
'UM HOSPITAL É UM SÍTIO DE RISCO', Pedro Nunes, Bastonário da Ordem dos Médicos
Correio da Manhã – Entende que o caso dos cegos de Santa Maria retira credibilidade aos hospitais?
Pedro Nunes – As pessoas devem compreender que, a exemplo da estrada, um hospital é um sítio de risco. Por vezes, as coisas correm mal. Em nenhuma parte do Mundo deixa de haver risco. Há, contudo, o objectivo de minimizar os efeitos negativos.
– Que avaliação retira da evolução deste processo desde a aplicação das injecções em Julho?
– Entendo que tem decorrido de forma exemplar. O hospital veio a público dizer o que se passava e disponibilizou-se para o pagamento de indemnizações. Tudo foi feito para que fossem apuradas as causas e evitar que o erro fosse novamente cometido. Também a intervenção da Polícia Judiciária foi rápida e eficaz. Houve uma tragédia com vítimas com consequências futuras.
– É oftalmologista. Ao longo da sua carreira conheceu incidentes semelhantes?
– É uma situação inédita, mesmo a nível mundial.

ANA JORGE: IDA AO ESTRANGEIRO
A ministra da Saúde, Ana Jorge, revelou abertura para que os doentes pudessem ser tratados no estrangeiro. Hipótese que o doente Walter Lago Bom disse que não se concretizou
CEGUERIA: RECUPERAÇÃO LENTA
Três meses depois da intervenção cirúrgica, médicos do Hospital de Santa Maria estimam que a recuperação daqueles que ainda terão alguma hipótese será muito lenta
DOENÇA: RETINOPATIA DIABÉTICA
A retinopatia diabética é uma alteração nos vasos sanguíneos devido ao aumento de açúcar no sangue, pelo que os doentes perdem gradualmente a visão
Tânia laranjo/Eduardo Dâmaso/J.S
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

SIC - Fátima Lopes - Entrevista com Sandra Campos e Célia - Junho 2009 (2/2)

SIC - Fatima Lopes - Entrevista com Sandra Camps e Célia - Junho 2009 (1/2)

TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (1/2)

TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

SIC - Grande Reportagem Fev.2007 (4/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev.2007 (3/6)

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (2/6)

SIC - Grande Reportagem Fev 2007 (1/6)

2005 - Sandra Campos - TV Localia (Depois do Transplante) (2/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia - La Corunha (Depois do Transplante) (1/2)

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) 2/2

2005 - Sandra Campos - TV Localia La Coruña (antes do Transplante Pulmonar) (1/2)

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007
Jornalista Susana André e Reporter de Imagem Vitor Quental

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007

Preparação para a Grande Reportagem da Sic - Fev.2007
Reporter de Imagem Vitor Quental

La Corunha - Hospital Juan Canalejo

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Hotel de Pacientes - Vários Portugueses salvos por um Transplante Pulmonar

Uma vida é pouco para mim

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O meu lema de vida - Dia do meu Transplante Pulmonar