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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

MA: medicamentos contendo metisergida podem causar fibrose

24/02/2014 - 12:34

O Comité de Medicamentos de Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que os medicamentos contendo metisergida podem causar fibrose, avança o Infarmed.

A metisergida é um medicamento que tem sido usado na União Europeia na prevenção de enxaqueca (com e sem aura) e outros tipos de cefaleias pulsáteis.

Em Portugal, não existem medicamentos com autorização de introdução no mercado contendo metisergida.

O CHMP concluiu que os medicamentos contendo metisergida devem ser apenas utilizados na prevenção de enxaquecas graves e cefaleias em salvas, quando outros medicamentos não tenham tido efeito terapêutico.

O tratamento com metisergida deve ser iniciado e supervisionado por um médico com experiência no tratamento de enxaquecas e cefaleias em salvas. Os doentes devem ser sujeitos a uma avaliação prévia ao início do tratamento, e novamente após 6 meses de terapêutica, com metisergida para despiste de fibrose. O tratamento deve ser descontinuado se surgirem sintomas de fibrose.

Os sintomas de fibrose demoram algum tempo a aparecer pelo que, sem uma avaliação o diagnóstico pode ser tardio, não prevenindo lesões graves nos órgãos.

Em relação aos benefícios, o CHMP verificou que existem evidências quando a metisergida é usada na prevenção de enxaquecas ou cefaleias em salvas, em doentes com episódios regulares, e para os quais as opções de tratamento são limitadas. A metisergida foi também usada no tratamento de diarreia causada por doença oncológica, no entanto não existem dados suficientes para suportarem esta indicação pelo que não deve continuar a ser utilizada.

A opinião do CHMP será agora enviada para a Comissão Europeia (CE) que tomará uma decisão vinculativa para toda a Europa.

A EMA e o Infarmed continuarão a acompanhar e a divulgar toda a informação disponível sobre este assunto.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Doentes raros portugueses têm acesso a 61 dos 63 fármacos órfãos autorizados pela EMA

27/02/2013 - 08:18

Os doentes raros em Portugal têm acesso a 61 dos 63 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento, dos quais 23 só podem ser adquiridos através de uma “autorização de utilização especial”, segundo o Infarmed, avança a agência Lusa.

Destes 23 medicamentos, 13 necessitam de uma autorização especial porque, “até à data, não houve interesse por parte dos laboratórios em iniciar a sua comercialização em Portugal e 10 por se encontrarem em fase de avaliação prévia”, explica a Autoridade Nacional do Medicamento numa nota enviada à Lusa.

A autoridade nacional do medicamento refere que “todos os doentes portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS), têm acesso a 61 dos 63 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento, tendo dois sido recusados por “não evidenciarem mais valia terapêutica face aos já existentes no mercado”.

Dados do Infarmed indicam que, entre 2010 e 2012, foram aprovados para aquisição hospitalar 15 medicamentos órfãos, sendo o tempo médio de aprovação de 244 dias.

“Os dados de mercado de consumo de medicamentos em ambiente hospitalar demonstram que existe contínuo acesso aos medicamentos órfãos”, verificado pelo crescimento de 16,8% de despesa efectuada com este tipo de medicamentos em Novembro de 2012, face ao período homólogo de Novembro de 2011.

Para que um medicamento de uso exclusivo hospitalar possa ser adquirido pelas unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde é necessária uma avaliação prévia tendo em vista o seu uso generalizado.

“A avaliação prévia é um processo negocial que tem a duração necessária à defesa do interesse dos cidadãos e do SNS”, adianta o Infarmed, assegurando que “o acesso a medicamentos em fase de avaliação prévia não está em causa, nem a sua utilização, sem custos pelo doente”.

Os processos de avaliação prévia referentes a um medicamento só podem ser iniciados após a atribuição da sua Autorização de Introdução no Mercado (AIM).

No entanto, explica o Infarmed, estes processos só se iniciam quando o laboratório farmacêutico formaliza o pedido junto da autoridade nacional do medicamento e não no momento de atribuição de AIM.

“A título de exemplo, e tendo em conta os 10 medicamentos órfãos neste momento em fase de avaliação prévia no Infarmed, o tempo médio entre a atribuição de AIM por parte da EMA e o registo de pedido de avaliação prévia efectuado junto do Infarmed foi de 841 dias”, sublinha.

O Infarmed reitera que, “independentemente da sua condição de comercialização em Portugal ou da fase de avaliação prévia em que se encontra o medicamento, o acesso aos medicamentos órfãos não está em causa, nem a sua utilização sem custos pelo doente”.

Estima-se que em Portugal existam entre 600 e 800 mil pessoas raras, estando actualmente identificadas cerca de sete mil doenças raras.

O Dia Nacional das Doenças Raras assinala-se no dia 28 de Fevereiro.

FONTE

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Falha de medicamento deixa doença rara sem opção


29/06/2011 - 09:23
"Tenho de tomar dois comprimidos por dia. Esta é a dose mínima para me aguentar de pé. Experimentei outros medicamentos, mas este é o único que tolero e ao qual o meu corpo reage. Se não o tomar perco as forças, poderei entrar em coma e morrer. Esta é uma doença que mexe com o sistema nervoso central, tiróide e supra-renais". Sandra Roque, 37 anos, fala, em entrevista ao Diário de Notícias, da doença de Addison. Foi-lhe diagnosticada em 2005, depois de lutar contra um cancro.

O Hydrocortone®, uma das primeiras cortisonas sintéticas a surgir no mercado e cuja embalagem de 25 comprimidos custa 1,82 euros, está em falta nas farmácias desde Abril. Para Sandra e outros que sofrem desta doença rara, esta é a única alternativa.

O medicamento substitui uma hormona que o corpo deixou de produzir.

“Preciso de mais de dois frascos por mês, pelo menos. Na região de Setúbal, não há farmácia que tenha o remédio, e em Lisboa só o consegui encontrar numa farmácia onde já compro medicamentos habitualmente. Guardou-me algumas embalagens, porque não existe em mais lado nenhum”, contou Sandra ao DN, referindo que a alternativa é uma cortisona injectável que “só pode ser dada duas vezes por ano e que é muito forte”.

As farmácias que ainda têm embalagens, juntaram-nas nos últimos meses para garantir medicação aos doentes por mais algum tempo. “Nos últimos meses, temos tido mais doentes à procura do medicamento. Vão rodando pelas farmácias, mas na zona já ninguém tem”, contou ao DN Maria Joana Casimiro, directora da Farmácia Curie, que vendeu as últimas embalagens que tinha aos doentes habituais. “É um remédio do qual depende a vida dos doentes. E não há alternativa que o substitua integralmente”, disse, afirmando que disse aos doentes para apresentarem queixa na Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed). Ao organismo, porém, não chegou qualquer notificação de ruptura de stock, mas, segundo o DN apurou, estão informados das falhas constantes que têm acontecido no último ano. O fármaco é produzido por um laboratório no Reino Unido e apenas uma distribuidora, a Alliance Healthcare, detém a comercialização em exclusivo do medicamento em Portugal.

Ao DN, fonte da Alliance Healthcare explicou que “o laboratório inglês não está a fornecer o medicamento em quantidade suficiente para Portugal”, razão pela qual se reuniram na terça-feira.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/medicamentos/29-06-11/falha-de-medicamento-deixa-doenca-rara-sem-opcao

quinta-feira, 3 de março de 2011

Presidente da Raríssimas denuncia atrasos nas comparticipações





Em vez do previsto na lei - num máximo de 80 dias - a compraticipação está a demorar cerca de 688 dias. "Mais de dois anos significa, em alguns casos, uma sentença de morte para os doentes", alerta.

A Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) alerta para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar “sentença de morte” para aqueles doentes.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Raríssimas disse que um dos temas que hoje começa a ser debatido na I Conferência Nacional de Doenças Raras (em Lisboa) é o "atraso nas comparticipações nos medicamentos órfãos [desenvolvidos para doenças raras], que alcança dois anos".

Paula Brito e Costa lembrou que, "ao contrário do que está previsto na lei, uma comparticipação num máximo de 80 dias depois da autorização da introdução no mercado está a demorar cerca de 688 dias".

"Mais de dois anos significa, em alguns casos, uma sentença de morte para os doentes", alertou a presidente da Raríssimas.

Questionada sobre se os cortes orçamentais vão influenciar ainda mais o acesso aos medicamentos por parte dos doentes mentais e com doenças raras, Paula Brito e Costa admitiu que sim.

A também presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal (FEDRA) disse que, devido aos cortes nos orçamentos destinados à saúde, "apesar de ter sido criado um sistema [Autorização de Utilização Especial – AUE] que permite às administrações hospitalares comparticiparem os medicamentos, este facilitismo não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro".


Infarmed reage A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sublinhou que o acesso aos medicamentos órfãos "não está em causa", porque durante a avaliação destes fármacos para distribuição hospitalar os doentes podem adquiri-los através de autorização especial.

Em comunicado, o Infarmed afirma que "o acesso a estes medicamentos não está em causa, nem a sua utilização sem custos pelo doente". O que está em causa, explica, é "apenas uma questão comercial que está a ser alvo de negociação entre o Estado e os laboratórios da indústria farmacêutica".

Segundo o Infarmed, "todos os doentes portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm acesso a 60 dos 62 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento", sendo que, "dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 59 são de dispensa unicamente hospitalar e apenas três podem ser disponibilizados em farmácia de oficina".

Fonte daquela entidade disse que "o doente nunca está privado do acesso ao medicamento, porque enquanto decorre o período de avaliação fármaco-económica - que decide a disponibilização hospitalar com comparticipação a 100%- todos os hospitais podem passar uma Autorização de Utilização Especial (AUE) caso o doente não possa esperar pela avaliação".

terça-feira, 1 de março de 2011

Fármacos órfãos devem "responder às necessidades do doente e não da IF"



A ministra da Saúde pronunciou-se na tarde de sábado, no Porto, sobre os medicamentos órfãos, dizendo que importa “responder àquilo que são as necessidades dos doentes e não às necessidades da Indústria Farmacêutica”, avança a agência Lusa.

Ana Jorge acrescentou que é preciso também “ter a evidência clínica de que o uso destes medicamentos poderá ser benéfico para os doentes”.

Os medicamentos órfãos destinam-se à prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças muito graves ou que constituem um risco para a vida e que são raras.

Na Europa, uma doença ou patologia é designada como rara quando afecta menos de 1 em cada 2.000 indivíduos. Em Portugal, estima-se que haja 6.000 pessoas com este tipo de patologias.

As declarações da ministra foram feitas na conferência “Raros mais iguais” promovida pela Aliança Portuguesa de Associações de Doenças Raras (APADR), que decorreu no Instituto de Biologia Molecular e Celular, no quadro das comemorações do Dia das Doenças Raras, que se assinala na próxima segunda-feira.

Ana Jorge referiu-se à “discussão” ocorrida nos últimos dias sobre alegados atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos e frisou que “a indústria investe pouco” nestes medicamentos “porque é uma área que não é muito lucrativa” e os que existem “têm um custo elevadíssimo”.

A ministra insistiu na necessidade de “preservar aquilo que são as necessidades dos doentes” e “ter a evidência de que o benefício é grande e está provada a sua eficácia”.

“Sem isto e sem a colaboração de todos, o Serviço Nacional de Saúde não sobrevive e, portanto, se queremos continuar a ter saúde para todos, temos todos que fazer um esforço para usar bem e racionalmente o que é benéfico para todos”, resumiu.

A ministra salientou que as medidas previstas pelo Ministério nesta área nem sempre são desenvolvidas com a velocidade desejável e “muitas vezes, é preciso ter uma certa resiliência para não desistir e continuar a acreditar que é possível”.

Entre essas medidas, Ana Jorge destacou os “centros de referência nacionais” de doenças raras para dar “uma resposta mais organizada e mais integrada nesta problemática”.

Outra medida lançada pelo Governo é o cartão de portador de doenças raras, “muito importante, porque muitas vezes é decisivo” na forma como os doentes poderão ser atendidos nos serviços de saúde.

O presidente da APADR, Francisco Beirão, acredita que o cartão poder ser uma realidade “talvez a mais curto prazo” do que os centros, cuja constituição ainda terá que ir a concurso público.

A expectativa da APADR é que o cartão possa ser lançado “ainda este ano”.

Francisco Beirão falou ainda sobre as notícias de alegados atrasos na atribuição de comparticipações nos medicamentos órfãos, sustentando que “a celeuma não tem muita razão de ser”.

“É um facto que há atrasos burocráticos na atribuição de alguns medicamentos, mas porque as doenças são raras, os medicamentos não estão suficientemente testados e assim não há evidências categóricas” da sua eficácia clínica, esclareceu.

Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12147/15/Farmacos-orfaos-devem-responder-as-necessidades-do-doente-e-nao-da-IF.html

Raríssimas diz que doentes têm "sentença de morte" Devido aos atrasos nas comparticipações dos medicamentos

A Raríssimas - Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras alertou hoje para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar "sentença de morte" para aqueles doentes.
Em declarações à Lusa, a presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, disse que um dos temas que hoje começa a ser debatido em Lisboa, na I Conferência Nacional de Doenças Raras, é o "atraso nas comparticipações nos medicamentos órfãos [desenvolvidos para doenças raras], que alcança dois anos".  
Paula Brito e Costa lembrou que, "ao contrário do que está previsto na lei, uma comparticipação num máximo de 80 dias depois da autorização da introdução no mercado está a demorar cerca de 688 dias".  
"Mais de dois anos significa, em alguns casos, uma sentença de morte para os doentes", alertou a presidente da Raríssimas.  
Questionada sobre se os cortes orçamentais vão influenciar ainda mais o acesso aos medicamentos por parte dos doentes mentais e com doenças raras, Paula Brito e Costa admitiu que sim.  
A também presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal (FEDRA) disse que, devido aos cortes nos orçamentos destinados à saúde, "apesar de ter sido criado um sistema [Autorização de Utilização Especial] que permite às administrações hospitalares comparticiparem os medicamentos, este facilitismo não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro".  
"Sei que pelo menos no Hospital de São João, no Porto, isto acontece. Temos várias denúncias", referiu.  
Paula Brito e Costa disse que os atrasos nas comparticipações estão a afectar "centenas de doentes", além daqueles que "nem sequer conhecimento dos mecanismos têm ou não sabem como funcionam".  
"Por isso, importante é alertar para que os doentes conheçam estes mecanismos, saibam como funcionam e que tenham acesso a um direito que é o medicamento órfão", sublinhou.  
Além da comparticipação dos medicamentos órfãos, a I Conferência Nacional de Doenças Raras vai debater temas como a história e actualidade da investigação nas doenças raras, as políticas de aprovação dos medicamentos órfãos a nível europeu e nacional, a abordagem do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a estas  patologias e o papel das associações de doentes no apoio junto dos poderes de decisão.   
A FEDRA estima que existam entre cinco mil e oito mil doenças raras diferentes, afectando, no seu conjunto, seis a oito por cento da população mundial, o que, relativamente à população portuguesa, significará a existência de 600 mil a 800 mil pessoas com este tipo de patologias.
Infarmed desmente atrasos
A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sublinhou que o acesso aos medicamentos órfãos "não está em causa", porque durante a avaliação destes fármacos para distribuição hospitalar os doentes podem adquiri-los através de autorização especial. 
Em comunicado, o Infarmed afirma que "o acesso a estes medicamentos não está em causa, nem a sua utilização sem custos pelo doente".  
O que está em causa, explica a Autoridade do Medicamento, é "apenas uma questão comercial que está a ser alvo de negociação entre o Estado e os laboratórios da indústria farmacêutica". 
Segundo o Infarmed, "todos os doentes portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm acesso a 60 dos 62 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento", sendo que, "dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 59 são de dispensa unicamente hospitalar e apenas três podem ser disponibilizados em farmácia de oficina". 
Fonte da entidade disse à Lusa que "o doente nunca está privado do acesso ao medicamento, porque enquanto decorre o período de avaliação fármaco-económica - que decide a disponibilização hospitalar com comparticipação a 100 por cento - todos os hospitais podem passar uma Autorização de Utilização Especial caso o doente não possa esperar pela avaliação". 
O comunicado do Infarmed diz que, dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 18 "apenas podem ser adquiridos por AUE, 12 porque até à data não houve interessados na sua comercialização e seis porque se encontram em fase de avaliação para utilização corrente". 
Os prazos de avaliação destes seis medicamentos variam entre 730 dias e 90 dias, mas a utilização especial foi autorizada em 138 doentes, de acordo com a Autoridade do Medicamento.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ministério recusa bloqueios para medicamentos órfãos


O secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, negou esta quinta-feira, em conferência de imprensa no Infarmed, que haja algum bloqueio que impeça o Hospital de São João, no Porto, de ter autorização especial para dar medicamentos para tratar doenças raras – os chamados medicamentos órfãos.

“Este hospital tem também autorizações especiais de medicamentos como os outros. Essa questão não está bloqueada no hospital”, afirmou o representante da tutela.

A presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) disse que este mecanismo “não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro". "Sei que pelo menos no Hospital de São João, no Porto, isto acontece. Temos várias denúncias", referiu.

O secretário de Estado adiantou apenas que já pediu mais esclarecimentos sobre a situação e que “a criação de centros de referência vai facilitar o tratamento destes doentes”

Já o presidente do Infarmed, Jorge Torgal, garantiu aos jornalistas que a obtenção das autorizações especiais para a administração destes medicamentos não demora mais de cinco dias e que prova de que têm sido dadas autorizações é que “tem havido uma despesa acrescida com estes medicamentos, que são disponibilizados sem custos para os doentes”.

De acordo com os dados disponibilizados pela Autoridade Nacional do Medicamento, os medicamentos órfãos foram responsáveis por 7% dos gastos dos hospitais com fármacos em 2010, o que representa um aumento de 18% no peso dos medicamentos órfãos no total de medicamentos.

“Temos de olhar para a floresta e não para duas árvores cujo crescimento teve problemas”, disse Jorge Torgal, referindo-se ao caso do Hospital de S. João e ao caso do Hospital dos Capuchos que, segundo denúncia feita à Antena 1 pela Raríssimas, estará a exigir os dados do IRS aos doentes para perceber se podem pagar a medicação do seu bolso.

Contactado pela Antena 1, o Hospital dos Capuchos afirma que a lei não obriga a fornecer medicamentos de forma gratuita, enquanto que o Infarmed diz precisamente o contrário, como referido anteriormente.

O Hospital de S. João garantiu em comunicado que “nenhum doente deixou ou deixará de ser tratado por razões de natureza meramente económica”, refutando, assim, declarações da presidente da Raríssimas.

“Como sempre aconteceu, as decisões terapêuticas são da responsabilidade médica, atentas aí às políticas a que o Conselho de Administração se obriga a respeitar para uma gestão justa dos seus recursos”, lê-se na nota enviada pelo hospital à agência Lusa.

Cinco fármacos responsáveis por 65% dos gastos com medicamentos órfãos

Ainda de acordo com dados divulgados esta quinta-feira pelo Infarmed, cinco fármacos foram responsáveis por 65% dos gastos com medicamentos órfãos: Imatinib; Bosentano; Galsulfase; Lenalidomida e Sorafenib.

No total, o investimento do SNS em medicamentos órfãos em 2010 ultrapassou os 72 milhões de euros.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12116/15/Ministerio-recusa-bloqueios-para-medicamentos-orfaos.html

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Medicamentos órfãos: Raríssimas acusa, Infarmed nega


A Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) alertou esta quarta-feira para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar “sentença de morte” para aqueles doentes.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Raríssimas, Paula Brito e Costa, disse que um dos temas que esta quarta-feira começa a ser debatido na I Conferência Nacional de Doenças Raras (em Lisboa) é o "atraso nas comparticipações nos medicamentos órfãos [desenvolvidos para doenças raras], que alcança dois anos".

Paula Brito e Costa lembrou que, "ao contrário do que está previsto na lei, uma comparticipação num máximo de 80 dias depois da autorização da introdução no mercado está a demorar cerca de 688 dias".

"Mais de dois anos significa, em alguns casos, uma sentença de morte para os doentes", alertou a presidente da Raríssimas.

Questionada sobre se os cortes orçamentais vão influenciar ainda mais o acesso aos medicamentos por parte dos doentes mentais e com doenças raras, Paula Brito e Costa admitiu que sim.

A também presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal (FEDRA) disse que, devido aos cortes nos orçamentos destinados à saúde, "apesar de ter sido criado um sistema [Autorização de Utilização Especial – AUE] que permite às administrações hospitalares comparticiparem os medicamentos, este facilitismo não passa dos gabinetes, não sai da gaveta, porque os directores têm ordens para não gastar dinheiro".

"Sei que pelo menos no Hospital de São João, no Porto, isto acontece. Temos várias denúncias", referiu.

Paula Brito e Costa disse que os atrasos nas comparticipações estão a afectar "centenas de doentes", além daqueles que "nem sequer conhecimento dos mecanismos têm ou não sabem como funcionam".

"Por isso, importante é alertar para que os doentes conheçam estes mecanismos, saibam como funcionam e que tenham acesso a um direito que é o medicamento órfão", sublinhou.

Infarmed sublinha que acesso a medicamentos órfãos "não está em causa"


A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) sublinhou que o acesso aos medicamentos órfãos "não está em causa", porque durante a avaliação destes fármacos para distribuição hospitalar os doentes podem adquiri-los através de autorização especial.

A presidente da Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras (Raríssimas) alertou para os atrasos nas atribuições das comparticipações nos medicamentos órfãos, quer através do Infarmed, quer em hospitais públicos, que podem significar “sentença de morte” para aqueles doentes.

Em comunicado, o Infarmed afirma que "o acesso a estes medicamentos não está em causa, nem a sua utilização sem custos pelo doente".

O que está em causa, explica a Autoridade do Medicamento, é "apenas uma questão comercial que está a ser alvo de negociação entre o Estado e os laboratórios da indústria farmacêutica".

Segundo o Infarmed, "todos os doentes portugueses do Serviço Nacional de Saúde (SNS) têm acesso a 60 dos 62 medicamentos órfãos autorizados pela Agência Europeia do Medicamento", sendo que, "dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 59 são de dispensa unicamente hospitalar e apenas três podem ser disponibilizados em farmácia de oficina".

Fonte daquela entidade disse à agência Lusa que "o doente nunca está privado do acesso ao medicamento, porque enquanto decorre o período de avaliação fármacoeconomia – que decide a disponibilização hospitalar com comparticipação a 100% – todos os hospitais podem passar uma Autorização de Utilização Especial (AUE) caso o doente não possa esperar pela avaliação".

O comunicado do Infarmed diz que, dos 62 medicamentos com autorização de comercialização em Portugal, 18 "apenas podem ser adquiridos por AUE, 12 porque até à data não houve interessados na sua comercialização e seis porque se encontram em fase de avaliação para utilização corrente".

Os prazos de avaliação destes seis medicamentos variam entre 730 dias e 90 dias, mas a utilização especial foi autorizada em 138 doentes, de acordo com a Autoridade do Medicamento.

"Dos 12 para os quais não foi pedida avaliação, sete nunca foram objecto de qualquer pedido de utilização e os cinco restantes foram disponibilizados por AUE", diz a entidade.

O Infarmed refere, igualmente, que "o investimento do SNS em medicamentos órfãos em 2010 ultrapassou os 72 milhões de euros, o que corresponde a sete% do custo total do consumo de medicamentos hospitalares".

A entidade salienta ainda "um crescimento de 18% neste grupo de medicamentos em relação a 2009" e que "cinco medicamentos órfãos são responsáveis por 65% dos gastos neste grupo de medicamentos".
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/12100/15/Medicamentos-orfaos-Rarissimas-acusa-Infarmed-nega.html

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Prescrição informatizada obrigatória a partir de Março 2011



O presidente do Infarmed – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, Jorge Torgal, anunciou esta sexta-feira no Porto que vai ser obrigatória, a partir de Março, a prescrição informatizada de fármacos, avança a agência Lusa.

“O médico vai ter à sua frente os cinco produtos mais baratos do mercado, o que traz um benefício económico claro. É um apoio à prescrição que, pensamos, poderá conduzir a uma prescrição mais racional e ajudar ao controlo da má utilização dos medicamentos”, disse.

O Infarmed, acrescentou, “está a desenvolver e a promover um conjunto de orientações terapêuticas com a participação das ordens dos Médicos e dos Farmacêuticos. O objectivo é que isto leve a um uso mais racional, melhor economia e mais eficiência”.

Jorge Torgal falava num seminário sobre a política do medicamento, organizado em parceria pela Escola de Gestão Empresarial e Instituto de Bioética da Universidade Católica no Porto.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/11037/15/Prescricao-informatizada-obrigatoria-a-partir-de-Marco.html

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Farmácias no Santa Maria e no S. João vão avançar com unidose


A Autoridade Nacional para o Medicamento (Infarmed) já recebeu dois pedidos de autorização para venda de medicamentos em unidose. Foram feitos pelas farmácias de venda ao público dos hospitais de Santa Maria, em Lisboa, e do S. João, no Porto. Se tiverem luz verde, os doentes poderão começar a comprar medicamentos à dose nos próximos dias, avança o DIário de Notícias.

"O pedido foi feito no princípio do mês. A inspecção do Infarmed já se realizou e estou a aguardar a autorização para iniciar a venda", diz ao DN Paulo Diogo, director clínico da farmácia do Santa Maria, a maior do País. Se isso acontecer, o farmacêutico admite poder vender remédios em unidose nos próximos dias. O mesmo poderá acontecer no Porto, já que a reunião com o Infarmed "foi ao mesmo tempo", adiantou Paulo Diogo.

Também o sistema para prescrição em unidose já está resolvido e já há médicos que aderiram à iniciativa. "As receitas têm de ser electrónicas e o sistema já está implementado. Já recebi receitas para vender medicamentos em unidose. Na semana passada foram três. Mas ainda não está muito divulgado entre os médicos", diz ao DN. A farmácia do Santa Maria recebe 1500 pessoas por dia e factura 30 mil euros por dia. "A expectativa é que duplique a facturação nos próximos dois anos".

Nesta primeira fase, a venda em unidose está restringida antibióticos, anti-histamínicos, anti-inflamatórios não esteróides, paracetamol e antifúngicos que sejam vendidos em carteiras (blisters) ou em saquetas. Por isso, a adaptação da farmácia não foi muito complicada, nem dispendiosa.

"Adequamos um espaço do laboratório para o processo de dispensa e tratamos de todos os procedimentos de segurança, para assegurar que não exista troca de medicamentos, para a embalagem secundária e dispensa dos folhetos informativos. Para esta fase, que é experimental durante seis meses, não houve um grande investimento em equipamento", diz.

A farmácia gastou 10 mil euros com a máquina de reembalamento e teve de contratar mais dois profissionais, apenas para a venda à dose "por questões de segurança no manuseamento". Por agora, a unidose não será muito mais do que "dividir os blisters à venda no mercado, de acordo com a dose receitada, e reembalá-los em material da farmácia", conclui.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/news/10345/15/Farmacias-no-Santa-Maria-e-no-S-Joao-vao-avancar-com-unidose.html

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Preço dos medicamentos vai desaparecer das embalagens



O Ministério da Saúde revelou esta terça-feira que a indicação de preço nas embalagens de medicamentos vai deixar de ser obrigatória nos comparticipados, argumentando que não é necessária e que tem obrigado a "inúteis remarcações de preços", avança a agência Lusa.

Quando o IVA aumentou de 5 para 6%, "foi necessário retirar milhões de embalagens do mercado", reimprimir as embalagens e voltar a distribuí-las pelas farmácias, refere o ministério em comunicado.

Em comunicado, o ministério explica que a norma "não acaba com toda e qualquer" indicação de preço e que "o cidadão pode perguntar o preço do medicamento".

Além disso, afirma o ministério, a norma só se aplicará aos medicamentos comparticipados, em que a indicação de preço de venda ao público não é o valor pago pelo cidadão, pelas deduções e descontos que lhe podem ser aplicados.

"O preço de venda ao público impresso na embalagem não dá, assim, qualquer informação útil ao cidadão e não tem qualquer interferência na concorrência no mercado dado que os preços são conhecidos antecipadamente e constam do site do Infarmed", salienta o ministério.

ANF contra retirada de preços das embalagens

A Associação Nacional das Farmácias (ANF) atribuiu ao Governo a intenção de retirar os preços das embalagens de medicamentos, afirmando que "os prejudicados são os portugueses", que deixam de poder comparar os preços.

Em comunicado, a ANF afirma que o Ministério da Saúde se prepara para publicar "um diploma legal que elimina das embalagens dos medicamentos a indicação dos respectivos preços", tornando "impossível ou mais difícil aos utentes a comparação entre os preços dos medicamentos".

"A concorrência entre os laboratórios será menor e a opção dos doentes por medicamentos mais baratos será mais difícil", considera a ANF, que defende a suspensão da medida.

A ANF refere que o comunicado do Conselho de Ministros que há duas semanas aprovou alterações à política do medicamento não fala da retirada dos preços das embalagens que "aparece assim, de surpresa, sem se saber quem a reclamou e que razões levaram o Ministério da Saúde a aceitar de forma tão sigilosa uma medida desta dimensão".

Considera ainda que o Ministério deve esclarecer por que vai tomar esta medida e reitera que "a ANF e as farmácias discordam frontalmente desta decisão".

terça-feira, 25 de maio de 2010

I Cimeira Lusofonia e Saúde 2010 - Forúm Hospital do Futuro

O Fórum Hospital do Futuro organiza no dia 8 de Junho de 2010 a I Cimeira Lusofonia e Saúde, com representantes de Países da Lusofonia no sector da Saúde, com o objectivo de debater sobre as vantagens da partilha da Língua Portuguesa na promoção, prevenção e qualidade da Saúde.


A I Cimeira Lusofonia e Saúde será constituída por uma Sessão Fechada de Discussão, de acesso restrito, com representantes de organizações de Saúde em Portugal e nos Países da Lusofonia, onde serão discutidos os seguintes temas:

- Recursos Humanos: Formação e Intercâmbio de Profissionais

- Melhoria de Acesso a Cuidados de Saúde – Partilha de Boas Práticas

- Acesso à Informação e Promoção de Saúde

- Certificação e Normativas de Qualidade

As conclusões desta discussão serão apresentadas em Sessão Pública, no dia 8 de Junho, a decorrer a partir das 14h00 no Auditório do INFARMED, com o seguinte Programa (actualizado):

14h00 – Sessão de Abertura – José Carlos Abrahão, Presidente, Federação Internacional dos Hospitais

14h30 – Cooperação Lusófona em Telemedicina: Experiências - Moderador: António Vasconcelos da Cunha, APDSI

– Eduardo Castela, Director Serviço Cardiologia Pediátrica, Hospital Pediátrico de Coimbra

– José Veiga Pires, EuroteleRadiology; ex-Director Departamento Radiologia Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia

(outros nomes a confirmar)

15h15 – Coffee break

15h30 – Apresentação das Conclusões da Cimeira – José Rosado Pinto, Coordenador Nacional da Aliança OMS-GARD (Global Alliance Against Chronic Respiratory Diseases)

16h30 – Sessão de Encerramento - S. Exa. Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro

As inscrições são gratuitas e obrigatórias, no site do Fórum Hospital do Futuro – clique aqui.
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SIC - DIA MUNDIAL DO NÃO FUMADOR - Testemunho Sandra Campos (Transplantada Pulmonar por FQ)

TV GALIZIA - Testemunho de Sandra Campos

agalega.info - Videos das noticias dos informativos da TVG

SIC - "Programa Companhia das Manhãs" - 14.10.2009

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TVI- Jornal Nacional - Caso chocante de Açoriano que espera Transplante Pulmonar - 2008

SIC - Fátima Lopes Ago.2008 (2/2)

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TV Ciência - Testemunho de Vida - A F.Q e o Transplante Pulmonar



Obrigada a toda a equipa da TV Ciência pela oportunidade de divulgar esta doença rara chamada Fibrose Quistica. Não se falou nos Transplantes Pulmonares mas gostaria de deixar aqui a esperança para todos os que sofrem desta doença que o Transplante Pulmonar pode ser a única salvação numa fase muito avançada e terminal da F.Q.

SIC - Grande Reportagem Fev. 2007 (6/6)

SIC - Grande Reportagem - Fev. 2007 (5/6)

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Preparação para a Grande Reportagem SIC - Fev. 2007

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